quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Shopping com terraço panorâmico tem vista para o Pão de Açúcar

Inaugurado ao lado do Santos Dumont, o Bossa Nova Mall fica às margens da Baía
   
POR SIMONE CANDIDA 

26/11/2015 - O Globo

Novo shopping tem terraço de onde é possível ver a Baía de Guanabara - Custódio Coimbra / Agência O Globo

RIO — Inaugurado há pouco mais de uma semana, o Bossa Nova Mall ainda está taxiando (apenas sete das 50 lojas estão abertas), mas já nasce com um título garantido: o de shopping com a mais bela vista da cidade. Com cerca de 6 mil metros quadrados, às margens da Baía de Guanabara, o novo centro comercial foi instalado no prédio onde funcionou a VarigLog, nos fundos do Aeroporto Santos Dumont. O espaço ganhou terraço com 1.100 metros quadrados, de onde é possível ver o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e a Enseada de Botafogo.

Com projeto de arquitetura de Paulo Baruk — que assina os desenhos de vários shoppings do Brasil, entre eles o Metropolitano, na Barra —, a construção da década de 50 ganhou retrofit e um corredor que faz ligação com as áreas de embarque e desembarque do aeroporto. Ao projeto original, também foi adicionado um subsolo, com dois estúdios de rádio, lojas e um área para exposições. O centro comercial pertence ao grupo Saphyr/HSI, que tem 13 shoppings no país, entre eles o Fashion Mall.

Segundo o coordenador de marketing do Bossa Nova Mall, Leandro Berg, para atrair os cariocas e turistas, o local terá uma programação cultural aberta ao público. Nesta estreia, o shopping haverá shows diários de música ao vivo com quatro artistas tocando MPB, Jazz e Rock, entre 11h30 e 22h; um festival de foodtruck e foodbike, e uma exposição de fotos sobre Bossa Nova, com 32 imagens de nomes como Roberto Menescal, João Donato e Wanda Sá, registrados pela fotógrada Cristina Granato. A mostra fica exposta até o dia 15 de fevereiro.

— A ideia é que nos dias de semana o shopping seja mais usado pelo público corporativo, mas nos finais de semana queremos que ele se transforme numa praça, com eventos nas áreas do shopping — diz Leandro Berg.

PRÉDIO TEM HOTEL

O empreendimento teve investimento de aproximadamente R$ 240 milhões. Além do shopping, o prédio abriga o PRODIGY HOTEL SANTOS DUMONT Airport, um quatro estrelas da rede GJP Hotels & Resorts, um centro de convenções e um business center com mais de 4.000 m².

Próximo ao Centro e à Zona Sul, o empreendimento é o primeiro no país interligado a um aeroporto e a um hotel, e terá como público principal os passageiros do terminal. Para que os viajantes possam fazer compras sem risco de perder o voo, há painéis com os horários de decolagens em pontos estratégicos.

O empreendimento recebeu um investimento de aproximadamente R$ 240 milhões. Até agora, diz o coordenador de marketing, o shopping está em sistema "soft opening”, mas 80% das lojas já foram comercializadas. Ele não desmente, no entanto, que o medo da crise pode ter sido um dos motivos do ritmo lento das inaugurações.

— Temos alguns diferenciais no shopping, que é serviço de concierge, que estará neste primeiro momento disponível para todos os clientes e poderá ajudar no agendamento de táxis e reserva de hotéis, por exemplo, e o estacionamento com manobrista para todos — diz Berg.

O estacionamento do mall é administrado pela mesma empresa que opera a garagem do aeroporto. Por 1 hora de estacionamento, o cliente paga R$ 19.

Entre as lojas âncora do Bossa Nova Mall, está a Forever 21, que será inaugurada no início de dezembro. Na praça de alimentação, haverá fast foods, como Burger King, Subway, Mei Mei e Baked Potato. Na cobertura, será aberto no primeiro trimestre de 2016 um restaurante asiático.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/shopping-com-terraco-panoramico-tem-vista-para-pao-de-acucar-18143944#ixzz3sbPbzWvO 
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

TransOceânica: perfurações no túnel do lado de Charitas começam dia 19 de novembro

10/11/2015 - O Fluminense

Prefeito percorre um dos túneis e anuncia detalhes do cronograma das obras

Rodrigo Neves afirmou que a obra da TransOceânica possibilitará a transformação da Estrada Francisco da Cruz Nunes
Foto: Divulgação/Leonardo Simplício

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou na manhã desta terça-feira (10) as obras da TransOceânica e anunciou que no próximo dia 19 serão iniciadas as perfurações no lado de Charitas do túnel. Ao todo, 300 metros de túnel já foram perfurados (150 de cada lado). Na próxima segunda-feira (16), irão começar as obras do lado esquerdo de quem sobe para a Região Oceânica do trecho 8 da obra (que vai da entrada da Avenida Central até o Engenho do Mato) e o lado direito da obra estará concluído, facilitando assim a vida dos comerciantes tendo em vista a proximidade do período de Natal.

Nesta quarta-feira (11) será iniciado o trecho 4 da obra, entre o DPO do Cafubá e a rótula do bairro, com microdrenagem, sistemas de drenagem e preparação da pavimentação da antiga avenida Raul de Oliveira Rodrigues.

O trecho 3, que vai do canteiro de obras até a rótula do Cafubá, está em andamento, com sistema de drenagem, com previsão de conclusão para março. Já o trecho 5, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, deverá começar em janeiro.

Durante a visita de hoje, o prefeito, acompanhado de secretários municipais, do deputado estadual Waldeck Carneiro, vereadores e lideranças comunitárias da região, percorreu 150 metros de um dos túneis. Segundo ele, a obra segue o seu cronograma

"A obra está caminhando a passos largos. Ela segue um cronograma positivo porque planejávamos para o momento 250 metros de perfuração e já tem 300. Com início da perfuração em Charitas, vamos ter duas frentes de obras no túnel e a previsão é que no segundo semestre de 2016, as duas partes se encontrem. Essa obra é esperada há 40 anos. Fico orgulhoso e feliz por isso porque para chegarmos até aqui vencemos dezenas de etapas de licenciamento ambiental, projeto executivo, obtenção de recursos e financiamento. Isso é resultado de planejamento, dedicação, competência e empenho, não é do acaso. Mais que e uma obra viária, a TransOceânica é uma proposta de mobilidade urbana que, além do túnel sem pedágio, contará também com o BHLS, um sistema de alta performance de transporte coletivo, melhorando a mobilidade de Niterói, criando uma opção de deslocamento e uma perspectiva de desenvolvimento sustentável para Niterói pelos próximos 30 anos. Estamos preocupados com as próximas gerações, preparar a nossa cidade para que o futuro dela seja melhor do que o passado e o recente", declarou.

Rodrigo Neves afirmou que a obra da TransOceânica possibilitará a transformação da Estrada Francisco da Cruz Nunes que vai deixar de ser uma via degradada e depreciada ha muitos anos e ganhará um corredor moderno de transporte, uma nova iluminação e vai se modernizar, se tornando uma rua acolhedora para a população da Região Oceânica.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ritmo de obras na subida da serra de Petrópolis é reduzido em 50%

09/11/2015 - O Globo

Concessionária afirma que intervenções na Rodovia BR-040 só devem acabar em 2017
  
POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

Atraso de verbas federais, crise econômica e liminar obtida por moradores em ação do Ministério Público federal seriam causas do ritmo lento - Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO — Os caminhos que ligam o Rio de Janeiro à cidade imperial são cheios de curvas sinuosas e perigosas que exigem atenção dos cerca de 50 mil motoristas que circulam diariamente pela BR-040 entre a capital fluminense e Petrópolis. A esperança para tornar a viagem mais segura é o projeto de construção da nova subida da serra, prometido há uma década, mas que acaba de ter seu cronograma adiado mais uma vez. A Concer, concessionária que administra a BR-040 no trecho entre Rio e Juiz de Fora, informou, no domingo, que não tem como concluir as obras até os Jogos Olímpicos, em agosto de 2016, conforme estava planejado. As intervenções, que incluem a construção do maior túnel rodoviário do país, com cinco quilômetros de extensão, e mais 28 viadutos e pontes, só deverão terminar em 2017, segundo mais uma promessa da concessionária. O novo cronograma, no entanto, não está fechado.

Os sinais de que os trabalhos haviam desacelerado na subida da Serra já eram visíveis nas últimas semanas. O total de operários mobilizados nos canteiros, que chegou a 800 no auge das obras em 2014, está reduzido hoje à metade. Pelo cronograma antigo, as escavações do novo túnel estariam concluídas até o fim deste ano, o que não vai acontecer.

CONCER QUER REPACTUAR CONTRATO

O presidente da Concer, Pedro Johnson, atribuiu o atraso a vários fatores. Segundo a empresa, o rosário de obstáculos incluiu a crise econômica, que dificultou o acesso da Concer a linhas de crédito e impediu que o governo federal cumprisse o prazo das contrapartidas financeiras previstas no projeto. Além disso, há o atraso causado por uma liminar obtida em junho, numa ação movida pelo Ministério Público federal, a pedido de moradores da região. Eles estavam insatisfeitos com o ruído das explosões e a movimentação dos operários inclusive durante à noite. Com isso, os serviços no túnel, que eram executados em três turnos que se revezavam 24 horas, só podem agora acontecer durante o dia.

— Entre 2015 e 2016, a União deveria liberar cerca de R$ 1,1 bilhão (em valores de 2012) em contrapartida ao contrato de concessão. A maior parte dos recursos deveria ser repassada ainda este ano. Há dois meses, o Ministério dos Transportes informou por e-mail que não teria como liberar a verba em 2015. Diante do cenário de dificuldades enfrentado pela União, achamos provável que não haja repasses também em 2016. Só dá para concluir em 2017 — disse Pedro Johnson.

O executivo acrescentou que, diante do impasse, a Concer pretende negociar uma revisão contratual com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que fiscaliza as rodovias operadas em regime de parcerias público-privadas. A proposta da empresa é prorrogar o prazo de concessão de 25 anos (que expira em 1º de março de 2021) por um período de sete a dez anos, ainda a ser negociado com a agência. Em troca, a Concer assumiria as despesas a cargo da União.

— As negociações não podem começar enquanto a ANTT não formalizar em documento que não haverá o repasse prometido — explicou o presidente da Concer.

O trecho em obras na BR-040 - Editoria de Arte

No domingo, o GLOBO não conseguiu localizar representantes da ANTT para comentar a proposta. Segundo Pedro Johnson, desde que as obras na subida da serra começaram, em agosto de 2012, a Concer investiu mais de R$ 700 milhões no empreendimento. Boa parte dessas despesas ocorreu na expectativa de a concessionária ter os gastos amortecidos por um empréstimo de quase R$ 1 bilhão, que vem sendo negociado há alguns anos com o BNDES, para financiar a parte da concessionária na parceria público-privada com a ANTT.

— As negociações com o BNDES prosseguem. A ideia é oferecer como garantia ao financiamento o próprio contrato de concessão. Nós chegamos até a negociar um empréstimo-ponte para que o BNDES antecipasse uma parte dos recursos a partir de maio deste ano. Mas isso exigiria uma espécie de carta de fiança de banco que garantisse o pagamento da dívida. Mas, com a crise, os bancos têm evitado assumir esse tipo de compromisso — explicou o presidente da Concer.

A revisão no cronograma não atinge apenas as obras. A encomenda de muitos equipamentos, inclusive de itens de segurança e câmeras para o túnel, foi adiada para evitar gastos desnecessários com manutenção.

*Colaborou Alessandro Lo-Bianco

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ritmo-de-obras-na-subida-da-serra-de-petropolis-reduzido-em-50-17998849#ixzz3qzy5P8zq 
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Cronograma original previa abertura da nova subida da serra em 2006

09/11/2015 - O Globo

Obras na BR-040 só começaram há dois anos, e pouco mais de um terço foi concluído
 
POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES


Obras na BR-1040: quase 60% delas ainda estão para ser executadas - Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO — Segundo a Concer, o impasse envolvendo a nova subida da serra ocorre quando restam quase 60% das obras para serem executadas. Os trabalhos estão sendo feitos pelas construtoras Triunfo, Construcap, CMSA e C.C.I Concessões, que controlam a Concer. Se o cronograma original previsto no contrato de concessão tivesse sido honrado, as obras deveriam ter sido concluídas em 2006. Mas os prazos foram revistos por aditivos no contrato, depois que o cronograma original se revelou inexequível, por diferentes fatores.

O principal deles foi que, ao prever, no contrato de concessão, a construção do novo acesso, a União tinha apenas um projeto conceitual de como deveria ser o traçado. Coube à concessionária contratar um projeto executivo para a obra. Isso só ocorreu em 2010. Ao longo daquele ano, a Concer deu entrada no licenciamento ambiental no Ibama e submeteu o projeto a audiências públicas em Petrópolis e Caxias.

VEJA MAIS: RITMO DE OBRAS NA SERRA É REDUZIDO EM 50%

A ANTT só deu o sinal verde para o projeto ser desenvolvido em junho de 2011. Em dezembro do mesmo ano, o Ibama concedeu a licença. No entanto, a ANTT só autorizou que as intervenções começassem em abril de 2013. Os serviços só tiveram início efetivamente em agosto do mesmo ano — já com a via operando, desde 2010, acima da capacidade para a qual havia sido projetada em sua inauguração, em 1928, de acordo com estudos da União. Desde 21 de agosto, os motoristas de carros de passeio pagam R$ 11,20 de pedágio. São três postos de cobrança: Caxias, Petrópolis e Simão Pereira (MG).

SÓ 2 KM DE TÚNEIS PRONTOS

O projeto prevê 20,7 quilômetros de novas pistas. Segundo a concessionária, entre as obras que já foram concluídas está a implantação de uma nova praça de pedágio no Km 102, que substituiu a praça de cobrança no Km 104. Dos cinco quilômetros do novo túnel que ligará os bairros do Bingen ao Quitandinha, apenas cerca de dois quilômetros já foram concluídos.

MORADORES LAMENTAM ADIAMENTO

A informação da redução do ritmo dos trabalhos na nova subida da serra foi oficializada numa reunião, há duas semanas, com representantes da sociedade civil que acompanham o projeto. As mudanças no cronograma decepcionaram usuários da via. Diretor de mobilidade da Associação de Moradores e Amigos de Santa Mônica (Novamosanta), o empresário Jorge de Botton diz que a demora para a conclusão da obra é um risco para moradores de Petrópolis e turistas:

— O problema não é só para quem sobre a serra, mas também para quem precisa vir ao Rio. Devido às obras da nova via, vários desvios tiveram que ser implantados, o que torna o percurso mais difícil. Sem contar os transtornos provocados por interrupções diárias por conta da movimentação de operários e máquinas. São pelo menos nove interdições todos os dias — enumerou Botton.

O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, lamentou o atraso e culpou a União:

—É lamentável que o governo federal esteja deixando, mais uma vez, de cumprir um compromisso firmado. Esse atraso nos preocupa, nos deixa em alerta. Vamos continuar a cobrar para que as intervenções sejam concluídas o mais rapidamente possível — disse.

ENGARRAFAMENTOS ÀS SEXTAS

A presidente da Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico (AMA-Centro Histórico), Myrian Born, reforçou que o atraso é um transtorno para moradores e visitantes:

— Tenho dúvidas sobre se a obra trará os benefícios prometidos. De qualquer forma, é necessário um novo acesso. Principalmente às sextas-feiras, o trânsito de chegada e saída está insuportável — afirmou Myrian.

Morador de Petrópolis, o deputado Bernardo Rossi (PMDB), que fez uma audiência pública na Alerj para discutir a obra, também reclama.

— Nunca os prazos foram cumpridos. Mas o pedágio sempre aumenta — argumentou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/cronograma-original-previa-abertura-da-nova-subida-da-serra-em-2006-17998988#ixzz3qzxZYZ2e
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Comitê organizador dos Jogos recebe o primeiro equipamento olímpico

08/11/2015 - O Globo

Em dois prédios no Parque Olímpico da Barra, IBC vai abrigar emissoras de TV e de rádio
  
POR MAÍRA RUBIM  

O Centro Internacional de Transmissão: recurso privado - Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO — Acompanhado do governador Luiz Fernando Pezão, de Pedro Paulo Carvalho, secretário-executivo de Coordenação de Governo do Rio, e de Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê organizador dos Jogos, o prefeito Eduardo Paes entregou, na manhã deste domingo, os dois prédios do Centro Internacional de Transmissão (IBC, na sigla em inglês) das Olimpíadas ao Comitê Rio 2016. Cerca de 70 emissoras de televisão e rádio detentoras dos direitos de transmissão do evento devem ocupar o espaço, de 68 mil metros quadrados, com 12 estúdios de 5 mil metros quadrados, no Parque Olímpico, com capacidade para receber mais de 10 mil pessoas.

— Essa construção é oito vezes maior do que o maior estúdio de televisão do Brasil — afirmou o prefeito.

O projeto foi concluído por meio de uma parceria público-privada assinada com a Concessionária Rio Mais, formada por Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. Na ocasião, Paes afirmou que é a primeira vez, na história das Olimpíadas, em que o IBC foi construído com recursos da iniciativa privada.

— Em Londres, o IBC custou 400 milhões de libras, o que significaria hoje algo em torno de R$ 3 bilhões, valor muito acima do custo de todo o Parque Olímpico. O nosso IBC custou cerca de R$ 400 milhões provenientes do dinheiro privado.

Prédio foi entregue ao Comitê Rio 2016 com sistema elétrico e de ar-condicionado implantados - Renato Sette Camara / Divulgação

Nas mãos do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o IBC passará ainda por obras na área interna, como forração de paredes e teto e instalação de divisórias. As alterações são necessárias para que o espaço se adapte às exigências da empresa Olympic Broadcasting Services (OBS), produtora oficial da competição esportiva.

— Faremos o cabeamento de telecomunicações no IBC, além da parte elétrica e do sistema de detecção de incêndio. A OBS começará a instalar sua área técnica própria, além dos estúdios das emissoras. A perspectiva é que tudo estará pronto no dia 5 de julho de 2016 — detalhou Leonardo Gryner, vice-diretor-geral do Comitê Rio 2016.

Após o fim dos Jogos de 2016, os prédios serão entregues para a Concessionária Rio Mais, que deverá definir uma função para seu uso.

Paes aproveitou para garantir que serão cumpridos todos os prazos previstos para a conclusão das obras das instalações dos Jogos de 2016. E também adiantou que 92% das obras do Parque Olímpico já estão concluídas.

— Na semana que vem, vamos entregar o campo de golfe, que também foi construído através de uma parceria público-privada — disse o prefeito.

Na ocasião, Paes reafirmou que Pedro Paulo será seu candidato à sucessão municipal.

ENCONTRO COM DILMA

Questionado sobre o gasto com os geradores de energia que serão utilizados no Parque Olímpico e no IBC, o governador Pezão revelou que terá um encontro para discutir o assunto com a presidente Dilma e com Paes, na terça-feira, no Rio.

— Houve um apelo da presidente para que pudéssemos complementar o orçamento através da nossa lei de incentivos. Se estiver dentro da lei que nós criamos para cumprir com as obrigações do estado, vamos ter que abrir mão da receita para manter o compromisso assinado pelo estado. Não pode faltar energia. A parceria foi o segredo dos últimos oito anos do governo do Rio, e juntos conseguiremos superar as dificuldades — avaliou Pezão.

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Prédios subutilizados são pedras no caminho da revitalização do Centro do Rio

08/11/2015 - O Globo

RIO — Às margens da revitalização, gigantes em mau estado, de destino às vezes incerto. Ao longo da futura Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, que ligará as imediações do Museu Histórico Nacional ao Porto com praças e um corredor de lazer à beira da Baía de Guanabara, alguns prédios são pedras no sapato para a nova configuração da região. O Edifício A Noite, por exemplo, ainda é um arranha-céu de 22 andares — o primeiro do país —, subutilizado e com destino indefinido, diante da Praça Mauá. Quase clamando por reforma, a antiga Maternidade da Praça Quinze também destoa do entorno em obras. E, na Gamboa, o prédio que abrigará a Hemeroteca Brasileira (biblioteca de jornais e revistas) continua sendo um galpão cinzento e ríspido.

No A Noite, os andares mais altos, que já foram casa da Rádio Nacional, salas abandonadas nem lembram o auge de décadas atrás. Escadas abaixo, ainda estão guardados arquivos do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), dono do imóvel. Mas pouca gente circula pelos corredores do grandão art déco do fim dos anos 1920, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E, em frente aos museus do Rio (MAR) e do Amanhã, o lugar mantém ares fantasmagóricos.

— Tem gente que jura ter visto fantasmas aqui. Há até quem tenha medo — dizia um segurança na semana passada, um dos poucos que restaram trabalhando no edifício.

PROPOSTAS NÃO VINGAM

A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp) já apresentou propostas para transformá-lo em prédio residencial ou num hotel. No dia 15 de outubro, uma reunião juntou representantes do INPI e dos ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento para debater o destino do arranha-céu. Mas, segundo o instituto, ainda não há decisão para o caso.

Seguindo em direção às proximidades da Rua do Ouvidor, a Maternidade da Praça Quinze, que já foi referência no Rio, fechou as portas há mais de dois anos. Na época, a Secretaria municipal de Saúde alegou que a unidade precisaria de "reformas estruturais e arquitetônicas, sistêmicas e profundas”. E o prédio, ao lado do Tribunal Marítimo e que já pertencia à Marinha, foi devolvido à força naval.

Perto de obras que criarão na frente do prédio uma praça corporativa e, bem próximo, uma área de lazer destinada a eventos culturais, o lugar não sofreu as tais reformas necessárias e ganhou um uso no mínimo inusitado.

— Virou um alojamento — afirmava um militar que controlava o acesso ao local.

MATERNIDADE PERTENCE À MARINHA

A Marinha, por meio de nota do Comando do 1º Distrito Naval, afirmou que o prédio está parcialmente ocupado pelo Serviço de Inativos e Pensionistas da Marinha (SIPM), mas não confirmou que teria sido transformado em alojamento. Segundo o texto, o lugar vem sendo utilizado para atendimento ao público pela organização militar, responsável pelo gerenciamento de mais de 128 mil inativos e pensionistas. Além disso, afirmou que há um projeto para que a parte não ocupada do edifício seja destinada a duas diretorias, a Geral de Navegação e a de Portos e Costas. Mas não informou sobre reformas ou prazos para que ocorram.

Já a Hemeroteca Brasileira, da Biblioteca Nacional, ficará no edifício da Avenida Rodrigues Alves 509 que, no passado, abrigou a estação de expurgo de grãos do Ministério da Agricultura. Entre a Cidade do Samba e o Aquário Marinho do Rio (em construção), próximo ao trecho final do Boulevard do Porto, a previsão é que o prédio tenha espaço para exposições, livraria, lanchonete e restaurante. Para ele também devem ser transferidos laboratórios de conservação, microfilmagem e digitalização, além de todas as áreas técnicas e administrativas da instituição. O projeto, segundo a Biblioteca, está em fase final de desenvolvimento pelo arquiteto Hector Vigliecca, vencedor de um concurso realizado ano passado pela Fundação Biblioteca Nacional e a Cdurp. Mas o prédio, que já abriga parte dos arquivos da hemeroteca, ainda mantém os ares de abandono da época da Perimetral. A maior parte está às escuras. A Biblioteca Nacional garante que as obras, financiadas pelo BNDES, já iniciaram na parte interna do armazém, com um de seus andares recebendo reforço estrutural e obras civis e de climatização. No entanto, não há prazo para conclusão do projeto.

Mais imprevisível ainda é o futuro de outro prédio nas bordas da frente marítima: o anexo da Assembleia Legislativa. Mês passado, o governador Luiz Fernando Pezão publicou decreto cedendo outro prédio, o do Centro Administrativo do Estado do Rio, conhecido como Banerjão, para a Casa. O edifício, que hoje é sede de secretarias estaduais, deve passar por reformas para, provavelmente a partir de maio de 2017, receber os gabinetes dos 70 deputados estaduais. Também ficou para 2017 a decisão sobre o futuro da caixa envidraçada da Praça Quinze, onde os legisladores trabalham atualmente.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Estado quer conceder à iniciativa privada esgoto no Grande Rio

04/11/2015 - O Globo

Prazo é de seis meses para definir modelo para a Baixada Fluminense e São Gonçalo
  
POR RAFAEL GALDO 

Na Praia das Pedrinhas, em São Gonçalo, esgoto corre para a Baía - Paulo Nicolella / Agência O Globo (17/08/2015)

RIO — Depois de décadas de promessas não cumpridas, o estado deve recorrer mesmo à iniciativa privada para realizar as obras de saneamento em São Gonçalo, Itaboraí, Baixada Fluminense e entorno da Bacia do Rio Guandu — que abastece 8,4 milhões de pessoas. Conforme adiantou, na terça-feira, o presidente da Cedae, Jorge Briard, durante a gravação do programa Jogo do Poder, da CNT, o governo iniciou este mês os estudos técnicos que vão definir o modelo de parceria público-privada (PPP) para a implementação dos serviços de esgotamento nessas áreas. O prazo, agora, é de seis meses para que os estudos fiquem prontos.

— Depois, então, serão licitadas as obras, que contribuirão para a despoluição da Baía de Guanabara — diz Briard.

Segundo a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviço, a execução dos estudos ficará a cargo da empresa Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP, mesma que realizou o projeto de viabilidade para a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim), depois de um chamamento público aberto pelo Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (Propar).

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A proposta de PPPs para o saneamento dessas regiões já vinha sendo apresentada pelo governador Luiz Fernando Pezão desde a eleição do ano passado. É mais uma tentativa de reverter índices que põem as cidades da Região Metropolitana do Rio entre as piores do país em saneamento. De acordo com o Instituto Trata Brasil, com base em dados de 2013, Nova Iguaçu trata só 0,38% de seu esgoto; em Duque de Caxias, esse percentual não ultrapassa 7,17%; em São Gonçalo é de 9,78% e, em São João de Meriti, é zero. Em todos esses municípios, a Cedae tem contratos para esgotamento sanitário.

MODELOS PARECIDOS

Já cidades como Macaé, no Norte Fluminense, são exemplos de onde a operação do esgoto já é feita por meio de uma PPP. No município, o serviço, assim como a gestão comercial das contas de água e esgoto, é feito pela Odebrecht Ambiental.

A empresa integra ainda a Foz Águas 5, responsável pela coleta e tratamento de esgoto em 21 bairros da Zona Oeste do Rio, como Bangu e Campo Grande, atendendo 1,2 milhão de pessoas. Na região, o modelo é de concessão. Já o abastecimento de água continua sendo feito pela Cedae.

No entanto, a concessionária realiza também a gestão comercial da água e do esgoto, que inclui a leitura e emissão de contas. Com isso, o cliente recebe uma única fatura, com os valores discriminados de água e esgoto. Após o pagamento da conta, a tarifa de água é repassada para a Cedae, enquanto a de esgoto vai para a concessionária, automaticamente através do código de barras da fatura.

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