sábado, 2 de junho de 2012

Secretário de Obras do RJ quer prorrogação imediata das concessões de rodovias

09 /05/2012 - Agência T1

Hudson Braga afirmou que essa seria a maneira mais eficiente de resolver os gargalos nas rodovias do estado.

Descida da Serra das Araras em Piraí (RJ) / Fotografia: Adriano Minervino Azevedo

O secretário estadual de Obras do Rio de Janeiro, Hudson Braga, afirmou que a maneira mais rápida e eficiente de resolver os gargalos nas rodovias do estado é com a prorrogação dos contratos de concessão.

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (09), representantes dos governos federal, estadual e municipal debateram os principais investimentos que precisam ser feitos nas rodovias do Rio de Janeiro.

Entre as obras prioritárias estão a construção do Arco Metropolitano, na BR-493/RJ-109; a duplicação do trecho rodoviário na Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116); a ampliação dos acessos da Ponte Rio-Niterói, com a construção de um viaduto que vai ligá-la diretamente à Linha Vermelha, e a de um mergulhão em Niterói; a ampliação da Avenida do Contorno, na saída da Ponte Rio-Niterói; e a construção da terceira faixa na subida da Serra de Teresópolis na BR-116/ BR-493.

O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, o Pezão, admitiu que o estado não tem estrutura para investir em todas essas obras que são necessárias para desafogar o tráfego na região.

“O estado não tem capacidade para tocar todas as rodovias no Rio. Há um estrangulamento das nossas rodovias. Na Serra das Araras, quase toda semana tem acidente envolvendo caminhões e carretas por conta das curvas perigosas.”

A Serra das Araras é localizada na Rodovia Presidente Dutra (BR-116). Os 8,7 km da Serra das Araras, em Piraí, são considerados um gargalo na área de transportes.

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostrou que trecho foi o  é o que mais provocou acidentes por quilômetro, em relação às principais estradas federais do país, superando até mesmo a parte catarinense da BR-101, conhecida como “rodovia da morte”.

O diretor da CCR Nova Dutra, Ascendino da Silva Mendes, disse que o traçado é de 1928 e o trecho não está preparado para a atual demanda de caminhões. Ele afirmou que a concessionária tem interesse e condições de fazer a obra.

Outra obra que beneficiará o transporte do Rio de Janeiro é o Arco Metropolitano, que será concluído em 2013, segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

A estrada será construída no entorno da Região Metropolitana do Rio (BR-493 e RJ-109) e aliviará o tráfego intenso de veículos, que apenas passam pela capital, provocando congestionamentos nos principais acessos da cidade.

“O Rio de Janeiro tem rodovias importantes e elas estão entregues a exploração da iniciativa privada. Os contratos firmados nas concessões mais antigas não previam os investimentos que nós vemos hoje. Precisamos fazer a execução dessas obras, que são necessárias para desafogar o trânsito.”

O diretor da concessionária Autopista Fluminense, José Alberto, confirmou também a duplicação de 180 Km da BR-101/RJ, até a Ponte Rio Niterói.

“Atualmente, temos a licença ambiental de 60Km. Desses, já estamos tocando forte 30 Km. É uma obra importante, contemplará a Avenida do Contorno, em Niterói, na saída da ponte. Ampliaremos de duas para 4 faixas e mais um acostamento. Com isso, aumentará a fluidez.”

Preço do pedágio

Foto: Divulgação
As rodovias do Rio de Janeiro, sob concessão, tem o custo médio do pedágio mais caro do país. De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dezembro de 2011, indicou que os motoristas pagam, em média, R$ 12,93 para cada 100 Km rodados. Valor 43% maior do que a cobrada no resto do Brasil, que é R$ 9,04; e 112,72% maior que a média cobrada em estradas federais sob concessão (R$ 5,11).

O instituto também calculou o valor do investimento nas estradas federais, sob administração pública, e aquelas sob concessão. Entre 2003 e 2011, o investimento por quilômetro nas rodovias estaduais e federais concedidas passou de R$ 160 mil para R$ 254 mil, crescimento de 59%. Enquanto o investimento público cresceu acima de 100% no mesmo período.

A malha pública tem aproximadamente 57 mil quilômetros. As rodovias concedidas somam atualmente cerca de 15 mil quilômetros, somando os trechos estaduais.

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