segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Praça do Lido inaugura nova bilheteria de vans para o Cristo Redentor

27/12/2015 - Jornal do Brasil

Local é principal ponto de venda de tickets e saída de vans para o Cristo

Principal ponto de partida de turistas para o Corcovado, a Praça do Lido, em Copacabana, acaba de receber uma série de melhorias. O Consórcio Paineiras-Corcovado, atendendo a uma solicitação da Riotur, inaugura nesta segunda, dia 28/12, às 9h, uma nova bilheteria no local, que irá atender melhor aos visitantes que embarcam ali em vans para subir o Corcovado e conhecer o Cristo Redentor. A nova estrutura contará com um novo sistema de embarque com senha e sala de espera climatizada para atendimento preferencial (gestantes, pessoas com crianças de colo, idosos e deficientes), além de monitores com informações em tempo real das condições do Cristo Redentor e o tempo de espera de embarque. A empresa também se comprometeu junto aos representantes da comunidade e à Prefeitura do Rio, por meio de contrapartida negociada com a Subprefeitura da Zona Sul, a fazer a manutenção e limpeza diária dos banheiros e cuidar do paisagismo do entorno.

A Praça do Lido foi totalmente reformada pela Prefeitura recentemente, por meio da Secretaria de Conservação, num investimento de R$ 300 mil. Entre as melhorias, destacam-se a construção de uma academia ao ar livre para deficientes e uma quadra infantil de futebol; a instalação de novos brinquedos no parquinho e de grades a seu redor, para maior segurança das crianças; colocação de novo gramado, novas plantas, pedras portuguesas e um novo telhado na parte coberta e a construção de um banheiro para cadeirantes dentro da reforma do banheiro existente no local. Também foi realizada pintura das grades, portão e bancos da praça e o piso ao redor da estátua de São Francisco de Assis foi cimentado. Desde maio de 2015, o Subprefeito da Zona Sul se reúne com os moradores e frequentadores do espaço para entender as necessidades da população e melhorar além do mobiliário urbano, a convivência no ambiente do espaço público.

"A Praça do Lido está linda. A nova bilheteria é mais um passo dado no caminho de oferecer uma infraestrutura mais confortável para o turista pretende visitar o monumento. Ela chega após outras iniciativas como a venda online de entradas, a própria existência deste ponto em Copacabana, bairro que concentra o maior parque hoteleiro da cidade, e também já é um serviço melhor para os visitantes que virão nas Olimpíadas", afirma o secretário de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.

O Consórcio Paineira-Corcovado, empresa responsável pelo serviço de apoio à visitação do Parque Nacional da Tijuca (venda de ingressos e operação dos acessos das três linhas de vans – Praça do Lido, Largo do Machado e Paineiras) optou por utilizar estrutura modular de aço leve, que permite um baixo impacto construtivo e diminuição dos resíduos da construção civil, além de ser totalmente acessível para pessoas com deficiência.

As vans da Praça do Lido saem diariamente em direção ao Cristo Redentor, de 15 em 15 minutos, das 8h às 17h, horário de funcionamento estendido para alta temporada. Os ingressos são vendidos o site: www.paineirascorcovado.com.br ou no local por R$ 64. Idosos acima de 60 e crianças de 5 a 11 anos pagam apenas o transporte - R$ 40.

SERVIÇO

Inauguração da nova bilheteria de vans para o Cristo Redentor:

Data e horário: 28/12 – segunda-feira, às 9h

Local: Praça do Lido

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Trecho da Rio Branco fechará para carros em 16 de janeiro

 18/12/2015 - O Globo

Medida permitirá implantação de calçadão em área histórica
   
POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

Trecho da Rio Branco fechará para carros em 16 de janeiro - Divulgação


RIO- O ano de 2016 começará com novas mudanças no trânsito do Centro, para permitir que o trecho da Avenida Rio Branco entre a Avenida Nilo Peçanha e a Rua Santa Luzia seja bloqueado em definitivo ao tráfego de veículos (exceto as composições de VLT e bicicletas). O prefeito Eduardo Paes anunciou nesta quinta-feira no "RJ-TV" que, em janeiro, terá início a implantação do projeto para construir o chamado Boulevard Rio Branco, como parte das mudanças urbanísticas da cidade para as Olimpíadas, em agosto. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), o bloqueio começará no dia 16 de janeiro.

No futuro Boulevard Rio Branco, estão localizados, num trecho de 750 metros, prédios de interesse histórico e cultural, como o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes. Ali, pedestres vão dividir o espaço com as linhas do VLT e bicicletas que circularão numa ciclofaixa próximo ao canteiro central. O lugar terá calçamento de paralelepípedos, passagens de pedestres em granito e trechos gramados.

No dia 16 de janeiro, o projeto prevê mudanças na circulação da Avenida Nilo Peçanha, entre as avenidas Rio Branco e Graça Aranha, que terão o sentido do tráfego invertido para que o trânsito seja direcionado no sentido Avenida Beira-Mar. Ao chegar à Nilo Peçanha, o fluxo desses veículos será dividido entre vias paralelas, como a Avenida Graça Aranha, de onde os motoristas poderão acessar, por exemplo, o Aterro do Flamengo.

Até o dia 30 de abril, outras mudanças no trânsito serão feitas, em data ainda não definida, em mais dez vias da cidade: Rua da Carioca; Rua da Assembleia; Avenida Presidente Antônio Carlos; Rua Araújo Porto Alegre; Rua Senador Dantas; Rua do Passeio; Rua Luis de Vasconcelos; Avenida Mestre Valentim; Avenida Teixeira de Freitas e Avenida República do Paraguai.

As mudanças exigirão a implantação de novas sinalizações, incluindo pintura de faixas, além da instalação de novas placas de orientação e sinais. À medida que cada mudança ocorrer, os motoristas serão informados por painéis de mensagens, operadores de tráfego e faixas afixadas nas proximidades das vias atingidas. Pontos de coletivos também serão alterados. Os ônibus do consórcio Intersul seguirão para os terminais Padre Henrique Otte (próximo à Avenida Rodrigues Alves) e Procópio Ferreira (Central do Brasil). Os do Internorte, para o terminal Misericórdia (na Avenida Churchill). Já os ônibus do consórcio Santa Cruz serão destinados ao terminal Procópio Ferreira, enquanto os do consórcio Transcarioca se dividirão entre os terminais Padre Henrique Otte e Misericórdia. As linhas intermunicipais seguirão para os terminais Menezes Cortes e Américo Fontenelle.

Com as mudanças, a circulação de carros, ônibus e táxis será permitida apenas no trecho da Avenida Rio Branco entre a Praça Mauá e a Nilo Peçanha. Além do VLT (no lado ímpar da via), será criada uma faixa seletiva para os ônibus das linhas troncais da Zona Sul e duas faixas destinadas a carros.

A previsão é que as obras na Rio Branco terminem até abril de 2016, com a implantação de uma primeira linha de VLTs entre a Rodoviária e o Aeroporto Santos Dumont. A linha Central-Praça Quinze fica para o segundo semestre.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/trecho-da-rio-branco-fechara-para-carros-em-16-de-janeiro-18325069#ixzz3ufeZeR2h 
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Acordo prevê fim de charretes em Paquetá

17/12/2015 - O Globo


As tradicionais charretes de Paquetá podem estar com os dias contados. Ontem, a OAB-RJ assinou um acordo com os membros da Associação de Charreteiros da ilha que visa a acabar com o serviço. O principal objetivo é a substituição do uso de cavalos por carros elétricos.

A proposta é do presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ, Reynaldo Velloso, que vai lançar uma campanha de arrecadação de fundos para que a ideia possa ser implementada. Para isso, ele vai buscar o apoio de entidades como Senac, que atuaria na capacitação dos charreteiros para o uso do novo instrumento de trabalho.

— Precisamos acabar com a herança do chicote. Uma nova vida surgiria para esses profissionais caso a medida fosse implementada. A posição unânime dos profissionais da ilha pelo fim das charretes facilitou o entendimento no sentido de construir essa parceria — afirmou Velloso, ressaltando que a arrecadação de fundos será supervisionada pelo Ministério Público estadual.

Atualmente, 17 charreteiros guiam os 35 cavalos chamados de "escravos” na ilha. Com a chegada dos carros elétricos, os animais irão para "santuários” particulares, sítios ou fazendas onde não serão usados em charretes, carroças ou montaria.

— A assinatura do acordo foi o primeiro passo. A partir disso, vamos dar vários outros, inclusive com a criação de um grupo de trabalho dentro da CPDA. É um trabalho para três ou quatro meses — ressaltou Velloso, que também vai conversar com o empresariado para apoiar o projeto.

ACORDO COMO EXEMPLO

Inicialmente, a intenção é conseguir 17 carros elétricos. Com o apoio de empresas e entidades, um documento poderá ser redigido proibindo que, no futuro, novas charretes sejam implantadas na região.

— É algo inédito. O próprio charreteiro diz que não quer mais charrete. Se conseguirmos levar o projeto adiante, vai ser um exemplo para todo o país. É primeira vez que uma cidade que sempre usou charrete quer abrir mão disso.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Construção ameaça desabar na RJ-104

12/12/2015 - O Fluminense

Suzana Moura  

Pedestres e veículos correm risco na altura da comunidade Lagoinha


Construção chama a atenção de quem passa pela Rodovia RJ-104
Julio Silva

Uma construção num morro às margens da Rodovia RJ-104 (Amaral Peixoto), na altura da comunidade da Lagoinha, no Complexo do Caramujo, ameaça desabar sobre a estrada, colocando em risco a segurança de motoristas e pedestres que passam pelo local. A construção, que trata-se de uma garagem, já foi vistoriada pela Defesa Civil de Niterói, que constatou situação de risco. De acordo com o órgão, o responsável pela construção será notificado sobre a interdição e será solicitado, junto à Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), a demolição da construção, que poderá ser feita nos próximos dias. 

Mas enquanto a construção não é colocada a baixo, o risco para quem passa pelo trecho de carro ou a pé é real, reclamam populares, que pedem urgência na demolição.

 O receio de que o barranco com a construção venha abaixo e aconteça alguma tragédia, está mobilizando internautas, que utilizam as redes sociais para denunciar o perigo na rodovia, principalmente porque a cidade está passando por um período de chuvas, que costumam aumentar o risco de deslizamentos.

Fotos da construção estão sendo veiculadas na internet, resultando em diversos compartilhamentos. Moradores e motoristas que passam pela região diariamente, se mostram preocupados com a situação. 

“Passo aqui na calçada embaixo dessa construção todo dia e confesso que morro de medo. A sensação que tenho é que ela vai desabar a qualquer momento. Com esse período de chuvas então, meu medo só aumenta”, conta a estudante Amanda Cordeiro, de 19 anos.

A garagem fica localizada no terreno de uma casa no alto da comunidade. De acordo com a prefeitura de Niterói, somente a garagem será demolida. O morador não precisará sair da sua casa. 

Projeto do Porto Maravilha devolve a prédios históricos a vista do mar

14/12/2015 -  O Globo

RIO — Uma das construções mais emblemáticas do Rio, a Candelária passou meio século de costas para a cidade e com sua visão para o mar comprometida pelo Elevado da Perimetral. Quando a Avenida Presidente Vargas foi aberta, em 1944, até cogitou-se "girar” a orientação da fachada e das torres da igreja, como conta a historiadora Myriam Andrade Ribeiro. Só que agora, como um giro na história, a Candelária se prepara para se reencontrar com a Baía de Guanabara. O motor é a Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, entre as imediações do Museu Histórico Nacional e o Porto, que vem "revirando” o Centro da cidade para o mar.

A poucos metros da Candelária, a Casa França-Brasil é um caso emblemático. Lá, será feito mais ou menos o que se pensou para a Candelária décadas atrás: a entrada principal, hoje para a igreja, será voltada para a promenade, espaço destinado a caminhadas. O acesso será feito por um portal que dava diretamente no píer, no século XIX. Na época, o prédio funcionava como alfândega — nome que continua registrado sobre essa entrada, escondida por um muro localizado nos fundos e que será demolido, integrando a construção histórica ao novo percurso.

Marcus Wagner, diretor de projetos da Oca Lage, organização social gestora da Casa França-Brasil, diz que, na prática, o público que visitar a instituição poderá circular entre os dois lados, o que antes era impossível:

— Essa é uma obra que vai modificar a região inteira. E a Casa França-Brasil é um caso particular pela importância histórica. É um prédio de Grandjean de Montigny, que veio com a missão artística francesa. O peso histórico da casa é grande, mas ela acabou sendo a mais prejudicada pela Perimetral. Com o elevado, a construção ficava completamente isolada, e à sua sombra.

Ele adianta que a ideia é abrir ao máximo para a rua a construção, que se destaca pela simetria, com portas nas quatro fachadas.

— O público terá uma percepção singular da casa, já aberta pelos três lados. Faltava a quarta entrada. Essa abertura para a Baía ressignifica toda a história, inclusive a da formação do Centro — comemora Marcus Wagner.

Projetado a pedido de Dom João VI e inaugurado em 1820, o prédio abrigou primeiro a Praça do Comércio, sendo voltado para a Candelária. Em 1924, Dom Pedro I transformou o lugar em alfândega.

— É uma arquitetura neoclássica, que vem no século XIX com força e tem o sentido de recuperar uma simplicidade e uma verdade funcional. É um edifício da estrutura econômica do estado, e essa arquitetura tem toda essa significação cultural, política e econômica — explica a arquiteta Cêça Guimaraens, diretora cultural do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). — O resultado da derrubada da Perimetral é inevitavelmente a valorização desses edifícios, que terão uma frente marítima. Mas é preciso prestar atenção se a orla aberta será para o pedestre passear. O importante é que ela seja uma promenade.

O projeto da esplanada arborizada que será criada desde o mar até a Igreja da Candelária - Divulgação

O arquiteto e urbanista João Pedro Backheuser, um dos autores do projeto da orla, responde que, sim, o espaço será voltado para o pedestre. Ele explica que a Casa França-Brasil, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Centro Cultural dos Correios passarão a ocupar um espaço único, totalmente interligado a uma praça junto à orla. No caso da Candelária, a visão para a Baía será livre de obstáculos:

— Será criada a Esplanada da Candelária, com dois jardins laterais. Esse espaço verde destacará a visão da igreja e, nas duas laterais, teremos bancos para os pedestres — diz o arquiteto, que defende a tese que a nova orla vai virar o Centro "ao contrário”. — A cidade vai recuperar esse contato com a Baía, que foi rompido. E os edifícios voltarão a ter protagonismo no espaço.

Para ele, o percurso de três quilômetros permitirá um passeio por quatro séculos de história, com a integração dos elementos, sendo o mais novo o Museu do Amanhã. O arquiteto ressalta que uma das construções mais antigas do Rio de Janeiro, o Mosteiro de São Bento, poderá ser apreciado, já que a fachada ficava escondida pela Perimetral (sendo que nem de costas ele podia ser visto...). No ritmo das mudanças no entorno, a velha construção do século XVII está em obras. Toda a sua fachada passa por um minucioso processo de restauração, acompanhado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

RESTAURAÇÃO CUIDADOSA

Claudia Nunes, conservadora e restauradora do Iphan, explica que foi feito um estudo sobre os componentes da argamassa usada nas paredes, para que o material aplicado na reforma fosse o mesmo de quatro séculos atrás. A cantaria também está sendo recuperada. Quando a orla for aberta à população, entre março e abril do ano que vem, o mosteiro já estará todo branquinho.

— As pessoas poderão ter um pouquinho da visão do que era o Rio no século XVII — diz .

A historiadora Myriam Andrade Ribeiro, autora com Fátima Justiniano de "Barroco e rococó nas igrejas do Rio de Janeiro” (Programa Monumenta/Iphan), brinca que, para o mosteiro, também é um presente dos céus:

— Os monges vão poder enxergar das suas celas a Baía. Antes, ficavam vendo a Perimetral. Acho que essa mudança foi de tanto eles rezarem.

O caso da Candelária não é diferente. Igreja de estilo pombalino, ela seguia o padrão dos templos em Lisboa no século XVIII.

— Nas cidades portuguesas, o normal é a igreja olhar em direção ao mar — comenta ela. — Ainda bem que o projeto de fazer o giro da fachada e das torres da Candelária, por causa da Presidente Vargas, não foi adiante. Com essa obra de recuperação da orla, a igreja vai encontrar novamente o mar.

João Pedro Backheuser diz acreditar no processo de valorização de outros edifícios na futura orla. Essa onda, defende, contaminará positivamente também imóveis privados cujas fachadas ainda denunciam os anos de decadência em que estiveram mergulhados:

— O espaço público é um motor para que o espaço privado gere renovação e investimento.

INVESTIMENTOS NA ÁREA SOMAM R$ 8 BILHÕES

Programa de revitalização urbana que soma R$ 8 bilhões em investimentos, o Porto Maravilha começou a ser implementado em 2009, quando foi criada por lei a Operação Urbana Consorciada da Área de Especial Interesse Urbanístico da Região Portuária do Rio de Janeiro. A região de cinco milhões de metros quadrados, que tem como limites as avenidas Presidente Vargas, Rodrigues Alves, Rio Branco e Francisco Bicalho, abrange parte dos bairros de Santo Cristo, Caju, Gamboa, Saúde e Centro.

Ícones culturais, como o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, foram incluídos no projeto. E, entre as iniciativas para modernizar os espaços públicos da região, houve a derrubada do Elevado da Perimetral, que liberou a vista da Baía de Guanabara. Em contrapartida, para garantir a circulação, estão sendo construídos 4,8 quilômetros de túneis.

Antes encoberto pela Perimetral, o trecho da Rodrigues Alves que vai do Armazém 8 do Cais do Porto até o Píer Mauá está sendo transformado em um grande passeio público arborizado, com ciclovia e faixa exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O boulevard terá 44 mil metros quadrados, o correspondente a um terço do espaço do Parque Madureira. O projeto prevê ainda a reurbanização de vias e calçadas, além da reconstrução de redes de infraestrutura urbana (água, esgoto e drenagem).

A prefeitura também aumentou o potencial de construção de imóveis do Porto. Os interessados em erguer prédios com o gabarito acima do permitido conseguem autorização comprando Certificados de Potencial Adicional Construtivo (Cepacs). Todo o valor arrecadado é obrigatoriamente investido na região.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Plano Diretor traz indicações de ampliação do metrô e de BRTs


Segundo estudo, 48,7% das viagens diárias feitas no Rio são em transporte coletivo
   
09/12/2015 - O Globo

RIO — Depois de três anos de estudo para elaboração — de 2012 a 2015 — e financiamento de R$ 5 milhões pelo Banco Mundial, o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) foi apresentado nesta quarta-feira pelo secretário estadual de transportes, Carlos Roberto Osório, no Fórum de Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa (Alerj). O Plano traz indicações de expansão do metrô e de BRTs. Além de orientar as políticas públicas estaduais para a área de transporte e mobilidade dos 21 municípios do Grande Rio, o PDTU inclui levantamentos detalhados e pesquisas de campo para identificar todos os deslocamentos na Região Metropolitana. Das cerca de 22,5 milhões de viagens realizadas por dia, 48,7% são feitas por transporte coletivo, 31,8% por meios não motorizados (a pé e de bicicleta) e 19,5% por transporte individual.

São três cenários para orientar o planejamento dos gestores públicos. O primeiro, com a oferta de transportes prevista para 2016, que inclui a entrega de novos projetos como a Linha 4 do metrô, os BRTs TransOlímpico e TransBrasil e o aumento da capacidade do sistema ferroviário com a chegada de novas composições.

O segundo cenário tem como referência o ano de 2021, no qual o PDTU propõe a implantação de novos projetos na área de transportes como a extensão da Linha 2 do metrô no trecho Estácio-Carioca-Praça XV, a implantação da Linha 3 do metrô entre Niterói e São Gonçalo, a implantação do corredor BRT na RJ 104 ligando Niterói a São Gonçalo e Itaboraí, além de um conjunto de corredores de ônibus BRS na Região Metropolitana. Também está previsto nesse cenário o investimento no reforço da integração entre modais em Caxias, Nova Iguaçu, na Pavuna, em Coelho Neto, Deodoro e Alcântara (São Gonçalo).

O terceiro cenário, com uma visão de 30 anos, inclui a expansão da rede metroviária em trechos como as ligações Uruguai-Méier, Gávea-Uruguai, Jardim Oceânico-Terminal Alvorada e Alvorada-Ilha do Governador. Já no sistema ferroviário, está prevista a implantação da expansão Santa Cruz-Itaguaí e a criação de integração entre os ramais Japeri, Belford Roxo e Saracuruna, na Baixada Fluminense. Também está prevista a implantação de corredores BRTs intermunicipais na Baixada Fluminense e no Leste Metropolitano.

— O PDTU será a bússola que vai orientar Estado e municípios da Região Metropolitana no desenvolvimento de suas redes integradas de transportes. Ele será a base comum dos planos municipais de mobilidade e orientará as políticas públicas estaduais. Esse projeto é um documento vivo que será discutido com a sociedade e adaptado às novas realidades ao longo do tempo - afirmou o secretário Osorio.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/plano-diretor-traz-indicacoes-de-ampliacao-do-metro-de-brts-18256584#ixzz3tur3xEtY 
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Plano diretor do Arco Metropolitano do Rio aguarda votação na Alerj

09/12/2015 - O Globo

Diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro afirma que foi só a partir de 2015, com o Estatuto das Metrópoles, estados e municípios passaram a ter a obrigação conjunta de definir o uso do solo. A Câmara é formada pelo governador e prefeitos de 21 municípios fluminenses, inclusive os oito por onde passa o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro. Segundo Loureiro, um plano de zoneamento do entorno do arco já tinha sido feito em 2008, mas muitas sugestões não foram aceitas pelos municípios.

— Foi feito um plano diretor para o entorno do Arco com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no início do governo (Sérgio) Cabral, mas, até então, o uso do solo era exclusivamente municipal. Fizemos recomendações aos municípios, mas nem todas foram consideradas — explica Loureiro.

PROJETO AGUARDA APROVAÇÃO

Em reportagem publicada na última segunda-feira, O GLOBO mostrou que ainda não há um plano de zoneamento do entorno do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro.

Agora, ele está na expectativa da aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que estabelece a governança e o planejamento da região metropolitana do Rio de Janeiro. Assim, serão criados um Conselho Deliberativo e um Conselho Consultivo, que poderão traçar um plano de zoneamento do entorno do Arco Metropolitano, além de outras estratégias conjuntas para a Região Metropolitana, como em saneamento e mobilidade.

— O projeto está nas comissões da Assembleia e esperamos que possa ser aprovado ainda no primeiro semestre de 2016. Sendo aprovado, poderemos ter essa visão integrada do zoneamento do entorno do Arco e não uma visão partilhada — afirma Loureiro.

DRONES PARA MONITORAR

Ele admite que duas áreas no entorno do Arco apresentam risco de aumento de ocupação irregular: uma delas fica em Nova Iguaçu, na Vila de Cava, e a outra, em Japeri. De acordo com ele, há um acompanhamento por satélite da região do Arco Metropolitano, e a intenção é, assim que a situação financeira do estado permitir, começar um processo rigoroso de monitoramento, com drones.

— Essas duas áreas têm risco de intensificar a ocupação e precisam ser monitoradas — justifica Loureiro.

Para o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, no entanto, essa falta de um zoneamento conjunto não tem impedido a atração de empresas para a região. Ele afirma que 12 companhias já tiveram seus projetos aprovados e outras 34 estão em processo de licenciamento e aprovação. O maior desafio hoje, segundo ele, é a crise econômica:

— Não tivemos nenhuma restrição grave para a instalação de empresas no Arco. A questão é que a crise instalada no país está segurando os investimentos. Não há segurança para investir.

PREVISÃO

A OBRA levou muito tempo para ser executada, foi entregue em 2014, mas até hoje não existe um plano de zoneamento que livre o Arco Metropolitano da praga da favelização.

QUANTO MAIS o tempo passa, mais difícil fica cumprir o projeto original de reservar áreas do Arco para empreendimentos que gerem emprego e renda.

TRATA-SE de mais uma tragédia anunciada.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Rio terá 260 quilômetros de faixas prioritárias para a família olímpica

Plano de mobilidade para os Jogos não prevê rodízio, mas medida não está descartada
   
POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

04/12/2015 - O Globo

Desrepeito à faixa exclusiva era comum nos Jogos Pan-Americanos de 2007 - Marco Antônio Cavalcanti / Agência O Globo (11/07/2007)

RIO — As vias expressas e alguns dos principais corredores de tráfego do Rio terão 260 quilômetros de faixas reservadas para a família olímpica durante os Jogos de 2016. Serão três tipos: exclusivas (ou dedicadas); prioritárias, nas quais os veículos olímpicos vão dividir as pistas com ônibus e táxis (caso dos corredores de BRS e da seletiva da Avenida Brasil), e compartilhadas (onde veículos de passeio também poderão circular). Entre as vias que terão faixas exclusivas 24 horas, estão a Linha Amarela, a Avenida das Américas (entre as avenidas Érico Veríssimo, na Barra, e Salvador Allende, no Recreio), o Túnel do Joá (pista nova) e o Aterro do Flamengo. No caso da Avenida Niemeyer, toda a pista ficará exclusiva para veículos olímpicos e moradores.

As informações constam do recém-concluído Plano Olímpico de Mobilidade, desenvolvido pela prefeitura para o planejamento das operações de trânsito, transporte de massa e logística da cidade. O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, explicou que a chance de se adotar rodízio em algumas vias é remota, mas ainda não está descartada, assim como a decretação de novos feriados além daqueles já programados para os dias 5 (data da cerimônia de abertura dos Jogos) e 18 de agosto.

PLANO AINDA PODE TER AJUSTES

O plano, apresentado ao Comitê Olímpico Internacional (COI) na semana passada, ainda pode passar por ajustes. A data exata para o esquema entrar em operação ainda não está definida, mas será dias antes da cerimônia de abertura, para facilitar o deslocamento de delegações que chegam à cidade ou se dirigem a locais de treinamento. O projeto foi desenvolvido por especialistas brasileiros e gregos contratados como consultores pela prefeitura. Os técnicos gregos participaram do planejamento de trânsito das Olimpíadas de Pequim (2008) e Londres (2012). As faixas exclusivas serão monitoradas por radares. Segundo a prefeitura, os carros da família olímpica não serão escoltados por batedores, mas a operação de trânsito será reforçada nas vias. Ao todo, haverá 164 quilômetros de faixas dedicadas, 60 quilômetros de prioritárias e 36 quilômetros de compartilhadas. Entre as vias compartilhadas, encontra-se, por exemplo, a Lagoa-Barra, onde, segundo os estudos, seria inviável segregar uma faixa para os “olímpicos”.

‘Faremos avaliações periódicas para verificar se haverá necessidade de rodízio de veículos’

- RAFAEL PICCIANI

Secretário de Transportes do Rio

— A partir desse planejamento, e levando-se em conta os horários das competições esportivas em cada instalação, outras medidas vão começar a ser estudadas. Podem ocorrer alterações em horários de carga e descarga ou nos serviços de coleta de lixo domiciliar, por exemplo — explicou o secretário Rafael Picciani. — Faremos avaliações periódicas para verificar se haverá ou não a necessidade de medidas complementares, como o rodízio de veículos. Mas essa não é a intenção.

Algumas vias serão motivo de atenção especial, como a Autoestrada Lagoa-Barra e a Linha Amarela. Isso porque o plano incluiu o bloqueio da Avenida Niemeyer e a suspensão das faixas reversíveis na Linha Amarela. Algumas medidas já estão sendo adotadas para tentar reduzir o volume de trânsito, como a decretação de recesso escolar.

— Em alguns casos, para garantir a fluidez no trânsito da cidade, vamos precisar que, em alguns corredores, o número de veículos em circulação seja reduzido entre 30 e 40% — explicou o diretor de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), Joaquim Dinis.

Uma novidade no transporte de massa será a criação do cartão olímpico — uma espécie de passaporte com o qual os usuários poderão circular no transporte público sem número limitado de viagens diárias pela cidade. O cartão será aceito nos ônibus municipais, metrô, vans credenciadas, trens (inclusive fora dos limites da cidade) e na travessia de barcas entre Rio e Niterói. O cartão poderá ser usado entre os dias 1º e 28 de agosto. Serão três opções: um dia (R$ 25), três dias (R$ 70) e sete dias (R$ 160). A prefeitura e a Riocard ainda não definiram quando terá início a venda dos cartões, que poderão ser comprados não apenas pelo público que for assistir aos Jogos, mas também por turistas e pela população em geral. O programa prevê inclusive a possibilidade de compra do cartão pela internet com entrega pelos correios.

O acesso do público, de voluntários e funcionários terceirizados aos locais de competição só poderá se dar pelo transporte de massa ou táxis. Por isso, o estudo levou em conta ainda a estimativa da demanda por ônibus, trens e BRTs até esses locais, bem como a capacidade das concessionárias de atender à demanda. A análise levará a algumas mudanças no calendário. Previstas para dias úteis, as semifinais do futebol feminino no Maracanã serão reprogramadas do fim da tarde para as 13h, para evitar que as competições coincidam com o horário de pico do transporte público. Em alguns dias, a demanda por transporte até os locais de competição será superior a 600 mil pessoas. Na Barra, na maioria das vezes, o total de usuários que irá para as arenas será superior a 150 mil.

NO PAN, EXCLUSIVIDADE NÃO FOI RESPEITADA

Durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, a prefeitura também recorreu às faixas exclusivas (marcadas no asfalto com a cor laranja) para facilitar o deslocamento das delegações. As linhas Vermelha e Amarela, além da Avenida Brasil, ganharam corredores exclusivos, mas os motoristas nem sempre obedeceram às normas, apesar da sinalização. A prefeitura ajustou os radares eletrônicos das vias expressas para flagrar os veículos invasores, mas a iniciativa não impediu as bandalhas.

Um teste feito pela Secretaria de Transportes na Avenida Ayrton Senna, próximo à Vila do Pan, revelou que, em apenas quatro dias, foram registradas 10.977 infrações. Os invasores de faixa foram punidos com multa de R$ 127 e perda de cinco pontos na carteira.

Além das faixas exclusivas, havia também as preferenciais. Linhas tracejadas foram implantadas em algumas das principais vias da cidade, como Túnel Rebouças e Aterro do Flamengo. Qualquer motorista podia usar essas faixas, mas tinha de dar preferência aos veículos que transportavam atletas e demais membros da família do Pan.

Nos primeiros dias de competição, motoristas enfrentaram longos engarrafamentos por causa das faixas exclusivas. Na Linha Amarela e na Autoestrada Lagoa-Barra, o trânsito ficou caótico. O problema atingiu até quem tinha prioridade no trânsito: carros, vans e ônibus que transportavam delegações do Pan também ficaram retidos nos congestionamentos, em parte porque motoristas não respeitavam a sinalização.

Na época, o membro do Comitê Olímpico Uruguaio Gilberto Saens criticou o fato de os motoristas não respeitarem as faixas: “É incrível levar duas horas da Vila do Pan à Lagoa. Talvez seja preciso repensar, para uma Olimpíada, os locais escolhidos para algumas competições e concentrar os eventos na Barra”.

O calendário escolar também foi adaptado para desafogar o trânsito durante os Jogos Pan-Americanos. Escolas públicas e particulares do município remanejaram as férias para coincidir com o período dos Jogos.

Terminada a competição, o então subsecretário municipal de Transportes, Dalny Sucasas, avaliou que, em caso de o Rio sediar as Olimpíadas, seria necessário lançar, com meses de antecedência, uma campanha educativa para os motoristas respeitarem as faixas exclusivas. Até agosto de 2016, ainda tem tempo.

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