quinta-feira, 25 de agosto de 2011

STX investe na zona portuária do Rio de Janeiro
Brasil Econômico, Ricardo Rego Monteiro, 25/ago
Companhia de desenvolvimento imobiliário identifica oportunidades em pólos econômicos, como o pré-sal, Comperj e em eventos , como os Jogos Olímpicos

Eldorado de investidores em busca, entre outras coisas, de um porto seguro para o dinheiro em tempos de crise mundial, o setor imobiliário brasileiro começa a se sofisticar, com a adoção de modelos de negócio pouco difundidos até há pouco tempo em território nacional. Exemplo é a STX, empresa de desenvolvimento imobiliário fundada em 2008 pelo engenheiro Marcelo Conde. Com valor geral de vendas ( VGV) de R$ 1,5 bilhão nos últimos dois anos, a empresa surgiu da STA Arquitetura, escritório fundado há 35 anos pelo ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, pai de Marcelo.

Com escritórios em dez capitais do país, e com foco bem definido nas oportunidades abertas pelo pré-sal, Jogos Olímpicos de 2016 e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a empresa identifica no projeto de revitalização da Zona Portuária carioca (Porto Maravilha) apenas um dos eixos de desenvolvimento do mercado nos próximos anos. A Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, e o município de Itaboraí, na região metropolitana e escolhida para abrigar o Comperj, concentram boa parte dos empreendimentos da empresa.

"A STX é uma empresa de desenvolvimento imobiliário, e não uma incorporadora", afirma Conde, que tem as incorporadoras justamente como clientes. "Nós fazemos a prospecção de terrenos, damos assessoria jurídica e ambiental, como uma espécie de desenvolvedor. Esse é um tipo de atividade comum no mercado imobiliário americano, por exemplo."

Constituída como Sociedade Anônima (S.A.) de capital fechado, a STX criou joint ventures para empreendimentos no país, com a americana Shelter Rock, um dos mzaiores fundos imobiliários dos Estados Unidos. Fundada por Neil Weiss, desenvolveu empreendimentos não só no mercado americano, mas em outros países, como a China. Por meio da parceria, diz Conde, a intenção é focar no segmento corporativo de alto padrão

Atualmente com projetos da ordem de R$ 300 milhões de VGV, a STXRock tem lançamentos previstos para 2012 em Itaboraí, onde a empresa pretende alavancar negócios a partir dos investimentos previstos pelo Comperj. "A vantagem de Itaboraí não é só a localização, próxima de São Gonçalo ( Grande Rio), como também de áreas verdes muito bonitas", observa o fundador da STX. Para os próximos dois anos, a empresa tem oito imóveis em fase de preparação, além dos dois já lançados desde o início de 2011. Além de Itaboraí, os empreendimentos deverão ser erguidos em cidades como São Paulo, Osasco (SP), Campos (RJ) e Rio.

Na capital fluminense, a empresa alavancou recentemente o primeiro edifício do Porto Maravilha, um projeto que junta governo e iniciativa privada para recuperar a área portuária do Rio. Ali, a STX desenvolveu e moldou, a STA projetou e a TishmanSpeyer, uma das maiores incorporadoras do mundo, vai construir e incorporar uma torre de 18 andares de escritórios em plena zona do porto carioca.

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