02/02/2026 - Terra de Santa Cruz
"Memorias historicas do Rio de Janeiro e das provincias annxas à jurisdicção do Vice-Rei do Estado do Brasil, dedicadas a El-Rei Nosso Senhor D. João VI." publicada em 1820 é considerada uma obra fundamental, a mais ambiciosa da Impressa Régia, editada em 10 volumes que se dispôs a cobrir toda a História da Cidade do Rio de Janeiro nos seus 250 anos desde sua fundação.
A obra fazia parte de um conjunto de publicações que tinham por objetivo de expandir o saber da Capital do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves.
Seu autor Monsenhor Pizarro ou José de Souza Azevedo e Araújo Pizarro (1753-1830) foi um destacado Historiador, eclesiástico e político fluminense.
José nasceu em 12 de outubro de 1753 na Capitania do Rio de Janeiro, filho do coronel Luiz Manuel de Azevedo Carneiro e Cunha e sua segunda esposa Maria Josefa de Souza Pizarro. Por seu talento nos estudos elementares, foi enviado a Coimbra em 1769, onde diplomou-se em cânones na Universidade de Coimbra. Quando se preparava para retornar ao Brasil, soube do falecimento de seus pais e decidiu seguir vida sacra. Foi apresentado em 20 de outubro de 1780 à sexta cadeira do cabido do Rio de Janeiro.
Em 14 de agosto de 1808, foi indicado monsenhor presbítero, com o título de tesoureiro-mor, e arciprestre da Real Capela do Rio de Janeiro por Dom João VI. Ainda em agosto, recebeu título do conselho do Tribunal de Justiça e em dezembro foi condecorado com a distinção de cavaleiro da Ordem da Torre e da Espada. Desde 1821, foi deputado da Mesa da Consciência e Ordens, ficando encarregado de lançar os hábitos das Ordens de Cristo e de Avis.
Pizarro pertencia ao grupo irredutivelmente regalista , defensor das prerrogativas do Estado , e da Coroa. Não pertencia a nenhuma " loja " maçônica e por isso era tido como homem de confiança de Dom João VI para ser o primeiro grande cronista da História do Rio de Janeiro.
"Memórias Histórias do Rio de Janeiro", a Obra de Monsenhor Pizarro foi a mais usada e citada pelos historiadores que o sucederam ao longo de mais de dois séculos , fornecendo - nos assim , um instrumento valioso para esclarecer as diversas dúvidas a cerca da demográfia, administração e cultura do Rio de Janeiro colonial.
Fonte: História da inteligência brasileira: 1794-1855. Wilson Martins.
Obra completa: https://archive.org/.../memoriashistoric.../page/15/mode/1up