segunda-feira, 13 de maio de 2013

Reurbanização da Avenida Rio Branco começa em setembro


12/05/2013 - O Globo

IAB defende debate antes de licitação, cujo edital sai nesta segunda-feira

ISABELA BASTOS


Perspectiva da Avenida Rio Branco após as obras, previstas para começar em setembro. Trecho de 700 metros seria fechado ao tráfego -
Foto: Divulgação/SMO
Perspectiva da Avenida Rio Branco após as obras, previstas para começar em setembro. Trecho de 700 metros seria fechado ao tráfego - Divulgação/SMO

RIO - A obra de reurbanização da Avenida Rio Branco, que pretende criar um parque de 700 metros entre as avenidas Nilo Peçanha e Presidente Wilson, vai começar pela substituição de oito quilômetros de redes de drenagem, esgotamento sanitário e água da região, consideradas muito antigas. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, o planejamento do tráfego durante as intervenções, previstas para começar em setembro e durar dois anos, ainda será feito. Mas ele já adiantou que, até dezembro de 2015, “a vida será dura no Centro”.

O edital das obras, orçadas em R$ 87,8 milhões, será publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial do município, conforme noticiou Ancelmo Gois, sábado, em sua coluna no GLOBO.
— O planejamento será discutido com a empresa vencedora, mas não há dúvidas de que teremos transtornos — diz Pinto.

O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sérgio Magalhães, defendeu ontem a discussão do projeto antes da licitação. Segundo ele, o fechamento de parte da Rio Branco precisa ser debatido no contexto histórico da avenida.

— Qualquer intervenção na Rio Branco é de extrema importância, porque a avenida é uma expressão da República. Ela representou uma mudança de paradigma urbanístico, criou uma referência para a cidade. Não é uma avenida qualquer; tem representação nacional.

Além disso, diz Magalhães, é preciso avaliar a conveniência do trecho a ser fechado, cercado de prédios históricos, a despeito de outros setores com maior movimento de pedestres:

— O trecho escolhido tem a Câmara dos Vereadores, o Teatro Municipal e o Museu Nacional de Belas Artes que não alimentam uma circulação de pessoas como no restante da avenida, onde existem prédios comerciais. Há que se discutir se essa esplanada não ficaria ociosa.

Pelo projeto, a esplanada da Rio Branco teria piso de granito serrado, nas cores branca, cinza e vermelha. Junto aos edifícios históricos, a pavimentação de pedra portuguesa seria mantida. Estão previstas palmeiras para arborizar a área, que ganharia ainda bicicletários de aço inoxidável e vidro temperado e uma iluminação especial, para realçar as construções históricas, o mobiliário e a vegetação.

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