sexta-feira, 17 de agosto de 2012

SP e Rio dividem 92ª lugar em ranking de melhores cidades para se viver

15/08/2012 - O Estado de São Paulo

Índice criado pela 'Economist' coloca metrópoles brasileiras atrás de lugares como Gangzhou, na China, Kuala Lumpur, na Malásia, e Muscat, em Amã.

São Paulo e Rio de Janeiro dividem a 92ª posição no ranking das melhores cidades para se viver publicado pela revista britânica The Economist e cuja edição de 2012 foi divulgada nesta quarta-feira.

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Com isso, ficam atrás de cidades como Shenzhen, na China (82ª), Kuala Lumpur, na Malásia (77ª), e Muscat, em Omã (89ª), no Oriente Médio. E várias posições atrás, po exemplo, de Nova York, na 56ª posição.

No ano passado, as duas metrópoles brasileiras haviam ficado na mesma posição no ranking, que inclui um total de 140 cidades. As cinco primeiras colocações também não mudaram desde 2011, sendo ocupadas por Melbourne, na Austrália, Viena, na Áustria, e três cidades canadenses: Vancouver, Toronto e Calgary.

Para chegar à posição de cada cidade na lista, a Economist Intelligence Unit analisa cinco critérios: estabilidade política e social, cultura e ambiente, saúde, educação e infraestrutura. São Paulo obteve vantagem sobre o Rio nos três primeiros critérios, e o Rio levou vantagem nos dois últimos.

Cidades britânicas. Entre as novidades do ranking deste ano está o rebaixamento de cidades britânicas. Londres caiu duas posições, passando para a 51ª colocação, e Manchester, nove, ocupando agora a 55ª posição.

O motivo foi a onda de protestos e saques ocorrida em agosto do ano passado, que fez ambas perderem pontos no quesito "estabilidade". As melhorias para a recém-terminada Olimpíada não favoreceram muito Londres, porque a cidade há tinha uma nota alta no critério que considera a oferta de atividades de lazer (cultura e ambiente).

Outras mudanças ocorreram em consequência da chamada Primavera Árabe. Damasco, por exemplo, caiu da 117ª para a 130ª posição por causa do conflito na Síria.

Além disso, cidades chinesas subiram no ranking como consequência do crescimento econômico do país e de investimentos feitos nessas cidades. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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