segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Parcão de Madureira

30/10/2011 - Extra, Marcelo Dias

Bairro da Zona Norte ganha terceira maior área de lazer da cidade, equivalente a 14 campos do Maracanã

Mais de um século depois, o Rio assiste a outro bota-abaixo. Passados 105 anos desde que o prefeito Pereira Passos derrubou tudo o que encontrou pela frente para abrir a Avenida Central e construir o Centro, finalmente as máquinas do progresso chegaram ao subúrbio da Central. Com tratores, escavadeiras e guindastes, Eduardo Paes faz surgir agora um sem fim de canteiros de obras em Madureira.

Do alto, é possível ver o bairro todo rasgado por tratores e escavadeiras, numa prévia do que virá com a chegada do corredor de ônibus Transcarioca e o surgimento do Parque de Madureira, que será o terceiro maior do Rio. A imagem mais impressionante é a da construção da nova área de lazer inauguração está marcada para o primeiro semestre de 2012.

Temperatura amena

O parque nasce num traçado reto de 1.350 metros, à beira da Unha do trem. Haverá tantas novidades ali que até o clima nas redondezas ficará mais ameno. Estima-se que a temperatura ali cairá até 5 graus centígrados por causa dos 21.500m² de grama, das 432 árvores e 194 palmeiras. Além disso, ainda haverá cinco lagos com fontes iluminadas para refrescar ainda mais os freqüentadores.

O parque terá ainda uma ciclovia de 1.500 metros, parquinho, um campo de futebol com grama sintética, quadras polivalentes e uma para vôlei de areia e até uma pista para jogar bocha. Também haverá mesas para pingue-pongue e para jogos, três academias ao ar livre e até uma mega rampa de skate projetada pelo campeão mundial Bob Burnquist.

- Esse parque será o terceiro maior do Rio e vai beneficiar não só os moradores de Madureira, como também os de Rocha Miranda, Oswaldo Cruz e Turiaçu, numa região de 204 mil habitantes - diz o prefeito Eduardo Paes, fazendo a obra crescer com o olho, de tanto que vistoria as intervenções na cidade.

- Retiramos daqui 1.200 famílias e estamos remanejando as torres de energia da Light para as laterais do terreno, além de compactar uma área vizinha para construir um conjunto habitacional - conta o secretário de Obras, Alexandre Pinto.

sábado, 29 de outubro de 2011

Avenida Rio Branco


Cartão Postal, por volta de 1940.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estaleiros e cemitério são obstáculos à obra de duplicação da Avenida do Contorno, em Niterói

25/10/2011 - O Globo

Estaleiros e cemitério são obstáculos à obra de duplicação da Avenida do Contorno, em Niterói.

Henrique Gomes Batista (henrique.batista@oglobo.com.br) e Paulo Roberto Araújo (pra@oglobo.com.br)

RIO - A duplicação da Avenida do Contorno, em Niterói, um dos principais gargalos do trânsito do Grande Rio, vai demorar mais do que o previsto. Embora programada no contrato de concessão da BR-101, administrada pela espanhola OHL (Autopista Fluminense), a obra não sai porque há um impasse que impede a expansão da via: de um lado estão os estaleiros, que não querem perder espaço, e de outro há um cemitério. O gargalo é responsável por engarrafamentos diários na entrada e na saída da Ponte Rio-Niterói e pelo caos no tráfego nos fins de semana de verão.

- Há uma decisão, uma cobrança da Casa Civil, para que essa obra saia logo, mas estamos com um quebra-cabeça. O prefeito (de Niterói) e o governador (do Rio) nos pediram para reduzir ao máximo possível os impactos nos estaleiros. Mas do outro lado há um cemitério, e é sempre um problema fazer exumação de cadáveres. Estamos negociando, e a solução terá que sair logo -- afirmou Mário Rodrigues Júnior, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Ele lembra que o projeto já conta, inclusive, com licenciamento ambiental e recursos. Houve uma série de adaptações no traçado para minimizar o impacto nos estaleiros. No entanto, o projeto final afeta ainda de forma relevante o estaleiro Renave, no Barreto, em Niterói. Rodrigues Júnior disse que a prefeitura está oferecendo uma parte da área do cemitério, mas que tudo tem que ser muito bem negociado.

-- A solução tem que passar por um ajuste do atual licenciamento. Se tivermos que pedir um novo, esquecemos tudo e fazemos a obra como está prevista, passando pela desapropriação do terreno dos estaleiros -- disse o diretor da ANTT.

Rodrigues Júnior informou que a decisão sobre a obra deve sair ainda este ano. Os trabalhos, contudo, devem demorar um pouco para ser iniciados, pois não é aconselhável começá-los no verão, quando o tráfego e os congestionamentos na via aumentam significativamente. A obra de dois quilômetros está orçada em R$ 25 milhões e deve demorar dois anos para ser concluída.

O governo do Estado do Rio confirmou que pediu o reestudo do projeto, para não prejudicar quatro estaleiros, que perderiam áreas com a ampliação da avenida. A solicitação foi feita depois que as empresas argumentaram que seriam prejudicadas e não teriam como atender a encomendas de navios e plataformas feitas pela Petrobras. Isso poderia gerar desemprego em massa.

Concessionária: liberação de áreas está em andamento
Para atender os estaleiros, que ficam na pista em direção à Ponte, a mudança do projeto teria que direcionar a ampliação da pista no sentido oposto. Para isso, contudo, é preciso invadir a área do Cemitério do Maruí e cortar uma pedreira, sem uso de dinamite, para não prejudicar o tráfego pesado da via.

Em nota, a OHL informou que está "em andamento o processo de liberação das áreas necessárias para as obras, o que inclui negociações com os proprietários dos terrenos às margens da rodovia. Esse processo segue em conformidade com as leis vigentes, e as obras serão iniciadas assim que os espaços forem disponibilizados. Os estudos relativos à mudança de traçado do trecho da Avenida do Contorno mais próximo à Ponte Rio-Niterói estão em análise na ANTT. Quanto à outra extremidade da Avenida do Contorno, a agência reguladora analisa a possibilidade de revisão do projeto executivo".

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Calçadão carioca
23/10/2011 - O Dia

A Brookfield inaugurou ontem o "Calçadão Carioca", via de pedestres de 1.246 metros quadrados ao lado da Avenida Pastor Martin Luther King Jr. Ela contará com projeto paisagístico, nova pavimentação e equipamentos urbanos. Na região, a Brookfield conta com três empreendimentos, comerciais e residenciais. A renda familiar média na região é de R$ 2.900, segundo levantamento do IBGE.        

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Shopping no Recreio

20/10/2011 - O Globo

O Recreio ganhará, em 2013, o shopping Crystall Mall. Ficará na Estrada dos Bandeiras, próximo ao Riocentro. Será construído como uma grande vitrine, com todas as 111 lojas voltadas à rua. Valor de vendas de R$ 30 milhões. O lançamento, da W3, Promall e KS Fomento, é dia 29.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Preço do metro quadrado dos imóveis na Zona Sul dobra e é encontrado por até R$ 50 mil

19/10/2011 - O Globo Online

Apesar da fartura de lançamentos nas regiões de Barra e Jacarepaguá, os cariocas, como sempre, continuam de olho nas novidades de bairros da Zona Sul. Pensando neste público, algumas construtoras estão conseguindo abocanhar os últimos terrenos e casas, com bom espaço para construção, em Ipanema e no Leblon. O fato é que o valor do metro quadrado pago por esses achados quase dobrou nos últimos três anos, enquanto o tamanho dos imóveis vem sendo reduzido a mais da metade.

Entre 2008 e 2010, era possível encontrar lançamentos na orla e em ruas próximas às praias do Leblon e de Ipanema de apartamentos com áreas entre 220 e 770 metros quadrados e custo entre R$ 25 mil e R$ 27 mil por metro quadrado. Já este ano, o valor do metro quadrado está chegando a R$ 50 mil e as dimensões de grande parte das unidades foram enxugadas, variando entre 73 e 90 metros quadrados.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi), Paulo Fabrianne, a forte valorização dos imóveis localizados na orla e nas quadra próximas à praia deve-se ainda à alta demanda dos consumidores por apartamentos nesses bairros.

- Esses lançamentos são os últimos biscoitos do pacote. Com a alta procura e as poucas ofertas, o preço do metro quadrado aumentou bastante. Quem quer comprar um imóvel mais perto da praia pode chegar a pagar R$ 50 mil pelo metro quadrado. Na orla, quem sabe até mais - explica Fabrianne.

A Cyrella, que acaba de lançar um empreendimento no último terreno livre de Ipanema na quadra da praia, entre as ruas Aníbal de Mendonça e Garcia d'Ávila, está pedindo entre R$ 38 mil e R$ 50 mil pelo metro quadrado construído. Com conclusão prevista para março de 2014, a obra do Wave, que terá 1.813 metros quadrados de área total, já começou. São 84 unidades, entre 73 e 85 metros quadrados, incluindo duas suítes e plantas personalizáveis. Os apartamentos dos fundos terão vista para a praia, devido ao prédios baixos daquele trecho da Vieira Souto. De acordo com o vice-presidente da Cyrella, Rogério Jonas Zylbersztajn, o mix de plantas escolhido "está de acordo com a demanda daquela localização":

- Atende a vários perfis de compradores, em especial aos solteiros, divorciados, à Terceira Idade e a investidores.

O vice-presidente da Ademi reforça a tese de que a redução das medidas dos apartamentos é uma tendência no Rio, por conta da valorização do preço do metro quadrado na cidade.

- As famílias estão menos numerosas, e o último censo do IBGE mostrou que a população do Rio está envelhecendo. Há mais pessoas solteiras, gente saindo de casa mais cedo. Esse tipo de público não vai procurar apartamentos grandes para morar - afirma Fabrianne.

O Rêve Leblon, da Incasa, que está sendo lançado este ano num dos últimos terrenos do bairro, na rua Visconde de Albuquerque, confirma a tendência de redução do tamanho dos imóveis: a maior parte deles tem entre 83 e 90 metros quadrados. Já as coberturas apresentam áreas maiores, variando entre 130 e 225 metros quadrados. O metro quadrado do apartamento, situado numa quadra que não está colada à praia, custa entre R$ 28 mil e R$ 32 mil.

No ano passado, a Concal conseguiu negociar a construção do Conde de San Remo no lugar da última casa da Rua José Linhares, no Leblon. O valor do metro quadrado do imóvel, dúplex com 200 metros quadrados, estava entre R$ 21 mil e R$ 25 mil. Este ano, o valor dobrou, segundo afirmação da diretora comercial da construtora, Bianca Carvalho:

- Um cliente comprou um apartamento por R$ 8 milhões e vendeu por R$ 16 milhões este ano.

Em 2008, a Mozak Engenharia comprara o último terreno disponível da Praia do Leblon, na Avenida Delfim Moreira com Rua Aristides Espínola, para erguer o residencial Exclusivité Leblon, com preço do metro quadrado girando em torno de R$ 25 mil. Os imóveis, cinco ao todo, incluindo uma cobertura tríplex, têm áreas entre 450 e 770 metros quadrados.

Supermercado que provocou caos no trânsito de Niterói só reabre se apresentar proposta para tráfego

19/10/2011 - O Globo, Paulo Roberto Araújo (pra@oglobo.com.br)

RIO - Fiscais da Prefeitura de Niterói estão de plantão para impedir a reabertura de um supermercado na esquina da Avenida Marquês de Paraná com a Rua Marechal Deodoro, no Centro da cidade. Responsabilizado pelo caos no trânsito de Niterói e São Gonçalo de sábado até terça-feira, o supermercado foi fechado, através de um embargo administrativo, por decisão do prefeito Jorge Roberto Silveira. As promoções da semana de aniversário do estabelecimento provocaram um nó no trânsito e engarrafamentos que chegaram a dez quilômetros nos acesos a Niterói.

Ao contrário de segunda-feira, o trânsito flui sem maiores problemas na manhã desta quarta-feira no entorno do estabelecimento. O único problema é o tradicional engarrafamento da Rodovia Niterói-Manilha devido ao afunilamento de pistas da Avenida do Contorno, que há anos aguarda obras de alargamento. Já existe licença ambiental e recursos para as obras, mas desde dezembro a concessionária Autopista Fluminense negocia desapropriações com estaleiros ao longo da via.

O secretário de Segurança de Niterói, Wolney Trindade, disse que foi procurado na noite desta terça-feira por advogados do supermercado para negociar a reabertura, mas até agora não foi apresentada uma proposta que evite novo caos no trânsito.

- A promoção do supermercado fechou a cidade porque ele fica numa avenida por onde todos passam. Isso já aconteceu uma vez, e o prefeito, na ocasião, assinou um decreto para evitar que problemas semelhantes voltassem a acontecer. E aconteceu. O supermercado alega que tomou precauções, mas não contava que iria atrair tantos consumidores. Acreditamos que a melhor solução é liberar as promoções somente à noite, quando o volume de tráfego é menor. Estamos aguardando a proposta do supermercado para autorizar a reabertura - disse Trindade.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Surubão"

11/10/2011 - O Globo, Ancelmo Gois

Conhecidos há anos como "Piranhão" e "Cafetão", porque o local foi zona de meretrício, os dois prédios da sede da prefeitura carioca ganharam um, digamos, "colega".

Para abrigar a Secretaria de Conservação, Eduardo Paes reformou o imóvel do antigo Motel Halley, no Estácio. O prédio já foi apelidado de... "Surubão".

Refém da valorização

09/10/2011 - Extra, Raiane Nogueira

Itaboraí virou a cidade dos anúncios de aluguel e de venda de imóveis e terrenos. Com as obras para a implantação da sede do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), o município passa por um boom no mercado imobiliário. No bairro de Sambaetiba, onde o complexo está sendo instalado, um terreno de dois mil metros quadrados que, em 2009, custava R$ 5 mil, hoje sai por um preço 40 vezes maior : R$ 200 mil, segundo a informação de uma corretora de imóveis local.

- Só na área do complexo, tenho cerca de 50 terrenos para vender e 20 imóveis para alugar. Até o fim do ano, a estrada que dá acesso à refinaria já deve estar pronta, o que vai valorizar ainda mais a região - revela o corretor de imóveis Josias Martins.

De acordo com Martins, a média de aluguel de uma casa de dois quartos no bairro é de R$ 1.200. O aluguel de um sítio mobiliado, com duas casas, sai por cerca de R$ 3 mil:

- Muitas empresas de São Paulo já estão investindo em terrenos e imóveis para garantir, antes que o preço aumente ainda mais.

Numa das ruas próximas ao complexo, por exemplo, uma pequena casa foi demolida para dar lugar a um conjunto com 48 unidades de quarto e banheiro, para abrigar futuros funcionários do Comperj. O responsável pela propriedade, que se identificou apenas como pastor Adilson, também é de São Paulo.

De olho no crescimento da região, moradores de Sambaetiba começam a pensar em vender suas casas para lucrar com a especulação imobiliária. O aposentado Josias Pacheco, de 54 anos, vive no bairro desde que nasceu, mas, agora, cogita a possibilidade de mudança. Ele já até iniciou uma reforma para que a casa de três quartos fique mais atraente aos olhos de possíveis compradores:

- Se precisar, até vendo minha casa, mas com muita pena, porque gosto bastante daqui. Acredito que ela esteja valendo R$ 150 mil. Já troquei o piso e estou arrumando o banheiro. Dizem que a Petrobras não vai comprar nada por aqui. Mas, de repente, surge a oferta de alguma firma.

A valorização imobiliária se estende até o Centro da cidade. Na principal avenida, o metro quadrado para a venda custa, em média, R$ 2 mil. Além disso, as construtoras tomam conta do local. Em quatro meses, a Rossi vendeu todas as unidades de seus dois empreendimentos na região e já prevê um novo lançamento até o fim do ano. O "Enterprise city center", da PDG CHL, teve 900 moradias, de um total de 945, vendidas num fim de semana.

- É tudo caríssimo. E você já não consegue alugar imóveis na avenida - explica Martins.  

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Casas por R$ 90 mensais

08/10/2011 - O Dia, Cristiane Campos
Imóveis de R$ 89 mil em Campo Grande e Pedra de Guaratiba têm financiamento da Caixa

Prestações a partir de R$90 e parcelas fixas durante a obra ajudam a milhares de famílias a deixarem o aluguel para ter seu imóvel próprio. As ofertas estão nos bairros de Campo Grande e Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O financiamento é de até 100% do valor da moradia, além do subsídio (desconto) que pode chegar a R$ 23 mil. O prazo de pagamento é de até 30 anos e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado.

A Rossi, por exemplo, oferece imóveis a partir de R$89 mil, com financiamento em até 25 anos pela Caixa Econômica Federal, além do subsídio para trabalhadores com renda de até R$ 3.100. Segundo o gerente regional, Rafael Furtado, no Rossi Ideal Caminho das Árvores, que tem preço especial de lançamento, é preciso dar entrada de R$990 para ter direito a promoção - que congela o valor das parcelas até o imóvel ficar pronto. O condomínio fica na Estrada da Cachamorra 1.800, em Campo Grande.

Outra opção no bairro é o Rossi Ideal Guandu Sapê. Lá as obras estão em ritmo acelerado. O residencial está sendo construído na Estrada do Guandu Sapê 1.450. No local, os interessados podem ver uma unidade decorada.

Já em Pedra de Guaratiba, há opções de casas dúplex, da Perteg Engenharia, com preço de R$ 99.990 e parcelas a partir de R$ 90, durante a obra. Os mutuários podem contar com subsídio de até R$23 mil - quanto menor a renda familiar maior será o abatimento no valor da moradia.

Segundo o gerente da Martinelli Imóveis, Fabrício Martinelli, as casas dúplex têm dois quartos, com a área de serviço no quintal, que ainda pode receber churrasqueira e bancada de apoio. O condomínio terá lazer e guarita.

Compra do imóvel premiada

Quem comprar os primeiros 200 apartamentos do empreendimento Sublime Max Condominium, que será construído no Recreio dos Bandeirantes, da PDG, vai ganhar um Fiat Uno zero km. O complexo residencial vai contar com 870 unidades, com preço a partir de R$ 356 mil, divididas em nove blocos.

Os apartamentos serão de dois, três e quatro quartos, com uma suíte, além da área de lazer com mais de 30 opções de diversão sem sair de casa.

O Sublime será construído na Estrada Benvindo de Novais 2.205. O bairro do Recreio não para de receber projetos imobiliários residenciais e comerciais. O Grupo Zayd vai lançar o Mare Prime Residence, com apenas 10 apartamentos de três quartos e coberturas dúplex de quatro quartos.

A AG Prima também está na região com o Barra Beach Garden, com 15 apartamentos e lazer. A João Fortes Engenharia, que já atua no bairro, vai lançar um comercial ainda este ano.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Arquiteto americano que comanda o projeto do Parque Olímpico diz que plano desenvolverá a região após os Jogos

01/10/2011 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

As plantas coloridas que o arquiteto americano Bill Hanway vai abrindo aos poucos no escritório do colega brasileiro e parceiro de projeto Daniel Gusmão ajudam a desvendar os segredos do plano de ocupação do Parque Olímpico do Rio, onde hoje fica o Autódromo de Jacarepaguá. Ao explicar os desenhos, Bill revela: a arquitetura brasileira e a paisagem da cidade inspiraram os projetos. Responsável também pelo projeto do Parque Olímpico de Londres de 2012, Bill chegou ao Rio, na quinta-feira, para a primeira reunião de trabalho com a equipe brasileira, depois que o projeto venceu, em agosto, o concurso internacional, promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e pela prefeitura. Em sua primeira entrevista após a vitória, Bill diz que há muito a fazer, inclusive planejar o futuro da área após as Olimpíadas de 2016.

O GLOBO: Como o senhor analisa o local escolhido para o futuro Parque Olímpico?

BILL HANWAY: O relevo do Rio de Janeiro faz com que a cidade tenha a paisagem mais bela do mundo. E essa característica eu encontrei no terreno. A área é cercada por dois morros e fica às margens de uma lagoa. O conceito do projeto foi desenvolvido a partir daí: criar uma via de circulação do público pelo parque que levasse em conta esses elementos.

Um dos esboços mostra que a principal via de acesso às instalações esportivas remete aos desenhos do calçadão de Copacabana. Por quê?

HANWAY: Queríamos homenagear a arquitetura brasileira, mas atendendo aos nossos objetivos. Os desenhos formam um calçadão sinuoso para que o público circule desde a entrada do Autódromo até a beira da Lagoa de Jacarepaguá. Também temos referências à flora brasileira Algumas áreas de serviço que concebemos têm o formato de flores encontradas na paisagem.

A preocupação do projeto se resumiu à paisagem?

HANWAY: Negativo. Nós queremos que o público aproveite ao máximo a experiência de receber os Jogos Olímpicos. Isso ajuda também a evitar que todos saiam ao mesmo tempo das instalações esportivas, após assistirem a uma competição. Isso poderia ser um problema porque, em alguns dias, o público poderá chegar a 120 mil pessoas. O calçadão levará o público não apenas às instalações esportivas, mas também a áreas de lazer e alimentação. E também ao espaço (live site) onde o público poderá acompanhar por telões competições em vários locais.

E como se dará o acesso do público, já que por razões de segurança a chegada ao parque será principalmente por transporte coletivo?

HANWAY: Em 2016, a região no entorno do Parque Olímpico será atendida por linhas de BRTs. Na entrada do futuro Parque Olímpico, teremos vários pontos de desembarque. Todos fluirão para um mesmo espaço de checagem de segurança. Após passar por essa área, o público chegará ao calçadão que liga as instalações esportivas às áreas de lazer.

Como a experiência de planejar o Parque Olímpico de Londres ajudará no desenvolvimento do plano carioca?

HANWAY: Londres ajudou a nossa equipe a entender que o plano de um parque olímpico não pode ser rígido. Ele pode sofrer modificações para atender às necessidade do evento. A preocupação não é apenas com as Olimpíadas, mas também que a área cresça nos anos seguintes de maneira planejada, valorizando também o seu entorno. Tudo será desenvolvido e pensado em equipe. Provavelmente, em 12 de outubro, apresentaremos ao Comitê Organizador Rio 2016 e ao prefeito Eduardo Paes os primeiros estudos desenvolvidos a partir do plano conceitual.

O concurso previa que, após as Olimpíadas, uma parte dos equipamentos esportivos formasse o futuro centro de treinamento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). E as áreas restantes deveriam ser entregues para à iniciativa privada. Como foi essa divisão?

HANWAY: O concurso previa que 40% do terreno fosse destinado ao Centro Olímpico e 60% fosse entregue à exploração da iniciativa privada, após os jogos. Nós decidimos arriscar e a ousadia deu certo: concentrar as instalações esportivas permanentes numa área equivalente a 25% do total. Nas Olimpíadas, essa concentração ajudará no controle da circulação do público e na infraestrutura do evento.

A empresa Aecom, que o senhor representa, fará dois projetos de parque olímpicos consecutivos? Existe uma fórmula para esses projetos?

HANWAY: As áreas escolhidas no Rio e em Londres têm características distintas. E isso não se limita à questão econômica, porque o Parque Olímpico de Londres foi construído numa antiga região degradada, ao contrário do que acontecerá no Rio. A área do Parque Olímpico de Londres é 2,5 vezes maior do que a do Autódromo de Jacarepaguá. Os desafios para ocupação da área antes e depois das Olimpíadas são diferentes. Ao contrário de Londres, o Estádio Olímpico João Havelange foi construído fora do parque. Aliás, me chamou a atenção o projeto olímpico do Rio justamente por isso. Vocês terão competições por todas as regiões da cidade, levando-se em conta as características físicas e de crescimento dos bairros.

Que diferenças existiram entre o processo de seleção do projeto escolhido pelo Rio e o realizado para o Parque Olímpico de Londres?

HANWAY: Em Londres, os escritórios foram convocados para expor suas idéias. No Rio, foi proposto um concurso público internacional, que exigiu o desenvolvimento desses conceitos na prática. Nós tivemos dois meses para desenvolver o projeto, com uma equipe formada por 25 pessoas, entre estrangeiros e brasileiros.