segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Faltando oito meses, Rio está quase pronto para os Jogos Olímpicos

02/01/2016 - Terra

A cidade do Rio de Janeiro já respira a realização dos Jogos Olímpicos, competição que vai acontecer no segundo semestre do próximo ano. Por todos os cantos da cidade, as obras estão no caminho da população, como a lembrar o encontro marcado com o maior evento do esporte mundial. E um grande esquema de segurança está sendo montado para garantir que a competição acontecerá sem qualquer transtorno para a população e turistas que estarão presentes.

O cidadão carioca espera que todo o transtorno que está sendo causado à vida da cidade se transforme em benefícios após o final da competição que reunirá atletas de todo o mundo. A prefeitura do Rio de Janeiro garante que a cidade será transformada, para melhor, ao final dos Jogos Olímpicos.

Entre outros equipamentos que ficarão à disposição da população, o prefeito Eduardo Paes destaca a Arena do Futuro, com capacidade para 12 mil pessoas,que receberá as competições de handebol, na Olimpíada e goalball, na Paralímpiada. É uma instalação temporária que será desmontada para se transformar em quatro escolas municipais. Cada unidade terá capacidade para receber 500 alunos.

Serão duas escolas na Barra da Tijuca, uma em Jacarepaguá e outra em São Cristovão, na Zona Norte. O projeto, classificado como arquitetura nômade, é considerado um dos mais ousados do Parque Olímpico, área de 1,18 milhão de metros quadrados onde estarão concentradas as disputas de 16 modalidades olímpicas e 10 paralímpicas.

O custo da montagem das escolas após os jogos será de R$ 31 milhões. Do Complexo Esportivo de Deodoro sairá a segunda maior área de lazer da cidade, chamada de Parque Radical. No local, haverá um lago artificial com tobogãs e uma pista de ciclismo BMX.

Obras esportivas

Recentemente, a Empresa Olímpica Municipal, órgão criado para administrar a realização das obras, divulgou um balanço para mostrar a evolução dos trabalhos. Eis o quadro atual de alguns dos principais equipamentos que serão utilizados durante os Jogos Olímpicos:

Engenhão - Quando o Estádio Nilton Santos, ex-João Havelange, foi construído para a disputa dos Jogos Pan americanos, em 2007,foi prometido que todo o entorno da região onde se localiza a praça de esportes seria modificado. Nada foi feito, na ocasião. Agora, a prefeitura garante que as obras serão realizadas. A região do estádio do Botafogo vai ganhar uma praça (Praça do Trem), com restauração de antigos galpões – um deles abrigará a Nave do Conhecimento Olímpica. As principais ruas do entorno serão reurbanizadas. Os moradores vão ganhar também uma ciclovia com dois km de extensão. A previsão de entrega é ao final do primeiro trimestre de 2016.

O Estádio Aquático terá 18 mil lugares e uma estrutura permanente que, após os jogos, se transformará no centro administrativo do Centro Olímpico de Treinamento para atletas de alto rendimento. O local receberá as competições de natação Olímpica e Paralímpica e competições de polo aquático nas Olimpíadas. De acordo com o projeto original, as duas piscinas, as arquibancadas e a cobertura, com estruturas metálicas modulares desmontáveis, serão deslocadas para locais onde a população carente poderá ter acesso gratuito ao esporte, segundo a prefeitura.

O Complexo Esportivo de Deodoro vai receber 11 modalidades olímpicas e quatro paralímpicas. Ao fim dos Jogos Olímpico, o circuito de canoagem slalom e a pista de BMX vão fazer parte do Parque Radical, o segundo maior da cidade, atrás apenas do Parque do Flamengo (Aterro), na Zona Sul. Já o campo de Golfe está sendo construído na Reserva de Marapendi, a 9 km da Vila Olímpica e Paraolímpica. O espaço terá capacidade para 25 mil lugares.

O Centro Internacional de Transmissãovai custar R$ 1,67 bilhão e será destinado às emissoras de TV e rádio. O IBC ocupará terá 85 mil m² de área construída e capacidade para receber 10 mil pessoas. A obra foi iniciada em outubro de 2013 com recursos da iniciativa privada. A entrega está prevista para o segundo trimestre de 2016.

Obras urbanas

O VLT (veículo leve sobre trilhos) está sendo apontado como uma verdadeira revolução no trânsito da cidade do Rio de Janeiro. Ao custo total de R$ 1,18 bilhão, o VLT terá 28 quilômetros e 32 paradas. Vai conectar a Região Portuária ao Centro e ao Aeroporto Santos Dumont e previsão é que seja integrado com metrô, trens, barcas, BRT e o teleférico da Providência. Deve beneficiar 300 mil pessoas e sua entrega está prevista para o segundo trimestre de 2016, pouco antes do início dos jogos.

O Elevado do Joá está sendo ampliado para melhorar o acesso entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca. Estão sendo construídas duas novas pistas e dois novos túneis paralelos aos atuais com cinco km de extensão. Também está sendo concluída uma ciclovia no viaduto atual, com vista para a praia de São Conrado. A obra deve ser entregue no segundo trimestre do próximo ano, ao custo de R$ 457,95 milhões

A construção da linha 4 do Metrô está orçada em quase R$ 9 bilhões e conta com recursos estaduais, federaise da iniciativa privada para a execução da obra que está sendo tocada pelo Governo do Estado. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 km de extensão, entre a Barra da Tijuca e Ipanema. As obras foram iniciadas em junho de 2010 com recursos do governo estadual e privados.

Outro equipamento que deve se tornar muito importante para a população é a BRT Transolímpica que vai atender 70 mil passageiros por dia e que pretende reduzir o tempo de viagem entre a Barra da Tijuca e Deodoro em 54%. Segundo informações dos construtores, serão 26 km de extensão (13 km de Via Expressa) e 17 estações. O BRT terá 59 km de extensão com 66 estações/terminais. Vai custar R$ 2,39 bilhões e o projeto prevê ligação com a Transcarioca, em Curicica (Jacarepaguá), com a Transoeste (Recreio dos Bandeirantes) e com trens da Supervia, em Deodoro.

As obras do Porto Maravilha tiveram o objetivo de recuperar a infraestrutura urbana da Região Portuária, uma área total de 5 milhões de m², ao custo de oito bilhões. São 70 km urbanização de ruas e vias, além da construção de quatro túneis e a renovação de praças e sistemas de transportes. O Museu do Amanhã, que começou a ser erguido em 2012, já foi entregue à população.

Durante anos, a região da Praça da Bandeira sempre foi um problema para os cariocas. Uma chuva forte inviabilizava o trânsito na região e prejudicava a vida das pessoas que tinham suas casas alagadas. As obras contra enchente, ao custo de R$ 589,94 milhões, pretendem resolver, definitamente, este problema. Estão sendo construídos cinco reservatórios para retenção da água de chuva, O primeiro foi inaugurado em dezembro de 2013.

Poluição

Ao se candidatar para sediar os Jogos Olímpicos, as autoridades do Rio de Janeiro assumiram o compromisso de coletar e tratar 80% do esgoto despejado na Baía de Guanabara, mas já se sabe que a meta não será cumprida. Para amenizar a situação, serão instaladas ecobarreiras e ecobarcos para controlar o lixo flutuante e evitar que ele interfira na navegação e na prática de esportes.

Segurança

O esquema de segurança para os Jogos Olímpicos de 2016 deverá ser o maior da história do país. Dos 47.599 homens que trabalharão diretamente no Estado do Rio de Janeiro: 18.500 são da PM, 1.822 da Polícia Civil, 4.620 do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, 3.500 são da Polícia Federal, 2 mil são da Polícia Rodoviária Federal, 1.734 são do Departamento Penitenciário, 5.810 são da Guarda Municipal e 9.613 são da Força Nacional de Segurança (FNS), que está sob o comando do diretor Nazareno Marcineiro.O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, garrante que todas as forças policiais do Estado estarão envolvidas na realização dos Jogos. As folgas serão suspensas porque a intenção é dar tranquilidade total para atletas e público durante a realização do maior evento esportivo do mundo.

Segundo o assessor especial para Grandes Eventos do Ministério, General Luiz Felipe Linhares.será criado o Centro Integrado de Enfrentamento ao Terrorismo. Todas as forças de segurança do país trabalharão de forma integrada com a mobilização de 85 mil pessoas.

A novidade para os Jogos Rio 2016 em relação a outros grandes eventos realizados na cidade desde o Pan de 2007, é o Centro de Inteligência, que será voltado especialmente para ações contra terrorismo. Os homens da FNS vão cuidar especificamente das instalações, dos locais de eventos-teste, hospedagem, centro de mídia e arbitragem.

O governo federal investiu cerca de R$ 1,170 bilhão na segurança do evento, além dos outros R$ 350 milhões que estão sendo investidos pelo Comitê Rio 2016. Segundo ele, desde a Copa das Confederações, em 2013, equipamentos e bens usados na segurança dos eventos estão ficando de legado para a segurança do Rio.

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