segunda-feira, 7 de abril de 2014

Reformado, Elevado do Joá volta a ter velocidade máxima de 80 km/h

05/04/2014 - O Globo

O trânsito do Elevado do Joá foi normalizado na madrugada desta sexta-feira, por volta de 4h, depois do local passar por obras de recuperação estrutural de cargas dos apoios por um ano. Com a inauguração do serviço, a velocidade máxima voltará a ser de 80 km/h, já que no período da obras estava em 60 km/h. Também será liberado o tráfego de caminhões com altura de até quatro metros, que estava proibido. A reforma completa custou R$ 66,5 milhões. No início da madrugada, uma comissão da Secretaria municipal de Obras vistoriou o local.

O serviço incluiu a instalação de novas vigas metálicas de sustentação do peso antes suportado por dentes de Gerber que estavam deteriorados. De acordo com o coordenador geral de Projetos da pasta, João Luiz Reis, a tecnologia utilizada no trabalho vai garantir um prazo maior até a próxima recuperação total do Elevado do Joá.

— Foi realizada uma recuperação cuidadosa. A obra passará por manutenção periódica. Porém, com o passar dos anos, toda construção precisa de uma reforma mais elaborada. Com o material utilizado aqui, esse serviço mais detalhado deverá ser necessário depois de mais de 20 anos — explicou João Luiz Reis, contando que a última obra desse porte realizada no local foi no final da década de 1980.

Ainda segundo o coordenador geral de Projetos da Secretaria de Obras, as obras, inciadas em abril de 2013, foram finalizadas em janeiro. Porém, para aproveitar a movimentação, a Prefeitura realizou, através da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, o recapeamento, a fresagem e a sinalização horizontal na pista inferior da via, no sentido São Conrado. Equipes da Coordenadoria Geral de Conservação (CGC) executaram os trabalhos numa extensão de 2km, com área de 16 mil m², com a utilização de 2,100 toneladas de massa asfáltica.

Obras de recuperação

O governo municipal optou por uma reforma completa no Elevado do Joá depois de analisar um estudo da Coppe/UFRJ, encomendado pela própria prefeitura, que apontou um possível colapso, já que a construção estava condenada. Inicialmente, o serviço estava orçado em R$ 7 milhões. A Secretaria de Obras justificou o aumento do orçamento por conta das mudanças no projeto.

O Joá foi erguido em estrutura de concreto armado em forma dentada, na qual se apoiam as pistas e as vigas de sustentação. Mas o projeto do elevado não previu a instalação de uma galeria de serviço que permitisse avaliar o estado de conservação de toda a extensão dos dentes de apoio. Ao todo, eram 1.996 dentes, sendo que a Coppe só conseguiu vistoriar 840 (42,1%). Na inspeção, constatou que cerca de 10% das estruturas observadas estavam comprometidas. Em alguns casos, o concreto rachou e, em outros, era possível ver sinais de corrosão no ferro. A Coppe alertou que a situação poderia ser ainda pior por não ter como vistoriar os dentes restantes por falta de acessos.

A instituição chegou a recomendar que o Elevado, inaugurado em 1971, fosse reconstruído. Porém, a prefeitura contestou o laudo e optou por uma solução alternativa: instalar vigas metálicas que passariam a suportar a estrutura no lugar dos dentes.

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