sexta-feira, 26 de julho de 2013

Mais três projetos residenciais para o Porto

13/07/2013 - O Globo, Flavio Tabak

Caixa Econômica está perto de aprovar empreendimentos

A Caixa Econômica Federal está prestes a aprovar três novos projetos residenciais na Zona Portuária. Administrador do fundo imobiliário que detém os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), o banco pretende fechar o negócio nas próximas "semanas ou meses", afirma o superintendente nacional de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa, Cassio Viana de Jesus.

Até agora, apenas um projeto foi confirmado, o Porto Vida, na Rua General Luiz Mendes de Moraes, perto da Avenida Francisco Bicalho. Serão 1.330 unidades. As negociações com interessados nos três outros projetos estão em fase avançada. O maior deles deve reunir uma ou duas torres residenciais, prédios comerciais, shopping e provavelmente um hotel ou flat.

A novidade vem no momento em que se discute o risco de esvaziamento residencial na região em decorrência do acúmulo de projetos comerciais, uma preocupação do prefeito Eduardo Paes e de arquitetos e urbanistas. Segundo a Caixa, há a preocupação de evitar o esvaziamento moradores e o inchaço de trabalhadores no Porto.

- Avaliamos algumas modelagens (para o maior projeto), e talvez seja uma única torre residencial, só que mais alta. Mas, hoje, os desenhos apontam para duas torres. Será um conceito multiuso. Temos a preocupação de não fazer do Porto Maravilha um lugar exclusivo de um fim, seja residencial, industrial ou comercial. São necessárias residências, sem elas a região fica sem vida depois das 18h, degradada - ressalta o superintendente.

Mais 3.100 apartamentos

Os dois outros complexos devem oferecer apartamentos de dois e três quartos, com cerca de 70 a 90 metros quadrados. Somados, os novos prédios residenciais ofereceriam 3.100 apartamentos. O superintendente ressalta que há uma "curva de absorção" dos projetos e que nem todos podem ser lançados em um curto espaço de tempo. De todas os Cepacs - que permitem construir no novo gabarito e financiam operações urbanas na região -, cerca de 30% já estão comprometidos com empreendimentos diversos. A Caixa decide, caso a caso, se os vende ou se faz permutas e participa do investimento. O modelo ainda não foi decidido.

- Com as 1.300 do Porto Vida, chegaríamos, neste momento, a 4.400 unidades, ou seja, uma população oscilante de quase 15 mil pessoas na região - afirma Viana de Jesus.

Segundo o superintendente de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa, não estão descartados sequer projetos no padrão do Minha Casa Minha Vida, do governo federal, programa voltado para pessoas de menor renda:

- Até o momento não formos procurados por interessados em projetos desse tipo, mas não temos restrição. Da nossa parte, não há questão relativa a padrões, e sim à viabilidade econômica do empreendimento.

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