sábado, 16 de outubro de 2010

Plano de Transportes Não-motorizado do Rio deve ficar pronto em seis meses

14/10/2010 - Setrans DF

A Secretaria de Transportes realizou nesta quarta-feira (13/10) a primeira etapa de um grande seminário envolvendo 27 prefeituras do Rio - sendo 15 da Região Metropolitana e 12 do interior – para iniciar a elaboração do Plano Diretor de Transporte Não-motorizado. Através de um convênio firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Governo do Rio, via Secretaria Estadual de Transportes, está elaborando um amplo estudo para dotar as cidades da Região Metropolitana e do interior do estado de uma infraestrutura capaz de garantir uma mobilidade segura e adequada para pedestres e ciclistas.

O programa prevê a realização de estudos para a futura implantação de ciclovias, ciclofaixas e bicicletário. As análises serão feitas pelo consórcio que ganhou a licitação do BID, em junho, formado por empresas mundialmente conhecidas pela expertise em planejamento cicloviário - a canadense IBI Group, a brasileira LOGIT e a americana ITDP. Depois de receber os projetos e material de cada prefeitura, o consórcio terá seis meses para apresentar a primeira versão do Plano de Transportes Não- motorizado. O Secretário Estadual de Transportes Sebastião Rodrigues destacou a importância do desenvolvimento de projetos como este como melhorar a mobilidade urbana.

- Há três anos temos o programa Rio, Estado da Bicicleta que tem como um dos objetivos principais estimular o uso da bicicleta como meio de transporte, sobretudo para curtas distâncias e em integração transporte de massa, como ônibus, metrô ou barcas. O uso da bicicleta só traz benefícios: há economia, sustentabilidade e ganho para a saúde. Devemos mudar essa cultura do automóvel. De 1997 a 2007, foram 1,7 milhões de carros a mais só na capital. Se não invertermos essa tendência, o Rio ficará intransitável – salientou Sebastião Rodrigues.

O Brasil é o quinto consumidor de bicicletas do mundo. Atualmente, existem mais de 80 milhões de exemplares no país. Só no Rio o uso de bicicletas cresceu cinco vezes nos últimos 15 anos. As magrelas são utilizadas em cerca de 650 mil deslocamentos feitos na capital diariamente.

Brian Hollingworth, representante do IBI Group, empresa participante do consórcio para o desenvolvimento do TNM do Rio de Janeiro, salientou experiências bem sucedidas em outros lugares do mundo. Em Nova York, por exemplo, nos últimos quatro anos foram construídos mais de 320 km de ciclovias. E nesta década o número de ciclistas na cidade cresceu 80 por cento - É importante pensar na construção de calçadas de pedestres e de ciclofaixas como se pensa a construção de uma estrada: com sinalização adequada e com questões que abrangem a acessibilidade. Cidades como Portland, nos Estados Unidos, Bogotá, na Colômbia, e Montreal, no Canadá, estão tendo bons resultados com planos de transportes não motorizados – ressaltou Brian Hollingworth.

Além do Secretário de Estado de Transportes Sebastião Rodrigues e de representantes do consórcio que desenvolverá o TNM do Rio de Janeiro, participaram do seminário o Subsecretário Municipal de Transportes, Rômulo Ribo, e o Subsecretário de Meio Ambiente da Capital, Altamirando Moraes.

- O estímulo ao uso da bicicleta também é prioridade para a prefeitura da capital. É uma alternativa clara e barata, do ponto de vista de infraestrutura, para a questão da mobilidade urbana. Estudos recentes feitos pelo governo municipal mostram que na Zona Oeste, por exemplo, 53% das pessoas já utilizam bicicleta em parte do deslocamento de rotina.

Foram convidados para o seminário ainda, representantes das prefeituras de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica, Araruama, Barra do Piraí, Barra Mansa, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Macaé, Resende, Volta Redonda, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Valença.

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