quarta-feira, 17 de outubro de 2012

R$ 1 bilhão em sete anos

17/10/2012 - Jornal do Commercio, Circe Bonatelli

Dos dez empreendimentos da ABL Shopping, cinco já estão em andamento e têm inaugurações previstas de 2013 a 2015. Todos os projetos lançados estão localizados no Rio de Janeiro, em Duque de Caxias, Jacarepaguá, Santa Cruz e São Gonçalo

De olho no crescimento da classe média no País, a empresa ABL Shopping planeja desenvolver dez novos shoppings centers ao longo dos próximos sete anos, totalizando mais de R$ 1 bilhão em investimentos. Para sustentar esse plano, a empresa - que atua há 31 anos no setor como prestadora de serviços e desde 2005 no desenvolvimento de projetos - estrutura um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) e avalia opções de captação de empréstimos bancários e emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Em seguida, o cronograma inclui abertura de capital.
"Estamos finalizando a captação para o fundo. Até novembro deve estar pronto", afirmou Vicente Pierotti, diretor-presidente da ABL Shopping. O fundo foi criado em parceria com o Banco Plural e será res¬ponsável por R$ 440 milhões do total de recursos a ser investido. Após sete anos, o fundo será encerrado e os cotistas receberão o retorno por seus investimentos. É nesse momento que está programada a ida à bolsa de valores.
Dentre os dez empreendimentos previstos, cinco já estão em andamento e têm inaugurações previstas de 2013 a 2015. Todos os projetos lançados estão localizados no Rio de Janeiro (Duque de Caxias, Jacarepaguá, Santa Cruz e dois em São Gonçalo), enquanto os futuros empreendimentos serão diversificados em outros estados.
O foco na classe C é explicado pelo crescimento desse público consumidor nos últimos anos, associado à escassez de projetos específicos para o setor. "Vimos que faltam shoppings para classe C e isso nos atraiu. Não queremos fazer shopping para classe A, que já está bem atendida e tem muita concorrência", observou Pierotti.
Os novos shoppings irão ocupar cidades com população acima de 500 mil habitantes e terão Área Bruta Locável (ABL) em torno de 30 mil metros quadrados. "Vamos focar em grandes centros urbanos, onde as pessoas têm o hábito de ir o shopping. Isso ajuda na maturação dos novos projetos", explicou Pierotti, acrescentando que essa estratégia ajuda a diminuir o risco de um empreendimento não vingar. O mix de lojas, pensando na classe C, será encabeçado por grandes varejistas (Riachuelo, Renner, C&A) e redes de departamento (Lojas Americanas, Fastshop, Casa e Vídeo), além de marcas conhecidas no segmento esportivo e de lazer.


Enviado via iPhone

Nenhum comentário: