quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cidade ganhará 9 mil quartos



Jornal do Brasil, Carolina Monteiro, 04/mai
Em contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) planeja aumentar em 9 mil unidades o número de quartos para hospedagem na cidade antes do primeiro grande evento. A cidade conta hoje com 28 mil quartos. Uma das exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização da Olimpíada é que este número chegue a 40 mil. Além de novas construções, empresários investem na reforma de espaços tradicionais, como os hotéis Glória, Nacional e Le Méridien para aumentar a disponibilidade de vagas, que devem chegar ao número proposto pelo COI com a inclusão das hospedagens em navios.
- Estes quartos serão distribuídos por toda a cidade, do Centro até a Barra da Tijuca - diz Alfredo Lopes, presidente da ABIH. - O Porto do Rio será um dos focos de investimento do setor hoteleiro.
Segundo Alfredo, os hotéis de grande porte deverão ser instalados na Barra da Tijuca. Alguns, inclusive, já estão em construção. Na Zona Sul, devido à falta de novos espaços e às restrições de construção, os investimentos serão em hotéis de médio porte e reformas. O antigo Hotel Méridien, em Copacabana, fechado desde 2007, é um dos que está em obras. Comprado pela rede Windsor, ele passará a contar com 540 apartamentos - 45 a mais do que a disposição atual. No total, o grupo contabilizará mais 1.730 quartos até 2014.
Também na Zona Sul, o Hotel Glória, comprado pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, reabrirá as portas no último trimestre de 2011 com novo nome: Gloria Palace. O Hotel Nacional, em São Conrado, também volta às atividades. Projetado por Oscar Niemeyer, ele foi fechado em 1995. No final do ano passado, o prédio foi comprado em um leilão pelo empresário do setor farmacêutico Marcelo Limirio e deve reabrir antes do ano da Copa.
Apesar de a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos impulsionarem o setor hoteleiro, a ABIH acredita que o investimento no setor não depende exclusivamente das competições. Segundo o presidente da entidade, a ocupação média nos hotéis cariocas cresce a cada ano. O público interno é o que tem crescido mais.
- Existe um aumento de demanda que vai ser incentivado e acelerado por esses grandes eventos, mas ninguém constrói hotel apenas para a Copa ou para a Olimpíada. Senão, depois, eles quebram - analisa Alfredo. - Com produtos especiais, como os criados para a terceira idade, e o barateamento das passagens aéreas no país, os brasileiros têm viajado mais internamente.

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