quinta-feira, 19 de março de 2015

EcoRodovias diz que tráfego na Ponte Rio-Niterói só deve crescer daqui a dois anos

Nova operadora admite que o sistema está saturado, problema que será resolvido apenas com a realização de obras

POR RONALDO D'ERCOLE

19/03/2015 - O Globo

SÃO PAULO. O presidente da EcoRodovias, Marcelino de Sera, empresa que ganhou o leilão de concessão da Ponte Rio-Niterói para os próximos 30 anos, afirmou nesta quinta-feira que, apesar da redução da tarifa de pedágio, dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70, a partir de 1º de junho, não deverá haver aumento de tráfego na travessia em razão da saturação já existente na via, particularmente nos acessos das duas cidades. Na quarta-feira, logo depois de vencer o leilão de concessão na BM&F Bovespa, em São Paulo, de Sera afirmara que a redução do pedágio traria um acrescimento de 15% no tráfego da Ponte.

— Não prevemos nenhum crescimento fantástico de cara, por causa da saturação. Mas a partir do segundo ano, com a inauguração do Mergulhão em Niterói, e nos anos seguintes com as outras duas obras — disse o executivo, em teleconferência com analistas nesta quinta-feira.


Engarrafamento na ponte Rio-Niterói - Pablo Jacob / Agência O Globo

Além do Mergulhão, o edital de licitação prevê uma nova alça de acesso que deverá ser construída ligando a Linha Vermelha, no Rio, à Ponte e às obras da avenida Portuária, que permitirá o acesso de veículos pesados vindos da avenida Brasil ao Porto do Rio. Projetos que devem estar concluídos nos primeiros cinco anos da concessão.

Alegando que precisa esperar os trâmites legais até a homologação efetiva do contrato de concessão, de Sera recusou-se a fazer projeções para a expansão do tráfego na Ponte.

Questionado sobre como espera viabilizar a rentabilidade da concessão com o deságio de 36,67% sobre o valor do pedágio, de Sera disse que pretende conseguir uma redução de custos de operação da ordem de 30%, de modo a conseguir a taxa interna de retorno (TIR) da ordem de 10% aos acionistas, como prevê o projeto da empresa para a Ponte.

— Levamos em consideração em nossa proposta uma taxa de retorno (TIR) de 10% com redução de custos e investimentos. Prevemos redução de custos operacionais em torno de um terço em relação aos valores do edital com uma série de eficiências — disse de Sera, novamente comprometendo-se a dar mais detalhes depois de assinar o contrato, que deve acontecer em 22 de maio.

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