quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rodrigo Neves se reúne com Dilma e diz que vai construir transoceânica em parceria com União e estado

01/11/2012 - O Globo

Petista foi o segundo prefeito eleito no segundo turno a visitá-la no Palácio do Planalto

A presidente Dilma Rousseff cumprimenta o prefeito eleito de Niterói Rodrigo Neves durante audiência em Brasília Gustavo Miranda / O Globo

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff recebeu, nesta quinta-feira, o prefeito eleito de Niterói, Rodrigo Neves (PT), o segundo prefeito eleito no segundo turno chamado a vistá-la no Palácio do Planalto, depois de Fernando Haddad (PT-SP). Em entrevista à imprensa após a reunião, Neves afirmou que vai direcionar investimentos para mobilidade urbana, com a construção de uma transoceânica, que será uma nova opção de deslocamento para permitir o acesso de quem vive na Região Oceânica de Niterói ao Centro do Rio de Janeiro pela metade do tempo atual. De acordo com Neves, será construído um túnel com via expressa pra BRTs e ciclovias, um investimento estimado em R$ 180 milhões, em parceria com governo estadual, federal e prefeitura.

O prefeito eleito afirmou ainda que pretende reabrir a área de emergência pediátrica do hospital Getulinho, como primeiro ato do seu governo. Ele pretende também ampliar o programa Saúde da Família no município, de 120 mil para 190 mil atendidos. Afirmou que reduzirá o número de secretarias e de cargos comissionados para sanear as contas públicas e defendeu a manutenção da divisão dos royalties do petróleo, com mudanças apenas para o que venha a ser licitado no futuro.

Segundo Neves, no encontro foi tratado o problema da segurança pública, a reestruturação do sistema de saúde no município e a questão da mobilidade urbana. O prefeito evitou se posicionar a respeito da necessidade de implantação de Unidade da Polícia Pacificadora (UPP) na cidade, hipótese lançada pelo governador do estado, Sérgio Cabral (PMDB).

- A UPP está sendo planejada pelo estado, inclusive a sua expansão para a região metropolitana. Evidentemente, essa é uma decisão que não cabe ao prefeito de Niterói. O que falei para o governador é que, havendo a decisão por instalar a UPP de Niterói, a prefeitura vai fazer o que Eduardo Paes está fazendo no Rio de Janeiro: vamos colocar recursos da prefeitura, inclusive para pagar gratificações de policiais em uma eventual UPP em Niterói, que contará com todo o empenho do meu governo.

- O problema da segurança não é da prefeitura, ele deve ser compartilhado cada vez mais nas três esferas de governo. Conversamos isso com o governador na segunda-feira e vamos integrar as forças de segurança pública, sobretudo a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Guarda Municipal, que será ampliada no nosso governo, para devolver a tranquilidade a Niterói nos próximos anos. UPP é uma decisão estratégica que será tomada pela secretaria de segurança do estado.

Rodrigo Neves afirmou que assumiu compromisso com o secretário de Segurança Pública Mariano Beltrame e com o governador de dobrar em Niterói o efetivo de policiais militares que estão atuando no programa estadual de integração da segurança, em que a prefeitura paga os policiais de folga para atuar no policiamento ostensivo. Disse ainda que será criado um centro de comando integrado de segurança pública.

- É fundamental haver uma integração das forças de segurança pública da prefeitura, do estado e do governo federal. Eu tenho certeza que, com isso, vamos devolver a tranquilidade que Niterói já teve e vamos reduzir os índices criminais que aumentaram nos meses recentes em Niterói.

Rodrigo Neves destacou que será realizado um plano de reassentamento de famílias em área de risco, contenção de encostas e a construção de unidades habitacionais para famílias que perderam seus lares na tragédia do Bumba, em abril de 2010. Segundo o prefeito eleito, serão entregues 5 mil unidades habitacionais nos próximos anos, com recursos assegurados pela presidente Dilma, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Terão prioridade cerca de 3,2 mil famílias assistidas pelos programas de assistência social.


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