terça-feira, 2 de outubro de 2012

Porto Maravilha, exemplo de revitalização do Centro

01/10/2012 - Jornal do Commercio

Abandonada pelo poder público durante décadas e sem atrair qualquer interesse por investimento da iniciativa privada, toda a área do Cais do Porto do Rio e seus espaços de influência viveram longo período de degradação urbana que começa a ser revisto com a execução das obras do Porto Maravilha. As intervenções vão promover uma total renovação do espaço urbano, com obras de infraestrutura como saneamento, iluminação, abertura de vias expressas, entre uma infinidade de outros projetos abrangendo uma área de quase 10 milhões de metros quadrados, equivalente a todo o bairro de Copacabana.
O abandono dos casarios-muitos verdadeiras relíquias da arquitetura do início do século 20 - e a chegada de uma população flutuante de baixa renda pareciam condenar ao ostracismo uma das regiões mais importantes da cidade.
A conjugação de interesses políticos comuns, no entanto, envolveu há alguns anos no Rio de Janeiro o alinhamento das três esferas de governo (federal, estadual e municipal), o que contribuiu para a elaboração do projeto do Porto Maravilha, que escreve há dois anos um novo capítulo de desenvolvimento para toda a região.
A constituição da concessionária Porto Novo - formada pela associação da Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia, vencedoras da licitação - desenvolve todo esse reordenamento que envolve quatro bairros (Gamboa, Saúde, Santo Cristo e a área portuária), onde vivem cerca de 40 mil pessoas com um dos menores índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade.
As obras inclui melhoria da pavimentação, manutenção de ruas e praças, intervenções viárias com abertura de 11 quilômetros de vias expressas, demolição da Perimetral, construção de quatro quilômetros de túneis e viadutos, construção de 17 quilômetros ciclovias e de rotas para os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). A área de intervenções tem como limites a Avenida Presidente Vargas. Rodrigues Alves, Rio Branco e Francisco Bi- calho, artérias que recebem o grande fluxo de tráfego proveniente da Linha Vermelha, Ponte Rio-Niterói, Linha Amarela e Avenida Brasil. As obras estão previstas para serem concluídas em 2016, a tempo da abertura da Olimpíada.


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