segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FGV inaugura conjunto projetado por Niemeyer, em Botafogo

16/12/2013 - O Globo

Projeto foi idealizado pelo arquiteto em 1944, mas sofreu derrotas na Justiça
Conjunto arquitetônico conta com prédio de 19 andares e centro cultural com auditório para mil pessoas

EMANUEL ALENCAR 

ATorre Oscar Niemeyer, em Botafogo, que deve começar a receber os primeiros escritórios em janeiro Pedro_Kirilos / Agência O Globo

RIO — Idealizado por Oscar Niemeyer e alvo de inúmeros questionamentos judiciais, um imponente projeto da Fundação Getulio Vargas (FGV) foi enfim inaugurado nesta segunda-feira. Com 19 andares em frente à enseada da Baía de Guanabara, a Torre Oscar Niemeyer deve começar a receber os primeiros escritórios em janeiro. Em área contígua, o centro cultural — ainda não batizado — terá três pavimentos que serão divididos em auditórios; uma biblioteca; salas de exposição e uma grande área para estudo, com wi-fi e computadores. O conjunto arquitetônico é a primeira obra de Niemeyer inaugurada após sua morte, em 5 de dezembro de 2012. O investimento total da construção foi de R$ 210 milhões, dos quais 60% foram custeados pela Caixa Econômica Federal — o restante ficou a cargo da FGV.

Com as linhas curvilíneas características de Niemeyer, o centro cultural ainda passa por obras e deverá estar aberto ao público definitivamente em maio. Antes disso, porém, os cariocas poderão visitar a nova sala de cultura. De acordo com o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, o centro receberá a exposição contando a história do Prêmio Nobel, que esteve em cartaz no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo.
— Levamos mais de dez anos para conseguirmos a liberação para as obras. Foram incontáveis as alegações contrárias ao projeto: diziam que ia impactar o trânsito, afetar o ambiente, provocar uma barreira de circulação de ar. Quem for conhecer o projeto verá, ao contrário, que a ventilação, o dinamismo e a harmonia com o entorno são características do conjunto — destaca Simonsen Leal.

O centro cultural será um espaço multiuso, tem capacidade para receber espetáculos com público de até mil pessoas. Os eventos gratuitos serão a base da programação. Não se trata, porém, de um centro para locação. A programação terá que passar pela anuência da FGV. A arte no local não está restrita às linhas do mestre da arquitetura e tampouco ao Centro Cultural. Haverá uma mostra permanente com obras de artistas consagrados como Adriana Barreto, Iole de Freitas e Maria Lynch. As peças foram escolhidas de modo a interagir com a arquitetura do espaço, compondo o ambiente de forma harmoniosa.

A Torre Niemeyer está erguida em um terreno de oito mil metros quadrados, ao lado do atual edifício da fundação, também uma obra de Niemeyer. A maior parte dos andares do prédio será destinada a escritórios corporativos. Terá um pavimento comum, com restaurante para uso exclusivo do prédio e salas para reuniões e eventos, com varanda coberta.

A fim de quitar o financiamento do imóvel, feito junto à Caixa, a FGV vai alugar a maior parte dos andares da Torre Niemeyer a grandes empresas.

— Os recursos provenientes da locação serão utilizados para o pagamento dos custos do financiamento e para a produção de bens públicos — diz o vice-presidente da FGV, Sergio Quintella.

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