quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Obras do futuro Parque Olímpico no antigo autódromo Nelson Piquet devem durar até janeiro de 2016

20/11/2012 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

Informação foi divulgada nesta terça-feira pelo prefeito Eduardo Paes

A prefeitura pretende entregar os equipamentos esportivos do futuro Parque Olímpico em construção no terreno do antigo autódromo Nelson Piquet no terceiro trimestre de 2015 para a realização de uma série de eventos-teste. As obras de urbanização do Consórcio Rio Mais realizadas em uma PPP com a prefeitura, no entanto, só serão concluídas em janeiro de 2016.
A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo prefeito Eduardo Paes e a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques em uma apresentação dos projetos a jornalistas brasileiros e estrangeiros que acompanham um seminário organizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) no qual representantes dos Jogos de Londres repassam para os colegas brasileiros as experiências da organização do evento.
O Município já abriu licitação para escolher as empresas que farão os projetos das instalações esportivas provisórias (parque aquático e os complexos de tênis e handbol) e do novo velódromo. O processo ainda não terminou porque as datas das concorrências precisaram ser revistas enquanto o Tribunal de Contas do Município (TCM) esclarecia sobre o projeto.
A previsão é que as obras propriamente ditas sejam licitadas no segundo trimestre do ano que vem com recursos do Ministério do Esporte. O Consórcio Mais ficará responsável por construir as instalações definitivas que após as Olimpíadas formarão o Centro de Treinamento do Comitê Olímpico Brasileiro onde atletas de grande potencial poderão treinar.
Na entrevista, Eduardo Paes criticou o presidente da Federação de Ciclismo do Rio, Cláudio Santos, que reclamou da decisão de desativar o velódromo atual, construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007, por não atender aos parâmetros olímpicos. Em acordo entre a prefeitura e o Ministério do Esporte, a estrutura atual será desmontada no primeiro trimestre de 2013 e transferida para Goiânia. No último dia 15, cerca de 200 ciclistas aproveitaram a última etapa do Campeonato Carioca na categoria estrada para fazer um protesto no Aterro do Flamengo contra a decisão.
- O que vai mudar é que a seleção brasileira terá que passar a treinar em Goiânia em lugar do Rio de Janeiro. É inacreditável que o presidente da Federação continue com essa demagogia. Eu também queria que a seleção ficasse no Rio. Mas mesmo se o velódromo atual fosse mantido e aproveitado nos Jogos Olímpicos eles ficariam sem lugar para treinar porque precisaria passar por reformas - disse o prefeito.
Em relação à imprensa internacional, um dos pontos questionados foi a relação entre a remoção de comunidades carentes e a realização dos Jogos Olímpicos. Segundo Paes, muitas vezes há interpretações erradas sobre o que está sendo feito ao comparar remoções na Pedra Lisa (Morro da Providência) e na Favela do Metrô (Mangueira) com o projeto de transferir a Vila Autódromo para um conjunto do Minha Casa Minha Vida na Estrada dos Bandeirantes.
Na Providência e na Favela do Metrô o que estamos desenvolvendo são projetos a cidade. As remoções na Providência são para implantar um teleférico e do Metrô porque a comunidade está colada junto a uma linha de trem. Sobre a Vila Autódromo, ela não faz parte do Projeto do Parque Olímpico. Mas Paes lembrou que parte da comunidade é formada por moradias de classe média. E lembrou que a prefeitura já ganhou em primeira instância uma ação que prevê a remoção de várias casas que se encontram na faixa marginal de proteção do Arroio Fundo.
À tarde, depois de se reunir com a imprensa no Autódromo, o prefeito Eduardo Paes almoçou com a cúpula do Comitê Olímpico Internacional no Palácio da Cidade, em Botafogo, numa agenda que não foi divulgada por sua assessoria. À mesa estavam o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o governador Sérgio Cabral; a presidente da Comissão de Coordenação do COI, Nawal el Moutawakel; e o diretor-geral do COI para as Olimpíadas, Gilbert Felli. No encontro, Aldo expôs para o COI o plano Brasil Medalhas. O projeto tem como meta que o país fique entre os dez primeiros no número de medalhas nas olimpíadas de 2016.


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