quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Legado olímpico

26/05/2013 - O Globo

Da arena para a escola: prefeitura investe na arquitetura nômade, que garantirá uso de equipamentos após os jogos

O Parque Olímpico será construído onde antes ficava o Autódromo de Jacarepaguá, na Zona Oeste. As obras estão em andamento há quase um ano. A área, de 1,18 milhão de metros quadrados, está sendo preparada para receber um público de mais de 100 mil pessoas por dia e abrigar 12 instalações: o Centro de Esportes Aquáticos Maria Lenk, o Velódromo, o Ginásio de Ginástica, três arenas do Centro de Treinamento Olímpico, a Arena de Handebol, o Centro de Esportes Aquáticos, o Centro de Tênis, o Centro Internacional de Transmissão (IBC), o Centro Principal de Mídia (MPC) e o Hotel de Imprensa. No parque serão disputados basquete, judô, tênis, ciclismo, polo aquático, natação, nado sincronizado e três modalidades de ginástica, além de nove dos Jogos Paralímpicos, que serão realizados em seguida.
O princípio que definiu os parâmetros do complexo esportivo foi o de garantir à cidade e aos cariocas um legado. As obras de infraestrutura e a manutenção do espaço, durante 15 anos, são de responsabilidade do consórcio Rio Mais. Vencedor da licitação em sistema de Parceria Público-Privada, o Rio Mais vai construir três ginásios, o centro de imprensa e o hotel dos jornalistas encarregados de cobrir a competição. A maior parte das instalações esportivas - como a Pista de Atletismo, o Velódromo e o Complexo de Tênis, além do Centro de Esportes Aquáticos e da Arena de Handebol - está sob responsabilidade do município, com financiamento da União.
Instalações temporárias, como a Arena de Handebol e o Centro de Esportes Aquáticos, foram concebidas com o conceito de arquitetura nômade, que prevê o seu reaproveitamento em outro local depois dos jogos.
Já as estruturas permanentes estão sendo desenvolvidas para abrigar competições do circuito internacional de tênis e terão a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que assegura a sustentabilidade de edificações.
A arena principal do Centro de Tênis, que ocupará 12 mil m² e terá capacidade para 10 mil pessoas e sete quadras permanentes farão parte, no futuro, do Centro Olímpico de Treinamento (COT), voltado para atletas de alto rendimento, consolidando importante legado esportivo para a cidade.
No Parque Olímpico já funcionam o Centro de Esportes Aquáticos Maria Lenk, que receberá as competições de polo aquático, o Velódromo da Barra e a Arena Multiuso dos Jogos Pan-Americanos de 2007.
No Centro de Esportes Aquáticos serão realizadas as provas de natação, em uma instalação temporária de 14 mil m² de estruturas metálicas unidas por parafusos com capacidade para 18 mil lugares. A piscina, projetada em chapas metálicas modulares, poderá ser desmontada e instalada em outro lugar ao fim da competição.
A Arena de Handebol, com capacidade para 12 mil espectadores, começará a ser construída no segundo semestre deste ano e ocupará área de cerca de 35 mil m². Depois, o equipamento será desmontado e transformado em quatro escolas municipais. O que permitirá o reaproveitamento é a concepção inovadora da arquitetura nômade.

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