segunda-feira, 30 de maio de 2016

Paes entrega trecho entre a Praça Quinze e Museu Histórico Nacional

30/05/2016  - O Globo

Com um novo Centro à vista, os cariocas puderam redescobrir ontem mais um pedaço do coração da cidade, desta vez em um ponto entre a Praça Quinze e o Museu Histórico Nacional. Menosprezado e cinzento nos tempos da Perimetral e, durante meses, fechado para obras, o trecho de 777 metros de extensão à beira da Baía de Guanabara agora tem áreas verdes, bancos de madeira e caminho livre para pedestres e ciclistas diante de prédios históricos da região.

A área revitalizada, parte da Orla Luiz Paulo Conde, foi inaugurada pelo prefeito Eduardo Paes. Cruza a Praça Marechal Âncora, que abriga o restaurante Ancoramar (antigo Albamar), e vai até a Praça da Misericórdia, com uma passagem subterrânea que integra os dois espaços.

— É uma parte fantástica da cidade. Queremos que os cariocas venham aqui, pois perdemos esse hábito de frequentar o Centro, olhar para sua história — disse Paes, que explicou porque ainda havia alguns tapumes no caminho. — São do Túnel Marcello Alencar, que deve ficar pronto daqui a duas ou três semanas — afirmou o prefeito, que chamou a nova via de um alívio ao trânsito da Avenida Passos e dos túneis Rebouças e Santa Bárbara.

Com o trecho entregue ontem já são 2.677 metros da Orla Conde abertos — de um total de 3,5 quilômetros e nove praças. As próximas áreas a ficarem prontas, afirmou a prefeitura, serão a Praça da Candelária e a parte do boulevard do Porto entre os armazéns 6 e 8. Nos Jogos do Rio, lembrou o prefeito, o lugar vai receber uma pira olímpica.

— Essa orla será um grande espaço olímpico da cidade. Vai ser a primeira vez que a pira (depois de acesa na cerimônia de abertura no Maracanã) não ficará fechada dentro de um estádio — contou Paes. 

TEMOR QUANTO À SEGURANÇA 

Nas praças reabertas ontem, no entanto, os elogios dos visitantes vieram acompanhados de preocupações com a segurança no local. Receio manifestado, por exemplo, pela professora de música Helena Silva:

— Achei o lugar tudo de bom. Mas espero que não fique cheio de camelôs e que deem segurança para as pessoas poderem desfrutá-lo, porque está sem proteção.

Para a administradora de imóveis Mônica Vasconcelos, a falta de policiamento pode prejudicar a proposta da nova orla.

— Vai ser um espaço para marginais se não tiver policiamento — disse ela.

Até Paes ressaltou que a polícia precisa estar mais presente na área perto da estação das barcas:

— A prefeitura está cumprindo sua parte, urbanizando, pondo iluminação... Nós confiamos na polícia para agir e impedir que este seja um espaço que espante as pessoas. Quanto mais gente, menor o problema com a violência.

Conforme O GLOBO adiantou, o governo do estado vai adotar no Centro, a partir do dia 1º de julho, o modelo de policiamento em parceria com a iniciativa privada que já funciona em pontos como o Aterro. A Operação Centro Presente será apresentada hoje pela Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos e pela Fecomércio-RJ. O reforço na segurança da região deve contar com 522 PMs.

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