terça-feira, 17 de junho de 2014

No fim dos anos 20, Plano Agache pretendia organizar o crescimento do Rio

17/06/2014 - O Globo

Urbanista francês planejou áreas de expansão e instalação de infra-estrutura

Na memória dos cariocas, eles não desfruta do mesmo prestígio de Pereira Passos ou Pedro Ernesto. Mas, justiça seja feita: o paulista Antônio Prado Júnior foi o primeiro governante do Rio a patrocinar um plano-diretor para o então Distrito Federal. Sua gestão, entre 16 de novembro de 1926 e 24 de outubro de 1930, foi marcada pela abertura de ruas, calçamento, mudanças de alinhamento, obras de saneamento e construção de escolas.

Filho de uma família tradicional, nomeado pelo amigo e presidente da República Washington Luís, Prado Júnior, que não tinha curso superior, contratou o urbanista francês Alfred Agache para elaborar o Plano de Remodelação, Extensão e Embelezamento da Cidade. O projeto, que ficaria conhecido como Plano Agache, pretendia organizar o crescimento do Rio, determinando áreas de expansão, prevendo a criação de redes de serviço e tratando da instalação da infra-estrutura urbana.

O trabalho do urbanista nunca foi inteiramente aplicado no Rio, embora tenha servido de base para meia dúzia de planos diretores. Ao que tudo indica, Prado Júnior tinha visão de futuro. Basta ver o que escreveu na mensagem 617, enviada ao Conselho Municipal para justificar a contratação de Agache: "Julgo escusado encarecer a necessidade urgente da organização do plano de remodelação do Rio de Janeiro, segundo os princípios desta ciência moderna que é o urbanismo".

PRADO JÚNIOR: Homenagem à beleza

O pai do Plano Agache não pensava apenas na beleza da cidade. Coube ao prefeito Antônio Prado Júnior (na foto, de cartola), entregar a Iolanda Pereira o prêmio principal do Miss Universo, realizado no Rio, em 1930. Iolanda, a primeira brasileira a ser eleita a mais bela do mundo, ganhou uma jóia do prefeito.

Urbanismo. O prefeito Antônio Prado Júnior, que encomendou o plano Agache Arquivo

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