quarta-feira, 28 de abril de 2010

Prefeitura começa a demolir camelódromo que pegou fogo na Central

FIM


Publicada em 28/04/2010 às 15h22m
O Globo - 28/04/2010
    Demolição do camelódromo. Foto de Wania Corredo
    RIO - Na manhã desta quarta-feira, comerciantes que trabalhavam no camelódromo da Central do Brasil,destruído pelo fogo no início da semana, entraram nos escombros com a intenção de resgatar mercadorias. Logo depois, a prefeitura deu início ao processo de demolição das estruturas de ferro dos estandes com uma retroescavadeira.
    Veja fotos do incêndio
    Veja fotos do camelódromo no dia seguinte ao incêndio
    Nesta terça-feira, indignados com a possível transferência para outro local da cidade, os comerciantes apresentaram um documento manifestando intenção de permanecer no mesmo endereço. Eles temem que a Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do estado (Coderte), proprietária do terreno, recupere a área para a construção de um novo complexo rodoviário - intenção já manifestada pela companhia.
    Participe do debate sobre o tema Camelôs no site da campanha 'Dois Gritando'
    Os comerciantes conseguiram o apoio do advogado Carlos Nicodemos, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB. Ele destacou duas cláusulas do contrato entre a Coderte e a associação de vendedores, em defesa destes últimos. Um deles prevê que, em caso de incêndio, a empresa pode recuperar o terreno, mas precisaria notificar os comerciantes 90 dias antes. Outra prevê que os comerciantes podem reerguer o que foi atingido pelo fogo. O incêndio destruiu 18 mil metros quadrados, de uma área de 32 mil.

    terça-feira, 27 de abril de 2010

    Nova Câmara de Vereadores será em terreno perto da Cidade do Samba, na Zona Portuária

    PROJETO


    Publicada em 27/04/2010 às 16h40m
    Simone Candida - O Globo - 27/04/2010
    • R1
    RIO - O prefeito Eduardo Paes disse nesta terça-feira que um terreno próximo à Cidade do Samba, na Zona Portuária, vai abrigar a nova sede da Câmara de Vereadores. Segundo o prefeito Eduardo Paes, a área já foi desapropriada e o projeto de construção deve ser escolhido por meio de um concurso, que será realizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). O valor da obra e a data da inauguração da nova câmara, no entanto, ainda não foram divulgados.
    Com a mudança, o Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia, onde ficam os 51 vereadores da capital, passaria a abrigar o Museu da História da Cidade - um espaço interativo aberto ao público. O desejo dos parlamentares que apoiam o projeto é inaugurar a nova Casa no ano que vem.
    Uma vez confirmada, a mudança da Câmara passaria a integrar o projeto "Porto Maravilha", que prevê a revitalização da Zona Portuária, uma das principais bandeiras defendidas pelo prefeito Eduardo Paes. Os recursos para a construção da futura sede legislativa viriam da venda dos certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPAC's), títulos financeiros criados pela prefeitura para financiar parte das melhorias programadas para a região. Outra possibilidade é a Câmara recorrer ao próprio caixa para conseguir se mudar. De acordo com a assessoria de imprensa da Casa, os R$ 55 milhões economizados no ano passado podem ser investidos na aquisição de um terreno e na execução das obras.
    A transferência para a Zona Portuária é vista pelo presidente da Câmara, vereador Jorge Felippe, como uma oportunidade de o legislativo fluminense conquistar uma sede própria e definitiva. Tombado pelo patrimônio histórico estadual, o Palácio Pedro Ernesto foi adaptado para atender às necessidades da Câmara do Rio, formada por vereadores e funcionários dos setores administrativos.
    Embora as conversas entre o prefeito e Jorge Felippe ainda estejam em fase inicial, alguns detalhes do Museu da História da Cidade já estão definidos. Um conselho curador está sendo formado para trabalhar na criação do museu. Pai do governador do estado, o escritor Sérgio Cabral foi convidado a integrar o grupo, que contaria ainda com a atual secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes. O jornalista e ex-secretário de Cultura do estado Leonel Kaz deverá ser o responsável pelo projeto. Kaz foi o curador do Museu do Futebol, em São Paulo. Amanhã, ele e o vereador Jorge Felippe se reunirão novamente para discutir a proposta. A ideia é inaugurar um espaço moderno e interativo, nos mesmos moldes do Museu do Futebol.

    domingo, 25 de abril de 2010

    Quadrilha chefiada por delegado usa cartórios para dar golpe imobiliário no Recreio

    GRILEIROS COM DISTINTIVO


    Publicada em 24/04/2010 às 18h02m
    Sérgio Ramalho - O Globo - 24/04/2010
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    • MÉDIA: 4,8
    O condomínio de luxo construído em uma área loteada com base em documentos fraudados / Foto de Gabriel de Paiva - O Globo
    RIO - A atuação de uma quadrilha - chefiada por um delegado da Polícia Civil - responsável pela falsificação de escrituras para lotear uma área de 42 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, deve provocar uma devassa em cartórios da Zona Oeste do Rio. Em atividade há mais de 20 anos, o grupo utiliza laranjas, empresas de fachada e ramificações em cartórios da região para forjar documentos com o objetivo de tomar posse e vender terrenos até em áreas de preservação ambiental.
    As atividades da quadrilha passaram a ser investigadas a partir de denúncias de uma das vítimas do esquema. A testemunha M. havia comprado em 2002, por R$ 55 mil, um lote de 340 metros quadrados em um dos empreendimentos do grupo, na Estrada Vereador Alceu de Carvalho. Após construir uma casa no terreno, ela descobriu que a área do imóvel era citada num processo de reintegração de posse:
    - Investimos R$ 220 mil nesse imóvel. Jamais poderíamos imaginar que os documentos entregues no ato da compra fossem falsos. A quadrilha havia forjado tudo com apoio de servidores de cartórios - diz a testemunha.
    Após denunciar o esquema, M., passou a ser alvo de ameaças de morte, sendo obrigada a deixar a casa onde vivia com o marido, morto em consequência de um infarto em meio à disputa judicial, que ainda tramita nos tribunais.

    RJ: Olimpíadas custarão caro



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    Governo vai investir US$ 11,6 bi em obras
    Gasto com obras na infraestrutura fluminense serão compensados pelo retorno

    Um levantamento do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) apontou que as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro custarão US$ 11,6 bilhões aos cofres públicos em razão das obras de infraestrutura.
    Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê, relatou durante audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado que os gastos, em sua maioria, serão do governo federal, mas também haverá participação dos governos estadual e municipal, que farão parte da Autoridade Pública Olímpica, um consórcio interfederativo responsável pelas obras e pela segurança do evento.
    Segundo Nuzman, os estudos do Ministério do Esporte sobre o impacto das Olimpíadas na economia brasileira mostram um retorno que compensará os gastos para realizá-la. Como exemplo, citou os Jogos Pan-Americanos de 2007, em que, para cada R$ 1 gasto houve retorno de R$ 2,1.
    No caso das Olimpíadas, os números estimados são maiores em todas as áreas: 100 delegações farão aclimatação em cidades brasileiras; 205 países participarão das Olimpíadas; e, em média, 300 mil turistas virão ao Brasil para o evento.
    De acordo com o presidente do Comitê, para os Jogos de 2016 está prevista a venda de 6,5 milhões de ingressos. Haverá, segundo ele, um grande volume de contratação de mão de obra especializada em diversas áreas. No próprio Comitê Organizador, o quadro de funcionários passará de 50 pessoas para quatro mil funcionários em 2016, e também estarão trabalhando 70 mil voluntários.
    Aeroportos
    Para ele, os aeroportos do País merecem grande atenção. “É uma preocupação que o Comitê Olímpico Internacional já nos transmitiu. Ela é enorme, inclusive temos uma Copa do Mundo antes. Para os Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro e São Paulo são vitais. Como estão hoje, eles (os aeroportos das duas cidades) dificilmente vão atender às necessidades. Nós temos ainda alguns anos pela frente, mas esses anos nos preocupam e apertam o coração”, disse.
    “Os aeroportos necessitam de uma melhoria grande. De uma maneira geral, devem ser reestruturados e modernizados. Não existe nenhum segredo, ninguém quer fazer nada diferente daquilo que foi feito em aeroportos de cidades que organizaram a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos”, completou.

    Baia de Guanabara terá monitoramento de águas e resíduos




    Tamanho da fonte: A- A+Por: Danilo Motta 24/04/2010

    Projeto Grael, em parceria com empresa inglesa BG Brasil, irá recolher dados que auxiliarão na despoluição na segunda maior baía do país

    O trabalho de despoluição da Baía de Guanabara ganhará mais um reforço. É que a BG Brasil – companhia inglesa que atua no segmento de exploração e produção de petróleo e distribuição de gás natural – se uniu ao Projeto Grael em um programa de monitoramento da Baía, a segunda maior do litoral brasileiro. A partir deste mês, alunos do Projeto passarão a lançar boias com emissores de sinal por satélite – chamados de derivadores oceânicos – semanalmente para estudar as correntes marítimas e dados físico-químicos da água.
    O objetivo desta parceria é, através do reconhecimento do movimento das correntes, auxiliar o trabalho de coleta do lixo flutuante, já que os resíduos tendem a seguir tais trajetórias. Os dados oceanográficos colhidos poderão ser acompanhados em tempo real pela internet e ser utilizados para os mais diversos fins científicos. Segundo a coordenadora de Projetos Ambientais do Projeto Grael, Valéria Braga, os dados colhidos facilitarão no reconhecimento dos pontos de convergência e divergência de material nas águas.
    Com investimento de R$ 800 mil, o programa de monitoramento da Baía de Guanabara terá a duração de dois anos e meio. Serão disponibilizados três alunos do Projeto Grael – dois que ficarão na lancha e um dando suporte por terra – se revezando em turnos. A data prevista para o início das atividades ainda não foi definida, pois os alunos ainda passarão por treinamentos, mas a estimativa é que comecem já na primeira semana de abril.
    Também participam desta parceria a empresa Pró-Oceano e os laboratórios de Meteorologia e de Modelos Computacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
    Despoluição
    Com a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, o Governo do Estado vai investir R$ 2,2 bilhões na despoluição da Baía de Guanabara. Os recursos serão direcionados principalmente ao tratamento de esgotos da Região Metropolitana, que até 2013 deverá alcançar 60% do total de efluentes tratados e superado a meta inicial de se tratar 58% do esgoto lançado na Baía.
    Dos investimentos previstos para a primeira fase do Plano de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), de US$ 1,2 bilhão, já foram gastos, até agora, US$ 989,3 milhões. Das ações de abastecimento de água e de esgotamento sanitário a cargo da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), 84% já foram executadas.

    O Fluminense

    Piscinão de São Gonçalo vai ser reinaugurado no dia 1º de maio



    amanho da fonte: A- A+
    Por: Simone Schettino 24/04/2010

    Apesar do atraso na entrega da obra, que acabou não ficando pronta para o verão, moradores do município estão ansiosos pela nova área de lazer no bairro Boa Vista

    A reinauguração do Piscinão de São Gonçalo, no bairro Boa Vista, está marcada para 1º de maio, Dia do Trabalhador, às 10 horas. Depois de longa espera, a entrega da obra divide opiniões. O parque deveria ter sido entregue ainda no verão, em janeiro, e vai acontecer apenas no meio do outono. Com isso, alguns antigos frequentadores ficaram tristes porque, quando o calor estava mais apertado, as obras ainda não tinham sido concluídas. A boa notícia, segundo os moradores da região, é que toda a sujeira e o mato que ocupavam a área foram substituídos pela estrutura que será finalizada na próxima semana. Como as obras ficaram paradas por uma semana em função do temporal, a equipe de 80 homens que trabalhavam para garantir a inauguração prevista para o próximo sábado, foi reforçada com mais 50.
    Um dos moradores do Boa Vista que está empolgado é o motorista Leonardo Marques Gadiolli, de 29 anos. Ele prometeu levar os filhos para se divertir no dia do trabalho e acredita que a área é de extrema importância para os moradores da cidade.
    “Não tem problema não ser mais verão, o que conta é ter uma área de lazer para trazer as crianças e poder descansar um pouco a cabeça enquanto elas brincam. Também é um lugar bacana para encontrar os amigos. Estou gostando do que estou vendo, vai ficar muito bacana. Só torço mesmo para que eles entreguem a obra no dia marcado”, disse.
    Já a pensionista Maria José Viana, de 71 anos, disse que não chega nem perto da água e que não pretende trazer os bisnetos para se banhar no piscinão porque teve problemas de saúde quando frequentava o parque, antes do fechamento para a reforma.
     “Eu fazia hidroginástica aqui e tive um problema de pele muito sério. Uns disseram que a água era suja, outros que era muito cloro. Na dúvida, o médico recomendou que eu procurasse outro lugar pra fazer minha atividade e não tive mais nada. Não sei o que era, mas prefiro não arriscar.”
    Investimento – Na esperada festa, a presença do caranguejo São Gonça, que foi o primeiro colocado no concurso da internet que elegeu o mascote da área de lazer, está garantida. Ele superou os concorrentes com 44% dos votos, deixando Zé Gaivota (35%) e a sardinha Gonçalinho (21%) para trás. O governo do Estado investiu cerca de R$ 4 milhões para reabrir o parque aquático e promete melhorias como um programa de educação ambiental a realização de atividades e eventos recreativos e o monitoramento com câmeras de segurança. A instalação é capaz de receber até 13 mil banhistas e vai contar com 12 roletas digitais, que ainda serão instaladas.

    O Fluminense

    Abandono do bairro imperial

    24.04.10 às 21h00



    Moradores e comerciantes de São Cristóvão reclamam de ruas tomadas por buracos, lixo e viciados em crack

    POR NATALIA VON KORSCH - O Dia
    Rio - Os moradores de São Cristóvão, que sempre se orgulharam de viver no bairro imperial, têm agora um novo nome para a região que abrigou a corte portuguesa no Brasil Colônia: cracolândia carioca. Assustados com o crescimento do número de viciados na droga circulando pelo bairro, eles enviaram cartas à seção Conexão Leitor do jornal O DIA, reclamando do problema enfrentado no dia a dia.
    Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
    O viaduto em frente à Feira dos Nordestinos e o Largo da Cancela são pontos preferidos dos usuários de crack | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
    A falta de segurança não é a única queixa dos habitantes de São Cristóvão, incomodados também com lixo nas calçadas, ruas esburacadas, alagamentos quando chove, prostituição à noite e abandono de seu símbolo máximo: a Quinta da Boa Vista. Menores usuários do crack fizeram do local — onde diariamente circulam centenas de crianças atraídas pelo Jardim Zoológico e pela área verde — um reduto que deixa os visitantes acuados. A Secretaria Municipal de Assistência Social diz que os menores de rua têm “referência domiciliar”.

    Por causa dos usuários de droga nas ruas, as famílias usam diferentes estratégias para que seus filhos estudem em segurança. “Levamos as crianças para a escola em grupo, mas eles cercam a gente. Meus filhos já deixaram de ir à escola várias vezes por falta de segurança”, relata uma moradora, que não quis ser identificada. Outra mãe diz que seus filhos estão reféns em sua própria casa: “Temos até toque de recolher. À noite ninguém sai de casa e, durante o dia, só para ir e voltar da escola”.

    Há 55 de seus 57 anos em São Cristóvão, a aposentada Telma Caldas lamenta o destino reservado para a antes bucólica Quinta da Boa Vista: “O lixo fica acumulado, os mendigos dormem nas praças e à noite o parque virou zona de prostituição. A Quinta nunca esteve tão abandonada”.

    Para evitar os constantes assaltos, comerciantes se cotizaram para pagar seguranças particulares. Na Rua São Luiz Gonzaga, cada lojista paga R$ 50 por semana. Gerente de uma loja na rua, Geovana Paiva, 37, conta que é abordada por bandidos com frequência: “Como já sei que vou ser assaltada, não ando com celular nem carteira. Já pensei em morar aqui, mas está muito violento”. 

    Dois dos pontos preferidos dos usuários de crack, o viaduto em frente à Feira dos Nordestinos e o Largo da Cancela, ficam a cerca de 100 m de cinco escolas, uma delegacia e uma viatura fixa da PM. Em uma só tarde, O DIA flagrou cerca de 20 menores usando drogas nos dois locais.