terça-feira, 30 de setembro de 2014

Arquiteto carioca vence concurso para construção do prédio anexo do BNDES

30/09/2014 - Agência Brasil

Da Redação com Agências

O Diário Oficial da União publicou hoje (30) resultado do Concurso Nacional de Arquitetura, que selecionou o anteprojeto vencedor para construção do prédio anexo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O edifício será erguido na Avenida República do Paraguai, em área próxima ao complexo do Morro Santo Antonio, no centro do Rio de Janeiro.

Foram recebidas 64 propostas, de 11 estados e das cinco regiões brasileiras. Entre as cinco finalistas, duas são de escritórios de São Paulo, uma do Distrito Federal, uma do Rio de Janeiro e uma de Santa Catarina. O escolhido foi o projeto do carioca Daniel Gusmão, que receberá prêmio bruto de R$ 1,2 milhão. Aos outros quatro classificados, caberão valores de R$ 87,5 mil, R$ 75 mil, R$ 62,5 mil e R$ 50 mil.

Conforme informou a assessoria de imprensa do BNDES, os anteprojetos foram apresentados em sessão pública na última quarta-feira (24), no auditório do Centro de Estudos do banco, na capital fluminense.

O prédio será interligado à sede do banco e aproveitará vazios urbanos da área central da cidade, permitindo à instituição desocupar espaços hoje alugados. A ideia é reagrupar os empregados em um único conjunto de edifícios, gerando economia para o banco. O novo espaço respeitará o gabarito estabelecido para a área, de 42 metros acima do nível do mar. O projeto contemplará a abertura do Caminho de São Francisco, ligando a Avenida Paraguai ao conjunto arquitetônico do Convento de Santo Antônio.

O concurso teve apoio institucional do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ).

Da Agência Brasil.

FA

Detran-RJ inaugura, nesta quarta-feira, a maior pista de treinamento de direção do país

Unidade terá capacidade de realizar 200 mil exames por ano. No espaço, também poderão ser realizadas vistorias

POR SÉRGIO RAMALHO

30/09/2014 - O Globo

RIO - O Rio vai ganhar, nesta quarta-feira, a maior pista indoor para treinamento de motociclistas e motoristas do país. Erguida numa área de 27.355 metros quadrados, cedida pela Infraero, a Unidade de Referência de Serviços do Detran-RJ (URSD) Governador Marcello Alencar será inaugurada às 11h, na Estrada de Tubiacanga, sem número, na Ilha do Governador, Zona Norte.

Com a abertura do espaço, as provas tanto de motocicleta quanto a de baliza (para carros) deixam de ser realizadas em vias públicas. A pista para motocicleta terá capacidade de realizar 105.600 exames por ano, enquanto a área de baliza poderá realizar até 95.040 provas anuais.

TODOS OS SERVIÇOS NUM SÓ LUGAR

O espaço será como uma sucursal completa do Detran-RJ, perimitindo ao cidadão realizar todos os serviços em um só lugar. Além dos exames, na URSD, será possível também fazer a vistoria anual. Na primeira fase de funcionamento, 12 das 26 linhas de vistoria que integrarão a nova unidade serão colocadas em atividade. As demais 14 linhas devem entrar em funcionamento no fim de outubro, quando será concluído o módulo para vistoria. O Detran-RJ tem expectativa de oferecer 411.840 vagas por ano para a realização do serviço no local.

O terceiro módulo do projeto, que está em fase de licitação, será a construção dos postos de habilitação e de identificação civil. O primeiro terá capacidade para atender 107.640 pessoas por ano, enquanto o segundo, 118.800. Assim que licitada, a obra deve ficar pronta em, aproximadamente, quatro meses.

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Relógios digitais vão mostrar tempo de deslocamento no trânsito

30/09/2014 - O Globo

FERNANDA PONTES
  

Tempo real

Vinte relógios digitais da cidade passarão a mostrar — além das horas, claro — o tempo de deslocamento no trânsito do Rio. Os lugares foram escolhidos por uma equipe que trabalha no Centro de Operações e são considerados pontos-chave para quem vai da Zona Sul à Zona Norte, e vice-versa. Os primeiros a exibir a novidade ficarão em Copacabana, Ipanema, Leblon, Gávea, São Conrado, Botafogo, Centro, Tijuca e Maracanã.

Foto: Divulgação 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

BRT: estação depredada em abril custará R$ 833 mil

29/09/2014 - O Globo

Um despacho publicado, na semana passada, no Diário Oficial do município, dá uma ideia de como atos de vandalismo podem custar caro ao contribuinte carioca. O texto ratificado pelo secretário municipal de Conservação, Marcus Belchior, revela que a prefeitura gastará R$ 833 mil para reconstruir a estação do BRT Vila Paciência, na Zona Oeste, que foi depredada durante uma manifestação promovida, em abril, por moradores da Favela do Aço, que se revoltaram após um homem e uma criança terem ficado feridos numa operação da PM na comunidade.

Para o serviço, a prefeitura contratou, em caráter emergencial, a empresa Metalúrgica Valença, que terá dois meses para completar o serviço.

De acordo com a assessoria da Secretaria municipal de Conservação, apesar de o transporte estar sendo administrado pelo Consórcio BRT, criado pelas empresas de ônibus, o custo do reparo terá que sair dos cofres da prefeitura, pois o município é o responsável por entregar as estações. Por e-mail, o órgão afirmou que "o Consórcio BRT só instala os aparelhos para garantir a operação do sistema, como catracas, por exemplo. O dano provocado na estação citada não foi pontual, mas sim integral. Por esse motivo, está sendo a prefeitura a responsável pela reconstrução".

A assessoria consórcio, por sua vez, informou que teve prejuízo de cerca de R$ 100 mil, por causa dos equipamentos destruídos durante a manifestação. Um ônibus também foi incendiado. Este fim de semana, a estação aparentava um estado bem melhor do que em abril, indicando que os serviços de recuperação já começaram.

A Secretaria de Conservação informou ainda que os gastos com reparo de monumentos danificados por atos de vandalismo ou furtos chegaram a cerca de R$ 2,5 milhões nos últimos dois anos. As obras em homenagem a General Osório (Praça Quinze), Getúlio Vargas (Cinelândia) e Ibrahim Sued ( Copacabana) são alguns exemplos das que precisaram de reparos.

domingo, 28 de setembro de 2014

Ambientalistas pedem ampliação do Parque Municipal da Prainha

28/09/2014 - O Globo

FERNANDA PONTES

Viva a Prainha!

Surfistas e ambientalistas vão fazer uma manifestação pacífica na manhã de hoje pedindo a ampliação do Parque Municipal da Prainha, que atualmente tem 146 hectares. O grupo quer a anexação de mais 40, começando no limite da Área de Proteção Ambiental, perto do Canal da Sernambetiba. Os surfistas alegam que toda esta área, na fronteira com a Praia de Macumba, está sob ameaça da especulação imobiliária.

Foto: Reprodução

sábado, 27 de setembro de 2014

Vazio, Edifício Serrador permanece à espera de quem possa pagar R$ 3 milhões por mês

Um dos símbolos da era de ouro da Cinelândia está de portas fechadas. Empresas do Grupo EBX ocupavam os 23 andares

POR GABRIELA LAPAGESSE

27/09/2014 - O Globo

Uma tela cobre o painel da entrada principal: manifestação em outubro deixou oito vidros quebrados - Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO — O imponente edifício Francisco Serrador, localizado na Rua Senador Dantas e um dos símbolos da era de ouro da Cinelândia, está de portas fechadas desde fevereiro deste ano, quando seu único inquilino, o empresário Eike Batista, interrompeu um contrato de cinco anos, após ocupar seus 23 andares com as empresas do Grupo EBX por dois anos. Desde então, estão sendo aguardadas propostas de empresas que se disponham a pagar R$ 3 milhões mensais pelo aluguel dos 18.300 metros quadrados do prédio. O proprietário do Serrador, José Oreiro, também dono da rede hoteleira Windsor, não tem interesse em alugá-lo para mais de um inquilino. Tampouco pensa em vender o imóvel, construído na década de 1940. Enquanto um novo contrato não é fechado, a entrada principal segue tomada por tapumes, e a frente envidraçada permanece coberta por uma tela.

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Inaugurado em outubro de 1944 como hotel, seu nome foi uma homenagem ao empresário espanhol Francisco Serrador, dono de várias salas de cinema na então capital federal. Com vista para o Pão de Açúcar, o Hotel Serrador tinha ainda como atrativo a boate Night and Day, frequentada por políticos, artistas e jornalistas. Mas, com a mudança da capital para Brasília e a decadência da Cinelândia, o hotel acabou fechando as portas em 1970. Funcionário há 40 anos do vizinho Edifício Odeon, que abriga o último cinema da região, o porteiro Luís Carlos dos Santos se lembra com carinho dos áureos tempos daquela parte do Centro da cidade.

— Ah, não dá para comparar aquela época com agora. Antigamente, a região era bem movimentada, ficava repleta de artistas, pessoas importantes. O Odeon vivia cheio. Até a noite era bem mais movimentada. Agora, os grandes empresários saíram daqui. Os aluguéis estão muito caros e o Centro está inseguro demais, com muitos mendigos — lamenta.

HOTEL DÁ LUGAR A CENTRO EMPRESARIAL

Em 2003, José Oreiro comprou o velho prédio com o objetivo de reformá-lo e reinaugurar o hotel. Porém, com a chegada de novos grupos hoteleiros ao Centro, o empresário resolveu transformá-lo em um edifício comercial e alugá-lo para grandes empresas. Em 2009, com a obra finalizada, Oreiro uniu sua empresa, a Windsor Offices, à Sotheby's International Realty, responsável pela comercialização, e à Office International Realty, consultora imobiliária, para lançar o centro empresarial, que, no processo de modernização, ganhou até um heliponto. Em 2010, o então bilionário Eike Batista alugou o prédio para instalar as empresas do Grupo EBX. Ismael Cardoso, um dos porteiros do edifício, conta que a chegada do empresário, cuja sala — a mais espaçosa de todo o imóvel — ficava no 22º andar, causava um certo alvoroço diariamente.

— Ele chegava sempre por volta das dez horas da manhã e costumava sair às oito da noite. Era educado, mas não dava abertura para a gente ficar conversando, não. Chegava sempre com os seguranças, e isso deixava essa parte aqui do Centro um pouco mais movimentada — lembra Ismael, que trabalha há três anos no local.

No primeiro andar, onde fica o auditório, ainda é possível encontrar cartazes da EBX e materiais há pouco tempo ainda usados em palestras e conferências. Segundo Raul Correa, sócio da Office International Realty, que intermediou a negociação entre José Oreiro e Eike Batista, o contrato de locação foi assinado em 2010.

— O valor mensal ficou acertado em R$ 2,3 milhões por mês. Depois da assinatura do contrato, começou a ser feita a mudança, que demorou cerca de um ano. As empresas de Eike Batista ocuparam o prédio por pouco mais de dois anos — diz Correa, que avalia o prédio para venda em cerca de R$ 300 milhões.

A derrocada das empresas do Grupo EBX obrigou o empresário a sair do endereço histórico. A mudança, iniciada em outubro do ano passado, foi finalizada em fevereiro deste ano. O proprietário do Serrador não quis se pronunciar sobre eventuais dívidas remanescentes do rompimento do contrato de locação, que vigoraria até 2015.

HOJE, 20 PESSOAS TRABALHAM NO PRÉDIO

Representantes da Cushman & Wakefield, que atualmente presta consultoria imobiliária para José Oreiro, informaram que há cerca de 20 funcionários trabalhando hoje no edifício, entre porteiros e seguranças, que se revezam em turnos de 12 horas. De acordo com a consultora, o prédio está pronto para ser ocupado. Cada andar possui 770 metros quadrados, sendo que três andares, entre eles o primeiro, têm área de 1.100 metros quadrados. A cobertura, de pouco mais de 400 metros quadrados, é equipada com uma cozinha industrial.

Segundo a Cushman & Wakefield, os tapumes e a tela foram instalados com o objetivo de proteger o prédio. Em outubro do ano passado, uma manifestação ocorrida na Cinelândia deixou como saldo oito vidros quebrados. Coube ao antigo inquilino a substituição dos vidros, mas o valor gasto não foi divulgado. Ainda conforme a Cushman & Wakefield, a proteção só será retirada quando outro grupo empresarial vier a ocupar o espaço. A consultora imobiliária afirma que o edifício tem recebido propostas para locação e que, só na semana passada, cinco representantes de grandes empresas teriam estado no Serrador para conhecer melhor suas instalações. Uma multinacional já estaria até mesmo formalizando uma proposta, e o acordo poderia ser fechado em até três meses, com ocupação prevista para o próximo ano.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Prevista para ser concluída ano que vem, ciclovia da Niemeyer começa a surgir na paisagem

14/09/2014 - O Globo


RIO — Quem passa rápido dentro dos carros pode nem ter percebido ainda, mas já começa a surgir na Avenida Niemeyer uma opção que promete fazer muita gente trocar as quatro rodas por apenas duas quando quiser circular por ali. Com direito a uma das mais belas vistas do Rio, a ciclovia que está sendo construída entre São Conrado e Leblon deve ficar pronta em junho de 2015: serão 3,8 quilômetros de pista, com uma largura de 2,5 metros. E a expectativa é que se torne um novo point para cariocas e turistas.

Com essa nova pista e a que está sendo construída ao longo do Elevado do Joá, o ciclista poderá fazer o trajeto do Recreio até o Centro.

As obras na Niemeyer estão sendo realizadas pela Geo-Rio. Os investimentos chegam a R$ 35,9 milhões, graças a um empréstimo concedido pelo BNDES. Em outubro de 2016, a Avenida Niemeyer completará cem anos.

Pilares de sustentação da pista já começaram a ser fixados na rocha, na altura do Leblon, com a ajuda de equipamentos de ar comprimido e 70 operários. Os números são grandiosos: cerca de 5.300 metros cúbicos de concreto serão utilizados na construção, e haverá ainda 3.220 metros cúbicos de corte de rocha. Também estão previstas a instalação de 6.750 metros de guarda-corpo e a execução de seis mil metros quadrados de obras de contenção, além das perfurações de até seis metros de profundidade.

— Embora seja uma ciclovia, que pode parecer algo fácil de instalar, aqui nós precisamos resolver o problema de estrutura de contenção da Avenida Niemeyer, desgastada pelo tempo — explicou Fábio Rigueira, diretor de obra da Geo-Rio. — Nossa preocupação é interferir o mínimo possível no trânsito da região. Se for necessário, as intervenções no tráfego serão realizadas durante a madrugada — completou.

PROJETO INCLUI ILUMINAÇÃO ESPECIAL E BICICLETÁRIO

Para estimular as pedaladas também durante a noite, a futura ciclovia da Niemeyer vai contar com uma iluminação própria. Fitas com lâmpadas de LED serão colocadas no guarda-corpo em todo o percurso, causando um efeito especial. Um bicicletário com mais de cem vagas será instalado no Vidigal, no início da subida da comunidade, onde moradores costumam parar atualmente.

Estima-se que 70 mil moradores da região, principalmente de São Conrado, Vidigal e Leblon, serão beneficiados. O trecho já é usado como rota de passeio e para exercícios físicos por moradores e turistas. É o caso do encarregado de estacionamento Evandro Floriano, de 43 anos, que todos os dias costuma passear com seu filho, de 4 anos, entre o Vidigal e Ipanema.

— Enquanto meu filho pedala, eu vou caminhando ou correndo. Nós fazemos isso desde que ele era mais novo. Com a ciclovia, vamos poder transitar sem perigo — disse, enquanto passava pelo trecho em obras no Leblon.

O empresário Marcelo Maia, de 36 anos, é morador de São Conrado e vê a construção da pista com otimismo.

— Na minha opinião, essa é a primeira grande construção para São Conrado. Vai ser uma evolução para o bairro, que normalmente é esquecido. Será uma nova opção para a população local ir para outros bairros da Zona Sul sem carro, evitando o trânsito e ajudando a diminuí-lo — ressaltou.

LIGAÇÃO COM O JOÁ

O chileno Jorge Matamala, de 31 anos, mora no Vidigal e trabalha como cozinheiro na região. Ele costuma sair de bicicleta para comprar mantimentos e sente necessidade da ciclovia:

— Eu passo por aqui todos os dias. Com essa ciclovia, vamos circular de forma mais segura.

A estudante Ana Carolina Café, de 18 anos, reclamava da falta de opção para transitar com facilidade pelos bairros vizinhos. Ela conta que o projeto era um sonho dos moradores:

— Todo fim de semana eu costumo pegar a bicicleta para fazer exercícios, mas o máximo que eu posso fazer é circular próximo à praia, porque é muito difícil seguir entre os bairros vizinhos pela falta de ciclovia.

A ideia da ciclovia na Niemeyer nasceu há cerca de 15 anos, quando o governo da época propôs a duplicação das faixas de rolamento, mas não houve avanço. Agora, haverá ainda a ligação pela orla com a pista exclusiva para bicicletas do Elevado do Joá, também em fase inicial de construção.

sábado, 6 de setembro de 2014

Com os dias contados, Elevado da Perimetral começa a dar lugar a uma nova paisagem

06/09/2014 - O Globo

Dois últimos trechos do viaduto, de 40 metros cada, irão ao chão até novembro. Na Praça Quinze, a cenário já mudou

POR TAIS MENDES

No trecho da Avenida General Justo até a Praça Quinze, é possível ver os restos de parte do tabuleiro do elevado já no chão - Gabriel de Paiva / Gabriel de Paiva

RIO — Falta pouco para que o Elevado da Perimetral desapareça do cenário carioca: a previsão é final de novembro. A partir daí, restarão apenas alguns pilares com as frases do profeta Gentileza como últimos vestígios da via, que teve o primeiro trecho inaugurado em 1960, interligando as avenidas General Justo e Presidente Vargas, após dois anos de obras. Um esquema especial de trânsito, ainda sem data prevista, deverá ser montado para a demolição dos 80 metros de tabuleiro que ainda estão de pé — um de 40 metros, entre a Rodoviária Novo Rio e o Elevado do Gasômetro, e outro na altura do Distrito Naval.

Outra novidade é que o primeiro lote dos trilhos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que será construído na França, já começou a ser transportado do Porto do Rio para o canteiro de obras, na Avenida Professor Pereira Reis, na madrugada de ontem. O material pesa 819 toneladas e corresponde a 15 quilômetros dos 28 previstos. Quinze carretas são responsáveis pelo transporte dos trilhos. O VLT terá seis linhas, e a estimativa é que a primeira esteja pronta para testes em dezembro de 2015. O sistema fará a ligação entre a rodoviária e o Aeroporto Santos Dumont.

Também este mês será concluída mais uma etapa da cobertura central do Museu do Amanhã, no Píer Mauá. A primeira das 24 estruturas em aço que farão parte da base do telhado, com 14 metros de altura, 52 de comprimento e 80 toneladas, foi instalada em junho. Depois de pronto, o telhado terá 350 aletas (espécie de asas) metálicas, que se moverão de acordo com a posição do sol, para captar a iluminação natural. A parte de concreto está quase toda concluída. A previsão é que o museu fique pronto no primeiro semestre de 2015.

VISÃO PRIVILEGIADA

Na Praça Quinze, a paisagem já mudou. Com a demolição do elevado, quem passa por lá tem uma visão privilegiada da Baía de Guanabara e de prédios históricos, como o Paço Imperial, o Museu Histórico Nacional e o Palácio Tiradentes. Da Perimetral, restam apenas três pilares, na altura do Distrito Naval, e que atualmente estão em processo de demolição.

— Ficou legal, bem melhor, mas é estranho sem o elevado — observou a médica Valéria Lima, moradora de Niterói que diariamente desembarca na Praça Quinze. — A praça está mais clara, mais segura. Vamos agora esperar que façam a urbanização prometida, e sem atrasos — completou.

Projeto prevê a construção de passeio público e ciclovia ligando a Praça Quinze ao Armazém 8 - Gabriel de Paiva / Agência O Globo
De acordo com o projeto Porto Maravilha, com o fim das obras na região da Praça Quinze, em 2015, será possível ir a pé ou de bicicleta até o Armazém 8 por um caminho de 3,5 km de extensão e 215 mil metros quadrados de área total — grande parte com vista para a Baía de Guanabara.