quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Começa a obra do Binário do Porto

21/09/2011 - Cidade Olímpica

Perfuração do futuro túnel sob o Morro da Saúde é o início da reestruturação viária da porta de entrada do Rio. Intervenções incluem a derrubada do Viaduto da Perimetral e a criação de linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)


Máquina sueca fez primeira perfuração na rocha do Morro da Saúde, por onde passará túnel do Binário
Um jumbo hidráulico sueco deu início aos trabalhos de perfuração do Túnel da Saúde, obra que abre o caminho do Binário do Porto, uma intervenção viária que viabilizará a derrubada do Elevado da Perimetral. A previsão da CDURP é que as escavações durem aproximadamente 40 dias, e a conclusão completa do túnel é estimada em seis meses.

O túnel ficará ao lado do terreno onde está sendo construída a nova sede do Banco Central do Brasil e será responsável por ligar a Avenida Venezuela à Rua da Gamboa, que passa ao lado da Cidade do Samba.

– Depois de passarmos o ano de 2010 em um processo de negociação para realização econômica e financeira da operação, hoje nós iniciamos efetivamente a fase do que nós chamamos de fase 2, relativas às Parcerias Público Privadas (PPP). No mês que vem, nós começamos as obras do Binário na Praça Mauá e, em novembro, o túnel da via expressa – comemora Jorge Arraes, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp).

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O prefeito Eduardo Paes se referiu à revitalização do Porto como algo que deixou de ser uma “lenda urbana” do Rio. Segundo ele, a primeira fase das obras mostra que a realidade da região já é outra.

– Quando nós iniciamos esse projeto, tínhamos a previsão de durar 15, 20 anos, para transformar essa região. Os cariocas adoram fazer comparações com Puerto Madero (em Buenos Aires), que é uma área dez vezes menor que o Porto Maravilha. E já tem uns 15 anos que aquela região passa por essa reestruturação – lembrou o prefeito Eduardo Paes, referindo-se à revitalização da zona portuária portenha.

A construção do Binário, que terá 3,5 km de extensão, é financiada com a venda dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção). De acordo com a Cdurp, obras não provocarão mudanças de impacto no trânsito da região.

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