quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Quiosques: concessionária vai investir R$ 30 milhões

13/12/2012 - O Globo

Até julho de 2013, deverão ser inauguradas 64 novas unidades

RIO O projeto de modernização dos quiosques e dos postos de salvamento da orla de Copacabana vai receber R$ 30 milhões de investimentos da concessionária Orla Rio até meados de 2013. De acordo com João Marcello Barreto, vice-presidente da empresa responsável pelos 309 equipamentos da orla do Leme até a Prainha , assim como já ocorreu nos postos 5 e 9, haverá uma ampla reforma. Até a Copa das Confederações, em julho de 2013, deverão ser inauguradas 64 unidades entre Leme e Copacabana. Até o momento, nesse trecho, há 38 quiosques em funcionamento e oito em construção. Os demais equipamentos devem começar a ser erguidos a partir de janeiro.

Os antigos postos de salvamento eram da década de 70. Estamos fazendo um retrofit. A estrutura tem aparência igual, mas foram feitas modernizações tanto na parte superior, que é usada pelo bombeiro, quanto no banheiro aberto ao público no térreo explicou João Marcello.

Entre as modificações, a parte superior do posto de salvamento ganhará uma escada voltada para o mar. A ideia é facilitar o trabalho feito pelo guarda-vidas. No térreo, o banheiro feminino terá mais quatro sanitários. O já existente será adaptado para cadeirante. O masculino receberá mais um sanitário e três mictórios. Haverá ainda uma área reservada com cabine para banho, duchas com vista para o mar e um guarda-volumes.

Além da reforma dos postos de salvamento, uma outra novidade, que deverá ser vista na praia a partir do próximo dia 26, nos postos 2 e 4 que estão em obras , é a implantação de banheiros químicos. Serão 20 unidades em cada um dos postos, com acesso gratuito à população. A intenção é que os banheiros fiquem abertos até o dia 2 de janeiro.

No último sábado, O GLOBO mostrou que, dez anos após o prazo final para a Orla Rio entregar, modernizados, 309 quiosques, o carioca ainda precisa driblar, às vésperas de mais um verão, tapumes de obras intermináveis. A novela que envolve a renovação dos quiosques se arrasta desde 1999. O prazo inicial de conclusão das intervenções era abril de 2002. No primeiro termo aditivo ao contrato, o prazo foi esticado para 2007. Agora, conforme estabelece termo assinado há dois anos, não há qualquer menção a prazos. O caso virou objeto de ação do Ministério Público estadual. O promotor Rogério Pacheco, da 7ª Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, pediu à Justiça, em caráter liminar, a conclusão de todas as obras em um ano.

Ações na Justiça

De acordo com João Marcello Barreto, a demora na modernização dos quiosques e postos ocorreu por mais de seis anos devido a decisões judiciais em processos movidos contra o município e a Orla Rio, o que levou o poder concedente a assinar os termos aditivos ao contrato de concessão. Quanto à ação proposta pelo Ministério Público, ainda segundo a concessionária, a Orla Rio e o município alegam a inexistência de prejuízos aos cofres públicos. Desde o ano 2000, a empresa já teria investido mais de R$ 46 milhões na orla de Copacabana.

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