terça-feira, 25 de setembro de 2012

Starwood vê espaço para mais hotéis de luxo no Brasil

Starwood vê espaço para mais hotéis de luxo no Brasil

25/09/2012 - Valor Econômico, Paola de Moura

Hoje há no Brasil 42 hotéis de alto luxo. Na cidade de Nova York, são 71 e no Estado da Flórida, 189 - quase cinco vezes mais. A comparação é usada por Ricardo Suarez, vice-presidente de aquisições e desenvolvimento para a América Latina do grupo hoteleiro americano Starwood, para mostrar o espaço que o segmento tem para crescer no mercado brasileiro. O objetivo da rede é ter entre 25 e 30 hotéis no Brasil em até sete anos.
A companhia não tem pressa. "Nosso negócio não é construir 100 hotéis, e sim hotéis de luxo no lugar certo", afirma Marco Selva, diretor-geral dos Hotéis St. Regis - bandeira cinco estrelas da rede, que conta com serviços personalizados como mordomos.
Os novos projetos terão as marcas St. Regis e W, mas também Aloft by W e Four Points by Sheraton. "[Estes últimos] São hotéis voltados para o setor de negócios. São executivos de luxo. E o Sheraton já é uma bandeira reconhecida pelo brasileiro, por isso, o foco no Four Points by Sheraton", diz Suarez. O executivo explica que ainda não foi definido o número de hotéis de cada bandeira. A decisão depende da oportunidade de terrenos. "Cada área gera uma oportunidade de negócio diferente. Há regiões com maior vocação para hotéis executivos e outras para de luxo", acrescenta.
Hoje, a Starwood possui sete hotéis no Brasil: são cinco Sheraton no Rio, em São Paulo, Porto Alegre e Vitória; e dois Four Points by Sheraton em Curitiba e em Macaé (RJ). Suarez diz que a ocupação nos empreendimentos brasileiros cresceu 20% em 2010 e 11% em 2011.
Os novos empreendimentos Aloft by W e Four Points by Sheraton vão chegar ao mercado brasileiro para atender um crescente mercado de viagens de negócios, não só nas grande capitais, como Rio e São Paulo, mas em cidades como Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Salvador e Florianópolis, cita o executivo. Hoje há mais de 60 Alofts no mundo.
Os hotéis para executivos são os que têm apresentado maior crescimento de receita para a rede. Dados do segundo trimestre do grupo mostram que a receita por apartamento (revpar) vem crescendo mais nessas marcas, com destaque para as bandeiras Aloft (8,7%) e W Hotels (7,3%). São bandeiras que não estão tão presentes na Europa e dão melhores resultados nos países emergentes.
A empresa assumiu recentemente a administração de um hotel em Vitória, trocando a bandeira Hadisson pela do Sheraton. Em 2014, abrirá um hotel, também com essa bandeira, em Recife, na Reserva do Paiva, em parceria com o grupo português Promovalor e a Odebrecht Realizações Imobiliárias. O empreendimento terá 289 suítes, além de um centro de convenções para 2.100 pessoas.
Marco Selva afirma que a empresa espera o momento certo de entrar em cada mercado. E cita a área do porto do Rio como exemplo. "É uma região interessante, porém muito grande e ainda em desenvolvimento. Temos que esperar para ver onde construir o hotel", diz. O executivo lembra que no Puerto Madero, região portuária de Buenos Aires que foi revitalizada e transformada em ponto turístico, só agora a rede está construindo seu Sheraton. "Foram muitos anos para que a região virasse um polo imobiliário", diz.
No Brasil, os projetos serão sempre realizados com parceiros. A ideia é repetir aqui os bons resultados que a rede obteve lá fora com o sistema de condomínios, que inclui prédios residenciais na mesma área do empreendimento hoteleiro. Nem sempre há construções diferentes para cada propósito. O W de Miami Beach, por exemplo, tem 408 quartos, dos quais 200 são de particulares. O mesmo ocorre no W do México. Apesar de estarem no mesmo prédio, a entrada dos moradores e dos clientes do hotel é separada. O modelo não é o mesmo dos apart-hotéis. É permitido alugar, no entanto, por prazos superiores a 30 dias.
No segundo trimestre, a receita por quarto da Starwood cresceu 4,2% no mundo, comparada com o mesmo período de 2011. Nos Estados Unidos, a expansão foi de 6,8%. O mercado latino-americano é um dos que mais crescem: no Brasil, o aumento foi de 11%; no México, de 13%; e no Chile, de 21%.
A empresa projeta que sua receita, considerando os quartos existentes há pelo menos um ano, crescerá entre 6% e 8% globalmente em 2012. E tem pela frente um grande número de novos empreendimentos para ampliar ainda mais o faturamento total. Só na Ásia - região onde tem investido fortemente - estão sendo construídos 61 mil quartos. Na China, o plano é dobrar a operação de 100 para 200 empreendimentos.
O ritmo menor de expansão da economia chinesa, que nos últimos anos vinha crescendo a taxas acima de 10% e este ano está perto de 8%, parece não preocupar o grupo. "Se esse freio significar um crescimento de 7%, ainda é muito comparado com o resto do mundo", afirma Suarez.
No primeiro semestre, a operação chinesa da Starwood cresceu 25% em moeda local. Até julho, 15 empreendimentos foram inaugurados. Só este ano foram assinados mais 30 contratos, ante 27 no ano passado. No entanto, a empresa reconhece que o mercado chinês não é mais o mesmo, principalmente em cidades voltadas para a exportação como Xangai, mais afetadas pela retração na economia mundial.
Mas o negócio da Starwood está crescendo no mercado asiático como um todo a uma taxa de dois dígitos. Na Índia chegou a 12%; na Indonésia, 25%; e na Tailândia, 19%.
A repórter viajou a convite da Starwood


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