terça-feira, 8 de junho de 2010

Elevador do Cantagalo entra em fase de testes


O Globo, Rogério Daflon, 05/jun
O estado começa a testar, a partir do dia 16, o sobe e desce dos elevadores que vão ligar a comunidade do Cantagalo, em Ipanema, à estação General Osório do metrô. O corre-corre que se vê na obra, com mais de 600 operários, tem razão de ser: a inauguração está prevista para o dia 30 deste mês. O complexo de elevadores se chamará Rubem Braga, em homenagem ao cronista que viveu ali perto, numa famosa cobertura na Rua Barão da Torre.
- Teremos duas semanas para testar os quatro elevadores panorâmicos e com vista para o mar - afirmou Juliano Penteado, gerente da obra.
Quem passa pela esquina da Barão da Torre com a Rua Teixeira de Melo sempre olha para cima, a fim de ver as duas torres com a passarela, que tem origem no primeiro edifício e dá acesso ao Morro do Cantagalo. Com 65 metros de altura, ela terá, em seu topo, um mirante de 50 metros quadrados. A segunda torre mede 25 metros de altura.
Para o diretor de Relações Institucionais da concessionária Metrô Rio, Joubert Flores, os elevadores não devem aumentar muito o fluxo de passageiros na estação General Osório, embora os morros do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho tenham cerca de 10 mil moradores.
- Muita gente ali já usa o metrô. Cerca de 52 mil pessoas passam, por dia, pela estação General Osório, e não haverá um aumento considerável nesse fluxo - afirmou Flores.
O diretor de engenharia da Secretaria estadual de Transportes, Bento Lima, informou que, até o primeiro semestre de 2011, ficará pronta a segunda passarela que sairá do ponto mais alto da segunda torre. Ela faz parte da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e será tocada em conjunto entre as secretarias estaduais de Transporte e de Obras.
- Caberá à Secretaria de Obras terminar uma rua (Custódio Mesquita) e, ao fim dela, criar uma praça para receber a nova passarela - disse Lima.
O acesso Teixeira de Melo do metrô, ao lado da primeira torre de elevador, está pronto. Nele, já se veem as roletas, o lugar da bilheteria, as esteiras, escadas rolantes e um painel com a poesia "Infância", de João Cabral de Melo Neto, numa das paredes. Em outra, quadros com mãos pintadas por crianças dos morros do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho completam o cenário. Bento Lima assegura que não há projeto semelhante no mundo:
- Mas o conceito não é novo: em Medellín, na Colômbia, há três teleféricos, dois prontos e um em obra, que partem de comunidades carentes e chegam a estações do metrô.

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