sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Palácio do Subúrbio vai ser a sede da Prefeitura do Rio na Zona Norte

27/02/2015 - O Dia

Como parte das festividades do aniversário de 450 anos do Rio, vai ser inaugurado, em Oswaldo Cruz, no domingo, o Palácio do Subúrbio. No casarão, datado de 1920, vai funcionar a sede administrativa da Prefeitura do Rio na Zona Norte. O endereço é nobre: fica a poucos metros da casa onde viveu o fundador da escola Azul e Branca, Paulo da Portela. A obra custou cerca de R$ 3 milhões aos cofres públicos.

Na nova unidade, que fica na Rua Carolina Machado 920, o prefeito Eduardo Paes vai despachar e fazer reuniões com secretários. O imóvel tem dois andares com 182 metros quadrados, no total. No primeiro pavimento, haverá uma recepção com três banheiros e copa. No segundo, um grande salão para eventos e uma mesa para encontros.

Este é o segundo palácio para despachos do município. O primeiro é o Palácio da Cidade, em Botafogo.

Para colocar em prática o palácio em Oswaldo Cruz, foi necessário demolir dois lotes laterais, o que permitiu a ampliação do terreno, que foi reurbanizado e recebeu um pátio. A recuperação da edificação principal envolveu a demolição total de paredes internas que estavam comprometidas. Também foi restaurada a fachada principal. As paredes laterais foram recuperadas. A cobertura do imóvel foi refeita e o piso de madeira precisou de tratamento especial.

O projeto foi ecologicamente correto. Foram reutilizados tijolos e pedras da construção original. "Um exemplo é a escada existente nos fundos do casarão. Após ela ser demolida, os degraus em granito foram reutilizados para refazer a escada de acesso à varanda", explicou a Secretaria Municipal de Obras.

Túnel Rio 450: pronto para inauguração

27/02/2015 - O Globo

A Região Portuária ganhará sua primeira grande obra de mobilidade: o Túnel Rio 450, com inauguração prevista para o domingo, dia do aniversário da cidade. A via, que ligará em sentido único a Rua Primeiro de Março, na altura da Visconde de Inhaúma, ao bairro da Gamboa, será monitorada 24 horas por dia por 32 câmeras com sistema de detecção de acidentes, além de sensores que medirão a qualidade do ar e a visibilidade do motorista.

Projetado para receber um fluxo de 55 mil veículos por dia em três faixas, a obra passou ontem pela última vistoria do prefeito Eduardo Paes.

- O túnel é um presente para a cidade, que não vai resolver todos os problemas de mobilidade. Mas já serve para o Rio começar a ter um pouco de retorno para o sacrifício que a gente vem impondo aos cariocas. Tem sido um período difícil. As obras vão compensar isso porque teremos mais mobilidade e transporte público - disse Paes, após caminhar pela via por cerca de 20 minutos.

OBRA INOVADORA

Iniciado em outubro de 2012, o túnel será o segundo maior da região, ficando atrás apenas da passagem subterrânea da Via Expressa, que, com cerca de 3,5 quilômetros, ligará o Armazém 8 ao Largo da Misericórdia, próximo à Praça Quinze. As inovações da obra, que terá toda sua extensão iluminada por 500 lâmpadas de LED, começam pela segurança. Em paralelo à extensão do túnel, há uma passagem auxiliar de 821 metros, com sete entradas, para evacuação de pessoas e acesso de equipes de socorro em situações de emergência.

- Em caso de incêndio, temos um sistema de ventilação que garante que a pressão atmosférica no túnel auxiliar seja maior do que a de fora. Isso impede a fumaça de entrar no ambiente - explica o presidente da concessionária Porto Novo, José Renato Ponte, ressaltando que a via contará com 22 hidrantes e 44 extintores.

O sistema de segurança do túnel será monitorado por 24 funcionários, que permanecerão no centro de comando da concessionária, num prédio de três andares e 1.140 metros quadrados no subsolo da Praça Mauá. O espaço contará com uma brigada de incêndio, eletricistas, sala de supervisão e geradores de energia. Parte do efetivo da empresa ainda controlará imagens das câmeras de trânsito pelo centro de operações, no Santo Cristo.

PAINÉIS INFORMATIVOS

Os controladores poderão emitir mensagens de voz ou alerta sonoro por meio de 104 megafones instalados no túnel. Além disso, dois painéis eletrônicos serão utilizados para informar as condições de fluxo ou obstruções de tráfego no túnel.

Após a inauguração do Túnel Rio 450, o próximo passo para melhorar a mobilidade na Região Portuária será a entrega da Via Expressa, prevista para dezembro. A obra, que já tem 75% dos serviços executados, permitirá o surgimento de um passeio público de 215 mil metros quadrados e 3,5 quilômetros de extensão entre o Armazém 8 e a Praça Quinze.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bairro da zona norte do Rio tem loja saqueada e ônibus incendiado

26/02/2015 - Agência Brasil 

Um ônibus foi incendiado e uma loja de departamentos, saqueada, no início da noite de hoje (25), na zona norte do Rio. A polícia investiga se as ações foram uma reação de moradores pela morte de um homem, suspeito de ser traficante, em confronto com a polícia, no Morro São João, na região do Grande Méier.

O coletivo foi incendiado por volta das 19h, na Avenida 24 de Maio, importante ligação entre a zona norte e o subúrbio. A via ficou interditada por cerca de uma hora e depois foi liberada parcialmente, causando grande engarrafamento.

Ao mesmo tempo, segundo o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, coronel Silva Júnior, outro grupo de pessoas invadiu a filial da loja Casa e Vídeo, no bairro Engenho Novo, região onde há várias favelas, e saqueou o estabelecimento.

De acordo com um segurança da loja, cerca de 40 pessoas levaram diversas mercadorias, inclusive aparelhos de televisão. "Levaram metade da loja. Era muita gente e não tínhamos o que fazer", disse o segurança.

O coronel Silva Júnior ressaltou que dois homens foram presos e levados para a 25ª Delegacia de Polícia. Um deles foi surpreendido quando colocava objetos do saque dentro do próprio carro.

Um grande contingente de policiais militares foi deslocado para a região, incluindo um veículo blindado, que ficou posicionado em frente à subida do Morro São João, onde funciona uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Prefeito faz última vistoria no Túnel Rio 450

Via, que tem 1.450 metros de extensão, será inaugurada domingo, no aniversário da cidade

POR GUSTAVO SCHMITT

26/02/2015 - O Globo


RIO — O prefeito Eduardo Paes realizou nesta quinta-feira a última vistoria no Túnel Rio 450 anos, na Zona Portuária, nesta quinta-feira. A obra será inaugurada no próximo domingo, às 16h, no aniversário da cidade. Com três faixas em operação, o túnel foi projetado para receber um fluxo de 55 mil veículos por dia, em sentido único da Rua Primeiro de Março, na altura da Rua Visconde de Inhaúma, até o Moinho Fluminense, na Via Binário, na altura da Rua Silvino Montenegro.


Prefeito Eduardo Paes visita o Túnel Rio 450 , que será inaugurado no aniversário da cidade - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Sob forte calor, o prefeito caminhou ao longo do túnel, por cerca de 20 minutos, cumprimentou funcionários e afirmou que a obra está praticamente concluída.

— O túnel está totalmente pronto, embora haja muitos trabalhadores aqui. Ele já passa por um período de faxina e acabamentos finais. Esse é primeiro de três túneis que estamos fazendo na região. Sei que é um período difícil de mobilidade para o carioca, mas todas essas obras vão compensar esses problemas — disse o prefeito, após a vistoria.

Prefeito do Rio divulga programação comemorativa do aniversário de 450 anos da cidade
Trânsito no Centro do Rio sofrerá novas mudanças a partir do dia 1º de março
O túnel de 1.450 metros será o segundo maior da região, atrás apenas do túnel da Via Expressa, de cerca de 3 quilômetros, que ligará a Praça Quinze ao Armazém 8 do Porto. A construção deve ser entregue até o primeiro semestre de 2016.

O túnel terá 32 câmeras de monitoramento, uma passagem auxiliar de segurança de 821 metros, com sete entradas, para evacuação e acesso de equipes de socorro em casos de acidente. Contará ainda com luminárias de LED, dois painéis sinalizadores para informar as condições de fluxo ou obstruções de tráfego, além de sensores de qualidade do ar, visibilidade e detecção de acidentes.

A velocidade máxima permitida é de 50 km/h na entrada e 60 km/h no interior. A inauguração da obra também vai alterar o trânsito na Avenida Rio Branco, que voltará a operar o sentido Presidente Vargas, a partir da Praça Mauá. Pelo Túnel 450 anos circularão 30 linhas de ônibus, sendo 27 municipais e três intermunicipais.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-faz-ultima-vistoria-no-tunel-rio-450-15444431#ixzz3SsCDb3Hd 
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Obras na Contorno entram em nova etapa no Barreto

24/02/2015 - O Fluminense

Segunda etapa de desvio para as obras da Avenida do Contorno tem previsão de início para o próximo dia 8 de março. Foto: Lucas Benevides
A partir desta quarta começam os trabalhos de adequação das pistas para a próxima etapa de desvio de tráfego na BR-101, entre o km 322,1 e o km 320,6, no sentido São Gonçalo

As obras da Avenida do Contorno, em Niterói, entram em nova etapa a partir desta quarta-feira. Segundo a Autopista Fluminense, responsável pela via, começam os trabalhos de adequação das pistas para a próxima etapa de desvio de tráfego na BR-101, entre o km 322,1 e o km 320,6, no sentido São Gonçalo. Por conta das intervenções, os veículos da pista sentido São Gonçalo vão trafegar em duas faixas de rolamento ao invés das quatro atuais liberadas para o tráfego durante 24 horas. A pista sentido Niterói permanecerá sem alterações.

Cerca de 600 balizadores flexíveis serão instalados ao longo de 1,5 quilômetro do novo trecho ampliado da Avenida do Contorno, que ainda receberá intervenções nas regiões próximas ao Instituto Médico Legal e a Garagem da Auto Viação 1001. A obra vai possibilitar a operacionalização desse novo desvio e a continuidade das obras de recuperação, além do reforço estrutural de todo o viaduto existente sobre o pátio da antiga estação férrea do Barreto.

Ainda de acordo com a concessionária, toda a região estará devidamente sinalizada durante 24 horas, e agentes orientarão o trânsito nos horários de maior movimentação de veículos.

Nova etapa - A segunda etapa de desvio para as obras da Avenida do Contorno tem previsão de início para o próximo dia 8 de março (domingo). Nesta etapa, o trecho do antigo viaduto existente sobre o pátio Leopoldina Raylway estará totalmente fechado para obras de recuperação e reforço estrutural, assim como a adequação da pista existente ao novo traçado da rodovia. O fluxo de veículos será desviado para o novo trecho ampliado da via, do km 322,1 ao km 320,6, em mão dupla com duas faixas de rolagem para cada sentido. Balizadores flexíveis vão compor a sinalização ao longo do trecho.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Rio terá frota de veículos elétricos com sistema de compartilhamento

24/02/2015 - O Estado de SP


A cidade do Rio de Janeiro deve ter uma frota de veículos elétricos a partir do próximo ano para operar em sistema de compartilhamento, ou carsharing, como é conhecido internacionalmente.

O projeto será similar ao adotado em vários países europeus e seguirá modelo parecido ao usado para bicicletas em diversas cidades brasileiras. Estima-se que a frota inicial possa chegar a 300 automóveis movidos a eletricidade.

Ontem, o Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro divulgou que o consórcio liderado pelo grupo Radar PPP, que envolve as empresas BYD, DirijaJa, idom, PricewaterhouseCoopers (PWC) e Albino Advogados Associados venceu concorrência para desenvolver o projeto de viabilidade do programa numa Parceria Público Privada (PPP). O grupo tem seis meses para apresentar uma proposta.

Segundo Ricardo Silva, coordenador de Estruturação de Projetos da Secretaria Especial de Concessões e PPPs da Prefeitura, se o projeto for considerado viável será aberta uma licitação para os grupos interessados em desenvolver o programa. O grupo que fará o projeto será um dos candidatos.

"É um projeto inédito", afirma Silva. No Recife (PE), há uma experiência desde dezembro de compartilhamento de veículos elétricos, mas envolve um grupo pequeno de pessoas e apenas dois carros importados da China que não são homologados pela legislação brasileira por não terem airbag e ABS.

"A ideia é contribuir para melhorar a mobilidade na cidade e reduzir a emissão de poluentes", diz Silva. Segundo ele, cada carro compartilhado retira entre 6 e 20 veículos das ruas.

Valores a serem investidos, tamanho da frota e locais onde serão instaladas as estações de abastecimento de energia serão definidos no projeto a ser entregue pelo consócio.

Fábrica. A BYD, fabricante chinesa de veículos elétricos, inicia em julho em Campinas (SP) as operações de uma fábrica de baterias para veículos elétricos, painel solares e montagem de chassis de ônibus com peças inicialmente importadas.

Em 2016, o grupo pretende passar a produzir os chassis integralmente no País, em uma nova fábrica, possivelmente no Rio de Janeiro.

"Poderemos também produzir automóveis, já que as baterias servem para os dois tipos de veículos", informa Adalberto Maluf Filho, diretor de marketing e relações governamentais da BYD Brasil.

Num eventual fornecimento de carros elétricos ao projeto carioca, a BYD inicialmente importaria os modelos e6 (para cinco passageiros) e e3 (compacto) dos Estados Unidos, informa Maluf. O grupo pretende investir US$ 400 milhões no Brasil até 2018.

Bruno Pereira, sócio da Radar PPP, diz que o projeto será voltado à integração dos modais de transporte existentes na cidade, como metrô, trens e barcas.

A PwC fará a modelagem financeira e o escritório de advocacia a estruturação jurídica. A espanhola idon, especializada em arquitetura urbana, fará a montagem da PPP.

Pelo sistema de compartilhamento, o automóvel fica disponível em pontos preestabelecidos e o usuário pode alugá-lo por poucas horas e deixá-lo em qualquer um dos pontos. O serviço exige um cadastramento e toda a operação, inclusive abrir e fechar o automóvel é feita pelo smartphone.

A empresa DirijaJa, parceria da carioca Obvio! e da paranaense Wake Motors (que também têm planos de produzir carros elétricos) ficará responsável pelo desenvolvimento da plataforma de conectividade para fazer a integração entre os modais e o usuário do compartilhamento.

Cinco grupos participaram da concorrência aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro por meio de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI).

Entre eles estão a Serttel e o grupo formado por UFRJ, Itaipu e Mobiag.


DirijaJa faz parceria com a Westfield

A DirijaJa, união da carioca Obvio! e da paranaense Wake Motors, fez parceria com a britânica Westfield Sportscar, fabricante de carros de corrida para a produção e distribuição de veículos dos dois grupos. "Vamos abrir uma filial lá e eles farão o mesmo aqui", diz Ricardo Machado, sócio da DirijaJa. Investimentos não foram divulgados.

A ideia, segundo Machado, é produzir no Reino Unido o compacto 828, da Obvio! – que aguarda homologação no Brasil – e os buggies da Wake, ambos em versões elétricas. No Brasil, a Westfield fará carros esportivos.

Paralelamente, a DirijaJa iniciará em março, no Rio, sistema de compartilhamento de carros de terceiros. Qualquer proprietário pode aderir e colocar seu carro à disposição. "Uma pessoa que vai de carro ao trabalho e o deixa estacionado o dia inteiro, por exemplo, pode colocá-lo no programa e outras pessoas poderão utilizá-lo nesse intervalo". Até julho, a empresa também pretende iniciar um programa de compartilhamento de carros elétricos de modelos adquiridos da BYD, sem que isso interfira no programa com a prefeitura do Rio.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Revitalizada, Praça da Bandeira começa a deixar fama de 'praça da banheira' para trás

Moradores do bairro aprovam nova área de convivência e apostam no fim das enchentes em dias de temporal

POR LUDMILLA DE LIMA

23/02/2015 - O Globo


A Praça da Bandeira à noite: reforma total atrai moradores da vizinhança que nunca tinham frequentado o lugar - Fabio Seixo / Agência O Globo


RIO — Elizete Rocha mora há 15 anos em frente à Praça da Bandeira. Nesse período, viu muitas enchentes (ficou ilhada em algumas) e testemunhou várias cenas de desespero. Ao longo de uma década e meia, nunca usou a praça como praça. O nome de seu bairro só servia mesmo de endereço e para piadinhas. "Você mora na Praça da Banheira?", era a que mais ouvia.

Quando o tempo fecha, ela ainda se preocupa. Mas, nos últimos dias, Elizete, que tem 55 anos, viu uma série de mudanças ali. A principal? Ela e outros vizinhos viraram frequentadores da praça, que ganhou um grande reservatório subterrâneo contra enchentes.

Na noite de quinta-feira, Elizete fazia ginástica na academia ao ar livre montada no local. Os aparelhos são uma das novidades da praça, reinaugurada no último dia 7 depois de dois anos fechada para a construção do reservatório.

— A praça mudou mesmo. Para começar, está bem iluminada. Antes, era cheia de moradores de rua, que dormiam sob as árvores — conta a fisioterapeuta Maria Nazareth da Conceição, de 61 anos, vizinha de Elizete.

A Praça da Bandeira começa a ser redescoberta como área de convivência, mas, entre seus frequentadores, ainda restam dúvidas sobre o potencial do reservatório que fica em seu subsolo. Mesmo assim, na segunda-feira de carnaval, um dia após um temporal ter castigado a cidade, não se falava em outra coisa: não houve enchente no local. O sucesso do primeiro teste de fogo é um dos motivos que fazem parte dos moradores da área acreditarem em dias melhores.

Na reinauguração da praça, o prefeito Eduardo Paes destacou que a região só ficará livre dos alagamentos em 2016, quando todos os reservatórios contra enchentes da Grande Tijuca — três ainda estão sendo construídos — ficarão prontos, assim como as obras que farão um desvio do Rio Joana.

No último dia 5, o alerta do prefeito para o risco de um forte temporal deixou comerciantes de cabelos em pé na Rua Barão de Iguatemi. Todos acham que a situação está melhorando, mas basta uma trovoada para que a via fique vazia e lojas sejam fechadas com direito a proteção nos portões para tentar impedir a entrada de água.

Diferentemente da praça, que só agora volta a ganhar vida, a Barão de Iguatemi é movimentada há alguns anos devido aos seus bares e restaurantes. Ali, há fluxo de clientes a semana inteira, e o charme dos estabelecimentos — ainda há um clima de subúrbio, com direito a senhoras em cadeiras de praia na calçada, jogando conversa fora até a madrugada — contrasta com o aspecto de abandono que marca outras ruas do bairro.

Antes tomada por borracheiros, a via ficou badalada graças ao Aconchego Carioca, aberto por Katia Barbosa e Rosa Ledo em 2002. O restaurante tomou o lugar da delegacia (18ª DP) como referência principal da rua e deu ''filhotes''.

Sócia do Bar da Frente (que fica literalmente em frente ao Aconchego), Mariana Rezende garante que o processo de melhoria da Praça da Bandeira não tem volta.

— A Barão de Iguatemi está evoluindo e, com a revitalização da praça, esse desenvolvimento vai se espalhar, chegando à Rua do Matoso e adjacências e atraindo mais comerciantes — aposta Mariana.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/revitalizada-praca-da-bandeira-comeca-deixar-fama-de-praca-da-banheira-para-tras-15409763#ixzz3SZYrlubI 
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Trânsito no Centro do Rio sofrerá novas mudanças a partir do dia 1º de março

No dia do aniversário da cidade, será inaugurado o Túnel Rio450, que ligará a Rua Primeiro de Março à Binário do Porto

POR ALESSANDRO LO-BIANCO

19/02/2015 - O Globo


RIO - A prefeitura do Rio informou, nesta quinta-feira, como fica o trânsito no Centro do Rio a partir do dia 1º de março, dia do aniversário de 450 anos da cidade. Na ocasião, será inaugurado o Túnel Rio450, que ligará a Rua Primeiro de Março à Via Binário do Porto. Entre as alterações está a interdição total da Avenida Rodrigues Alves para continuidade das obras de infraestrutura, implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e construção do passeio público da Zona Portuária. Outra mudança será implementada na Avenida Rio Branco, que volta a operar no sentido Avenida Presidente Vargas a partir da Praça Mauá.

Ônibus que circulam na região também terão o itinerário modificado, sendo 43 linhas municipais e 50 intermunicipais. Segundo a CET-Rio, 30 delas utilizarão o novo túnel. A circulação de caminhões, no entanto, não será permitida. A companhia informou ainda que, nos primeiros 30 dias, o túnel ficará fechado entre 0h e 5h para ajustes. O diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, pediu paciência aos cariocas, já que, o trânsito pode piorar com as mudanças.

- Já estamos preparados para isso, pois toda mudança requer um sacrifício Realmente estamos contando com a colaboração da população - disse Dinis.


Operários trabalham no trecho da Rua Primeiro de Março, que foi interditado para a conclusão das obras do Túnel Rio 450 (19/01/2015) - Pablo Jacob / Agência O Globo
Para orientar os motoristas, serão destacados 66 operadores da Concessionária Porto Novo, responsável pelas as obras na região, além de guardas da CET-Rio e guardas municipais. O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, explicou que, a partir do dia 1º, o carioca já vai poder ter uma ideia de como ficará o trânsito no Centro do Rio após a conclusão das obras na região.

- A gente já vai chegando mais perto do cenário definitivo da Zona Portuária. Com a abertura do túnel, a população já começa a visualizar um novo Centro do Rio. Pedimos calma à população neste momento, já que vias como a Binário do Porto ficarão sobrecarregadas, mas a recompensa virá com o VLT - afirmou Picciani.

O VLT terá 3,5 quilômetros e 214 mil metros quadrados no trecho do Armazém 8 à Praça Quinze. O caminho da Rodrigues Alves será arborizado com ciclovia e área de convivência.

PRINCIPAIS MUDANÇAS NA REGIÃO CENTRAL

- A Avenida Rio Branco, entre a Praça Mauá e a Avenida Presidente Vargas: passará a operar sentido Avenida Presidente Vargas;

- Rua Acre, entre as avenidas Marechal Floriano e Rio Branco: passará a operar sentido Avenida Rio Branco;

- Rua Uruguaiana, entre as avenidas Marechal Floriano e Presidente Vargas: passará a operar sentido Avenida Marechal Floriano;

- Rua Alcântara Machado, entre as ruas Mayrink Veiga e Acre: passará a operar sentido Rua Acre;

- Rua Beneditinos, entre as ruas Acre e Mayrink Veiga: passará a operar sentido Rio Branco;

- Rua Mayrink Veiga, entre as avenidas Rio Branco e Marechal Floriano: passará a operar sentido Avenida Marechal Floriano;

- Rua Visconde de Inhaúma, entre a Rua Primeiro de Março e a Avenida Rio Branco: passará a operar em mão dupla;

- Rua da Quitanda, entre as ruas Visconde de Inhaúms e Teófilo Otoni: passará a operar sentido Rua Teófilo Otoni;

- Rua Teófilo Otoni, entre as ruas da Quitanda e Candelária: passará a operar sentido Rua Candelária;

- Rua Candelária, entre as ruas Teófilo Otoni e Visconde de Inhaúma: passará a operar sentido Rua Visconde de Inhaúma.

- Rua Cortines Laxe, entre as ruas Conselheiro Saraiva e Dom Gerardo: passará a operar sentido Rua Dom Gerardo;

- Rua São Bento, entre a Avenida Rio Branco e Rua Conselheiro Saraiva: passará a operar sentido Avenida Rio Branco;

- Rua Conselheiro Saraiva, entre as ruas da Quitanda e Cortines Laxe: passará a operar sentido Rua Cortines Laxe;

- Rua Dom Gerardo, entre a Rua Cortine Laxe e Avenida Rio Branco: passará a operar sentido Avenida Rio Branco.

PRINCIPAIS MUDANÇAS NA REGIÃO DA GAMBOA

- Rua Sacadura Cabral: passará a operar sentido Rua do Livramento;

- Rua Aníbal Falcão, entre as ruas Sacadura Cabral e Coelho Castro: passará a operar sentido Rua Coelho e Castro;

- Rua do Livramento: passará a operar sentido Rua Rivadávia Correa;

- Rua do Propósito, entre as ruas Leôncio de Albuquerque e Sacadura Cabral: passará a operar sentido Rua Silvino Montenegro;

- Rua Leôncio Albuquerque,. entre as ruas do Livramento e João Álvares: passará a operar sentido Rua João Álvares;

- Rua João Álvares, entre as ruas Leôncio de Albuquerque e das Papoulas: passará a operar sentido Rua do Livramento;

- Rua das Papoulas, entre as ruas do Livramento e João Álvares: passará a operar sentido Rua do Livramento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/transito-no-centro-do-rio-sofrera-novas-mudancas-partir-do-dia-1-de-marco-15378805#ixzz3SEpERKS8 
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Governo do Rio une esforços para ajudar lojistas do Shopping Nova América

Secretário municipal de Governo pediu que funcionários dos estabelecimentos atingidos não sejam demitidos

POR ANA CLAUDIA COSTA

19/02/2015 - o Globo

RIO - O secretário municipal de Governo, Pedro Paulo, disse na manhã desta quinta-feira que a prefeitura e o governo estadual vão unir esforços para ajudar os lojistas do Shopping Nova América, na Zona Norte do Rio, a reconstruírem suas lojas. Ao todo, 80 estabelecimento foram atingidos pelo incêndio, sendo que 11 foram totalmente destruídos.

A partir das 14h desta quinta-feira, a prefeitura vai instalar um stand no shopping com equipes das agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e da imobiliária AG Rio para conversar com lojistas e encontrar linhas de financiamento para esses comerciantes.

Pedro Paulo acrescentou que também pediu ajuda à Delegacia Regional do Trabalho (DRT/RJ) para estudar formas de como serão tratados os funcionários das lojas afetadas, para que não haja demissão em massa. A intenção do secretário é propor para essas pessoas abonos, seguro-desemprego, férias coletivas ou que elas sejam realocadas em outras unidades, em casos de lojas de rede.

Ele afirmou que já entrou em contato com o subpatrimônio da prefeitura para que a fachada histórica do shopping seja reconstituída da mesma forma. Já o superintendente do estabelecimento comercial, Carlos Martins, disse que ainda não há prazo para que a totalidade do shopping seja reaberta ao público. Na manhã desta quinta-feira, 80% das lojas reabriram e, por tempo indeterminado, o estacionamento não está sendo cobrado.

Na manhã desta segunda-feira o movimento no shopping era de curiosos que tentavam ver os estragos provocados pelo incêndio. Esse foi o caso da professora Carla Jardim, de 32 anos,que mora próximo ao shopping.

- Vim com meu marido e minha filha ver o que aconteceu. Ainda bem que o shopping reabriu. É a nossa área de lazer. Uma pena essa destruição - disse.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/governo-do-rio-une-esforcos-para-ajudar-lojistas-do-shopping-nova-america-15378795#ixzz3SCmDrIcP 
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domingo, 15 de fevereiro de 2015

À beira da Lagoa, a promessa de um parque que não sai do papel

Entulho e máquinas paradas ocupam futura área de esportes radicais

POR MARCO GRILLO

15/02/2015 - O Globo


RIO - Na porta, estruturas quebradas, pichações e odor de urina. Do alto, vê-se montanhas de entulho e máquinas paradas. Em uma das áreas nobres da cidade - segundo o Índice FipeZap, a Lagoa é o terceiro bairro mais valorizado do Rio, atrás de Leblon e Ipanema -, o futuro Parque Radical, na Avenida Borges de Medeiros, caiu numa rotina de má conservação e atrasos.

De acordo com o plano divulgado pela prefeitura no lançamento do projeto, no fim de 2012, o espaço ficaria pronto no primeiro semestre de 2013. Hoje, o cenário não é muito diferente daquele visto na época em que a academia Estação do Corpo (que funcionou no local entre 1995 e 2012) foi demolida.

Em novembro do ano passado, a prefeitura informou ao GLOBO que o parque seria entregue à população em abril. No entanto, o município já reconheceu que, mais uma vez, o prazo não será cumprido.

- A impressão que eu tenho é que essa obra não anda - reclama a arquiteta Maria Elisa Medeiros, moradora da Lagoa.

O presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico, Heitor Wegmann, diz que as reclamações são frequentes:

- As pessoas se queixam do aspecto de abandono.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/a-beira-da-lagoa-promessa-de-um-parque-que-nao-sai-do-papel-15343314#ixzz3RohZHRTC 
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Estado quer construir usina de dessalinização em Itaguaí

Cerca de 1 milhão de pessoas seriam abastecidas. Obra deve ser feita por meio de parceria público-privada

POR GUSTAVO SCHMITT

12/02/2015 - O Globo


Interior da Usina de Dessalinização de água do mar de Ashkelon, em Israel: sal começa a ser separado da água em milhares de cilindros - Divulgação (10/09/2012)

RIO - Em meio ao quadro de crise hídrica que atinge o estado, o governador Luiz Fernando Pezão disse, nesta quinta-feira, que pretende construir uma usina de dessalinização em Itaguaí. O governador afirmou que a planta, que teria capacidade para abastecer cerca de 1 milhão de pessoas, serviria como alternativa para suprir a falta de água. De acordo com Pezão, a medida seria viabilizada por meio de uma parceria público-privada (PPP).

Pezão esteve reunido na tarde desta quarta-feira com técnicos do grupo espanhol Acyr com expertise em usinas de dessalinização em 25 países, além de uma planta em Barcelona, na Espanha. O governador encomendou o projeto aos espanhóis que devem apresentar um orçamento em 15 dias. Ele disse que a primeira usina seria um projeto piloto. E, caso se viabilize como alternativa para o abastecimento de água, poderia até cogitar a construção de uma outra usina em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

— Vamos fazer uma série de investimentos nos próximos dois ou três anos para que possamos atravessar uma seca pior que essa atual. Estou anunciando em primeira mão uma usina de dessalinização — disse o governador, após participar de cerimônia para o anúncio das cidades sedes dos jogos olímpicos de 2016, na Cidade Nova.

Pezão ainda minimizou a possibilidade de o processo dessalinização encarecer o custo da água ao consumidor:

— Acho viável. É um custo maior um pouco, mas já baixou muito nos últimos anos. O custo hoje é um terço do que já foi — disse o governador, evitando mencionar valores.

A expectativa do governo é de que a construção da usina levaria cerca de dois anos para ser concluída.

O presidente da Cedae, Jorge Briard, se mostrou favorável a construção da usina. Ele disse que na próxima sexta-feira (20) haverá uma reunião com técnicos espanhóis. No encontro, deve ser gerado o primeiro relatório que deve compor o estudo de viabilidade do projeto.

Segundo Briard, a ideia do estado é criar alternativas à matriz de água doce usada para abastecer a população.

— O governador determinou a criação de planos de contingência para abastecer a população. Temos que implantar meio alternativos como reúso de esgoto e a dessalinização. O primeiro já funciona nas estações de tratamento da Cedae de Alegria e da Penha, com a utilização da água pelas indústrias da zona portuária do Rio e a Comlurb. Quanto à dessalinização, os estudos devem apontar o quanto que esse modelo pode significar na matriz de água do estado.

Briard explicou que embora não se tenha os estudos sobre a operação da usina, possivelmente a água da planta seria captada da baía de Sepetiba e levada para tratamento e purificação. Posteriormente, o líquido seria armazenado num reservatório e poderia ser distribuído na rede convencional da Cedae ou ser levado à indústrias por meio de uma adutora.

O pesquisador do laboratório de hidrologia da COPPE/UFRJ, Paulo Carneiro, afirma que a dessalinização de água deve ser encarada como uma solução complementar ao abastecimento de água do rio Paraíba do Sul para o estado.

— Não é possível imaginar que a dessalinização provoque a substituição do sistemas atuais. Acredito que seria uma possibilidade de ofertar mais água para contingentes grande da população, como é o caso da Zona Oeste.

Carneiro aponta a questão do custo alto da tecnologia como maior entrave para a viabilidade do projeto:

— Embora os custos dessa tecnologia tenham se tornado mais competitivos, o valor da água para o consumo tende a ser mais caro. Outra questão importante é considerar o fato de que parte dessa água, que é mais cara, será perdida na rede da Cedae. Ou seja, é preciso compensar os custos dessa produção. Por fim, a dessalinização pressupõe rejeito de sais de diversas naturezas que vão ser retirados e que têm de ser destinados de forma adequada — conclui.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/estado-quer-construir-usina-de-dessalinizacao-em-itaguai-15318712#ixzz3Rcmxd8On 
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Praça da Bandeira será reinaugurada após dois anos

07/02/2015 - O Globo

Apontando o celular para o topo do mastro, o comerciante Robson Oliveira registra o ensaio da Guarda Municipal para a cerimônia de hasteamento da bandeira do país.

- Ficou bonita - disse, arregalando os olhos por trás dos óculos.

Trabalhando em São Cristóvão, ele diz que agora terá um lugar para descansar depois do almoço. Mas sua preocupação é se as enchentes vão persistir.

- Cansei de ficar ilhado no trabalho, esperando o alagamento passar - lembra.

Em obras desde maio de 2013, a Praça da Bandeira está de volta. O prefeito Eduardo Paes irá hastear a bandeira hoje de manhã e reinaugurar a praça. O projeto, que teve investimento de R$ 215 milhões, revitalizou toda a área e construiu um reservatório com capacidade para armazenar 18 milhões de litros de água.

- É uma grande intervenção. A praça foi revitalizada, mas o investimento para a contenção de chuvas continua. Essa foi só a primeira parte. A Grande Tijuca sempre sofreu com as chuvas e, agora, está sendo atendida - disse o secretário Pierre Batista, recém nomeado para comandar a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos.

Diferentemente do antigo projeto, o atual tem um anfiteatro e espaço para patinação e uso de skate. A prefeitura também instalou aparelhos para exercícios físicos e mesas para carteado, damas e dominó. Para atenuar o sol em dias de céu aberto, foram plantadas 27 árvores. Segundo a secretaria municipal de obras, a iluminação da bandeira também foi reforçada - oito refletores foram instalados de frente para o mastro.

Especialista na História do Rio, o historiador Milton Teixeira comentou a reforma:

- A Praça da Bandeira é um local histórico. Há 200 anos, ali era o ponto que dividia a capital do Império do subúrbio carioca. Antigamente, todas as praças tinham calçadas de pedra portuguesa. Agora, usam cimento. Prefiro como eram antigamente.

Infraestrutura viária ajuda a definir lançamentos no Rio

09/02/2015 - Valor Econômico

As obras de infraestrutura nas zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro, principalmente as três linhas de BRTs (Bus Rapid Transit), são os novos vetores de investimento das construtoras na cidade. Para fugir da crise, as empresas do setor querem reproduzir a estratégia que deu certo em 2014, quando o número de lançamentos caiu 15% no ano e as operações recuaram 11%, mas a velocidade de vendas em empreendimentos na Zona Norte e na periferia da Zona Oeste, em especial aqueles com perfil de primeira residência surpreendeu.

O empresário Paulo Araújo, diretor comercial da construtora Fernandes Araújo, é um dos que procura terrenos em bairros como Madureira, Campinho e Campo Grande. Ele conta que teve resultados bem diferentes nos dois empreendimentos que lançou em 2014, o que atribui a localização. Em Campo Grande, onde lançou um condomínio com infraestrutura, vendeu tudo em menos de dois meses. Já no lançamento que fez na Freguesia, apenas 50% das unidades foram vendidas.

Os dois bairros ficam na Zona Oeste, mas a Freguesia já está saturada e fica distante do traçado dos BRTs. Já Campo Grande viveu um período de abandono e será fortemente beneficiada pelos novos sistemas viários. Para Araújo, o ano oferece oportunidades para as construtoras menores, que trabalham com produtos de nicho. "As construtoras de capital aberto devem se retrair para fazer caixa. Nós faremos quatro lançamentos: dois em Campo Grande, um na Taquara e outro em Madureira. E estamos procurando outros terrenos nessas regiões", afirma, na expectativa de ter um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 180 milhões em 2015.

De acordo com a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI), mais de 60% dos lançamentos no ano passado ocorreram na Zona Oeste. A Zona Norte foi a segunda área de interesse, com cerca de 30% dos lançamentos. As áreas mais concentradas - Zona Sul e Centro - não responderam nem por 7% dos lançamentos. "Na Zona Sul, mais de 70% das novas unidades são em Botafogo e no Flamengo. Praticamente não há terrenos disponíveis", resume Claudio Hermolin, vice-presidente da Ademi e diretor da PDG.

A expectativa de Hermolin é que 2015 tenha um número de lançamentos semelhante ao de 2014, embora a agenda do setor não vá ser tão impactada por eventos externos como no ano passado, quando o mercado praticamente parou por causa da Copa do Mundo e da instabilidade gerada pela eleição. Ele trabalha com um crescimento "marginal" de 5%, mas também não acredita no acirramento da crise no setor. "Apesar do cenário macroeconômico menos favorável, o custo do metro quadrado acompanhou a inflação e não deve haver uma reversão na valorização dos últimos anos", diz, lembrando que o patamar de preços no Rio de Janeiro mudou com as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP). "O risco para o mercado do Rio é a desaceleração do projetos das UPPs e uma crise mais acentuada no setor de petróleo, com as empresas repensando suas estratégias de expansão", diz.

A expectativa da prefeitura é repetir o desempenho de 2014 na arrecadação de ITBI. No ano, embora a quantidade de guias emitidas (que refletem o número de operações) tenha caído 11,5%, a arrecadação diminuiu 6,2%. O valor médio de transação, porém, acompanhou a inflação e subiu 6%.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Parque Madureira vai ganhar cachoeiras artificiais sustentáveis

07/02/2015 - O Globo

FERNANDA PONTES

Cinco quedas d'água artificiais, como as que você acima, serão instaladas ainda este ano na extensão do Parque Madureira. O novo espaço terá água reutilizada e tratada (é o que promete a prefeitura), e será aberto a quem quiser se refrescar — daí as mulheres de biquíni na foto. 

Sustentabilidade é a palavra-chave do projeto, e o sistema de irrigação das plantas será feito com a captação da água da chuva, dos telhados e dos poços artesianos. As cachoeiras, com 3m de altura, vão ocupar, ao todo, uma área de 120 metros de extensão.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Prefeitura do Rio estuda implantar 30 contêineres com bicicletários, chuveiros e oficinas em 14 bairros

06/02/2015 - O Globo


RIO - Um projeto em estudo na prefeitura do Rio promete incentivar o uso de bicicletas nos deslocamentos urbanos. Batizada de Estabike, a proposta de instalação de 30 contêineres de apoio a ciclistas em 14 bairros — com chuveiros, guarda-volumes, bicicletários e oficinas — tem o apoio da ONG Transporte Ativo, que defende políticas de estímulo ao deslocamento sustentável. A iniciativa está em análise pela Secretaria Especial de Concessões e Participações Público-Privadas.

A ideia é que os postos destinados aos ciclistas incentivem mais viagens de bicicleta em diversas regiões da capital. Já apresentado ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, o projeto prevê três modelos de contêineres com tamanhos diferentes, variando de 14,8 a 56,9 metros quadrados, com capacidade para atender de 20 a 110 pessoas.

José Lobo, diretor da Transporte Ativo, afirma que a proposta ajudaria o Rio a se tornar uma cidade mais amigável aos amantes das "magrelas". Nos últimos dez anos, destaca ele, o número de viagens diárias de bicicleta na capital quase dobrou, passando de 270 mil para 500 mil. Em algum momento a cidade chegará aos 450km de faixas pra bicicletas — atualmente são 384km —, e a nova infraestrutura seria um complemento importante, diz Lobo.

— Uma das grandes dificuldades encontradas por quem usa frequentemente a bicicleta é guardar o equipamento em locais com segurança. O número de ciclistas aumentou bastante na cidade, e isso veio acompanhado de um boom de roubos e furtos. Os pontos de apoio ofereceriam a segurança necessária, além de possibilitar que mais pessoas possam usar as bikes para ir trabalhar, pois estão previstos chuveiros. É uma ótima aposta — afirma.

MODELO EM DISCUSSÃO

A iniciativa é inspirada em estruturas existentes em cidades da Europa e dos Estados Unidos. A proposta do Rio é que o sistema seja explorado por uma concessionária privada — a ser escolhida num processo licitatório. O usuário pagaria uma mensalidade para usufruir do serviço com desconto. O prefeito Eduardo Paes elogiou o projeto, mas acrescentou que a implementação ainda não está definida, dependendo da viabilidade econômica, urbanística e ambiental.

Presidente da Associação de Moradores de Botafogo, Regina Chiaradia tem dúvidas sobre se a instalação de chuveiros nos contêineres é de fato uma medida que vá causar um impacto positivo.

— O banho causaria enormes filas nessas estruturas, que ficariam no meio da cidade. Não sei se funcionariam adequadamente. Os ciclistas querem mesmo é um local onde possam deixar suas bicicletas com segurança — opina.

O pré-projeto prevê estações em frente ao Planetário da Gávea, no canteiro central da Praia de Botafogo, na Avenida das Américas e em frente ao Norte Shopping.

Clima pode aumentar ressacas, reduzir areia da orla e afetar a Urca até 2100

06/02/2015 - O Globo

Enchentes seguidas por semanas de seca, ondas de calor constantes, ressacas que invadem a pista dos aeroportos e a orla da praia. Até o fim do século, o Rio vai mudar de cara — e não será para melhor. As mudanças climáticas prometem multiplicar eventos que já assustam o carioca, como o aumento da temperatura e os deslizamentos de terra após tempestades. A previsão é assinada pela própria prefeitura, no relatório "Rio resiliente: diagnóstico e áreas de foco". Divulgado no mês passado, o documento servirá como guia para a criação de novas ações emergenciais.

Além das marcas na paisagem, os fenômenos extremos testarão a saúde do carioca. Os alagamentos, por exemplo, causarão doenças devido à água contaminada por esgoto e lixo. A mistura de chuvas com ondas de calor é o cenário ideal para a proliferação do mosquito Aedes, responsável pela transmissão da dengue e da chicungunha.

REFUGIADOS CLIMÁTICOS E EBOLA

No pior cenário descrito pelo estudo, o aquecimento global também trará refugiados climáticos à cidade — pessoas que perderam suas casas devido a eventos extremos —, facilitando a chegada de novas epidemias, inclusive de ebola. As ondas de calor também aumentariam as filas nos hospitais, já que são esperados mais casos de doenças respiratórias, hipertermia e desidratação.

Os ventos, que já atingem picos de 100 km/h, serão uma ameaça à rede elétrica e à infraestrutura da cidade. O aumento do nível do mar, por sua vez, seria um risco para moradores de áreas já vulneráveis a inundações, principalmente a Baixada de Jacarepaguá. A orla, no entanto, não é imune às transformações do clima. Segundo a Nasa, se o nível do mar subir um metro, todo o bairro da Urca será ameaçado.

— Passamos a limpo todos os riscos relacionados à cidade e os fatores socioeconômicos que podem ser transformados pelas mudanças climáticas — conta Pedro Junqueira, chefe-executivo de Resiliência e Operações da prefeitura. — Quem sofre primeiro são sempre os mais pobres, devido a fenômenos como o deslizamento de encostas. Até o lazer da população pode ser atingido, já que o aumento do nível do mar afetará as praias.

Estudos anteriores já estimaram que a temperatura da cidade pode aumentar de 2 a 5 graus Celsius até 2100. A escalada dos termômetros já vem acelerando a evaporação da água — senha para a formação de tempestades.

— Se a maré estiver forte, as chuvas podem inundar grandes regiões — alerta o ecologista Sérgio Besserman, presidente da Câmara de Desenvolvimento Sustentável do Rio. — O trabalho com os lençóis freáticos deveria ter começado anteontem.

Segundo Besserman, parte da faixa de areia das praias da Zona Sul pode ser engolida a partir de 2050. A construção de muretas se tornaria necessária para evitar que a água chegasse aos prédios da orla. Os aeroportos, que estão à beira do mar, teriam que adotar a mesma medida.

O ecologista, que participou da elaboração do relatório, reconhece que vários efeitos das mudanças climáticas sobre a cidade são desconhecidos:

— Ainda vamos ser pegos de surpresa. Falta muito conhecimento.

A mudança no regime de chuvas também pode entrar definitivamente no calendário carioca. Embora a estação chuvosa seja estendida em até dois meses, o volume de precipitações não necessariamente vai aumentar. O motivo é que grandes tempestades virão intercaladas por longos períodos de seca. Um exemplo é o que ocorreu na semana passada, quando o Rio enfim se despediu de uma estiagem que o acompanhava desde o fim do ano passado.

Junqueira considera que o comportamento de São Pedro sobre o Rio "não é saudável".

— Já podemos considerar que um episódio como o das últimas semana, considerado uma situação extrema, pode se tornar rotineiro — cogita. — A hidratação do solo, assim como de uma pessoa, tem limites.

Por sua vez, Moacyr Duarte, coordenador do Grupo de Análise de Risco Tecnológico e Ambiental da Coppe/UFRJ, destaca as lições aprendidas pela cidade nas últimas semanas.

— As grandes secas não são novidade. A diferença é como estão cada vez mais frequentes — assinala Duarte, que também participou da redação do relatório. — E as chuvas que vemos agora, ainda durante uma crise hídrica, mostram como precisamos tomar conta dos lençóis freáticos. Se eles forem salinizados, afetarão o consumo de muitas pessoas. Além disso, existe um problema histórico, que é a vulnerabilidade do Rio a acidentes geológicos, como quedas de rocha.

ARBORIZAÇÃO X URBANIZAÇÃO

Entre as ações já em curso, segundo Junqueira, estão o treinamento da evacuação de morros e a contenção de encostas, com obras capazes de canalizar a água da chuva.

A arborização, uma medida considerada urgente para captar a água da chuva e amenizar o aumento da temperatura, esbarra na urbanização desenfreada. As tubulações de água e esgoto impedem o aprofundamento das raízes, enquanto o cimento não permite que elas encontrem nutrientes. Segundo o relatório, as ilhas de calor causam impactos como o aumento de doenças respiratórias — o ar quente favorece o acúmulo de ozônio nas camadas mais baixas da atmosfera, e a falta de ventos dificulta a dispersão da poluição atmosférica.

O ar quente e abafado preocupa; o vento, também. O Rio poderá reviver o dia 7 de setembro de 2002, quando uma rajada de ventos de 97 km/h provocou queda de árvores e antenas, bloqueio de ruas, cancelamento do desfile militar na Avenida Presidente Vargas e fechamento da Ponte Rio-Niterói por cerca de 40 minutos.

— Podemos enfrentar novamente essa situação — lembra Junqueira. — A cada ano, um cenário que parecia distante está mais próximo.

Segundo ele, a próxima etapa do estudo municipal é abrir discussões com especialistas em mudanças climáticas. Além dos eventos extremos, os cientistas devem considerar outras situações mapeadas que contribuem para um eventual futuro indesejável da cidade, como a falta de mobilidade urbana:

— Nosso foco é a capacidade de nos preparar para superar os desafios que já chegaram ou aqueles que estão por vir. Além de políticas de emergência, devemos abordar o comportamento do carioca. Por exemplo, como ele reage no trânsito e como pode fazer um uso mais consciente da água. É tempo de aprender

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Cosme Velho-Aterro: ciclovia sai do papel

05/02/2015 - O Globo

Ancelmo.com



A Secretaria municipal de Meio Ambiente do Rio começa a construir, mês que vem, a ciclovia Cosme Velho-Aterro do Flamengo, com ramificação que chegará à Praia de Botafogo. Vai custar R$ 1.442.854 e terá 2,4km de extensão. A imagem acima mostra como ficará o trecho inicial da Rua das Laranjeiras, bem em frente ao Colégio Liceu Franco-Brasileiro. Aliás, há no trajeto da ciclovia outras nove escolas.

Tachões da Alameda São Boaventura preocupam pedestres e motoristas

05/02/2015 - O Fluminense

Cícero Borges e Milena Bouças 

Via já recebeu os primeiros tachões nos dois sentidos da pista. O serviço deve ser concluído no fim de semana. Foto: Evelen Gouvêa

Ainda em processo de implantação, segregadores se soltam com facilidade e colocam em risco motoristas e pedestres. Objetivo dos tachões é ordenar o trânsito

Ainda em processo de implantação, os tachões da Alameda São Boaventura, na zona norte, já se tornaram um problema para os motoristas. Mesmo com o pouco tempo de uso, as peças estão soltando do chão. De acordo com a Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), o principal objetivo dos tachões, é ordenar o trânsito, separando a pista seletiva de ônibus e vans das específicas para veículos.  

Desde semana passada, a via já recebeu os primeiros tachões nos dois sentidos da pista. O serviço deve ser concluído no fim de semana. Ainda de acordo com a NitTrans, as mudanças foram realizadas devido à complicação no tráfego de veículos na região, que gera lentidão do trânsito, e aos diversos acidentes na Alameda. No entanto, as peças estão soltando com facilidade, causando riscos aos motoristas.

De acordo com Sandra dos Santos Braga, moradora da Riodades, no Fonseca, os segregadores soltam conforme os carros vão passando e batendo nas peças, que são apenas coladas no asfalto.

"Essas coisas soltam e se transformam em um perigo para os pedestres e os carros, porque são peças grandes e podem acabar machucando as pessoas", reclama.

Outro motorista conta que o perigo não é para quem está na faixa seletiva, mas para quem tenta a transferência de faixa.

"Parece que usaram uma cola comum porque solta tudo com muita facilidade. O problema é, na verdade, para os carros que avançam para a faixa seletiva, e não para quem já está nela", diz.

As peças são uma espécie de tijolo, fixadas com dois parafusos e com uma cola, que parece cimento. Ao longo da via, tanto no sentido Niterói, quanto São Gonçalo, diversos pedaços foram vistos no canto, estilhaçados, ou no meio da rua, soltos. 

Os motoristas de ônibus também reclamaram dos tachões. 

"Essas coisas soltam e podem voar nas pessoas", alertou um deles. 

A NitTrans informou que o problema pode ter sido causado por uma má condução dos motoristas e/ou principalmente por conta das recentes chuvas diante de um material ainda em processo de secagem. Segundo o órgão, todos os segregadores soltos serão verificados ainda hoje e substituídos.

Ocorrências – O Corpo de Bombeiros informou que, no período de janeiro até 30 de setembro do ano passado, foram registradas 72 ocorrências na Alameda São Boaventura por colisão de veículos, 28 ocorrências devido à queda de moto, 42 por atropelamentos e três por capotagem.

O Fluminense

Leilão da Ponte Rio-Niterói tem pelo menos três fortes grupos interessados

05/02/2015 - Valor Econômico / O Globo / O Dia-RJ

A Operação Lava-Jato vai ter efeitos sobre a disputa pela nova concessão da ponte Rio-Niterói, mas o governo deve se ver livre do constrangimento de um leilão sem interessados. Ao menos três grupos manifestaram a intenção de participar do certame, marcado para dia 18 de março, em São Paulo. A CCR - atual concessionária -, a EcoRodovias e a Arteris são potenciais candidatas a assumir a administração da ponte.

Nos últimos dias, o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, fez um corpo a corpo com executivos do setor, a fim de identificar o grau de interesse na concessão. Algumas empresas que participaram intensamente dos últimos leilões de rodovias devem ficar de fora da disputa por estarem envolvidas na Lava-Jato.

Outra empresa tradicional no setor, a Triunfo tem disposição de entrar no certame, mas há dúvidas no mercado quanto ao fôlego financeiro para o projeto, já que toca outros investimentos pesados, como no aeroporto de Viracopos (SP), terminais portuários e a duplicação da BR-060/153.

Uma das grandes apostas do setor recai sobre a EcoRodovias, que ainda não arrematou nenhum grande projeto do programa de concessões federais. Embora tenha atuado com timidez nos últimos leilões, a Arteris já detém a concessão do trecho da BR-101 no Rio, no também está a ponte. A leitura geral é de que a empresa possa extrair sinergias dessa localização.

O grande ponto de interrogação é a CCR, que administra a ponte desde 1995. Um de seus controladores, a Camargo Corrêa tem executivos presos pela Polícia Federal e corre o risco de ser declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU). A inidoneidade não impede a participação de controladas nos leilões, mas tem efeitos desconhecidos sobre a tomada de financiamento em bancos públicos. Fontes de mercado, entretanto, afirmam que a CCR é financeiramente sólida e não teria problemas para fazer proposta agressiva para renovar a concessão.

O edital da concorrência, publicado ontem pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), fixou em R$ 5,18 o valor máximo para a tarifa de pedágio na ponte. O valor estabelecido - cuja base é janeiro de 2014 - representa uma pequena queda em relação ao preço praticado atualmente, que é de R$ 5,20 para veículos de passeio. Será considerada vencedora a proposta de menor tarifa de pedágio.

O contrato de concessão, com prazo de 30 anos, foi estimado no edital em R$ 5,14 bilhões e prevê investimentos em melhorias no entorno da ponte, que liga a cidade do Rio de Janeiro a um dos mais importantes municípios da região metropolitana. Entre as obras previstas está a construção de uma alça de ligação com a Linha Vermelha, via expressa que une o centro do Rio à Baixada Fluminense. Também foi incluída uma passagem subterrânea sob a praça Renascença, em Niterói.

Inaugurada em 1974, a ponte ficou marcada como a primeira concessão rodoviária à iniciativa privada no país. Atual detentora da concessão, que vence em 31 de maio, a CCR foi a responsável pelo estudo de viabilidade técnica que vai balizar a nova licitação.

Alguns pontos do estudo, sobretudo os custos com mão de obra, foram questionados recentemente pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Antes de liberar a publicação do edital, o TCU pediu que a correção desses custos, que chamaram a atenção dos ministros por serem mais altos do que rodovias com extensão bem superior à da ponte.

O Globo

Leilão para nova concessão da Ponte será realizado em março

Edital prevê melhorias como a construção de uma nova alça, de 2,5 quilômetros, para a Linha Vermelha. Contrato atual termina em maio

RIO - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União, o edital para a nova concessão da Ponte Rio-Niterói. O leilão será realizado no dia 18 de março, às 10h, na Bolsa de Valores de São Paulo. O atual contrato de concessão termina em maio.

Segundo consta no edital, como principais obras obrigatórias, o vencedor da concorrência deverá construir uma alça de extensão de 2,5 quilômetros, que ligará a Ponte à Linha Vermelha. A medida visa a evitar que veículos que trafegam pela via com destino à Baixada Fluminense e à Rodovia Presidente Dutra utilizem a Avenida Brasil. Também deverá ser implantada uma passagem subterrânea sob a Praça Renascença, no Centro de Niterói, com o objetivo de proporcionar maior fluidez ao tráfego.

O novo projeto de concessão da Ponte Rio-Niterói ainda contemplará a construção da Avenida Portuária, permitindo o acesso dos veículos pesados da Avenida Brasil à região do Porto do Rio.

O processo de licitação havia sido adiado porque o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou em janeiro mudanças em relatórios prévios para a concessão. O órgão havia aprovado, com ressalvas, os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômico-Financeira e Ambiental (EVTEA). Segundo o tribunal, os gastos previstos com mão de obra e veículos — a serem usados pela concessionária — estavam superestimados. Os valores são utilizados no cálculo da tarifa do pedágio. As mudanças, segundo o TCU, podem acarretar uma economia de R$ 600 milhões nas despesas operacionais da concessionária que assumir o contrato, que tem prazo de 30 anos. Os estudos de viabilidade foram feitos pela CCR, que detém a concessão atual.

RADARES APENAS MÓVEIS

Às vésperas da nova concessão, o que tem confundido motoristas são os boatos de que radares fixos estariam multando motoristas por trafegarem em velocidade acima da permitida na via. A CCR, porém, negou que os equipamentos estejam em funcionamento e informou que há apenas fiscalização com aparelhos móveis.

Com 13,2 quilômetros de extensão, a Ponte Rio-Niterói foi concedida pela primeira vez à iniciativa privada, com o objetivo de exploração da infraestrutura, em 1º de junho de 1995. Atualmente, as tarifas de pedágio são de R$ 5,20 para carros de passeio e veículos comerciais (por eixo) e de R$ 2,60 para motocicletas.



Ponte Rio-Niterói terá três novas saídas
O Dia - RJ

Edital marca leilão para 18 de março, e vencedor terá de fazer uma grande obra em Niterói e duas no Rio

Rio - A empresa que for contemplada com a concessão da Ponte Rio-Niterói em maio, quando termina o contrato com o Grupo CCR, terá que executar três grandes obras para reduzir os engarrafamentos. Entre as exigências do edital, publicado ontem pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), estão as construções de um viaduto para ligar a Ponte à Linha Vermelha, uma via de acesso direto ao Porto do Rio — a Avenida Portuária — e um mergulhão sob a Praça Renascença, em Niterói. O pedágio não vai poder ultrapassar os atuais R$ 5,20, neste ano (só no sentido Niterói).

O leilão está previsto para dia 18 de março e a assinatura do contrato, em 22 de maio. A empresa que oferecer o maior desconto sobre o valor fixado como teto ganha a licitação, que ficará vigente nos próximos 30 anos — a atual foi válida por 20. A proposta do governo estadual de BRT ou seletiva de ônibus na Ponte não entrou no edital.

Uma das novidades foi a decisão da ANTT pela inclusão da Avenida Portuária, que estava em estudo. A via terá pista de sentido duplo com 3,1 quilômetros e dará continuidade à alça da Linha Vermelha, possibilitando o acesso exclusivo de caminhões ao porto. "Essa alça facilita as operações do Porto do Rio e melhora o trânsito para todos", diz Cristiano Prado, gerente de Competitividade da Firjan.

Já o viaduto para a Linha Vermelha terá uma pista em sentido único, com 2,5 quilômetros, que vai atender ao fluxo para o Aeroporto do Galeão. O objetivo é evitar que usuários com destino à Baixada e à Dutra passem pela Avenida Brasil. Os prazos para a conclusão das obras são, respectivamente, cinco e quatro anos.

Já em Niterói, o vencedor deve construir o mergulhão da Praça Renascença, na direção da Av. Feliciano Sodré, em até dois anos.A concessionária terá ainda de fazer passarela de pedestres na Ilha de Mocanguê, com recuo para quatro ônibus. Outras exigências são mais duas cabines de pedágio e baias de recuo, pista flex para motocicletas e veículos leves. A projeção é de receita nos 30 anos de concessão de R$ 5,14 bilhões, com investimento de R$ 1,3 bilhão e custos operacionais, de R$ 1,98 bilhão.