terça-feira, 30 de junho de 2015

Prefeitura do Rio afirma que não regulamenta motoristas do Uber porque serviço é ilegal


Lançado no ano passado no Brasil, aplicativo de táxi vem ganhando usuários. Taxistas organizam protesto para quarta-feira

POR RENAN FRANÇA

30/06/2015 - O Globo


Tela do aplicativo Uber: serviço é considerado ilegal - Leo Martins / Agência O Globo (20/04/2015)


RIO — Desde que chegou ao Brasil, em junho do ano passado, o aplicativo Uber não é consenso: a prefeitura do Rio considera o serviço ilegal e não o regulamenta; os passageiros aprovam pela facilidade; já os taxistas vociferam, pois sentiram que o número de corridas caiu desde então. O serviço parece o de um táxi, mas não é. E esse é o motivo do imbróglio. A secretaria municipal de Transportes limita o serviço de passageiros a veículos com placas vermelhas, taxímetro, alvará e adimplentes com taxas. Então, para o órgão, o Uber é clandestino.

No final de semana, taxistas e motoristas do Uber se envolveram em uma confusão em frente à sede da Sociedade Germânica, onde ocorria uma festa. Motoristas que atendem pelo aplicativo foram contratados para fazer o transporte de convidados e montaram uma tenda na rua. Insatisfeitos, taxistas protestaram e houve tumulto.

— O que estão fazendo não é só exercício ilegal da profissão. A concorrência é desleal — diz o presidente dos sindicatos dos taxistas, Luiz da Silva. — Estamos organizando um protesto para a próxima quarta-feira.

Não foi só no Rio que taxitas protestaram contra o Uber. Na França, Estados Unidos e Inglaterra houve chiadeira dos motoristas assim que o aplicativo entrou em funcionamento. Para tentar coibir o serviço, em novembro do ano passado,a secretaria municipal de Transportes encaminhou o caso à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), da Polícia Civil, para o Uber ser investigado. O inquérito policial foi concluído em novembro de 2014 e encaminhado ao Juizado Especial Criminal, que arquivou o processo a pedido do Ministério Público (MP). Em abril, a secretaria recorreu da decisão e pediu a reabertura das investigações. O caso foi mais uma vez arquivado, já que as promotorias entenderam que "cabe à secretaria fiscalizar o transporte de passageiros".

A prefeitura afirma que não vai regulamentar o Uber e que só fiscaliza o transporte regular, acrescentando que o serviço ilegal é caso de polícia. A Polícia Civil diz que não atua na fiscalização do transporte irregular, tarefa que cabe à secretaria.
 
Os passageiros que utilizam o serviço se dizem satisfeitos. Para chamar um carro da Uber, é preciso ter o aplicativo no celular e cadastrar um cartão de crédito. A tarifa base do Uber é de R$ 5 — a bandeirada do táxi é de R$ 5,20, e R$ 6,20 após as 21 horas.

— A qualidade dos automóveis é muito superior à média encontrada nos táxis que circulam no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso, os motoristas são mais cordiais que os taxistas — diz Bruno Sousa, gerente de atendimento.

A Uber não oferece número relativo ao crescimento da frota e de passageiros. Afirma, porém, que aumenta a cada ano. A empresa também afirma que o serviço oferecido utiliza uma tecnologia que permite motoristas parceiros conectarem-se com usuários.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-do-rio-afirma-que-nao-regulamenta-motoristas-do-uber-porque-servico-ilegal-16602411#ixzz3eZvHq6p6 
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

ANTT abre audiência pública sobre os estudos da nova ferrovia Rio-Vitória

29/06/2015 - ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abre, a partir do dia 29/6/2015, a Audiência Pública nº 005/2015 com o objetivo de colher sugestões para o aprimoramento dos estudos técnicos para concessão ferroviária, trecho entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, projeto integrante da segunda etapa do Programa de INVESTIMENTOS em Logística (PIL) do governo federal. Contribuições podem ser encaminhadas até as 18h do dia 31/7/2015.
 
Serão realizadas quatro sessões presenciais. Em Vitória (ES) no dia 3/7; no Rio de Janeiro (RJ) em 10/7; Campos dos Goytacazes (RJ) no dia 17/7; e por fim, Brasília (DF) no dia 28/7.

Todas as informações específicas sobre os procedimentos da audiência estarão disponíveis no site pilferrovias.antt.gov.br, a partir das 14h desta segunda-feira (29/6). Informações e esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail ap005_2015@antt.gov.br.
 
Nova concessão – No dia 9/6, o governo federal apresentou a segunda etapa do PIL, com o anúncio de INVESTIMENTOS de R$ 86,4 bilhões para o setor ferroviário. Desse total, estão previstos R$ 7,8 bilhões para a construção da ferrovia Rio-Vitória. Com 572 quilômetros de extensão, a ferrovia interligará complexos portuários nos dois estados, o que possibilitará conexão com os mercados europeu e asiático.
 

SERVIÇO

1ª sessão presencial 
Data: 3/7/2015
Horário: 9h às 13h
Endereço: Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) - Avenida Nossa Senhora da Penha, 2053 - Bairro Santa Lúcia, Vitória (ES).
 
2ª sessão presencial 
Data: 10/7/2015
Horário: 9h às 13h
Endereço: Auditório da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) - Rua da Candelária, nº 09, subsolo, Centro - Rio de Janeiro (RJ)
 
3ª sessão presencial
Data: 17/7/2015
Horário: 9h às 13h
Endereço: Universidade Candido Mendes - Rua Anita Peçanha, nº 100, Parque São Caetano - Campos dos Goytacazes (RJ)

4ª sessão presencial
Data: 28/7/2015
Horário: 14h às 18h
Endereço: Auditório Eliseu Resende, edifício-sede da ANTT - SCES, lote 10, trecho 03, Projeto Orla 8 – Brasília (DF)

Indústria naval de Niterói já demitiu 3,5 mil trabalhadores este ano

Crise no setor ameaça também arrecadação de impostos do município

POR IGOR MELLO

29/06/2015 - O Globo


O estaleiro Eisa Petro-Um, na Ponta D'Areia, demitiu cerca de mil trabalhadores na semana passada - Felipe Hanower / Agência O Globo

NITERÓI - Vitimada pela desaceleração na economia e pelos impactos da Operação Lava-Jato, a indústria naval vive uma crise em Niterói: o setor fechou cerca de 3.500 postos de emprego este ano, segundo dados do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, colaborando para o aumento do desemprego. Em maio, o índice chegou a 5% na Região Metropolitana, bem acima dos 3,4% registrados no mesmo período do ano passado. A retração deve afetar também a arrecadação de impostos no município. O setor é um dos principais responsáveis pela alta arrecadação tributária da cidade, especialmente o Imposto Sobre Serviços (ISS).

Apesar de não haver estimativa do valor exato de contribuição dos estaleiros, a redução de demanda ajuda a explicar o desempenho aquém do esperado neste ano. Segundo o secretário municipal de Fazenda, Cesar Barbieiro, embora a meta seja um crescimento de arrecadação de 15% em 2015, hoje a prefeitura não conseguiria cumpri-la.

— Temos tido queda em algumas rubricas, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e os royalties, mas temos uma receita própria vigorosa. Devemos fechar o mês com 7% a 8% de aumento de arrecadação em relação ao ano passado. Existe, logicamente, uma preocupação para os meses seguintes, se vamos conseguir cumprir o que colocamos no orçamento, que foi um aumento de 15%. Para nos prevenir, fizemos um contingenciamento de R$ 95 milhões — diz.

AJUSTES DE PESSOAL

Na última terça-feira, o estaleiro Eisa Petro-Um, na Ponta D'Areia, demitiu cerca de mil empregados. Na carta distribuída aos demitidos, a empresa culpa os impactos da Lava-Jato, que "paralisou o setor". Segundo o texto, as indústrias de construção naval e offshore encontram-se "praticamente paradas" por conta das investigações na Petrobras. O Eisa Petro-Um ainda se queixa da contratação de obras no exterior e destaca sua situação financeira. Outros 600 serão realocados para outro empreendimento do grupo, no Rio. Segundo o relato de diversos trabalhadores, as demissões pegaram todos de surpresa, já que não foram comunicadas previamente.

— A gente só ficou sabendo das demissões na hora de passar o crachá no controle de ponto. Quem não conseguia a autorização para o acesso estava demitido e era encaminhado para o RH, onde a documentação da demissão já estava pronta. Não fomos respeitados pela empresa — afirmou o soldador Marcio Franklin Mendes, de 45 anos, que trabalhava há um ano e três meses no Eisa Petro-Um.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha, a redução de postos de trabalho também afeta outros estaleiros, como o UTC — que tem como um dos sócios Ricardo Pessoa, preso na Operação Lava-Jato sob a alegação de que seria o articulador de um cartel de empreiteiras —, além de Brasa, Vard e Enaval.

Para o Sindicato das Indústrias da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), a indústria de Niterói sofre dos mesmos problemas que afetam todo o Brasil. Embora avalie que não deve ocorrer uma melhora significativa no mercado em curto prazo, a instituição crê que as demissões se devem a "ajustes de pessoal": "Os estaleiros sempre apresentam movimento de ajustes de pessoal, em função de entregas realizadas e na adequação das equipes para as novas etapas de construção", diz, em nota.

Segundo o secretário municipal de Indústria Naval, Luis Paulino, um dos fatores locais para a crise é o assoreamento do Canal de São Lourenço, na Ilha da Conceição, que impede a entrada de navios de grande porte na região. A Secretaria dos Portos da Presidência da República, através do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), tem um projeto de dragagem pronto desde 2011, que já conta com recursos garantidos, mas a demora no licenciamento ambiental por parte do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) impede que a intervenção — com duração prevista de oito meses a um ano — seja iniciada. Paulino afirma que a prefeitura de Niterói entrou recentemente nas discussões para agilizar a emissão da licença.

— Estamos entrando nesse trabalho para ajudar que isso venha a ter um desfecho. O Inea talvez esteja precisando de mais informações para que a licença ande, porque está parada. Já pedimos uma reunião com o secretário estadual do Ambiente nesta semana para levarmos os subsídios que o Inea precisa — afirma o secretário.

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A Secretaria dos Portos foi procurada para comentar o andamento do projeto, mas não respondeu às solicitações. O Inea afirma que uma parte da intervenção já está sendo executada pelos próprios estaleiros, que estão dragando as áreas do canal próximas aos seus píeres. Quanto à parte do governo federal, alega que "o pedido da Secretaria de Portos da Presidência da República para a dragagem de outra parte está em avaliação no Inea. As licenças ambientais ainda não foram concedidas porque dependem da apresentação de estudos ambientais e da determinação do ponto de disposição ocêanica". O Inea não deu prazo para que a licença seja expedida.

Apesar da gravidade da crise, Cesar Barbieiro crê que a produção crescente do campo de Lula — uma das maiores reservas de petróleo do pré-sal, que resulta em royalties para cidades como Niterói e Maricá — possa ajudar a indústria naval.

— Ao contrário das outras cidades, que têm campos mais antigos, o nosso campo é novo e está aumentando sua produção. Parte da nossa indústria naval é voltada para reparos. E a gente percebe que há uma demanda crescente na área de transporte marítimo — explica.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/industria-naval-de-niteroi-ja-demitiu-35-mil-trabalhadores-este-ano-16572401#ixzz3eUkMGUA8 
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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Moradores se organizam para bancar despesas de prédio que vai virar moradia popular no Rio

26/06/2015 - Caixa Econômica 

Restaurante e espaço cultural administrados por cooperativa ajudarão a pagar IPTU, água e luz do Edifício Manoel Congo, reformado pelo MCMV Entidades

RIO DE JANEIRO, HABITAÇÃO



​Cientes de que a vida em um condomínio de dez andares em uma região central dominada por prédios comerciais não é barata, os moradores do Edifício Manoel Congo, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, criaram a Cooperativa Liga Urbana. A ideia é que toda renda gerada coletivamente se destine a um fundo para bancar despesas como IPTU, taxa de limpeza pública, água, luz e gás. 

Abandonado por mais uma década, o Edifício Manoel Congo ​foi comprado pelo governo do Rio e teve o seu direito de uso, como habitação popular, repassado ao Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). Graças a uma reforma total viabilizada pelo Minha Casa Minha VIda Entidades, o antigo prédio comercial será transformado num condomínio de apartamentos para 42 famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil até o final de outubro.​

Na loja do térreo do lado da Rua Evaristo da Veiga será aberto um restaurante comunitário e a Casa de Samba Maria Crioula. "Todos os moradores sabem que a cooperativa receberá fundos do restaurante para abater os gastos na manutenção do prédio. O condomínio será o valor que este fundo não conseguir cobrir dividido pelas 42 famílias beneficiadas com moradia no Manoel Congo", explica a líder do MNLM no Rio de Janeiro, Lourdinha Lopes.

Não fosse esta solução, a estimativa dela é que a taxa de condomínio do edifício ficasse na casa dos R$ 600, valor absolutamente inviável para moradores que pagarão entre R$ 25 e R$ 80 de prestação mensal por estarem na faixa mais baixa do Minha Casa Minha Vida, que abrange famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.

Hoje, a cozinha comunitária do Manoel Congo já produz a comida dos operários da reforma e faz entrega de quentinha para trabalhadores da região central do Rio, de segunda a sexta. Vendidas por R$ 10, as marmitas têm cardápio fixo de acordo com o dia da semana, que inclui opções vegetarianas. O trabalho já serve de termômetro para o futuro restaurante comunitário da Evaristo da Veiga. "Vamos sobreviver aqui dentro", diz Lourdinha Lopes.

A intenção do MNLM é que a experiência da Cooperativa Liga Urbana seja levada para outras duas ocupações coordenadas pela entidade em prédios públicos abandonados no Rio de Janeiro. São elas a Mariana Crioula, na Rua Gamboa com a Rua Pedro Ernesto, na região portuária da cidade, e a Nove de novembro, na Rua Irene, em Volta Redonda, no sul fluminense.  ​



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Teleférico do Alemão tem novos horários de funcionamento

26/06/2015 - Jornal do Brasil
 
A SuperVia informa que, após reunião  com a Secretaria Estadual de Transportes na tarde desta sexta-feira, foi definido que, a partir do dia 29, o horário de funcionamento do Teleférico do Alemão será de segunda a sexta-feira, das 6h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h (domingos e feriados não haverá operação). 

A concessionária e a secretaria renovaram contrato para a operação por mais dois meses a partir de 7 de julho, enquanto a Setrans segue com o processo de licitação para a nova administração do Teleférico.

Moradores do Complexo do Alemão devidamente cadastrados e munidos de cartões RioCard têm direito a duas passagens gratuitas por dia. A cobrança de tarifa permanece apenas na estação Bonsucesso, conforme estabelecido pelo Governo em uma medida de incentivo ao uso do sistema. A tarifa custa R$ 1 para quem utiliza RioCard, Bilhete Único, Vale-Transporte ou Cartão Expresso. Já o passageiro que compra a passagem diretamente na bilheteria paga R$ 5.

Em ato polêmico, prefeitura desapropria imóvel onde funciona Sala Baden Powell

Município diz que proprietários do imóvel na Avenida Nossa Senhora de Copacabana queriam um valor mais alto pelo aluguel

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

26/06/2015 - O Globo


A Sala Baden Powell, em Copacabana: a partir de agora, patrimônio imaterial da cidade - Pedro Kirilos / Agência O Globo (30/01/2013)

RIO — Num ato polêmico, o prefeito Eduardo Paes decidiu, na quinta-feira, desapropriar o imóvel na Avenida Nossa Senhora de Copacabana 360 onde funciona a Sala Baden Powell. Ele também baixou decreto transformando o espaço em patrimônio imaterial do Rio. Segundo o município, o contrato de aluguel, no valor de R$ 50 mil mensais, venceria dia 31 de julho, e os proprietários haviam manifestado interesse de alugar o local por valor maior a outras pessoas.

No decreto de desapropriação, Paes justificou a medida afirmando que haveria risco de perda de um equipamento cultural importante para Copacabana e "eventual desvirtuação da finalidade do imóvel onde funciona o teatro". O dono do imóvel não foi localizado pelo GLOBO para comentar a decisão.

VEREADORA CRITICA ATO

O decreto de desapropriação da sala já provoca polêmica. Para a vereadora Teresa Bergher (PSDB), antes de tomar a medida, a prefeitura deveria ter optado por negociar por tempo maior com o proprietário ou buscado alternativas para transferir a Sala Baden Powell de lugar:

— A decisão interfere no direito de propriedade de maneira direta. É preciso levar em conta que estamos num tempo de crise. Para fazer caixa, o município pediu autorização da própria Câmara para vender uma série de imóveis, muitos deles destinados originalmente a praças e parques. Não há lógica nisso — criticou Teresa Bergher.

O advogado Thiago Sexto, especializado em direito administrativo, observa que o poder público tem autonomia para decidir que imóveis devem ser desapropriados para implantar ou manter políticas públicas. Essa regra vale tanto para abrir uma estrada ou implantar um prédio público, por exemplo:

— Em casos de desapropriação, o único direito que resta ao proprietário é discutir os valores oferecidos.

Por sua vez, o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana (SAC), Horácio Magalhães, apoiou a iniciativa:

— Nos últimos anos, vários cinemas e outras áreas de lazer do bairro fecharam suas portas. O Teatro Baden Powell fica num espaço tradicional para a cultura.

Entre 1958 e 1994, o imóvel foi ocupado pelo Cinema Ricamar. Prestes a ser cedido para uma igreja, foi alugado pelo município que reformou o espaço e o transformou na Sala Municipal Baden Powell.

O secretário municipal de Cultura, Marcelo Calero, disse que a Sala Baden Powell é um espaço tradicional para a cultura da cidade, e que "rivaliza em importância com o Teatro Serrador".



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/em-ato-polemico-prefeitura-desapropria-imovel-onde-funciona-sala-baden-powell-16561037#ixzz3eDbpBOav 
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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Governo volta atrás e decide implantar Linha 3 do metrô entre Niterói e São Gonçalo

BRT entre os dois municípios foi descartado. Estado aposta em parceria com a iniciativa privada para tirar projeto do papel

POR GISELLE OUCHANA

25/06/2015 - O Globo

Ilustração mostra como ficará a Linha 3 do metrô - Divulgação

RIO — O governo estadual voltou atrás e informou que Niterói e São Gonçalo deverão mesmo ser interligadas pela chamada Linha 3 do metrô. Em março, o Palácio Guanabara havia anunciado uma modificação no projeto, que passaria a fazer parte do sistema de ônibus BRT. Em uma audiência pública realizada nesta quinta-feira na Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o secretário de Desenvolvimento, Marco Capute, informou que um estudo, que será feito por consultorias independentes, deverá estar pronto até meados do ano que vem.

Segundo Capute, estão descartadas as possibilidades de adoção de BRT ou Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) para ligar as duas cidades. Apesar de ter um custo mais alto — R$ 3,9 bilhões —, o metrô, de acordo com o secretário, é o que oferece maior capacidade de transporte de passageiros para a região. Isso foi considerado um fator determinante para a escolha.

A Linha 3 deverá ter 22 quilômetros de extensão, mas a definição do trajeto e da localização das estações depende da conclusão do estudo de engenharia. Quando esse documento for entregue, o governo estadual planeja lançar uma parceria público-privada (PPP) para a implantação do sistema.

— Vamos alavancar o projeto por meio de uma PPP, e buscaremos recursos com o governo federal. Já estamos discutindo a Linha 3 com várias empresas interessadas em fazer o estudo de engenharia. Quanto mais empresas se interessarem pelo projeto, mais parcerias conseguiremos estabelecer — disse o secretário.

Também não está definido se a Linha 3 será construída na superfície ou seguirá por túneis subterrâneos.

PPP, SÓ COM AVAL DA ALERJ

Na quarta-feira, a Alerj estabeleceu condicionantes para a aprovação de um projeto do Executivo que abre caminho para parcerias entre empresas e o estado. De acordo com o texto, que recebeu 30 emendas, cada projeto precisará passar pelo crivo dos deputados. As PPPs são encaradas pelo governador Luiz Fernando Pezão como uma solução para o custeio de várias obras.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/governo-volta-atras-decide-implantar-linha-3-do-metro-entre-niteroi-sao-goncalo-16560045#ixzz3e85PNEOm 
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Abandonado, teleférico do Alemão não cobra mais ingressos e tem operação limitada

23/06/2015 - O Globo

Gôndolas e vidros quebrados, grama sem poda, elevadores parados, falta de limpeza e até catracas abertas sem fiscalização. Ninguém paga mais pelo bilhete. Esses são os principais problemas enfrentados, há pelo menos dois meses, pelos mais de 12 mil passageiros do teleférico que cruza as favelas do Complexo do Alemão. Prestes a completar quatro anos, a realidade do sistema já é bem diferente de quando foi inaugurado com todas as honras pela presidente Dilma Rousseff, em julho de 2011.

Reconhecido como um símbolo do novo momento do conjunto de favelas, onde as Forças de Pacificação se instalaram em novembro de 2010, o sistema está em estado de abandono a poucos dias do fim do contrato entre o governo estadual e a SuperVia, que vai até o dia 7 de julho. A empresa, que recebe R$ 3, 2 milhões mensais pela operação e manutenção, não recebeu os repasses de dezembro e abril.

Logo na entrada da Estação Palmeiras, uma das seis do teleférico, crianças brincavam num pátio com entulho, ao lado de dois cavalos pastando. Um pouco à frente, cachorros reviravam um lixão a céu aberto. Poucos comerciantes se mantêm no local, hoje às moscas.

Responsável pela administração das 152 gôndolas, a SuperVia admite ter desmobilizado sua equipe de funcionários. Porém, a empresa garante que não inviabilizou a qualidade e a segurança operacional do teleférico.Essa não é a opinião de moradores que utilizam o transporte diariamente. O artesão Cléber Araújo lamenta o atual estado de conservação do teleférico. Para ele, as gôndolas no alto das favelas ajudaram a resgatar a autoestima da comunidade e a integrar a favela aos demais bairros do Rio.— É triste. Foi tanto dinheiro investido para mudar o estigma de pobreza do complexo. E, agora, parece que esqueceram de tudo — afirma Araújo.

Além disso, usuários também reclamam da redução do horário de funcionamento: das 6h às 21h, de segunda a sexta-feira, para 8h às 20h. Aos fins de semana, o sistema funciona das 10h às 18h.

Para quem trabalha com turismo, como eu, a redução do horário foi péssima. Diminuiu o movimento — diz Araújo.

Segundo a Secretaria estadual de Transportes, a mudança de horário no teleférico ocorreu pela suspensão do funcionamento para serviços de manutenção preventiva. A pasta disse ainda que as gôndolas voltarão a operar no horário antigo a partir de segunda-feira.

LICITAÇÃO DO TELEFÉRICO

Pelo menos 12 empresas disputam o contrato de prestação de serviços do teleférico do Alemão desde a publicação do edital de licitação, no dia 29 de maio. A concorrência, que chegou a ser adiada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), será realizada no dia 23 de julho.

De acordo com o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, o prestador escolhido será responsável pelo funcionamento e manutenção do sistema. Um dos objetivos é reduzir o custo do serviço em tempos de crise econômica.

O secretário explica que a licitação será feita pelo critério do menor preço e promete que não haverá alteração no valor da tarifa do teleférico. Hoje, a passagem custa R$ 1 real para não moradores que utilizam Bilhete Único e R$ 5 reais para quem compra ingresso diretamente na bilheteria.

— Não vai haver mudança no preço porque é uma licitação de prestação de serviço. A receita da bilheteria não é do licitante. É do estado. Esperamos baixar o valor pago ao novo prestador.

O secretário aproveita para defende o papel do teleférico no programa de pacificação:

— A questão da violência é um tema, mas a gente acredita na política de pacificação e na superação desses problemas. O teleférico do Alemão é importante para estimular o turismo e há um grande potencial de crescimento de visitação lá.
EM MEDELLÍN, GESTÃO É DO METRÔ

Na cidade onde o Rio foi buscar inspiração para seu teleférico, o pioneiro Metrocable, inaugurado em 2004, funciona em horário bem mais amplo que o modelo do Complexo do Alemão. De segunda a sábado, os usuários das três linhas existentes podem usar o sistema das 4h30 às 23h, pagando menos de R$ 2. Aos domingos e feriados, o horário é restrito das 9h às 22h. O período estendido foi uma exigência da prefeitura, que financiou cerca de 75% das obras.

Administrado pela mesma empresa que gere o subterrâneo da cidade, o Metrocable é usado diariamente por cerca de 35 mil pessoas. Das três linhas existentes — outras duas estão em construção —, duas fazem conexão com o metrô. No total, são quase 300 gôndolas em operação.

Muito procurado por turistas, o passeio de teleférico descortina belas paisagens de Medellín, como o bairro Santo Domingo Savio e sua Biblioteca Parque Espanha — que também inspirou um projeto homônimo no Rio —, e ainda o Parque Arví, um dos pontos turísticos da cidade.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

SÃO JOÃO MARCOS ANTES DE 1.940 - CIDADE QUE SUCUMBIU POR UM ERRO

Texto extraído do Facebook em 24/06/2015 

São João Marcos foi um antigo município do estado brasileiro do Rio de Janeiro despovoado e demolido na década de 1940 para a formação de uma represa para a produção de energia elétrica.

Criada em 1733, São João Marcos atingiu o auge da prosperidade no século seguinte, com a expansão da cultura cafeeira fluminense.

O padrão de vida elevado e os recursos investidos em educação, cultura e bem-estar justificavam a adoção do termo "barão" para designar os refinados latifundiários fluminenses, em oposição aos "coronéis", como eram chamados os fazendeiros do resto do País (poderosos porém truculentos, sem polimento social).

Uma das maiores cidades fluminenses do século 19, com mais de 20.000 habitantes, terra natal do ministro e acadêmico da ABL Ataulfo de Paiva, a então riquíssima São João Marcos, anteriormente conhecida como Vila de São João Marcos do Príncipe, era um dos principais núcleos produtivos do país - 2 milhões de arrobas de café por ano - e estava numa posição geográfica privilegiada: no centro da área produtora, na confluência de grandes rios, próximo à capital (Corte) e com ligação direta com o mar via Mangaratiba - estas vantagens, paradoxalmente, colaboraram para a tragédia da cidade.

Artistas de óperas e músicos conhecidos eram trazidos do exterior para se apresentarem nos diversos teatros da sociedade local; as muitas famílias abastadas contratavam governantas estrangeiras e professores particulares (preceptores) para educação privada de suas crianças; bibliotecas inteiras e instrumentos musicais chegavam em carroças e lombo de mulas; arquitetos e mestres-de-obras famosos eram chamados para erguerem novas casas e prédios públicos.

Também foi em São João Marcos que construíram a primeira estrada de rodagem do Brasil, em 1856, com 40 km de extensão, para escoar o café das fazendas do Vale do Paraíba para o Porto de Mangaratiba. No sentido inverso, em tráfego intenso, subiam mercadorias e escravos, muitos escravos. Só o maior fazendeiro da região e homem mais rico do Brasil em todos os tempos, o Comendador Joaquim José Breves, considerado "o rei do café" no Brasil Imperial, tinha oficialmente 6 mil negros - na realidade, especula-se que tivesse o dobro disso, contando os não registrados.
Como berço da expansão cafeeira no Vale do Paraíba, São João Marcos abrigou em suas terras os mais poderosos e abastados fazendeiros do País e suas plantações abasteceram o mercado europeu do século 19. Mas seu fim estava próximo e seria marcado por uma longa e incrível sucessão de acontecimentos sombrios.

Em 1889, com a abolição da escravidão, a produção cafeeira fluminense sofreu um duro golpe. Os fazendeiros não conseguiram suprir a necessidade de grandes contingentes humanos para trabalhar nas plantações e a produção caiu a níveis desastrosos. Enquanto isso, os agricultores do Oeste Paulista, com lavouras mais recentes e contando com lavradores assalariados, meeiros e imigrantes, assumiram a liderança do mercado rapidamente.

A situação estava péssima para a cidade. Com a decadência da cultura cafeeira fluminense e o desenvolvimento dos novos meios de transporte, São João Marcos foi perdendo importância e sua população ficou reduzida a pouco mais de 7 mil pessoas no início do século 20.

Enquanto isso, a menos de 100 quilômetros dali, a cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, se desenvolvia aceleradamente. A população aumentava e a ordem era transformar a capital numa metrópole moderna, orgulho da república. A grande questão era onde conseguir as fontes dos recursos exigidos pelo progresso, como energia elétrica e água potável encanada, por exemplo.

A solução já estava em mãos dos engenheiros da Light (cia. de eletricidade do Rio de Janeiro), que havia dois anos estudavam as possibilidades para suprir a crescente demanda. E a melhor opção, segundo eles, era criar uma represa e uma hidrelétrica no Ribeirão das Lages, no alto da Serra das Araras. Só tinha um probleminha: 97 grandes fazendas iriam ficar debaixo d'água. Justamente as maiores propriedades da área rural de São João Marcos.

Combalidos economicamente e sem o poder político de outrora, os fazendeiros de São João Marcos pouco puderam fazer contra a inundação de suas terras, a não ser reclamar. Ofícios, atas, moções e comunicados da época retratam o sofrimento dos moradores e mostram com riqueza de detalhes o desespero das autoridades locais com o início da construção da Represa de Ribeirão das Lajes.
Uma parte da população foi deslocada para municípios vizinhos como Rio Claro (que era seu distrito), Três Rios, Mangaratiba, Itaguaí e Piraí. Outra parte, de famílias pobres que não tinham para onde ir e famílias que não acreditavam "nessa tal inundação", ficaram.

A inundação teve início. A represa avançava rapidamente. Grandes morros transformavam-se em pequenas ilhas. Plantações e casas desapareciam sob as águas turvas do Ribeirão das Lages. Enormes áreas da zona rural do município submergiram.

Nesse processo, formaram-se áreas alagadiças às margens da represa, nas quais jazia grande quantidade de restos orgânicos. A falta de cuidados sanitários na retirada destes propiciou a proliferação da malária, tornando-se uma terrível epidemia. Milhares de pessoas sucumbiram em silêncio. A população pedia desesperadamente por auxílio, mas nada foi feito. Durante cerca de duas décadas, os poucos habitantes que resistiram na cidade viveram em o mais completo esquecimento.

São João Marcos foi reduzida a ponto de, em 1938, ser extinto como município, tornando-se um distrito de Rio Claro. No ano seguinte, o núcleo urbano foi tombado pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - SPHAN, classificado oficialmente como "raro exemplo intacto de conjunto de arquitetura colonial", atendendo aos pedidos da população local.

Em 1940 o presidente Getúlio Vargas "destombou" o distrito a fim de ceder as terras para a ampliação da represa. Escandaloso, foi o primeiro caso de "destombamento" no Brasil. O decreto-lei nº 2.269 autorizou a desapropriação de terrenos, prédios e quaisquer benfeitorias que viessem a ser inundadas.
Pouco antes de ser posto abaixo, o centro de São João Marcos tinha, além da Igreja Matriz, uma antiga capela, pertencente à Irmandade Nossa Senhora do Rosário e dedicada a São Benedito; dois cemitérios, o da Irmandade e o da Caridade para os pobres; dois clubes, o "Marquense", deelite, com futebol e danças; e o "Prazer das Morenas", mais popular; um teatro, o "Tibiriçá"; um hospital e uma pensão, além da primeira estrada de rodagem do Brasil, aberta nos tempos áureos do café. Já não circulava mais o jornal local, "O Município", fechado em 1932. Um pouco afastadas, uma jazida de manganês inexplorada e uma fonte de água mineral. 

As demolições começaram numa Quinta-Feira Santa. Dezenas de trabalhadores munidos de marretas e explosivos expulsavam as últimas famílias e dinamitavam as casas. Os prédios próximos da represa foram demolidos por barcos rebocadores com cabos de aço.

O caso mais traumático foi o da Igreja Matriz. Sua construção datava de 1796, com arquitetura maneirista, típica dos jesuítas, e barroca; seu interior era todo decorado em ouro. Os operários se recusaram a mexer com o prédio sagrado e a construção era tão sólida que os recursos "normais" de demolição não seriam suficientes. A Light, então, contratou um especialista, sr. Dudu, de Rio Claro, para dinamitá-la. Consta que, por coincidência ou maldição, o dinamitador logo depois do serviço ficou "corcunda" e perdeu tudo, terminando seus dias como jardineiro no colégio de freiras de Valença, RJ.

Apenas o cemitério foi respeitado e parcialmente transferido para o alto de um morro. São João Marcos finalmente estava extinta, em ruínas. Era hora de levá-la para o fundo das águas.

Apesar de ter sido destruída a fim de ser inundada, as águas do lago que se formou se nivelara bem abaixo do nível da cidade. Logo surgiu o rumor de que os técnicos da Light haviam errado os cálculos e que a demolição de São João Marcos tinha sido desnecessária, pois a água não cobriu a antiga cidade. A população começou a se revoltar e, segundo alguns operários da Light contaram depois, a ordem superior veio rápida: "era preciso inundar a cidade, a qualquer custo!" E quase custou a própria represa, pois foi preciso fechar as comportas e fazer o nível subir além dos limites máximos de segurança da barragem.

A água apenas molhou alguns centímetros das ruínas de SJM, o suficiente para "justificar" a expulsão dos mais de 4 mil moradores, a estúpida agressão ambiental e o desaparecimento de dois séculos de nossa história. Desde então, jamais a represa tornou a alcançar a cidade, nem nos períodos de chuva mais intensa. A brutal destruição de SJM foi mesmo uma burrada de engenharia. Tanto sofrimento por um erro na prancheta.


Obra para construção do BRT Transbrasil interditará mais três pontos da Avenida Brasil


Bloqueios, que começam nesta quinta-feira, ocorrerão em Manguinhos, Bonsucesso, e na altura do Trevo das Missões

24/06/2015 - O Globo



RIO - Para dar continuidade às obras de construção do BRT Transbrasil, a prefeitura interditará a Avenida Brasil em outros três pontos, a partir do último minuto desta quarta-feira. Os novos bloqueios serão na altura do entroncamento com a Rodovia Washington Luís (Trevo das Missões) e nas proximidades das passarelas 6 (Manguinhos) e 7 (Bonsucesso). Até sábado, os fechamentos ocorrerão sempre das 23h59m até as 5h, para a movimentação de equipamentos e material. As obras nestes trechos terão início, efetivamente, a partir das 5h de sábado.

VIADUTO NO TREVO DAS MISSÕES

O primeiro bloqueio será feito na madrugada desta quinta-feira, e será necessário para mobilizar os equipamentos e viabilizar as intervenções para a construção do viaduto no Trevo das Missões, no entroncamento da Avenida Brasil com a Rodovia Washington Luís.

Serão interditadas as pistas centrais da Avenida Brasil, em ambos os sentidos, nos dias 24, 25 e 26 de junho (quarta, quinta e sexta), a partir das 23h59m até as 5h do dia seguinte. Os fluxos serão desviados pelas pistas laterais (ambos os sentidos).

Já no sábado, a partir das 5h, será iniciada a obra de construção dos pilares de sustentação do viaduto, e serão parcialmente interditadas as pistas centrais da Avenida Brasil. A obra passará a ocupar uma faixa da pista central, sentido Deodoro, e uma faixa da pista central, sentido Centro, ambas junto ao canteiro divisor central. A redução do número de faixas na via permanecerá até o término da obra.

Em função do bloqueio de uma faixa em cada sentido, a capacidade de escoamento do tráfego estará reduzida na Avenida Brasil. Os reflexos no trânsito podem ocorrer principalmente nos horários de pico da manhã e da tarde, não só na Avenida Brasil, como também nas rotas alternativas de circulação.

OBRAS EM BONSUCESSO

A partir de sábado, a obra do corredor BRT Transbrasil, entre a Linha Amarela e a passarela 10, passará a ocupar toda a pista central da Avenida Brasil, sentido Deodoro, entre meia-noite e 5h. Para viabilizar a interdição total da pista central durante a madrugada, o desvio será feito pela pista lateral e novas agulhas serão implantadas no local.

A partir das 5h do sábado, haverá a interdição de mais uma faixa na pista central, sentido Deodoro, no trecho entre a Linha Amarela e a Passarela 10, para continuação das obras, totalizando três faixas interditadas na pista central sentido Deodoro.

De acordo com a prefeitura, uma nova faixa será criada com a retirada de parte do canteiro lateral (entre a pista central e lateral), de forma a manter duas faixas liberadas para veículos na pista central sentido Deodoro (situação atual). As faixas exclusivas para ônibus, até o momento instaladas, serão mantidas para garantir a prioridade ao transporte público.

Em função das alterações, os reflexos no trânsito podem afetar não somente a Avenida Brasil como a Linha Amarela, principalmente nos horários de pico da tarde.

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RETIRADA DE PASSARELA EM MANGUINHOS

Também no início da madrugada de sábado, será iniciada a retirada da passarela 06, em Manguinhos, na altura da Fiocruz. Serão interditadas totalmente as pistas laterais em ambos os sentidos, até às 5h de sábado. Os desvios serão feitos pelas pistas centrais da Avenida Brasil.

Durante a interdição, o ponto de ônibus existente nas proximidades da passarela 06, no sentido Centro, será transferido para a pista central. Segundo a prefeitura, para viabilizar a parada dos ônibus e a segurança dos usuários, o ponto provisório será protegido por uma linha de cones ("baia invertida"). No sentido Deodoro, os veículos serão desviados para uma pista adjunta à pista lateral.

Para concluir a retirada da passarela, no início da madrugada de domingo, serão interditadas totalmente as pistas centrais, em ambos os sentidos, até as 7h. Os desvios serão feitos pelas pistas laterais da Avenida Brasil.

PRINCIPAIS ROTAS ALTERNATIVAS

- Linha Vermelha;

- Penha/Olaria/Bonsucesso:

- Avenida Lobo Júnior, Uranos, Democráticos

- Teixeira de Castro, Leopoldo Bulhões

As rotas próximas às saídas da Linha Amarela poderão ser utilizadas como alternativas pelos usuários daquela via, especialmente:

- Avenida Dom Helder Câmara

- Corredor da Av. Marechal Rondon/ Rua Vinte e Quatro de Maio

- Avenida Pastor Martin Luther King Junior

No sentido contrário, Centro / bairros poderão ser utilizadas as mesmas rotas alternativas (Leopoldo Bulhões, Dom Helder Câmara e Linha Vermelha).

A prefeitura recomenda o uso do transporte público para o deslocamentos da população.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/obra-para-construcao-do-brt-transbrasil-interditara-mais-tres-pontos-da-avenida-brasil-16544264#ixzz3e1uXHQmZ 
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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Estado já pagou metade do valor do projeto do bonde de Santa Teresa, mas só 33% foram feitos

21/06/2015 - O Globo

Leia: Obras do bonde de Santa Teresa são retomadas - O Globo

Consórcio responsável pelas obras do bonde de Santa Teresa é multado mais uma vez - O Globo

RIO - Em meio às desconfianças sobre a volta do bonde de Santa Teresa, só uma coisa é certa: a explosão do custo da obra, que está 49% mais alto que o valor inicial — era R$ 58,6 milhões, em junho de 2013, e passou para R$ 87,1 milhões. Ao todo, o governo estadual já desembolsou R$ 43,5 milhões, o equivalente à metade do atual orçamento. Apesar de os pagamentos terem sido feitos, os trabalhos avançam a passos de tartaruga: de um traçado de 10,5 quilômetros de extensão das linhas, apenas 3,3 foram executados pelo consórcio Elmo-Azvi, entre a estação Carioca e o Largo do Curvelo. Desse trecho pronto, no entanto, 60% estão sendo refeitos. Ali, houve um erro na instalação do rejunte dos trilhos com os paralelepípedos, que ficaram numa altura inadequada, impedindo o acionamento do freio magnético dos veículos. Por ironia, a falta de freio foi apontada como uma das razões do acidente que, em agosto de 2011, deixou seis mortos e 57 feridos, levando à paralisação do serviço.

Num efeito dominó, a lentidão das obras em Santa Teresa afetou a fabricação de 14 bondes encomendados pelo estado, por R$ 40 milhões, em 2012. Apenas cinco veículos foram entregues pela TTrans. O governo determinou a paralisação da produção para evitar o risco de a nova frota se deteriorar.

O levantamento da execução orçamentária das obras foi feito pelos deputados Luiz Paulo (PSDB) e Eliomar Coelho (PSOL). Os dados foram confirmados pela Secretaria estadual de Transportes. O titular da pasta, Carlos Roberto Osorio, afirma que o aparente descompasso entre o gasto do governo e o baixo percentual de execução dos trabalhos ocorre quando só é considerada a parte "física" da obra, como a reconstrução da via por onde passará o bonde. Segundo Osorio, os INVESTIMENTOS do governo também foram feitos em outras frentes, como a compra de 100% dos trilhos, a instalação de parte da rede elétrica aérea dos bondes e a conclusão da estação do Largo da Carioca.

— A obra é mais do que a construção da via permanente. Temos outras coisas executadas, como a subestação de energia elétrica e a compra de materiais, que devem ser levadas em consideração — afirma o secretário.

Atrasadas há um ano, as obras do bonde começaram a ser turbinadas por meio de termos aditivos. O primeiro deles, de R$ 10,5 milhões, foi celebrado três semanas antes do fim do contrato, cujo prazo expirava em 23 de junho de 2014. Segundo a documentação do contrato da obra a que O GLOBO teve acesso, a verba foi usada para a compra de materiais como barras de aço e fôrmas de chapas de madeira, entre outros itens, além da elaboração do projeto executivo de restauração dos Arcos da Lapa.

O segundo e último aditivo de preço acresceu R$ 17,9 milhões ao contrato, em 28 de agosto do ano passado. Na planilha de itens solicitados, estão citados, entre outros, materiais básicos como paralelepípedos, argamassa, rejuntamento e até parafusos. Também estão descritos serviços como, por exemplo, a necessidade de retirada de trilhos e levantamento topográfico.

OBRA SEM PROJETO EXECUTIVO

Segundo o secretário de Transportes, os aditivos foram feitos para suprir itens, materiais e serviços que não estavam previstos no projeto básico da obra. Osorio disse que a obra não tem projeto executivo. Com isso, surgiram imprevistos como contenções de encostas, que elevaram o preço. Outro exemplo foi a necessidade de adequação da via sobre os Arcos da Lapa, por exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

— Os aditivos cobriram esses custos que não eram esperados. O Iphan exigiu uma série de adequações, como, por exemplo, a instalação nas laterais de uma tela de proteção para impedir a queda de passageiros. Em junho de 2011, o turista francês Charles Damien Pierson morreu após se desequilibrar e despencar do bonde nos Arcos da Lapa.

O coordenador da Câmara de Engenharia Civil do Conselho Regional de Engenharia (Crea-RJ), Manuel Lapa, se disse surpreso ao saber que foram feitos aditivos até para a compra de itens básicos.



— Como podem faltar parafuso e paralelepípedo? Isso não é normal e é um exemplo de como não fazer uma obra. É uma amostra de como está errada essa forma de licitar, sem projeto executivo e um detalhamento maior. Na pressa, essas obras públicas se caracterizam pela falta de organização e pelo desperdício de dinheiro público.

O presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa, Jacques Schwarzstein, faz coro:

— O canteiro de obras é uma confusão. O consórcio faz uma parte. Em seguida, a CEG e a Cedae voltam para quebrar tudo de novo — diz ele, que também reclamou da falta de espaço para a passagem de pedestres no canteiro.

A falta de sinalização e barreira de proteção para os trabalhadores levou à interdição das obras pelo Ministério do Trabalho e Emprego, na semana retrasada. A maior parte do canteiro foi liberada semana passada, após a regularização da sinalização. No entanto, um trecho em frente ao Largo dos Guimarães continua interditado. A expectativa do governo estadual é liberá-lo amanhã.

A dificuldade de circulação em Santa Teresa também tem afetado o comércio da Rua Almirante Alexandrino. Ateliês, lojas e ambulantes estimam uma queda de pelo menos 50% nas vendas. Alguns até fecharam as portas, como foi o caso do Restaurante San Sushi, no número 382. Lucia Miranda lamenta a abertura do canteiro de obras a pouco mais de um metro do seu estabelecimento.

— O movimento caiu muito. As pessoas não conseguem chegar ao bairro. Quem vai se animar a comprar em meio à poeira e ao barulho de obra?

ESTADO ESTUDA PRORROGAR CONTRATO

A cinco dias do vencimento do contrato do consórcio, o secretário de Transportes busca junto à Procuradoria do Estado um meio para prorrogar por pelo menos mais três meses os trabalhos do Elmo-Azvi em Santa Teresa. Mesmo contrariado com o andamento das obras, Osorio diz que prefere esticar o prazo, para que as obras não sejam paralisadas:

— O consórcio terá mais três semanas. Até meados de julho, terá que concluir o "retrabalho" (entre o Convento de Santa Teresa e o Curvelo), fazer os trilhos até o Largo dos Guimarães e reabrir o trecho da Almirante Alexandrino próximo ao HOTEL SANTA TERESA. Se isso não for feito, romperemos o contrato.

Segundo Osorio, caso a empresa corrija o que foi feito errado até julho, o bonde deve voltar a circular em agosto, sem cobrança de tarifa, pelo menos num trecho de 1,7 quilômetro entre Carioca e Curvelo:

— Essa será a fase de pré-operação. Bondes circulariam das 11h às 16h no primeiro mês. Em seguida, passariam a operar em horário comercial.

Procurado, o consórcio não quis se pronunciar. O GLOBO tentou contato com a espanhola Azvi, que é responsável pelas obras civis (como instalação de trilhos) e detém 90% do contrato. A empresa não retornou as ligações. A Azvi também atua no Chile, onde participa de concessões de rodovias e da construção de uma ponte levadiça na cidade de Valdivia. A ponte, que não está se abrindo, está atrasada há mais de um ano, segundo o jornal "El Mercurio", do Grupo de Diários América (GDA). A Elmo Eletro Montagens LTDA, que faz a parte elétrica dos bondes, também não comentou o assunto.

CRONOLOGIA

Agosto de 2011: Um bonde descarrila e tomba na Rua Joaquim Murtinho. O acidente deixa seis mortos e 57 feridos, paralisando o serviço.

Setembro de 2012: Abertura da licitação para reestruturação do sistema dos bondes.

Junho de 2013: Início da vigência do contrato para obras, orçadas em R$ 58 milhões, de reformulação do serviço.

Junho de 2014: O consórcio Elmo-Azvi recebe um aditivo de R$ 10,5 milhões.

Avenida das Américas terá mergulhão para carros

22/06/2015 - O Globo

RIO - A Barra da Tijuca vai GANHAR MAIS um mergulhão — desta vez exclusivo para a passagem de carros de passeio — criando uma nova ligação para quem vem do Recreio e precisa seguir da Avenida das Américas para a Ayrton Senna sentido Linha Amarela/Jacarepaguá. A obra faz parte de um pacote de intervenções em mobilidade que a prefeitura precisa concluir antes das Olimpíadas e inclui ampliação da capacidade do Terminal Alvorada para receber ônibus articulados dos BRTs. A obra obrigará a transferência do posto do Detran no Cebolão — um dos maiores do Rio, onde são realizadas cerca de 2 mil vistorias de veículos por dia — inicialmente de forma provisória para a Avenida Ayrton Senna e, posteriormente, para o Recreio.

O secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, explicou que a ampliação do terminal Alvorada tem o objetivo de criar mais uma plataforma para os ônibus dos BRTs, cujos serviços serão ampliados no ano que vem. Até o fim do primeiro semestre de 2016, o Terminal Alvorada abrigará novas linhas que farão a ligação com o futuro terminal integrado do BRT/metrô no Jardim Oceânico e os ônibus articulados do BRT Transolímpico (entre a Barra e Deodoro).

META É DESAFOGAR TRÂNSITO

O novo mergulhão, que terá 300 metros de extensão, começará na pista central da Avenida das Américas (sentido São Conrado), na altura da Cidade das Artes, e sairá na pista central da Avenida Ayrton Senna, nas imediações do Hospital Lourenço Jorge. Um dos objetivos da obra, que vai aproveitar uma antiga passagem de pedestres subutilizada da Cidade das Artes, é reduzir os congestionamentos no entorno do Cebolão e na própria Avenida das Américas. Hoje, as retenções no entorno do Cebolão são frequentes principalmente pela manhã. Isso porque, para chegar à Ayrton Senna, as opções existentes hoje são contornar o Cebolão ou seguir até um retorno na Avenida das Américas em frente ao Barra Shopping.

Hoje, para vencer esse trecho de pouco menos de dois quilômetros, o motorista costuma perder meia hora ou mais no horário do rush. Às vezes, os reflexos chegam ao trecho da praia da RESERVA, na Avenida Lúcio Costa, no sentido Barra. Até mesmo os ônibus de linhas comuns que param no Terminal Alvorada ficam presos nos engarrafamentos.

Para o presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck, a prefeitura poderia aproveitar as intervenções para tirar do papel um outro projeto de mergulhão. Delair lembrou que, há cerca de dez anos, empresários da região ofereceram R$ 48 milhões para cobrir parte dos custos da nova via, entre o Barra Shopping e o Village Mall. Mas, segundo a prefeitura, não há previsão para a obra.

— Ali é um gargalo imenso da Américas. Se, no futuro, o outro mergulhão for realizado, as pistas do BRT terão que ser quebradas — disse Delair.

OBRAS DEVEM COMEÇAR AINDA NO MÊS DE JULHO

A expectativa do secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, é que as obras comecem ainda em julho. A licitação foi concluída na última sexta-feira: a empresa EIT Engenharia ganhou a concorrência se comprometendo a fazer todos os serviços por R$ 30,6 milhões. A prefeitura diz, no entanto, que precisa do espaço ocupado pelo Detran o mais breve possível para início das intervenções. O órgão, por sua vez, diz que ainda não há prazo para sair do Cebolão. Em nota, afirmou que não fechou o contrato de locação das instalações provisórias na Avenida Ayrton Senna, mas não informou a exata localização do terreno. Disse ainda que não há risco de interrupção dos trabalhos de vistoria no bairro.

UM ÔNIBUS A CADA 20 SEGUNDOS

A prefeitura se comprometeu a ceder ao estado um terreno entre a Estrada Vereador Alceu Carvalho e a Avenida das Américas, no Recreio, e arcar com os custos de terraplanagem do espaço. A obra, estimada em R$ 6,1 milhões, ainda está sendo licitada. Já o Detran arcaria com os custos de instalação. Segundo o órgão, tanto a área da Ayrton Senna quanto a do Recreio terão a mesma capacidade da instalação da Barra.

Com a ampliação dos serviços do Terminal Alvorada, a estimativa da Secretaria municipal de Transportes é que um ônibus articulado entre no local a cada 20 segundos nos horários de pico. A expectativa é concluir tudo em nove meses.

— A expansão do Alvorada, bem como o início da operação do Transolímpico, deverá ajudar a resolver alguns problemas do sistema como a superlotação do terminal do BRT do Mato Alto. Usuários que moram em Bangu e bairros vizinhos poderão chegar à Barra em menos tempo fazendo uso dos serviços do Transolímpico, desafogando o Transoeste — disse Carlos Eduardo Maiolino, assessor da subsecretaria de Planejamento da Secretaria municipal de Transportes.

A porta-voz do Consórcio Operacional BRT, Suzy Baloussier, estimou que até 50 mil usuários pagantes usem o terminal diariamente. A quantidade de passageiros não deve sofrer alterações com a ampliação. Isso porque, com a expansão dos serviços de BRTs, algumas linhas que hoje fazem os mesmos percursos não vão mais parar no Alvorada. Algumas serão eliminadas e outras terão itinerários alterados.

Lote Zero do BRT Transoeste tem metade de sua execução concluída

22/06/2015 -  O Globo

RIO - Iniciada em maio de 2014, a implantação do Lote Zero do BRT Transoeste, entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, onde se integrará à Linha 4 do Metrô, ultrapassou a metade de sua execução. A expectativa da prefeitura é que os serviços entrem em operação até junho de 2016, quando será inaugurada a expansão do metrô entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul.

— O projeto da Estação Jardim Oceânico foi modificado para que a estação se integrasse melhor com a Linha 4 do metrô. Em lugar de os ônibus retornarem para o Alvorada nas imediações do Shopping Città América, eles agora irão até o canteiro central da Avenida Armando Lombardi, permitindo que os passageiros desembarquem próximo a um dos acessos da estação. Isso exigiu a construção da duplicação da ponte sobre o Canal de Marapendi — explicou o secretário de obras, Alexandre Pinto.

REVISÃO ELEVOU CUSTOS

Com a duplicação da ponte que liga a Avenidas das Américas à Avenida Armando Lombardi, as faixas existentes hoje serão usadas pelo BRT, e as novas atenderão ao tráfego normal da via. O secretário explicou que, nas próximas semanas, começa a montagem das sete futuras estações. Dessas, seis são de responsabilidade da prefeitura: as que ficam na altura do Barra Shopping, do Parque das Rosas, da Rua Ricardo Marinho, do Shopping Barra Square, do condomínio Le Monde e do Bosque de Marapendi. A exceção será a estação de integração do Jardim Oceânico, cujo projeto está sendo desenvolvido pelo Consórcio Rio-Barra e o estado.

— A estação do Jardim Oceânico terá capacidade para que até 15 ônibus articulados parem simultaneamente. Após embarcar e desembarcar passageiros, eles vão contornar a estação, retornando no sentido Recreio — acrescentou o secretário.

A revisão do projeto elevou os custos da obra. Os gastos agora estão orçados em R$ 114 milhões — cerca de 25% a mais do que o planejado, de acordo com estimativa do secretário.

A prefeitura espera que 140 mil pessoas utilizem o novo serviço por dia. No cálculo, estão usuários que deixarão de usar carros ou outras linhas de ônibus que deixarão de rodar ou terão o trajeto revisto com o Lote Zero. O subsecretário de Planejamento da Secretaria municipal de Transportes, Carlos Eduardo Maiolino, explicou que, com o Lote Zero, serão implantados novos serviços que atenderão não apenas os usuários do Transoeste:

— Teremos também o Trancarioca operando no Lote Zero. Queremos implantar as linhas Tanque-Jardim Oceânico e Centro Olímpico-Jardim Oceânico. No caso do Transoeste, teremos novos serviços em operação, como a ligação expressa Recreio-Jardim Oceânico partindo da estação Notre Dame — diz Maiolino.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Obra de estação do metrô na Barra entra na reta final

19/06/2015 - O Globo

Quem passa pela Avenida Armando Lombardi, na Barra, ainda se depara com o enorme canteiro de obras da Linha 4 do metrô. Mas, no subsolo, o cenário começa a mudar. Prevista para entrar em operação no primeiro semestre de 2016, a Estação Jardim Oceânico — uma das seis da ligação Barra- Ipanema — está em fase de acabamento. Um painel com animais silvestres da região já foi instalado num dos acessos.

O grande desenho provisório é um adesivo, que vai ser substituído pelo painel de azulejos definitivo. A criação é do artista Urbano Iglesias, na qual são retratados animais como jacaré-de- papoamarelo, biguá, gato- do- mato, jararaca, coruja- buraqueira e gavião- garijó. A previsão é de que a estação receba cerca de 91 mil pessoas por dia.

Do lado de fora, outra obra chama a atenção. Os dois pilones da ponte estaiada — estruturas de concreto que vão fixar os cabos de aço ( os chamados estais) — alcançaram 36 metros de altura, a metade do tamanho que terão ao final da construção. A ponte está sendo erguida sobre a Lagoa da Tijuca e será o único ponto onde os trens da Linha 4 do metrô poderão ser vistos fora do subterrâneo.

Com o avanço da obra, a previsão é que os cabos de aço ( 52 conjuntos no total) comecem a ser instalados no mês que vem. O trecho suspenso terá 320 metros de extensão. Com 13,9 metros de largura, a ponte terá duas vias: uma para as composições que seguirão no sentido Barra, e outra para os trens em direção à Zona Sul.

A Linha 4 vai transportar, a partir do ano que vem, mais de 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas da cidade cerca de 2 mil veículos por hora/ pico. Serão seis estações em, aproximadamente, 16 quilômetros de extensão.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um passeio de VLT pelo centro

18/06/2015 - O Globo

A prefeitura do Rio já colocou 288 metros de trilhos do VLT na Av. Rio Branco, no Centro do Rio. Estão em dois trechos: entre a Av. Almirante Barroso e a Cinelândia, veja nas fotos acima, e entre a Praça Mauá e a Av. Presidente Vargas.

Como se sabe, o novo meio de transporte do Rio, o Veículo Leve sobre Trilhos, vai ligar a Região Portuária ao Aeroporto Santos Dumont, passando pelo centro.

Com isso, veja que legal, os cariocas e os turistas terão mais uma opção de transporte para chegar a pontos turísticos do Rio, como a Igreja da Candelária, o Teatro Municipal e o Monumento aos Pracinhas ( veja lá no fundo da foto).

Além disso, o VLT terá integração com outros modais, como o BRT, facilitando a vida de quem precisa se locomover pela cidade com agilidade. Como se sabe, o novo sistema está previsto para começar a operar em 2016. Vamos torcer, vamos cobrar.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Edital para concessão de nova rodoviária em São Cristóvão prevê 18 meses de obras

17/06/2015 - O Globo

A Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas lançou ontem o edital para construção de uma nova rodoviária no bairro de São Cristóvão, que deverá absorver parte da demanda da Novo Rio. A ideia é que a iniciativa privada banque a implantação do projeto em troca da exploração da área pelo prazo de 30 anos. O edital foi divulgado quatro meses depois do prazo previsto, e não há mais tempo para o terminal ficar pronto antes dos Jogos Olímpicos, como chegou a ser cogitado. O prazo para a conclusão das obras é de 18 meses — ou seja, só abriria nos primeiros meses de 2017.

MAIOR VALOR DE OUTORGA

No edital, a prefeitura exige que a futura concessionária comprove experiência anterior na gestão de terminais rodoviários. O vencedor será aquele que oferecer o maior valor pela outorga do serviço. No edital, o valor mínimo fixado para fechar negócio foi de R$ 90 milhões, quitados em três parcelas. A primeira no momento da assinatura do contrato; a segunda um ano depois e, a terceira, quando acabarem as obras.

O grupo que vencer a concorrência terá várias fontes de RECEITAS sem necessidade de dividi- las com o município. O vencedor poderá alugar espaços para bares e restaurantes e cobrar a chamada "taxa de acostamento" dos ônibus.

TERRENO ABRIGOU QUARTEL

A nova rodoviária ocupará um terreno de 83,9 mil metros quadrados na Rua Bartolomeu de Gusmão, em São Cristóvão. A ideia é que o local sir va de opção para os ônibus interestaduais que passam pela Linha Vermelha. Para parte do terreno, seriam deslocadas ainda linhas municipais que hoje ocupam o Terminal Henrique Lott, nas imediações da Novo Rio.

Antes de ser transferido para a prefeitura, o terreno abrigou um quartel do Exército. Na fase anterior à municipalização, vários projetos chegaram a ser estudados para o espaço, como a construção de um pequeno shopping, que não foi adiante.

Na concorrência, o município optou por não apresentar qualquer projeto conceitual. A tarefa de desenvolver o plano para ocupar a área será da empresa vencedora da licitação.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sucesso nos anos 70 e 80, boate Hippopotamus vai reabrir em Ipanema

16/06/2015 - O Globo, Blog Gente Boa

Omar Peres, o Catito, vai reabrir o Hippopotamus, boate de Ipanema que funcionou da década de 70 até 2001 na Praça Nossa Senhora da Paz, e deixou saudade em muita gente. Ricardo Amaral, criador da casa, será sócio. Catito não para: ele recentemente tirou da UTI a Boulangerie Guerin, anunciou o salvamento da livraria Leonardo Da Vinci e comprou o Bar Lagoa.

O Hippo versão 2015 vai funcionar no mesmo casarão da Rua Barão da Torre onde foi sua versão original, e depois, a Baronetti, de Rick Amaral. 

Cansados de nadar no esgoto, surfistas do Leblon cobram placa que indique poluição no mar

POR FERNANDA PONTES

15/06/2015 - O Globo


Surfistas no Leblon
Surfistas no Leblon | Gabriel de Paiva
 

A primeira reivindicação da recém-criada Associação de Surfistas do Leblon (Asal) é a instalação, pela Rio-Águas, de uma placa que anuncie quando as comportas do canal da Visconde de Albuquerque estiverem abertas. É que quando isso acontece, os surfistas nadam no esgoto. A Asal tem entre seus sócios Marcelo Trekinho, um dos mais radicais surfistas do país, e também pede MONITORAMENTO do Rio Rainha — ele nasce na Rocinha e, até desembocar no canal, recebe ligações clandestinas de esgoto. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Detonação marca o fim da perfuração de novo túnel do Joá

15/06/2015 - O Globo

Uma explosão pôs fim à perfuração do Túnel São Conrado, que faz parte do novo trecho do Elevado do Joá. O prefeito Eduardo Paes participou da detonação, que aconteceu às 8h03m de ontem e teve ares cinematográficos. A partir de agora, outras detonações vão ocorrer para a construção do segundo túnel, o Joá, que terá 450 metros de extensão.

— É um caminho que se abre na paisagem para melhorar o fluxo entre São Conrado e Barra, da Zona Sul para a Barra. É uma obra olímpica e um legado para os cariocas que se deslocam pela cidade diariamente. Vai unir e integrar a cidade — disse o prefeito.

O Túnel São Conrado tem 220 metros. Cinquenta e cinco por cento das obras de expansão do Elevado do Joá, que começaram em fevereiro deste ano, já foram concluídas. Além dos dois novos túneis, o projeto conta com duas faixas de rolamento a partir de São Conrado, no sentido Barra, um viaduto e uma ciclovia, que vai se chamar Tim Maia, pois fará a ligação do Leme ao Pontal.

FAIXA PARA ÔNIBUS EM ESTUDO

A conclusão da obra, que vai possibilitar um aumento de 35% na capacidade do trânsito na região, está prevista para o primeiro semestre do ano que vem. A Linha 4 do metrô também passará por ali.

Paes ressaltou que é preciso INVESTIR cada vez mais em transporte público para melhorar o trânsito na cidade e anunciou a possibilidade de criação de uma faixa preferencial para ônibus no local.

— Pode ser que aqui haja uma faixa preferencial para ônibus. A Secretaria de Transportes está estudando — disse Paes, acompanhado do deputado federal Pedro Paulo ( PMDB), ex- secretário municipal de Coordenação de Governo.

No novo Centro do Rio, a cidadania será prioridade

15/06/2015 - Valor Econômico

O centro do Rio de Janeiro passa por uma nova configuração de sua infraestrutura de mobilidade urbana que vai mudar a forma como os cariocas transitam pela região. De acordo Alberto Silva, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), o novo ordenamento urbano tem foco no cidadão e coloca o automóvel em segundo plano, privilegiando o transporte público coletivo, valorizando a ideia de morar perto do trabalho, criando mais espaços para pedestres, implantando 17 km em ciclovias e integrando os meios de locomoção na área.

A principal novidade é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com função integradora de todos os modais e ligando o Centro e a região portuária em 28 km de trilhos e 32 paradas. O conceito é de transporte público integrado ao conectar metrô, trens, barcas, BRTs, teleférico do Morro da Providência, redes de ônibus convencionais e aeroporto (Santos Dumont). Com funcionamento 24h por dia, sete dias por semana, o sistema terá capacidade de transportar 300 mil passageiros por dia.

"Hoje os modais concorrem entre si. Com o VLT, haverá uma racionalização no número de ônibus. O usuário poderá chegar de trem à Central ou de ônibus à rodoviária, e o VLT atuará na distribuição até os destinos", diz Silva. O VLT ligará os bairros do Porto Maravilha ao centro financeiro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont, passando pelas imediações da Rodoviária Novo Rio, Praça Mauá, Avenida Rio Branco, Cinelândia, Central, Praça Quinze e Santo Cristo. O BRT Transbrasil também chegará à região, ligando Deodoro ao Santos Dumont.

A distância média entre as paradas do VLT será de 400 metros. Cada composição comporta 420 passageiros, e o tempo máximo de espera entre um trem e outro vai variar de três a 15 minutos, de acordo com a linha. Os primeiros trilhos já foram instalados no entorno da Rodoviária Novo Rio, no Santo Cristo, e um protótipo do VLT ficou em exposição na Praça da Cinelândia. Serão 32 trens bidirecionais com sete módulos articulados e oito portas por lateral.

O pagamento será feito com cartões validados em máquinas próprias, no interior do veículo, sistema inédito no país. A ideia, segundo Rafael Picciani, secretário municipal de transportes, é que o VLT seja integrado ao bilhete único para não onerar os passageiros. A previsão é de que o sistema esteja em operação plena em 2016, ao custo de R$ 1,157 bilhão, sendo R$ 532 milhões com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e R$ 625 milhões viabilizados por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).

As transformações na infraestrutura do Centro do Rio incluem, ainda, a substituição do Elevado da Perimetral por conjunto que inclui a criação da Via Expressa a partir da atual Avenida Rodrigues Alves e de uma nova rota paralela, a Via Binário do Porto.

A Via Expressa servirá a quem cruza a área como rota de passagem. Com a função de ligar o Aterro do Flamengo à Avenida Brasil e à Ponte Rio-Niterói, terá 6.847 metros de extensão, com três faixas por sentido. O Túnel da Via Expressa terá 3.022 metros, do atual Mergulhão da Praça XV ao Armazém 8 do Cais do Porto. A parte subterrânea permitirá a transformação do trecho da Praça Mauá ao Armazém 8 em passeio público de 3,5 km de extensão para circulação de pedestres, ciclistas e VLT.

O trânsito que flui hoje pela Perimetral e pela Avenida Rodrigues Alves passará a circular pela nova Via Binário do Porto, que liga a Rodoviária Novo Rio à Avenida Rio Branco em um dos sentidos. Paralela à Avenida Rodrigues Alves, a Via Binário do Porto tem 3,5 Km de extensão, três faixas por sentido e várias saídas para a distribuição interna do trânsito na Região Portuária.

Em 2016, quando a Via Expressa substituirá definitivamente o elevado da Perimetral, a Via Binário do Porto assumirá a função de circulação interna dos bairros portuários e seus acessos de entrada e saída do Centro.

No dia do aniversário da cidade, a prefeitura inaugurou o Túnel Rio450, trecho que completa a Via Binária do Porto. Com 1.480 metros de extensão e fluxo projetado de 55 mil veículos por dia, opera em sentido único, do Centro para o Viaduto do Gasômetro. É o primeiro túnel subterrâneo da cidade.

"É importante perceber que, com o novo ordenamento urbano, há uma outra lógica. A ideia é que o cidadão compare o tempo gasto com o trânsito e o custo com combustível e estacionamento com o custo e a facilidade do transporte público e opte por deixar o carro em casa", diz Silva.

Ele observa que é difícil o poder público forçar a redução do número de automóveis quando não há uma oferta de transporte público de qualidade, mas quando ela existe a migração é natural. "A estação do metrô de Ipanema acabou com os congestionamentos que havia no Aterro do Flamengo", conclui.

Medidas extremas podem restringir uso de automóvel

Apesar de todas as intervenções para melhorar a mobilidade urbana no Centro do Rio, os planejadores do trânsito na cidade não descartam o uso de medidas restritivas ao uso do automóvel particular como pedágios, rodízios, fim de vagas de estacionamento ou a simples proibição do trânsito dos veículos. Segundo Rafael Picciani, secretário municipal de Transportes, são medidas extremas que poderão ser tomadas apenas se as novas políticas de intervenção em curso não forem suficientes para que o trânsito flua na região.

"Com a restruturação que estamos promovendo, o centro concentra o cenário de tudo o que a gente espera ver em toda a cidade: um sistema de transportes de alta capacidade que integre todos os modais. Antes de qualquer medida de restrição, vamos priorizar o transporte público. Temos de mostrar para a população a eficiência desse sistema inteligente", diz Picciani. Ele ressalta que o VLT cumpre a função de integração e de acabar com longas caminhadas e a necessidade de ônibus.

"Estamos promovendo uma racionalização das mais de cem linhas de ônibus que circulam pelo Centro. Das 41 linhas que partem da Zona Sul, haverá apenas seis linhas troncais; e, com a chegada do BRT Transbrasil ao Centro, em 2017, cerca de 150 linhas da Zona Norte e da Baixada serão substituídas. Mas dependemos que o Estado e os municípios também façam essa racionalização", diz.

Paralelamente, a prefeitura reduziu os espaços para automóveis, com o fim de vagas nas vias, de estacionamentos irregulares e a criação de corredores expressos para os ônibus BRS nas principais artérias do Centro. O objetivo é reduzir o número de carros na área central da cidade.

"Com os novos INVESTIMENTOS de BRT Transbrasil, metrô e VLT, temos condição de oferecer transporte público de melhor qualidade e estimular que a pessoa deixe o automóvel em casa", diz Alexandre Sansão, sub-secretário de planejamento da secretaria municipal de Transportes. As demais alternativas, como pedágio e rodízio, também são estudadas, mas, no momento, as prioridades são as medidas de estímulo ao transporte público. "Mas pode ser que, num outro momento, a prioridade passe a ser uma medida de restrição ao automóvel", diz Sansão.

Para Sérgio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro, uma coisa está diretamente relacionada à outra. Ele acredita que, quando o trânsito ficar muito bom, todo mundo vai pegar o carro de novo