sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Concluída perfuração de túnel na Região Portuária

31/10/2014 - O Globo

A perfuração do Túnel Rio 450, que ligará a Rua Primeiro de Março à Gamboa, em sentido único, dentro do projeto Porto Maravilha, foi concluída ontem. Ele faz parte da Via Binário e deverá receber 50 mil veículos por dia. A obra deve ser entregue no primeiro trimestre de 2015. Até lá, será realizada a fase final dos trabalhos: consolidação da pavimentação, concretagem das paredes e instalação de equipamentos de sinalização, controle e segurança. O prefeito Eduardo Paes lembrou que este é o primeiro de três túneis em construção na Região Portuária:

— Este é o menor dos túneis, com 1,5 quilômetro. Cem por cento da perfuração e 70% do acabamento estão concluídos. Os outros dois túneis, cada um com 3 quilômetros, já estão com 60% e 50% das perfurações concluídas. Até o início de 2016, vamos ter toda essa região devolvida à cidade.

De acordo com o presidente da concessionária Porto Novo, José Renato Ponte, a fase de final do Túnel Rio 450 não deve trazer mais transtornos à população.

— Estamos fazendo um túnel a 40 metros de profundidade na região central do Rio de Janeiro. É uma dificuldade fazer isso, convivendo com o dia a dia da região. Em diversas situações, foi necessário realizar evacuação para fazer detonações e parar o trânsito — disse Ponte.

REGRAS DE SEGURANÇA

Construído com regras europeias de segurança, o túnel de 1,5km terá ao lado um túnel auxiliar de segurança para pedestres, com entradas a cada 150 metros. À prova de fumaça e alagamento, ele será usado em casos de acidentes.

— O túnel auxiliar paralelo serve para a circulação de pessoas e equipamentos de pequeno porte e, se houver algum acidente, as pessoas conseguem escapar tranquilamente. É um túnel pressurizado, onde a fumaça não entra — explicou o presidente da Porto Novo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Perfuração do túnel que vai ligar Primeiro de Março à Gamboa é concluída

Ele faz parte da Via Binário e deverá receber 50 mil veículos por dia

por Bruno Amorim

30/10/2014 - O Globo

RIO - A perfuração do Túnel Rio 450, que vail ligar a Rua Primeiro de Março à Gamboa em sentido único dentro do projeto de obras do Porto Maravilha, foi concluída nesta quinta-feira. Ele faz parte da Via Binário e deverá receber 50 mil veículos por dia. A estrutura, entretanto, deverá ser entregue somente no primeiro semestre de 2015. Até lá, será realizada a fase final dos trabalhos: a consolidação da pavimentação, concretagem das paredes e instalação de equipamentos de sinalização, controle e segurança.

Construído com regras europeias de segurança, o túnel de 1,5 km terá ao lado um túnel auxiliar de segurança para pedestres com entradas a cada 150 metros. Ele será utilizado em casos de acidentes. O túnel auxiliar é à prova de fumaça e alagamento.

Para ajudar na operação, está sendo finalizada a construção de um prédio subterrâneo de três andares, onde vão trabalhar técnicos da concessionária Porto Novo.


Rio tem índice de poluição do ar duas vezes superior ao aceitável

30/10/2014 - O Globo

O índice de poluição do ar no Estado do Rio de Janeiro supera em duas vezes o tolerado pela Organização Mundial da Saúde ( OMS). A constatação foi feita pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) a partir de estudo realizado entre 2006 e 2012 e apresentado ontem para especialistas em saúde e meio ambiente. De acordo com o relatório, as cidades de Duque de Caxias, Itaboraí, Nova Iguaçu, Macuco, Resende e Porto Real figuram entre as mais poluídas. Já aquelas com maior risco de morte por doenças relacionadas ao ar poluído são Macuco, Duque de Caxias, Itaboraí, Barra Mansa e a capital, por apresentarem fatores populacionais de risco, como grande número de crianças e idosos, que são mais sensíveis aos efeitos da poluição.

CUSTO DE R$ 82 MILHÕES

O documento aponta que houve 36.194 mortes e 65.102 internações na rede pública ocasionadas pela poluição no período de abrangência do estudo, com custo de R$ 82 milhões para a rede pública.

Em 2011, o número de mortes atribuídas à poluição no estado foi cerca de 1,5 vezes maior que os 3.044 óbitos por acidentes de trânsito, quase três vezes mais que as mortes por câncer de mama ou decorrentes da Aids e quase sete vezes maior que falecimentos por câncer de próstata.

No estado, o nível de poluição por material particulado, um dos poluentes mais relevantes do ponto de vista da saúde, está elevado para todos os anos avaliados. A Região Metropolitana apresenta os maiores níveis, superando a média.

O estudo, porém, contrasta com a metodologia adotada no Brasil pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que considera aceitáveis os padrões de poluição do ar no Rio. Além de afirmar que os dados do Conama estão defasados, o ISS aponta que políticas como o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar, estabelecido há 25 anos, nunca saíram do papel. Segundo o ISS, o monitoramento de poluição no ar é feito em 1,7% dos municípios brasileiros.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Rio vai leiloar terrenos dentro do projeto Cidade Nova

23/10/2014 - Valor Econômico

A prefeitura do Rio de Janeiro está dando mais um empurrão para consolidar a Cidade Nova como a principal área de expansão comercial do município. De sete terrenos que serão leiloados até o fim deste ano, dois ficam na região, que marca o começo da avenida Presidente Vargas, e que acaba de completar 70 anos. Apesar de sua localização, a região foi relegada durante boa parte desse tempo.

O terreno mais caro tem 4 mil metros quadrados e é uma das últimas áreas disponíveis na avenida. O edital de venda foi publicado ontem pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e terá preço mínimo de R$ 75,8 milhões. O superintendente de Patrimônio Imobiliário da secretaria, Fabrício Tanure, conta que, desde o início do ano, a secretaria vem se reunindo com várias empresas do mercado imobiliário para avaliar o interesse em uma lista de vinte imóveis que serão colocados a venda pela prefeitura. Segundo ele, há um forte interesse pela região.

"É um imóvel de muita liquidez, perto de duas estações do metrô, da Central do Brasil, em um bairro que está em franca expansão", diz Tanure.

O superintendente lembra que a própria prefeitura deu impulso na consolidação da Cidade Nova ao instalar seu centro administrativo na região. BR Distribuidora, Cedae (estatal de água e esgoto), Centro de Convenções Sulamérica e Centro de Comando e Controle da Secretaria de Segurança Pública vieram em seguida para a região, que já contava com a sede dos Correios. Os últimos empreendimentos foram edifícios comerciais múltiplos, e um novo empreendimento, no terreno da antiga fábrica da Brahma, atrás do sambódromo. Com entrega prevista para o fim deste ano, o edifício, que tem projeto de Oscar Niemeyer, deve levar mais 12 mil pessoas a circularem diariamente na região.

Tanure estima que o terreno de 4 mil metros quadrados tem potencial construtivo de 30 mil metros quadrados. O outro é menor: uma área de mil metros quadrados que está sendo usada como depósito de veículos rebocados. "Sabemos que existem várias empresas procurando espaços no Rio. Não sabemos se entre os agentes de mercado com quem conversamos havia algum com mandato dessas empresas", diz, citando como exemplo a mineradora Vale, que iniciou um processo de seleção para escolha da empresa que estruturará o projeto de sua nova sede.

Além das empresas privadas, a Câmara dos Vereadores do Rio já tem um imóvel na região, para onde pretende transferir suas atividades, que hoje ocorrem na Cinelândia, no Palácio Pedro Ernesto. Há também um projeto da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que negocia um terreno com o fundo de previdência dos servidores do município e com a Rio Trilhos, para deixar o centro da cidade rumo ao começo da avenida Presidente Vargas.

O superintendente informa que o primeiro dos 20 terrenos será licitado amanhã e fica na Barra da Tijuca. Os outros devem ser vendidos em novembro. De acordo com a liquidez dos imóveis, a prefeitura está parcelando em até dois anos, com 25% de entrada.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Luxo de outros tempos: Dakota carioca guarda charme de um nobre Flamengo

Em estilo eclético, a construção de 12 andares foi inaugurada em 1931, numa época em que o Aterro do Flamengo ainda não existia e o chique era viver em casarões

19/10/2014 - O Globo


Dakota carioca. De estilo eclético e fechada escura, o Edifício Seabra é conhecido como Dakota carioca, - Ana Branco / Agência O Globo

RIO — As reações variam do estranhamento à admiração, mas não há quem passe pela Praia do Flamengo sem perder alguns instantes absorvendo os detalhes do edifício escuro, com base de granito, colunas e arcos, que se destaca na esquina com a Rua Ferreira Viana. Em estilo eclético, a construção de 12 andares foi inaugurada em 1931, numa época em que o Aterro do Flamengo ainda não existia e o chique era viver em casarões. Mas a monumentalidade e o luxo do edifício acabaram contribuindo para uma mudança de mentalidade entre as classes mais abastadas sobre o significado de morar bem.


LUXO . As paredes de um dos halls: pinturas de desenhos geométricos , com folhas de ouro, e lustres - Ana Branco / Agência O Globo

Encomendada pelo banqueiro e bem-sucedido industrial do ramo têxtil, o comendador português Gervásio dos Santos Seabra, a construção do prédio surpreendeu a cidade na época. Ele era casado com a italiana Assunta Grimaldi Seabra, que queria erguer um edifício ao estilo da Primeira Renascença, uma maneira grandiosa de aproximar a matriarca de suas origens.

— Dona Assunta era descendente de nobres, parente do príncipe Rainier, de Mônaco, e exigiu que as obras seguissem os moldes europeus. Foi então contratado o arquiteto italiano Mario Vodret — conta Maria Araujo, autora de "Palais Seabra/Edifício Seabra", publicação bilíngue de 2011, que conta a história do prédio e da família.

As obras começaram em 1930, e o prédio foi executado pela empresa J.A.Costa & Cia. Em sua construção foi usado pela primeira vez o granito nacional, mas boa parte do material empregado foi importada.


Art déco. O banheiro da cobertura, com mámores e vitrais - Ana Branco / Agência O Globo

— Embora suas linhas sigam o estilo Primeira Renascença, o prédio tinha detalhes modernos para a época. Foi o primeiro do Flamengo a ter incinerador de lixo — diz.

Se do lado de fora o prédio tem elementos arquitetônicos que colaboram para o aspecto sombrio, lembrando o edifício Dakota, em Nova York, no interior a delicadeza e a riqueza de detalhes impressionam. O hall divide-se em duas alas, com escadarias de mármore italiano de degraus amplos, e nas paredes há desenhos geométricos com aplicações em ouro. Lustres e arandelas em ferro batido dão um toque aristocrático aos ambientes.

— Dos 12 andares, os três últimos eram reservados à família Seabra, uma cobertura tríplex de dois mil metros quadrados. Para manter a privacidade, havia uma entrada exclusiva, na Rua Ferreira Viana, e um elevador privativo. No térreo, lojas, quartos de empregados e quatro vagas para carros também eram da família — conta a autora.

HERDEIROS VENDERAM COBERTURA EM 2012

Há cerca de dois anos, os andares nobres foram vendidos pelos herdeiros por cerca de R$ 7 milhões. Atualmente, a cobertura está em obras. Segundo moradores, a planta será modificada, e o imóvel, dividido. O local é tombado pela prefeitura desde 1995.

— No restante do prédio, temos quatro apartamentos por andar, num total de 38 unidades, entre 160 e 400 metros quadrados — diz Manuel Ruy da Silva, que trabalhou por mais de 40 anos com Nelson e Roberto, filhos de Assunta e Gervásio, e herdou um apartamento, onde montou seu escritório

 
 
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Avenida no centro do Rio sofre interdições para implantação do VLT

13/10/2014 - Agência Rio

Da Redação com Agências

A Avenida Rio Branco, no centro do Rio, terá interdições ao longo de seus quase 2 quilômetros durante os próximos 12 meses, para a implantação do sistema do veículo leve sobre trilhos (VLT), que terá seis linhas entre o centro e a zona portuária do Rio. As intervenções começaram no sábado (11), com o fechamento de três faixas entre a Praça Mauá e a Rua Visconde de Inhaúma. Os primeiros testes de operação do sistema devem ocorrer no fim de 2015.

O cronograma dos bloqueios está em estudo pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), que vai divulgá-lo conforme as obras avançarem. A previsão é que o VLT entre em operação em 2016 e funcione de forma integrada com ônibus, trem, metrô, barca e os teleféricos da zona portuária. O VLT também terá estações no Terminal Rodoviário Novo Rio e no Aeroporto Santos Dumont.

"Como em qualquer rua, é preciso readequar as outras estruturas que estão no subsolo. Tem que reordenar a rede de água e esgoto, por exemplo, para acomodar também o VLT. Além da obra do VLT, a gente ganha um ordenamento do subsolo com o cadastramento atualizado das redes", destacou o presidente da Cdurp, Alberto da Silva.

O VLT também está sendo implantado na zona portuária, ao longo da Via Binário do Porto. Na Gamboa, está em construção o Centro Integrado de Operação e Manutenção. As seis linhas do VLT preveem ligações entre alguns dos principais pontos do centro, como a Central do Brasil, a Praça XV e a Saara.

No primeiro dia útil das interdições na Rio Branco, o trânsito era tranquilo no trecho que funciona em apenas um sentido, mas havia pedestres confusos com o deslocamento dos pontos de ônibus para o meio da pista. Com o bloqueio das três faixas, os passageiros embarcavam e desembarcavam na faixa do meio e muitos recorriam aos agentes de trânsito para saber onde os veículos estavam parando.

"Estou perdido aqui. Estou esperando ônibus para a Pavuna porque disseram que parava aqui, mas até agora não passou. Não passo sempre aqui, então, não sei bem o que mudou", disse o garagista Jorge Antônio, de 65 anos, que esperava sob uma placa que indicava o ponto de ônibus intermunicipais.

A doméstica Jusemar Carneiro, de 51 anos, pediu informação a um dos agentes para saber onde esperar o ônibus, mas mostrou incômodo por aguardar no sol e ao lado da obra. "Está uma bagunça isso aqui, mas tenho certeza de que vai ficar muito bom", disse ela, que aconselhava outros pedestres a pedirem ajuda.

C/ AGÊNCIA BRASIL

YR

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sem passarela, estudantes usam mureta para caminhar até escola

11/10/2014 - O Globo


Estudantes estão correndo risco no deslocamento diário para a escola, no Centro. São moradores do Santo Cristo e da Cidade Nova que diariamente se equilibram na divisória de concreto de cerca de 60 centímetros de largura que separa as quatro pistas do Elevado Trinta e Um de Março, erguido para servir de ligação viária dos bairros e principal acesso ao túnel Santa Bárbara.

Sem passarelas, o atalho perigoso e improvisado é usado pelos alunos das escolas da região e por moradores. Cerca de 15 mil pessoas vivem em locais próximos ao viaduto. Mas nem sempre foi assim. Até 1978, os moradores tinham a opção de usar duas passarelas que passavam sobre a linha férrea da Central do Brasil, postas abaixo com a construção do metrô.

Um levantamento do Corpo de Bombeiros feito a pedido do GLOBO revela que, de janeiro a setembro, uma pessoa morreu e outra ficou ferida após serem atropeladas no elevado. Moradores relatam, no entanto, pelo menos duas mortes em um ano.

— É um absurdo que a gente tenha que correr tanto risco. Sem usar o atalho, tenho duas opções: pegar um ônibus para cruzar cerca de 700 metros, pagando caríssimo, ou dar uma volta enorme pela Central do Brasil, caminhando mais e correndo risco de assaltos — diz a dona de casa Lúcia da Silva, de 38 anos.

Moradora da Cidade Nova, Lúcia passa pelo local duas vezes por dia. Normalmente leva a filha, de 10 anos, numa mão, e a mochila dela na outra. Não é a única: centenas de pessoas passam pelo viaduto diariamente. Nos horários de rush, de manhã e à tarde, dezenas de trabalhadores percorrem o caminho. Crianças uniformizadas, sozinhas, também se arriscam. Ignoram avisos em placas alertando não ser permitida a passagem de pedestres e de bicicletas.

— É minha cota diária de acrobata — brinca Lúcia, apressada.

REGIÃO TEM 7 MIL ALUNOS

As redes estadual e municipal de ensino têm 7.502 alunos matriculados em três escolas da região. A Secretaria municipal de Educação lembra que as diretoras das unidades escolares orientam os alunos a não utilizarem o viaduto como passagem. Ainda assim, a pasta ressalta que os diretores de cada escola vão se reunir com os pais para discutir o assunto.

— Se existe risco e possibilidade de um único óbito, está errado. É necessário rever o projeto. Nenhum óbito é admissível — diz o engenheiro civil Manoel Lapa, vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e membro do Conselho Municipal de Transporte.

Em nota enviada ao GLOBO, a prefeitura informou que a Concessionária Porto Novo instalou gradil na Rua da América, próximo ao Elevado Trinta e Um de Março, a fim de impedir a passagem neste ponto. Ainda segundo a nota, no local foram instaladas "placas que sinalizam a proibição de passagem de pedestres ou ciclistas ao longo da via".

Primeiro dia útil de mudanças no trânsito da Avenida Rio Branco é alvo de reclamações

Pontos de ônibus foram deslocados para o meio da pista, com uma pequena área de recuo para passageiros

POR BRUNO AMORIM

13/10/2014 - O Globo


Ponto de ônibus foi deslocado para o meio da pista na Avenida Rio Branco - O Globo / Bruno Amorim
 
RIO - O primeiro dia útil de uma nova etapa de mudanças no trânsito da Avenida Rio Branco foi alvo de muita reclamação entre passageiros que tentavam embarcar em ônibus na região. Com a interdição de três faixas da via para obras de instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), os pontos foram deslocados para o meio da pista, com uma pequena área de recuo. Os pedestres alegam que precisam descer na rua e caminhar cerca de 200 metros entre carros e tapumes, até o acesso à calcada.

A servente Adriana Pereira, que trabalha no edifício de número 25 da Rio Branco, acredita que as novas interdições vão causar muitos transtornos, principalmente na hora de voltar para casa:

- Pegar ônibus nesse ponto já era ruim. Agora, no meio da rua, vai ser muito pior. No fim da tarde vai ser uma grande confusão.

As mudanças no trânsito do Centro para as obras de revitalização do Porto vão exigir paciência dos cariocas. Três faixas da via, entre a Rua Visconde de Inhaúma e a Praça Mauá, foram interditadas no sábado e só serão reabertas daqui a um ano. A interdição ocorrerá em dias úteis e nos fins de semana.

Como está o trânsito na rua onde você está? Baixe o VaiRio para seu iPhone ou Android e colabore.

No sábado, primeiro dia da alteração, a mudança já causava bastante transtorno. A pequena área de recuo que fica ao lado do novo ponto de ônibus não era respeitada pelos motoristas de coletivos. Ao pararem para o embarque e desembarque de passageiros, os veículos interditavam mais uma faixa da avenida. A prefeitura não espera um grande impacto no tráfego porque o fluxo de veículos no trecho já teria sido reduzido desde que o sentido foi invertido, em fevereiro.

 
 
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Pontos de ônibus foram deslocados para o meio da pista, com uma pequena área de recuo para passageiros
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Orçado em R$ 270 milhões, prédio anexo do BNDES, no Centro, terá caminho para convento

09/10/2014 - O Globo

Projeto escolhido em concurso prevê 14 andares, sendo cinco subterrâneos. Edifício ficará na Avenida República do Paraguai

POR GABRIELA LAPAGESSE


O terreno do futuro anexo, ao lado da sede do BNDES - Marcos Tristão / Agência O Globo

RIO — Orçado em R$ 270 milhões, o novo prédio anexo do BNDES já tem um anteprojeto, escolhido por meio de concurso. O edifício, na Avenida República do Paraguai, no Centro, terá 14 andares, sendo cinco subterrâneos e nove acima do nível do solo, com 36 metros de altura. A novidade do anteprojeto, assinado por Daniel Gusmão Arquitetos Associados, é o Caminho de São Francisco, que passará por dentro do prédio e dará acesso ao Convento de Santo Antônio. Para ser construído, o empreendimento depende de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que ainda não foi pedida.

O edifício vai ocupar uma área de 50 mil metros quadrados. Parte do terreno pertence ao BNDES e um terço dele, à Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência. Em abril, representantes do banco entraram em contato com o Iphan para pedir o desmembramento do terreno.

— O Convento de Santo Antônio é tombado. O prédio vai ficar na encosta. Precisamos avaliar se isso vai causar algum prejuízo. Já informamos da necessidade de contratação de uma equipe de arqueólogos, por se tratar de um sítio arqueológico — explicou o superintendente do Iphan no Rio, Ivan Barreto.

O Convento de Santo Antônio, de 1620, é considerado uma joia da arquitetura colonial. Em nota, o BNDES informou que vai seguir as diretrizes do Iphan e que já contratou especialistas para uma investigação arqueológica na área. Ainda segundo a instituição, o pedido para o início dos trabalhos foi protocolado no Iphan em agosto. A obra, que deve durar 28 meses, ainda não tem data para começar.

BIBLIOTECA E SALA DE GINÁSTICA

De acordo com o arquiteto Daniel Gusmão, o novo edifício vai ter biblioteca, auditórios, salas de ginástica e dança.

— A nossa ideia (ao projetar o Caminho de São Francisco) era fazer uma espécie de portal, ligando o século XXI ao XVII, quando o convento foi construído. Mas a gente não queria fazer isso através de elevadores ou escadas tradicionais. Queria que fosse uma experiência, uma jornada para as pessoas — disse o arquiteto, cujo escritório ganhou R$ 1,2 milhão pelo anteprojeto.

NO CAMINHO, UM CAFÉ

Segundo o plano, o caminho será uma espécie de rampa, que começará na calçada e entrará pelo prédio. No trajeto, os pedestres poderão ver, por exemplo, jardins projetados pelo escritório de Burle Marx ao redor do prédio-sede.


Projeto do prédio anexo do BNDES, com o Caminho de São Francisco, rampa que levará da rua até o vizinho Convento de Santo Antônio - / Divulgação
O caminho também dará acesso a um anfiteatro e um café. A ideia, segundo Daniel Gusmão, é que o espaço seja um ponto de encontro.

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O concurso para o anteprojeto do prédio anexo do BNDES causou polêmica. Por determinar a cessão de direitos autorais do arquiteto vencedor à instituição financeira, entidades como o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio e o Instituto de Arquitetos do Brasil criticaram a iniciativa. Em nota, o BNDES informou que vai contratar o arquiteto vencedor para fazer a adequação do anteprojeto.

Atualmente, o banco aluga 18 andares no vizinho edifício Ventura para abrigar parte dos seus funcionários, ao custo de R$ 6 milhões por mês.

Uma lei sancionada em abril do ano passado pelo prefeito Eduardo Paes mudou as regras urbanísticas do Corredor Cultural do Centro — onde fica o terreno do futuro prédio anexo. O gabarito passou de 12,5 metros para 42.



Read more: http://oglobo.globo.com/rio/orcado-em-270-milhoes-predio-anexo-do-bndes-no-centro-tera-caminho-para-convento-14190552#ixzz3FeILPO2c

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Centros de Rio e SP em mutação

05/10/2014 - O Globo

RIO — São Paulo ainda nem decidiu o destino do Minhocão, que deve ser desativado nos próximos anos e pode ser demolido, transformado em parque suspenso ou ter o tráfego limitado a coletivos. Mas o entorno da via expressa — que liga as regiões leste e oeste da capital paulista, passando pelo Centro — já começa a atrair lançamentos imobiliários. Já no Rio, nem a derrubada da Perimetral — que deve ser concluída até dezembro, segundo a Prefeitura — foi suficiente para incentivar as construtoras a lançarem residenciais na região. Ao menos, por enquanto.

E esse cenário só deve começar a mudar no segundo semestre de 2015, quando, estima a Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi RJ), devem ser lançadas as primeiras unidades residenciais. É que a Câmara dos Vereadores aprovou, há 12 dias, um projeto de lei que flexibiliza as regras de construção no Porto. A lei, que deve ser sancionada nos próximos dias pelo prefeito Eduardo Paes, era esperada pelos construtores para começar a investir na região. As empresas mantêm seus planos ainda em sigilo, mas a expectativa da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) é que até janeiro seja pedida a aprovação de projetos que devem somar cerca de oito mil unidades.

— Desde que o projeto do Porto foi concebido, a Ademi apontou falhas como o não direcionamento de bolsões residenciais e comerciais e o tamanho das unidades, grandes para uma área que vai atrair solteiros, jovens. A legislação era um pleito do mercado e acredito que os lançamentos comecem, pois muitas empresas têm terrenos na região — diz Claudio Hermolin, vice-presidente da Ademi RJ e diretor regional da PDG Rio, uma das construtoras com projetos prontos, à espera da regulamentação.

Até hoje, apenas um empreendimento residencial foi licenciado na área: o Porto Vida, que teria 1.333 unidades e funcionaria como vila de mídia e árbitros durante as Olimpíadas. Mas com a decisão da prefeitura de concentrar todos os equipamentos do evento na região da Barra, os empreendedores estão revendo o projeto para adequá-lo ao mercado.

— Um dos objetivos do Porto Maravilha é trazer de volta ao Centro a moradia. Hoje, a região tem cerca de 30 mil moradores. Queremos atrair mais 70 mil. E ao remover a Perimetral e requalificar toda a área, passamos a pensar a cidade mais para a população que para os carros — afirma Alberto Gomes Silva, presidente da Cdurp. — O projeto aprovado pela Câmara visa a facilitar a produção das moradias, flexibilizando as regras para que os empreendimentos se tornem economicamente viáveis e garantindo a preservação dos elementos arquitetônicos importantes.

Sem lançamentos, fica difícil estimar o preço que esses imóveis podem atingir. Mas, no mercado, fala-se de um metro quadrado em torno de R$ 10 mil, próximo ao cobrado hoje em bairros como Flamengo e Laranjeiras.

— É uma região que tem tudo para ter bons empreendimentos para a classe média. Mas leva tempo para que se consolide. A ocupação deve ser gradativa. É algo para médio e longo prazos — diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio).

Em São Paulo, a situação é bem diferente. Em primeiro lugar, porque a área residencial não fica afastada do viaduto. Há inúmeros terrenos e prédios que margeiam o Elevado Costa e Silva (o Minhocão). Além disso, a legislação paulista é mais flexível em relação ao tamanho das unidades. Tanto que boa parte dos últimos lançamentos residenciais na cidade são de apartamentos com menos de 30m². O que afastava o mercado imobiliário de investir ali até agora era a degradação da região central. A área abaixo do Minhocão, por exemplo, costuma ser ocupada por usuários de crack.

Não à toa, a possibilidade de ver nascer ali um parque, suspenso ou não, já atiça a especulação. Há corretores que dizem que a valorização dos imóveis chegaria a 50%. Hoje, os apartamentos às margens do elevado têm preços até 40% mais baixos que os mais afastados.

O mercado nega, contudo, que a construção dos novos empreendimentos seja motivada pela desativação do Minhocão. As duas construtoras com lançamentos previstos afirmam que já tinham os terrenos e que a aposta na área se dá pela localização, próxima a opções diversas de transporte, instituições de ensino e saúde.

— A discussão sobre o Minhocão é ainda muito incipiente para pautar decisões do mercado. O que acontece ali agora tem mais a ver com oportunidades e escassez de terrenos no restante da cidade, levando o mercado a uma revitalização forçada daquela área — avalia Cláudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.

Entre os novos empreendimentos, a MAC lança um com unidades entre 33m² e 83m². Todas de um quarto e metro quadrado a R$ 10.250.

— Pouca oferta já cria demanda. Mas claro que uma possível revitalização só agrega — diz Tatiana Spaolonzi, diretora de Marketing da construtora MAC.

Assim como a MAC, a Helbor, outra empresa com lançamento na região, previsto para novembro, admite que a possibilidade de mudanças no Minhocão pode, sim, ser benéfica.

— Não acho que haverá valorização muito forte no momento. Mas, podemos ter mais liquidez, porque o comprador vislumbra possibilidade de valorização futura — afirma Marcelo Bonamata, diretor de Vendas da Helbor.

REVITALIZAÇÃO DA ÁREA É TENDÊNCIA MUNDIAL

A guinada em direção ao Centro não acontece ao mesmo tempo nas duas principais cidades do país por acaso. A requalificação de centros urbanos é tendência em grandes cidades do mundo inteiro, que vivem desafios parecidos em relação à mobilidade e escassez de moradia.

A diferença está nas soluções. No Rio, a demolição da Perimetral foi decidida pelo governo, sem qualquer participação popular e ainda incomoda muita gente por conta do nó no trânsito. Em contrapartida, oferece um projeto de requalificação urbana que vai dar à região um grande boulevard, além de espaços públicos de lazer e descanso numa área de frente para a Baía de Guanabara, criando uma nova orla na cidade, fora da Zona Sul.

— Estamos revertendo um processo de degradação, tirando os carros da rua e dando prioridade ao pedestre. À medida que esses espaços públicos começarem a aparecer, as pessoas vão entender a proposta — defende o arquiteto João Pedro Backheuser, um dos autores do projeto de revitalização da frente marítima do Centro.

Já em São Paulo, desde que o novo Plano Diretor entrou em vigor em agosto — com a previsão de desativação gradual do Minhocão para carros individuais —, a polêmica tomou conta da cidade. Há grupos de moradores que se organizam a favor da demolição da via com a criação de um parque na área que fica hoje abaixo do viaduto; outros que querem transformar a via elevada em um parque suspenso, a exemplo do High Line, em Nova York, criado numa via férrea elevada abandonada; e de manter o elevado como está.

Uma pesquisa recente do Datafolha, aliás, mostrou que a maioria dos paulistanos, 53%, prefere que o Minhocão não passe por qualquer mudança. Apenas 7% dos entrevistados pelo instituto de pesquisa se disseram favoráveis à demolição. E 23% concordam com o parque suspenso. Além do medo de piorar o já complicadíssimo trânsito da cidade, as duas últimas alternativas são criticadas porque levariam ao Centro de São Paulo um fenômeno recorrente em quase todas as regiões urbanas requalificadas, inclusive a Nova York da High Line: a gentrificação. Ou seja, a substituição dos moradores de classes mais humildes e comércios populares, que historicamente ocupam essas áreas mais degradadas, por pessoas de maior poder aquisitivo e serviços mais caros.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Obra do BRT Transbrasil começa em 45 dias e será entregue em 2016, afirma secretário

Resultado da licitação do lote 2 saiu nesta quarta-feira. Corredor ligará Deodoro ao Caju e terá 28 estações em 30 quilômetros

POR RUBEN BERTA

02/10/2014 - O Globo


Novo corredor expresso vai percorrer toda a Avenida Brasil, de Deodoro ao Centro - Domingos Peixoto / Agência O Globo (07/10/2011)
 
RIO — A Secretaria municipal de Obras publicou, nesta quarta-feira, no "Diário Oficial" o resultado da licitação do lote 2 do corredor expresso Transbrasil, que ligará Deodoro ao Centro do Rio, ao longo da Avenida Brasil. O trecho vai do bairro da Zona Oeste até o Caju, e o valor do contrato ficou em R$ 1,416 bilhão, bem próximo ao orçamento estipulado no edital, de R$ 1,420 bilhão. O vencedor da disputa foi um consórcio formado pelas empresas Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão. O prazo determinado para os trabalhos serem concluídos é de dois anos e meio, mas o secretário de Obras, Alexandre Pinto, acredita que o corredor possa ser finalizado até o término da gestão do prefeito Eduardo Paes, em dezembro de 2016:

— As obras devem começar em cerca de 45 dias. É o tempo para a formalização do consórcio e os acertos com a CET-Rio para que comecem a ser realizadas as intervenções, que terão algum impacto no trânsito. Os trabalhos deverão começar com nove pontos de drenagem na Avenida Brasil, que iremos escalonar.

Alexandre Pinto descartou a hipótese de o Transbrasil ficar pronto até as Olimpíadas de 2016, o que chegou a ser ventilado pela prefeitura. Segundo ele, não houve compromisso oficial de que as obras do corredor seriam concluídas até os Jogos.

Na Avenida Brasil, no trecho que vai do Trevo das Margaridas até o Caju, haverá duas faixas destinadas ao BRT. Uma nova faixa será construída nas pistas centrais, para que sejam mantidas as três existentes atualmente para o restante dos veículos. Na parte que vai do Trevo das Margaridas a Deodoro, as intervenções serão menos radicais, já que haverá apenas uma faixa em cada sentido para os ônibus articulados.

A previsão é que o Transbrasil tenha cerca de 30 quilômetros de pistas, com quatro terminais (Deodoro, Margarida, Missões e Centro), 28 estações e 15 passarelas. O lote 2 terá 23 quilômetros, ligando Deodoro ao Caju, na altura da passarela 2 da Avenida Brasil. Somente este trecho terá 16 estações. Em Deodoro, será interligado com o corredor Transolímpico, que está em andamento e vai deste bairro à Barra e ao Recreio dos Bandeirantes.

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PROCESSO CONTURBADO

O processo de licitação do lote 2 foi conturbado. No mês passado, a Construtora Camargo Corrêa chegou a conseguir uma liminar na Justiça interrompendo o processo, alegando que detalhes do edital indicavam direcionamento na concorrência. A liminar, no entanto, foi derrubada pela própria 1ª Vara de Fazenda Pública, que havia dado a primeira decisão.

A construção do trecho final do Transbrasil, do Caju ao Centro, ainda é uma incógnita. A informação da Secretaria de Obras é que o corredor passará pelas avenidas Francisco Bicalho, na altura do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), e Presidente Vargas, mas os detalhes não foram definidos. O lote 1 ficará a cargo da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), que informou que ainda não foi definido o traçado final. Em julho do ano passado, o prefeito Eduardo Paes anunciou que o Transbrasil faria conexão com o futuro VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) da Zona Portuária e com o teleférico do Morro da Providência.

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