quinta-feira, 8 de julho de 2010

Subterrâneos da cidade enfim serão mapeados

CHOQUE DE ORDEM


Publicada em 07/07/2010 às 23h29m
Selma Schmidt - O Globo - 07/07/2010
  • R1
  • R2
  • R3
  • R4
  • R5
  • MÉDIA: 5,0
Obra sem placa abandonada em Santa Teresa / Foto de Custodio Coimbra.
RIO - No futuro, acidentes como o ocorrido na Avenida Presidente Vargas, no Centro, no último fim de semana, quando uma perfuratriz das obras de construção da estação do metrô na Cidade Nova rompeu uma adutora da Cedae, não terão mais motivo para acontecer. O Rio vai ter, finalmente, o mapeamento georreferenciado de seu subsolo. Durante reunião em que o prefeito Eduardo Paes detalhou o decreto com as novas normas para abrir e fechar buracos nas ruas e calçadas da cidade, publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial, as principais concessionárias de serviços públicos propuseram e se comprometeram a contratar uma empresa para fazer o mapeamento, em parceria com a prefeitura.
- Será corrigida uma deficiência histórica. Atualmente a prefeitura dispõe de algumas informações sobre o subsolo da cidade, mas elas são insuficientes. O mapeamento vai facilitar futuras intervenções, impedindo que um concessionário destrua a rede de outro - afirmou o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, explicando que será usada a base cartográfica da prefeitura.
(Veja imagens de transtornos de obras na cidade)
O presidente da Cedae, Wagner Victer, disse que o mapeamento será custeado por quatro concessionárias: Cedae, CEG, Oi e Light. Representantes dessas concessionárias - as que mais fazem obras em vias e calçadas da cidade - vão discutir na semana que vem como o trabalho será feito. Victer acredita que o mapeamento começará pelo Centro, mas não tem prazos. Em seguida, pode ser a vez de Botafogo.
- O subsolo do Centro é um dos piores em termos de concentração de redes. Lá tem cabos do tempo do Império. É o caos - disse Victer. - A ideia é criar uma plataforma comum, de fácil manipulação, a ser alimentada pelas concessionárias. Todos estarão juntos na mesma base de acesso.
A CEG, que participou da reunião com Paes, informa que já dispõe do mapeamento digital completo de sua rede, implantado em 1999. "A CEG digitalizou cerca de 250 mil mapas e passou a dispor de dados, como localização e características técnicas da rede de gás num único sistema, que pode ser acessado de forma on-line" - afirmou a companhia em nota, acrescentando que foi a única concessionária que forneceu o mapeamento à prefeitura.
Ainda durante o encontro com Paes, por sugestão de Victer, ficou acertado que a prefeitura contratará uma firma de certificação, que fará um cadastro de empreiteiras autorizadas a realizar obras em vias públicas:
- Vamos afastar das ruas empresas de engenharia sem competência técnica. A certificação vai gerar uma pressão visando ao bom nível de serviço. As que não realizarem um bom trabalho poderão ter a sua habilitação cassada - disse Osório.
A certificação, segundo Victer, é um trabalho de médio prazo. Ele acredita que, de 12 a 18 meses, seja viável ter uma relação de empresas habilitadas:
- A certificação é uma das melhores maneiras de garantir qualidade - afirmou.

Nenhum comentário: