sexta-feira, 29 de abril de 2011

Viaduto da Transoeste no Recreio dos Bandeirantes será inaugurado neste sábado

29/04/2011 - Agência Rio

A Prefeitura do Rio inaugura neste sábado(30) a primeira obra da Transoeste: o viaduto Capitão de Mar e Guerra Orlando Raso, na Avenida das Américas, no cruzamento com a Avenida Salvador Allende, no Recreio dos Bandeirantes. O prefeito Eduardo Paes participa do evento.

Com cerca de 250 metros em cada sentido, esta etapa foi concluída em nove meses e é uma das mais importantes da construção do corredor expresso, com BRTs, que ligará a Barra da Tijuca a Campo Grande e Santa Cruz. A obra, que será a primeira a ter as melhorias percebidas pela população, inclui ainda um outro viaduto (sobre o canal das Taxas) e o túnel da Grota Funda.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Elevado do Joá com terceira faixa: prefeitura resgata projeto dos anos 90 para desafogar Barra-Zona Sul

27/04/2011 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A prefeitura decidiu desarquivar um projeto viário do fim dos anos 90 para reorganizar o trânsito entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016. A ideia é construir uma terceira faixa em vão livre e alargar os túneis do Joá e de São Conrado na parte superior do Elevado do Joá (ou das Bandeiras). As obras vão começar em 2013 e devem durar pelo menos dois anos, já que terão que ser executadas principalmente durante a madrugada.

GRÁFICO: Entenda o projeto

O projeto foi aprovado na quarta-feira durante uma reunião no Palácio Guanabara com a delegação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que está no Rio supervisionando o andamento dos projetos. Ainda não se sabe quanto custará a intervenção.

O plano apresentado pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, recebeu sinal verde do consultor do COI para transportes, Philippe Bovy. Ficou decidido também que será implantado um sistema de rodízio para carros de passeio em dois trajetos da ligação Barra-Zona Sul, entre a Avenida Ministro Ivan Lins e a Praça Sibelius e o cruzamento das Avenidas Niemeyer e Delfim Moreira. O rodízio acontecerá tanto durante os Jogos Olímpicos (de 5 a 21 de agosto de 2016) quanto nas Paraolimpíadas (de 7 a 18 de setembro). O sistema prevê ainda outras restrições para carros particulares, para estimular a população a usar os transportes coletivos

Leia mais sobre esse assunto em 

http://oglobo.globo.com/rio/transito/mat/2011/04/27/elevado-do-joa-com-terceira-faixa-prefeitura-resgata-projeto-dos-anos-90-para-desafogar-barra-zona-sul-924335979.asp#ixzz1KpzreIuX
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Área da Baía de Sepetiba atrai investimentos de mais de US$ 10 bilhões

26/04/2011 - Agência Rio

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, disse nesta terça-feira (26) que a área compreendida da Baía de Sepetiba é uma das que mais atraem empresas do Brasil e do exterior. A afirmação foi feita durante a apresentação do plano de recuperação ambiental do terreno da antiga Ingá Mercantil, em Itaguaí. Ainda segundo o secretário, estão previstos investimentos em torno de US$ 10 bilhões nesta região.

O Governo do Estado, há dois anos, fez o ordenamento de 12 projetos envolvendo exportação de minério, contemplando alguns deles. Além do plano, mais a longo prazo, da Usiminas de ter seu próprio porto no terreno da Ingá, o secretário citou três grandes projetos que impulsionarão o desenvolvimento econômico e social daquela região nos próximos anos.

Um deles é o investimento da Petrobras, em parceria com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Gerdau, para a implantação de um grande porto voltado para a exploração de petróleo da camada de pré-sal e para a exportação de aço, com a previsão de empregar 15 mil pessoas. Outro, já em andamento, é o do Superposto Sudeste, uma parceria da LLX, do empresário Eike Batista, para exportação de minério de ferro, que será também utilizado pela Usiminas a partir de 2015, até que construa o seu próprio terminal. E, por fim, o porto de Docas, cuja licitação deverá ser feita ainda este ano, numa área ainda ser definida.

"Naquela região ainda há o estaleiro da Marinha, que investe cinco bilhões de euros na fabricação de submarinos convencionais e nucleares, numa parceria com o governo francês e a Odebrecht; o Arco Metropolitano,que deverá ser entregue em dezembro de 2012/ e os planos de expansão da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep). Enfim, é uma região que tem um overbook de projetos", ressaltou Bueno.

PB

Rio terá um automóvel para cada dois habitantes até 2020, prevê estudo da Coppe

26/04/2011 - Agência Brasil

Se não forem adotadas medidas práticas e imediatas no sistema viário do Rio, a cidade deverá bater recordes de engarrafamentos durante as Olimpíadas de 2016. A frota atual de 1,8 milhão de automóveis ultrapassará os 3 milhões até 2020, o que representará um carro para cada dois moradores. O resultado será o aumento dos congestionamentos, que praticamente vão durar o dia todo, atingindo um número maior de ruas e avenidas.

A previsão consta de um estudo do Programa de Engenharia de Transportes da Coordenadoria de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). A equipe coordenada pelo professor Paulo Cezar Ribeiro projetou o número de veículos baseado no crescimento verificado nos dez últimos anos. Em 2001, a frota na cidade era de 1,3 milhão de automóveis, 500 mil carros a menos do que atualmente.

“Os congestionamentos serão mais extensos, começando antes e terminando depois, e vão abranger um maior número de ruas. Isso é inevitável”, afirmou Ribeiro, que alertou para a falta de planejamento de longo prazo, em períodos que vão além dos mandatos dos governantes.

Ele lembrou que muito do que existe no Rio em avenidas expressas, túneis e elevados foi projetado ou construído há mais de 40 anos, ainda na época de Carlos Lacerda, que governou o antigo estado da Guanabara de 1960 a 1965.

“Esta é uma das grandes constatações. O Lacerda chamou um planejador estrangeiro, o [arquiteto grego Constantino] Doxiádis, que fez uma análise muito boa da cidade, com projeções para 20 e 30 anos”, lembrou o professor da Coppe. Ele frisou existir iniciativa semelhante, o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), entregue em 2005, e atualizado recentemente, mas que precisa ser implementado. “Caso contrário, vamos chegar a uma situação em que a mobilidade na cidade vai ficar muito reduzida. Daqui a dez anos vai ser muito tarde.”

Ribeiro alertou que, se não forem executados melhoramentos viários agora, a situação chegará a um nível crítico em um futuro próximo. “Se a frota continuar aumentando com a taxa dos últimos dez anos, vão se agravar ainda mais os congestionamentos. Os governantes vão ter que investir em transporte público de qualidade, como metrô, trem e BRT [ônibus em corredores expressos], mas melhorar também o sistema viário, porque as pessoas vão continuar a andar em transporte particular.”

Segundo o estudo da Coppe, nos últimos anos a frota de carros dos municípios do Rio e de Niterói cresceu em média 28%. Em outras cidades, o aumento foi ainda maior, chegando a 38% em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e 43% em Campos dos Goytacazes, no norte do estado.

Para o professor da Coppe, o Rio já está próximo de índices de carros por habitantes verificados na Europa, de 500 automóveis por mil habitantes, mas ainda longe dos Estados Unidos, de 900 por mil.

No Brasil, segundo números do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), circulam 64 milhões de veículos, o que dá uma taxa de 315 veículos por mil habitantes. Em 2020, segundo os cálculos da Coppe, haverá um aumento aproximado de 50%, chegando a 95 milhões de veículos em todo o país.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Concurso para Parque Olímpico do Rio

26/04/2011 - O Dia

Pode sobrar para o governo federal arcar com o investimento de urbanização - praças, calçadas, ruas - do Parque Olímpico Rio 2016. Ontem, durante o lançamento do concurso internacional para o Plano Diretor do parque, foi divulgado que os escritórios de arquitetura poderão apresentar propostas entre R$ 430 milhões e R$ 590 milhões. No entanto, a prefeitura admitiu que não tem projeto para captar recursos da iniciativa privada. Amanhã e quinta, o Comitê Olímpico Internacional estará no Rio para 'pente-fino' nas obras em andamento.

"Nem Londres conseguiu abrir mão de recursos do governo. Mas o Rio vive um bom momento, com grande afluxo de investimentos de fora e a ideia é evitar ao máximo o uso de dinheiro público", afirmou o prefeito Eduardo Paes.

O Parque Olímpico, com área de 1,180 milhão de metros quadrados, terá metade dos eventos esportivos dos Jogos de 2016. A construção acabará de vez com o Autódromo de Jacarepaguá. Serão 15 modalidades no local, que já conta com estruturas do Pan 2007 - Parque Aquático Maria Lenk, Arena Rio e velódromo.

O projeto deve apresentar propostas de sustentabilidade e empreendimentos - como hotéis, shoppings, residências, restaurantes - para 60% da área, após o evento.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Megaexpansão

09/04/2011 - O Globo

O shopping Nova América, em Del Castilho, vai dobrar de tamanho, em um investimento de R$280 milhões. Em janeiro, começou a obra desta segunda expansão do shopping, que terá 120 mil m² de área construída. Pelo cronograma, em novembro, já haverá mais 2.500 vagas cobertas. Em outubro do ano que vem, o Nova América ganha 130 lojas. E, no primeiro semestre de 2013, terá um conjunto de três torres de escritórios. Na parte de lazer, a Rua do Rio será integrada a uma nova área a céu aberto.

O prédio histórico da antiga fábrica de tecidos Nova América, onde funciona o shopping, continuará preservado. O Nova América, que recebe quase 22 milhões de pessoas por ano, quer mais 4,5 milhões no primeiro ano após a expansão.

Arco Metropolitano deve redefinir mapa do emprego no Rio

11/04/2011 - Valor Econômico, Francisco Góes

Estudo indica que obra pode equilibrar mercado de trabalho, hoje concentrado na capital

O Rio voltará a ter uma ferramenta para planejar políticas públicas focadas na região metropolitana. O objetivo é equilibrar mais a relação entre oferta e demanda no mercado de trabalho na região. Cerca de 75% dos empregos criados na metrópole estão concentrados no município do Rio, o que sobrecarrega o sistema de transporte. A situação permanece praticamente inalterada há 30 anos.

No dia 18, o governador Sérgio Cabral (PMDB) vai lançar, na Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), estudo encomendado pelo Estado, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que mostra quais são as oportunidades e os desafios para a região metropolitana em um horizonte de dez anos.

O trabalho a ser apresentado por Cabral é o Plano Diretor do Entorno do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro. O arco é um eixo viário com 145 quilômetros de extensão, que está em construção e envolve investimento de cerca de R$ 1,6 bilhão, entre União e governo estadual.

A previsão é que a obra fique pronta no segundo semestre de 2012. A proposta do arco é melhorar o tráfego de passageiros e de cargas nos acessos ao Rio e na periferia da capital. O trecho de estrada nova do arco, com 70,9 quilômetros de extensão, corta cinco municípios: Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí. Mas a área de influência do arco é bem maior: 21 municípios, onde moram quase 10 milhões de pessoas.

O cálculo populacional leva em conta só uma parte da cidade do Rio, uma vez que a região central do município não está na área de influência do arco. Também foram considerados na conta os municípios do entorno da capital, além de dois que não integram a região metropolitana - Mangaratiba e Cachoeiras de Macacu -, mas que se encontram na periferia do arco. A região metropolitana do Rio tinha, em 2010, 11,8 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O plano diretor apontou potencial de geração de 825 mil empregos formais nos próximos dez anos no entorno do arco. As vagas serão criadas na indústria, no comércio e nos serviços. Vicente Loureiro, subsecretário de urbanismo da Secretaria de Obras do Estado, diz que a criação de empregos formais pode mudar a relação existente entre a capital e periferia ao criar caminhos novos entre o local de moradia e o trabalho.

Estudo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontou que entre as dez maiores regiões metropolitanas do país, a do Rio é a que apresenta maior proporção de pessoas (25% em 2008) que levam mais de uma hora para se deslocar de casa até o trabalho e vice-versa.

"Em alguns anos, o arco pode mudar o mapa da mobilidade na região metropolitana", prevê Loureiro. Ele diz que o trabalho de planejamento estratégico da região metropolitana foi abandonado, no início da década de 90, com a extinção da Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana (Fundrem).

O plano diretor do arco contou com a doação de US$ 1 milhão feita pelo BID. O trabalho definiu três eixos estratégicos - ambiental, urbano e econômico -, a partir dos quais poderão ser definidas diretrizes em termos de políticas públicas, considerando incentivos fiscais e temas ligados à infraestrutura, o que inclui a necessidade de investir pesado em abastecimento de água e saneamento básico.

Outro desafio será definir estratégias para setores que vão fazer crescer o emprego na região metropolitana nos próximos anos. Estão listadas as cadeias produtivas dos setores naval, petróleo, petroquímica, química (cosméticos), siderurgia, logística, alimentos e bebidas, vestuário e acessórios, moveleiro, turismo, construção civil e transporte.

Na questão ambiental, considera-se que a ocupação na região metropolitana tem de ser melhor planejada para evitar, por exemplo, impactos em áreas de preservação permanente, como é o caso de Guapimirim, que pode sofrer os efeitos da implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), projeto em construção pela Petrobras em Itaboraí.

O Comperj será um dos principais vetores estruturantes na parte leste do arco. Em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, os setores de comércio e serviços continuarão a ter um papel econômico importante. Assim como em Itaguaí, tendem a surgir oportunidades na área de serviços naval e offshore, atividades ligadas à indústria de petróleo.

No aspecto urbanístico, busca-se garantir uma melhor ocupação do solo. Uma das projeções do estudo é que a população na área de influência do arco, de mais de 9,5 milhões de habitantes em 2010, vai crescer quase 1 milhão em dez anos, chegando 10,5 milhões de pessoas. Esse crescimento vai exigir a construção de 588 mil novas habitações, necessárias não só para atender ao crescimento da população, mas também para suprir parte do atual déficit habitacional.

Loureiro acredita que a metrópole poderá ter menos favelas no futuro. A lógica, segundo ele, é que os novos projetos que estão surgindo no entorno do arco, incluindo grandes obras industriais, vão criar oportunidades de trabalho, que podem permitir que um morador de favela se mude para uma casa melhor em outro local da região metropolitana e em área mais próxima do local de trabalho.

Loureiro diz que o plano diretor não tem força de lei, mas surge como diretriz para o Estado e para os municípios do entorno do arco. A partir do estudo, podem ser definidas ações em áreas como transporte, ocupação do solo, tratamento de água e esgoto com o objetivo de "remodelar" a região metropolitana. Segundo ele, um dos desafios será criar organismo de gestão metropolitana para responder pela criação e gestão de projetos de desenvolvimento regional integrado. Na academia, entretanto, o surgimento dessa entidade é vista com expectativa, mas ao mesmo tempo com reservas.

O plano diretor do arco mostra que, à medida que as cidades se expandem para a periferia, se reduz a densidade ocupacional do solo. No caso da região do arco, essa redução foi de cerca de 17% entre 2001 e 2010. Assim, na melhor das hipóteses, diz o estudo, o total da área de vazios disponíveis para receber usos urbanos na região do arco se esgotaria em 13 anos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Expansão

06/04/2011 - O Globo

O Via Parque Shopping deu início à sua obra de expansão. Vai abrir espaço para mais 33 lojas, incluindo uma C&A e outras facilidades. O projeto de R$ 50 milhões fica pronto em outubro.