sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quantas estrelas?

27/09/2012 - O Globo

A rede Hilton vai abrir seu primeiro hotel no Rio. Ficará no Centro Metropolitano da Barra, próximo da Vila Olímpica. Os 298 apartamentos obedecem a parâmetros do Hilton Serenity Collection, linha mais luxuosa da rede. A previsão da Carvalho Hosken é inaugurar em junho de 2014. O anúncio, pela prefeitura, será feito hoje.


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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

'Sacada' construtiva

27/09/2012 - O Globo, Isabela Bastos

Vila dos Atletas terá fábrica de concreto para evitar vaivém de caminhões e caos no trânsito

Tirar do chão 31 prédios de 17 andares sem provocar impacto no trânsito da Barra da Tijuca. A construção da Vila dos Atletas para os Jogos de 2016, com seus 3.604 apartamentos, é um senhor desafio. Para enfrentá-lo, a obra terá sua própria fábrica de concreto. Com dois módulos, ela já está sendo construída e começa a funcionar em outubro, com capacidade para produzir 300 mil metros cúbicos de massa (300 milhões de litros), suficientes para atender ao projeto nos próximos 4 anos. Ousadia e criatividade para evitar um verdadeiro cortejo de betoneiras durante a construção. Sem a fábrica, a previsão era de caos: 64 viagens diárias de caminhões para o transporte do material, cerca de 37.500 até o fim da obra. Uma sobrecarga fatal para vias já congestionadas como a Linha Amarela e as avenidas Ayrton Senna e Abelardo Bueno.
- Com a quantidade de concreto que será usada na obra, seria possível construir cinco Maracanãs - explica o presidente da empresa Ilha Pura, Carlos Armando Paschoal, responsável pelas obras, explicando que a grandiosidade da construção foi um dos motivos que o levou a optar por uma fábrica particular. - Mas também garantimos a qualidade do produto final e o prazo de entrega do concreto. Os caminhões poderiam ficar presos em congestionamentos. Seria um transtorno muito grande. Só dentro do canteiro há 12 caminhões circulando.
Movimento de cinco mil operários
Iniciadas em junho e orçadas em R$ 2 bilhões, as obras da Vila dos Atletas estão concentradas nas fundações de três dos sete condomínios que serão erguidos no terreno de 206 mil metros quadrados, próximo ao Riocentro. Segundo a Iha Pura, cada condomínio levará 21 meses para ficar pronto. Como a Vila dos Atletas tem que ser entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) até 31 de dezembro de 2015, o cronograma prevê que, no ponto crítico dos trabalhos, 18 prédios estejam sendo construídos ao mesmo tempo. Para se ter uma ideia da dimensão da obra, cinco mil operários vão circular no canteiro. Como há previsão de trabalho noturno eventual, estuda-se a construção de alojamentos.
Nas próximas duas semanas, a Ilha Pura, que é formada pelas construtoras Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações, finaliza o projeto das fachadas dos prédios, cujas unidades serão entregues aos compradores no segundo semestre de 2017. Ao fim dos Jogos, durante oito meses, os apartamentos serão renovados para serem entregues aos proprietários.
- A Rio 2016 fará uma série de adaptações, como a instalação de aparelhos de ar-condicionado, aquecedores de água, mobiliários e cortinas, para uso dos atletas. Quando devolverem as unidades, em novembro de 2016, precisaremos deixá-los no estado original para os donos. Em Londres, os apartamentos foram devolvidos em perfeitas condições - diz Paschoal.
Os apartamentos de 2, 3 e 4 quartos, o menor com 78 metros quadrados, começam a ser vendidos no segundo semestre de 2013. Durante os Jogos, eles vão abrigar 17.950 atletas e técnicos. A Vila dos Atletas terá ainda um parque público de 65 mil metros quadrados, projetado pelo escritório de paisagismo Burle Marx.
Londres: material levado por trilhos
O concreto utilizado nas Olimpíadas de Londres também teve a marca da sustentabilidade. Preocupados com os impactos da construção do Estádio Olímpico, principal palco do evento, os organizadores britânicos utilizaram uma área no perímetro do Parque Olímpico, junto a um ramal ferroviário, para instalar a fábrica do insumo. O objetivo era minimizar o impacto com transporte e garantir o cumprimento das metas ambientais.
O planejamento possibilitou que todo o material usado no estádio fosse entregue e transportado por trem, tirando milhares de caminhões do trânsito londrino e das rodovias, evitando congestionamentos e os efeitos da poluição. A criação de um espaço destinado ao material de construção permitiu também a redução no transporte de vários componentes importantes para o principal palco do evento.
- O desejo da nossa equipe era desenhar, em Londres, o mais sustentável estádio olímpico já construído e reduzir a quantidade de aço e concreto empregada - explicou Jeff Keas, diretor da Populous, empresa de arquitetura e design que também projetou os estádios da Luz e do Algarve, em Portugal; o Olímpico de Sydney, na Austrália; os de Wembley e do Arsenal, ambos em Londres; e o das Olimpíadas de Inverno-2014, em Sochi, na Rússia.


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Santa Cruz receberá R$ 1,2 bilhões em recursos

27/09/2012 - O Globo Online

Distrito industrial da região atrai empresas e deve gerar 1.450 vagas

Em meio às incertezas sobre o futuro da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), o Distrito Industrial de Santa Cruz - localizado ao lado da siderúrgica - receberá ao todo R$ 1,27 bilhão em investimentos, segundo dados da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e das empresas. Mais da metade do valor (R$ 800 milhões) virá do Novo Centro de Processamento Final de Vacinas e Biofármacos de Biomanguinhos/Fiocruz, mas outras cinco novas empresas - Rolls Royce, Gypsum, Oil States, Champion Technologies e Jeumont Electric - devem se instalar no distrito até 2014. Está prevista a ampliação da Sicpa, indústria de tintas já no local, e a instalação da TranslocServ, de locação de veículos. Hoje, dez empresas estão no Distrito de Santa Cruz. Os investimentos devem gerar 1.450 empregos.
- Vemos uma dinamização no Estado do Rio todo, mas isso é muito forte no Distrito de Santa Cruz, que era um vazio na Zona Oeste. As pessoas são atraídas para o Rio, e o distrito é o caminho natural - afirma a diretora-presidente da Codin, Conceição Ribeiro.
O interessante, para Conceição, é que os investimentos não estão apenas concentrados no setor de óleo e gás, um dos principais segmentos da economia fluminense:
- O petróleo é um alavancador de investimentos, mas também temos a previsão de recursos para a área de vacinas e a construção civil.
A Gypsum, do grupo belga Etex, produz drywalls, material usado na construção civil. A nova unidade é a segunda no Brasil (há outra em Petrolina, PE) e terá investimentos de pelo menos R$ 100 milhões.
- Decidimos pelo Distrito de Santa Cruz devido à proximidade do Porto do Rio e ao apoio do governo do Estado - diz o gerente de Planejamento Estratégico da Gypsum, Felipe Barros.
Já a Rolls Royce - segundo maior investimento do distrito - vem atender ao setor petrolífero. A unidade, com investimento inicial de R$ 200 milhões, vai montar e fazer testes de pacotes de turbinas industriais para o segmento.
O investimento de Biomanguinhos/Fiocruz é o maior. O processo de cessão do terreno pelo Estado está em curso, e o projeto foi incluído no Plano Plurianual 2012-2015 do governo federal.
- O novo centro de processamento vai triplicar a capacidade de processamento de Biomanguinhos/Fiocruz - diz o coordenador do projeto, Mauricio Zuma.


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Starwood vê espaço para mais hotéis de luxo no Brasil

Starwood vê espaço para mais hotéis de luxo no Brasil

25/09/2012 - Valor Econômico, Paola de Moura

Hoje há no Brasil 42 hotéis de alto luxo. Na cidade de Nova York, são 71 e no Estado da Flórida, 189 - quase cinco vezes mais. A comparação é usada por Ricardo Suarez, vice-presidente de aquisições e desenvolvimento para a América Latina do grupo hoteleiro americano Starwood, para mostrar o espaço que o segmento tem para crescer no mercado brasileiro. O objetivo da rede é ter entre 25 e 30 hotéis no Brasil em até sete anos.
A companhia não tem pressa. "Nosso negócio não é construir 100 hotéis, e sim hotéis de luxo no lugar certo", afirma Marco Selva, diretor-geral dos Hotéis St. Regis - bandeira cinco estrelas da rede, que conta com serviços personalizados como mordomos.
Os novos projetos terão as marcas St. Regis e W, mas também Aloft by W e Four Points by Sheraton. "[Estes últimos] São hotéis voltados para o setor de negócios. São executivos de luxo. E o Sheraton já é uma bandeira reconhecida pelo brasileiro, por isso, o foco no Four Points by Sheraton", diz Suarez. O executivo explica que ainda não foi definido o número de hotéis de cada bandeira. A decisão depende da oportunidade de terrenos. "Cada área gera uma oportunidade de negócio diferente. Há regiões com maior vocação para hotéis executivos e outras para de luxo", acrescenta.
Hoje, a Starwood possui sete hotéis no Brasil: são cinco Sheraton no Rio, em São Paulo, Porto Alegre e Vitória; e dois Four Points by Sheraton em Curitiba e em Macaé (RJ). Suarez diz que a ocupação nos empreendimentos brasileiros cresceu 20% em 2010 e 11% em 2011.
Os novos empreendimentos Aloft by W e Four Points by Sheraton vão chegar ao mercado brasileiro para atender um crescente mercado de viagens de negócios, não só nas grande capitais, como Rio e São Paulo, mas em cidades como Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Salvador e Florianópolis, cita o executivo. Hoje há mais de 60 Alofts no mundo.
Os hotéis para executivos são os que têm apresentado maior crescimento de receita para a rede. Dados do segundo trimestre do grupo mostram que a receita por apartamento (revpar) vem crescendo mais nessas marcas, com destaque para as bandeiras Aloft (8,7%) e W Hotels (7,3%). São bandeiras que não estão tão presentes na Europa e dão melhores resultados nos países emergentes.
A empresa assumiu recentemente a administração de um hotel em Vitória, trocando a bandeira Hadisson pela do Sheraton. Em 2014, abrirá um hotel, também com essa bandeira, em Recife, na Reserva do Paiva, em parceria com o grupo português Promovalor e a Odebrecht Realizações Imobiliárias. O empreendimento terá 289 suítes, além de um centro de convenções para 2.100 pessoas.
Marco Selva afirma que a empresa espera o momento certo de entrar em cada mercado. E cita a área do porto do Rio como exemplo. "É uma região interessante, porém muito grande e ainda em desenvolvimento. Temos que esperar para ver onde construir o hotel", diz. O executivo lembra que no Puerto Madero, região portuária de Buenos Aires que foi revitalizada e transformada em ponto turístico, só agora a rede está construindo seu Sheraton. "Foram muitos anos para que a região virasse um polo imobiliário", diz.
No Brasil, os projetos serão sempre realizados com parceiros. A ideia é repetir aqui os bons resultados que a rede obteve lá fora com o sistema de condomínios, que inclui prédios residenciais na mesma área do empreendimento hoteleiro. Nem sempre há construções diferentes para cada propósito. O W de Miami Beach, por exemplo, tem 408 quartos, dos quais 200 são de particulares. O mesmo ocorre no W do México. Apesar de estarem no mesmo prédio, a entrada dos moradores e dos clientes do hotel é separada. O modelo não é o mesmo dos apart-hotéis. É permitido alugar, no entanto, por prazos superiores a 30 dias.
No segundo trimestre, a receita por quarto da Starwood cresceu 4,2% no mundo, comparada com o mesmo período de 2011. Nos Estados Unidos, a expansão foi de 6,8%. O mercado latino-americano é um dos que mais crescem: no Brasil, o aumento foi de 11%; no México, de 13%; e no Chile, de 21%.
A empresa projeta que sua receita, considerando os quartos existentes há pelo menos um ano, crescerá entre 6% e 8% globalmente em 2012. E tem pela frente um grande número de novos empreendimentos para ampliar ainda mais o faturamento total. Só na Ásia - região onde tem investido fortemente - estão sendo construídos 61 mil quartos. Na China, o plano é dobrar a operação de 100 para 200 empreendimentos.
O ritmo menor de expansão da economia chinesa, que nos últimos anos vinha crescendo a taxas acima de 10% e este ano está perto de 8%, parece não preocupar o grupo. "Se esse freio significar um crescimento de 7%, ainda é muito comparado com o resto do mundo", afirma Suarez.
No primeiro semestre, a operação chinesa da Starwood cresceu 25% em moeda local. Até julho, 15 empreendimentos foram inaugurados. Só este ano foram assinados mais 30 contratos, ante 27 no ano passado. No entanto, a empresa reconhece que o mercado chinês não é mais o mesmo, principalmente em cidades voltadas para a exportação como Xangai, mais afetadas pela retração na economia mundial.
Mas o negócio da Starwood está crescendo no mercado asiático como um todo a uma taxa de dois dígitos. Na Índia chegou a 12%; na Indonésia, 25%; e na Tailândia, 19%.
A repórter viajou a convite da Starwood


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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Estudo define limites de Jardim Botânico e Horto, indicando a remoção de 520 casas

19/09/2012 - O Globo

Guardado há quase 30 anos, ele será defendido pela administração do parque, que, junto com o Iphan, terá dois meses para delimitar a área tombada dos bens

Moradias em alvenaria avançam pela Rua Pacheco Leão sobre a área verde do Jardim Botânico que, ao longo dos anos, perdeu terreno para ocupações irregulares Márcia Foletto/30-08-2012 / O Globo

RIO - Um estudo que envolveu um grupo multidisciplinar, de geógrafos a arquitetos, e ampla pesquisa cartorial é considerado inédito por ter definido com precisão os limites tombados do Jardim Botânico, incluindo o Horto Florestal. Guardado há quase 30 anos, ele será defendido pela administração do parque, que, junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), terá dois meses para delimitar a área tombada dos bens, o que vai sacramentar quais e quantos invasores deverão ser removidos. O GLOBO obteve com exclusividade o conteúdo do trabalho, feito em meados dos anos 80 e que faz parte do processo sobre o caso no Tribunal de Contas da União (TCU). Há curiosidades como uma proposta de ampliação do terreno protegido embora tenha sido abandonada e não conste na versão final do mapa que criaria uma faixa extra de preservação, unindo os fundos do Jardim Botânico à divisa do Parque Lage, que dividem a história e têm afinidades ambientais.

Uma coisa fica clara pelo estudo: a opção por defender a integridade do parque sem grandes concessões. Hoje, discute-se a ocupação irregular por 621 residências. Se o mapa gerado prevalecer ao fim do trabalho de técnicos do Jardim Botânico e do Iphan, que ainda não teve início, estariam fora da área tombada apenas 101 casas, na Rua Dona Castorina. No universo de ocupações passíveis de remoção ficariam 520 moradias. Há ainda as ocupações institucionais, como as de Embrapa, Serpro e Light, todas consideradas irregulares pelo estudo. O mesmo vale para uma escola municipal.

Primeiro registro foi feito por Dom Pedro II

O presidente do Jardim Botânico, Liszt Vieira, e a superintendente do Iphan no Rio, Cristina Lodi, preferiram não falar antes da primeira reunião do grupo de trabalho. O estudo, no entanto, põe fim às especulações de que haveria um desconhecimento sobre os limites exatos da área em discussão.

O trabalho chegou a gerar uma proposta de ratificação do tombamento pelo Iphan um terceiro documento tombando, ao mesmo tempo, o Jardim Botânico e o Horto Florestal , que não foi para frente. O tombamento do Jardim Botânico ocorreu em 30 de maio de 1938 e o do Horto Florestal só aconteceu muitos anos depois, em de 17 de dezembro de 1973.

Na apresentação do estudo, o então diretor do Jardim Botânico, Carlos Alberto Ribeiro de Xavier, faz um inventário dos problemas do parque, principalmente os relacionados à perda de espaço físico, observando que o terreno no passado chegou a ter 2.100 hectares (o mapa atual considera que são 135 hectares). Segundo ele, um gradual e insidioso processo de ocupação ameaçava a integridade física da área. Localizado, Carlos Alberto, que hoje mora em Brasília, falou sobre os esforços feitos na época e disse que os domínios do jardim estão bem definidos.

Não existe isso de não haver limites estabelecidos. Eles sempre existiram desde que Dom Pedro II registrou a área pela primeira vez, em 1854 afirma Carlos Alberto. Toda a História do Brasil está ali, no Jardim Botânico. Do Império às repúblicas Velha e Nova. Durante perfurações para reformar a biblioteca do jardim, achamos ossadas de negros dos séculos XVII e XVIII, que estão no Museu Nacional. É reserva da biosfera, é um espaço vital para a cidade, e precisamos preservá-lo.

Ocupações teriam documentos frágeis

No diagnóstico sobre as ocupações, os técnicos que trabalharam no estudo consideram que apenas a transferência de um terreno para a Embrapa foi feita através de documento sólido. Mesmo assim, defendem a retirada do órgão. As outras ocupações são consideradas situações mais frágeis do ponto de vista jurídico. Como a cessão da área de Furnas feita por decreto pelo governo federal e depois transferida para a Light, por meio de um termo de permissão de uso que, de acordo com o documento, foi feito sem data. A Escola Municipal Julia Kubitschek, além de estar dentro do parque, teria sido construída de maneira totalmente irregular. Sobre o colégio, o texto diz que, do ponto de vista jurídico, era uma edificação construída de má-fé.

O TCU exclui, num primeiro momento, Embrapa, Serpro e Light da lista de possíveis remoções. A permanência deles dependerá do registro final em cartório da área tombada.



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Preço em Ipanema é 140% superior a Moema em São Paulo

20/09/2012 - O Estado de São Paulo

GUSTAVO COLTRI

O distrito de Moema, em São Paulo, que engloba a Vila Nova Conceição, e Ipanema, no Rio de Janeiro, compartilham o posto de áreas mais caras de suas respectivas cidades, mas os pontos em comum entre eles não vão muito além disso. O metro quadrado no charmoso endereço carioca é 140,33% superior ao verificado na nobre área da capital paulista, segundo dados da empresa de informações imobiliárias Geoimovel referentes a lançamentos de janeiro de 2011 a agosto de 2012.

A disparidade de preços deve-se principalmente à falta de terrenos disponíveis nas áreas tradicionalmente valorizadas da capital fluminense, na zona sul. Além de Ipanema, os bairros do Leblon, Jardim Botânico e Lagoa figuram na frente de Moema (veja o gráfico).

"No Rio, há fila de espera entre os compradores para esses bairros. A quantidade de lançamentos é muito pequena", diz o diretor corporativo do Geoimovel e da Amaral d'Avila Engenharia de Avaliações, Celso Amaral. Desde o ano passado, os cinco bairros mais caros da cidade receberam, juntos, apenas oito lançamentos e 156 unidades.

De acordo com o diretor da Urban Systems, Paulo Takito, apesar de São Paulo ter uma população de alta renda maior do que na capital fluminense, a elevada oferta paulistana não permite altas de preço tão expressivas. O desenvolvimento de áreas vizinhas aos Jardins, como Vila Nova Conceição, Itaim e Moema, por exemplo, evitariam a elevação de valores no tradicional bairro. "Aqui temos várias zonas sul. Lá eles têm uma. Há limitações por causa do mar, de um lado, e da montanha, de outro. "

O diretor comercial da Private Brokers Jardins da Coelho da Fonseca, André Souyoltgis, explica que, seja qual for a cidade, a predominância de edifícios antigos e sem áreas de lazer não incomoda o público classe A das áreas nobres. "As pessoas que moram nessas regiões não se preocupam muito com estrutura de lazer nos prédios, porque elas participam dos melhores clubes locais e elas têm outros imóveis para descanso e veraneio", explica.

O crescimento do mercado no Rio ruma para o oeste, onde há terrenos disponíveis. A Barra da Tijuca, com o metro quadrado avaliado em R$ 6 mil, ocupa a 13ª posição entre os maiores preços. O bairro teve o maior número de unidades lançadas em um ano e meio, segundo o Geoimovel: 3.145 imóveis ao todo.

O vizinho Recreio dos Bandeirantes, por outro lado, é a bola da vez em número de lançamentos. Recebeu 43 novos empreendimentos e 2.475 unidades desde o ano passado, o que representa um quinto de toda a oferta no período. O metro quadrado de área útil por lá custa R$ 5,6 mil, o 14º do município.
"A Barra pode ser comparada ao Morumbi, porque ambos são bairros com extensões, que permitiam a expansão", diz Souyoltgis.

Porto Maravilha. A renovação da área portuária do Rio atualmente em execução pela prefeitura local com participação da iniciativa privada deve dar gás ao mercado imobiliário carioca. Batizada de Porto Maravilha, a operação urbana prevê, entre outras medidas, intervenções em 70 quilômetros de vias e 650 mil metros quadrados de calçadas, além de ações paisagísticas e obras de infraestrutura.

"Toda essa preparação já vem sendo feita e é a base para a urbanização. A cada dia isso vai ficar mais visível. Até as Olimpíadas, com certeza o porto estará bem diferente", diz o diretor da Urban Systems, Paulo Takito. Segundo ele, o projeto tem como objetivo transformar a região um polo autossustentável, alinhando-a a conceitos mais atuais de ocupação urbana. "O plano é desenvolver um novo centro equilibrado, onde a oferta de residências, serviços, lazer e educação estejam integrados."

Takito acredita na vocação diversificada desse novo espaço, com empreendimentos tanto de perfil compacto quanto aqueles mais amplos, para uso familiar. Em dez anos, a operação prevê aumento da densidade demográfica na área dos atuais 22mil para cerca 100 mil habitantes.

"Os lançamentos ali já estão começando", ressalta Celso Amaral. Um complexo com torres comerciais e hotel será lançado este mês na capital fluminense



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Shoppings

18/09/2012 - O Globo

A carioca ABL Shopping planeja construir dez malls em sete anos. Já tem quatro projetos aprovados. Lança dois este ano. Um ficará em Alcântara (São Gonçalo), onde já ergue o Pátio Alcântara; outro em Caxias. Em 2013, virão Jacarepaguá e Santa Cruz. O investimento médio é de R$ 200 milhões por shopping, gerando quatro mil empregos cada.
Shoppings 2
Para garantir a expansão, ABL fechou parceria com o Banco Brasil Plural, em novembro passado. Já recebeu aporte de R$ 20 milhões. Agora, está montando um fundo de investimento imobiliário, que terá R$ 400 milhões em caixa em novembro. A meta é gerar R$ 200 milhões ao ano em receita até 2018, diz o diretor Vicente Perotti.



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Patrimônio preservado

24/09/2012 - Jornal do Commercio

O Cine Vitória, no Centro do Rio, prédio em estilo Art Deco datado de 1939, está sendo revitalizado. O gerenciamento do retrofit, em área de 4 mil m², ao custo de R$ 30 milhões, é da Renta Engenharia. No subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º pavimentos serão instaladas unidades da Livraria Cultura, de São Paulo.



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Os novos hotéis

23/09/2012 - O Globo, Ancelmo Gois

A conta é oficial. O Rio tem hoje 110 novos hotéis em construção ou em processo de licenciamento.
Acredite. Nos últimos 20 anos, a média de emissão de licenças na cidade era de apenas 1,8 hotel por ano. A reviravolta deve-se ao anúncio de eventos, como a Copa e os Jogos Olímpicos, e ao pacote da prefeitura de incentivos ao setor.
Fora os motéis...

Somente de maio a setembro deste ano, ficaram prontos 845 novos quartos na cidade.
Hoje, existem 17.419 quartos em consulta, análise, licenciamento ou construção. E esses números não incluem pousadas e motéis.


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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A cidade que vive ao ritmo do bate-estaca

16/09//2012 - O Globo, Rafael Galdo

Instalação do Comperj em Itaboraí provoca 'boom' imobiliário e também atrai outros investimentos

A pracinha no Centro de Itaboraí, na Região Metropolitana, ainda guarda um ar de interior: casais de namorados, a igreja, casario em estilo colonial e a prefeitura abrigada no velho Palacete do Visconde de Itaboraí. Mas, nessa paisagem, modernos edifícios em construção, a maioria com mais de dez andares, revelam uma cidade em plena transição. Com o início da instalação do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) em seu território, o município até então considerado dormitório já assiste a uma explosão demográfica e econômica, muito evidente no boom imobiliário. São pelo menos 30 empreendimentos, entre residenciais e comerciais, em construção na cidade, de acordo com a Secretaria municipal de Meio Ambiente e Urbanismo. Expansão que, se traz progresso, também impõe desafios urbanos àquela que está sendo chamada de "nova cidade do petróleo".
Apenas nas ruas em volta da pracinha do Centro, estão sendo erguidos cinco prédios. Ao longo da Avenida Vinte e Dois de Maio, a principal de Itaboraí, são outros tantos. Alguns de grande porte. O Enterprise City Center, por exemplo, num terreno de 15 mil metros quadrados, que tradicionalmente recebia parques de diversões e circos, terá uma torre de escritórios, outra com espaços corporativos, uma terceira com flats, edifícios residenciais e um shopping. O conceito será parecido com o do GlobalCenter Itaboraí, na mesma avenida, com quatro torres para salas comerciais, lojas e flats. Já na BR-101, em Manilha, o shopping Itaboraí Plaza terá mais de 170 lojas, dois prédios de escritórios, um hotel, um hipermercado e seis salas de cinema. Hoje, o cinema mais próximo de Itaboraí fica em São Gonçalo.
- Investidores de todo o país, alguns até de fora, estão interessados no município. E não só o Comperj, mas também o Arco Metropolitano (que ligará Maricá a Itaguaí) e o Porto da DTA Engenharia em Maricá têm influência nesse quadro. Chegamos a Itaboraí em outubro de 2010. Desde então, já vendemos 2.800 unidades, em 18 lançamentos, com previsão de outros quatro em breve - afirma Bruno Serpa Pinto, diretor do grupo Brasil Brokers Niterói.
O perfil dos clientes que têm buscado a cidade é bastante variado, afirma Rafael Cardoso, diretor regional da construtora Rossi, responsável por quatro empreendimentos no município. Segundo ele, investidores optam geralmente por imóveis de dois quartos e salas comerciais. Já quem pretende morar na região costuma procurar unidades de três e quatro quartos, com ampla área de lazer.
- Os dados divulgados estimam algo em torno de 200 mil empregos diretos e mais de cem mil indiretos na região. Certamente haverá déficit de moradia. E isso tem se refletido no mercado - diz Rafael.
Previsão é de um milhão de moradores
Além do setor imobiliário, a cidade tem atraído investimentos em outras áreas. Elizeu Drumond instalou ali sua empresa de guindastes e infraestrutura. E descobriu outra demanda.
- Percebi a falta de hotéis. Então resolvi construir um hotel-fazenda. A valorização é sensacional. Um sítio que foi comprado por R$ 350 mil hoje vale R$ 1,5 milhão - afirmou Drumond.
Com a economia mais forte (segundo o IBGE, o PIB do município passou de R$ 1,71 bilhão para R$ 2,01 bilhão de 2008 para 2009), as previsões são de forte crescimento populacional nos próximos anos. Entre 2000 e 2010, de acordo com dados dos censos do IBGE, esse aumento populacional já foi de 12% (passando de cerca de 187 mil habitantes para 210 mil). No entanto, não para de chegar gente. E as projeções no município são de que a população chegue a um milhão de habitantes em dez anos.
O assistente de medição Giuliano Vidal, de 38 anos, está há apenas nove meses na cidade. Ele deixou a família em Cabrobó, Pernambuco, para trabalhar nas obras do Comperj. Hoje, mora com cinco colegas de trabalho, num condomínio de casas recém-construído. E já pensa em trazer a família:
- Hoje, a cada 21 dias, passo três em casa para matar as saudades. Mas aqui ainda há obras para 30 anos. E penso em trazer todos para cá.
Expansão já apresenta impactos negativos
Tanto crescimento já tem causado impactos em Itaboraí. Quem vive na cidade há mais tempo reclama, entre outros problemas, do saneamento em alguns bairros, da superlotação de serviços públicos, de engarrafamentos e falhas no sistema de transporte. O trânsito em avenidas como a Vinte e Dois de Maio vive complicado e, em meio à dificuldade que os motoristas enfrentam para achar lugar para estacionar, às vezes ocorrem situações inusitadas. Há duas semanas, por exemplo, um cavalo ocupava uma das vagas em pleno centro comercial.
- Hoje, Itaboraí reúne problemas de uma cidade grande, como violência, trânsito e até dificuldades para estacionar, e também o lado ruim de uma cidade pequena, como a falta de opções de lazer. Minha família veio de Copacabana para Itaboraí em meados da década dos anos 90, fugindo da onda de violência. Encontramos tranquilidade aqui. Mas o perfil da cidade está mudando. Hoje, já penso em sair. O que me mantém é o mercado de trabalho, que, para mim, está melhorando muito - afirma a fisioterapeuta e professora de pilates Julianna Moura, de 28 anos.
Secretário municipal de Governo e também presidente da associação comercial do município, José Roberto Salles reconhece que investimentos em áreas como trânsito e transporte são urgentes. Segundo ele, municípios da área de influência do Comperj já desenvolveram um plano que inclui, entre outras propostas, a implantação da Linha 3 do metrô (Niterói-Itaboraí) e a construção de um aeroporto no município.
O Comperj começou a ser construído em março de 2008, numa área de 45 milhões de metros quadrados. A Petrobras informou este ano que a primeira unidade de refino, que vai produzir óleo diesel e querosene de aviação, entrará em funcionamento em abril de 2015. Até 2018, todo o complexo, com mais refinarias, estará em operação.

Mais obras no caminho

17/09/2012 - O Globo, Isabela Bastos

Canteiros do Porto Maravilha interditam Francisco Bicalho parcialmente a partir de dezembro

Uma das principais ligações entre a Ponte Rio-Niterói, a Zona Portuária e o Centro da cidade, a Avenida Francisco Bicalho será interditada gradualmente, a partir de dezembro, para obras do projeto Porto Maravilha. Previsto para durar seis meses, o bloqueio ocupará alternadamente cada uma das quatro pistas da avenida, sempre no trecho a partir do Viaduto Engenheiro Paulo de Souza Reis (de acesso à Linha Vermelha). A primeira interdição se dará na pista lateral sentido Rodoviária Novo Rio. O objetivo é abrir caminho à implantação das novas redes de água, luz, esgoto, drenagem e telefonia da área. Segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), Jorge Arraes, a prefeitura optou por iniciar as obras em dezembro para tentar amenizar os transtornos ao tráfego, em função das férias escolares, numa região onde os congestionamentos diários são um desafio à paciência dos motoristas. Pela Francisco Bicalho passam 104.730 veículos por dia, de acordo com estatísticas da CET-Rio.
Nova rua será aberta ainda este mês
Com as mudanças, os motoristas que precisarem passar pela avenida a caminho da Ponte ou da Avenida Brasil terão que usar a pista central da Francisco Bicalho. Já para chegar à Zona Portuária, será necessário pegar uma nova rua, que está sendo construída e ficará pronta ainda este mês, dentro do terreno conhecido como Praia Formosa, situado nos arredores da Rodoviária Novo Rio. Chamada de D1, a nova via ligará a Francisco Bicalho à Rua Santo Cristo, no bairro de mesmo nome. Seu traçado começa junto às pilastras do Viaduto Paulo de Souza Reis.
- A nova rua passa no terreno onde serão erguidas as instalações dos Jogos Rio 2016. Com o bloqueio na Francisco Bicalho, ela será a alternativa de caminho para a Zona Portuária, durante as obras. Depois das intervenções, a via ficará para o uso permanente da cidade - explica Jorge Arraes.
Neste sábado, a prefeitura concluiu o alargamento da Rua General Luiz Mendes de Moraes, que contorna o terreno da Praia Formosa e dá acesso ao Viaduto Paulo de Souza Reis. A rua, que tinha três faixas de rolamento, ganhou outras três. Mas, de início, a ampliação não poderá ser aproveitada integralmente pelos motoristas. Isso porque as faixas antigas serão fechadas ao trânsito para a implantação de infraestrutura de serviços públicos. Ainda de acordo com o presidente da Cdurp, as novas ruas na região estão sendo abertas ainda sem a urbanização e o paisagismo das calçadas, que serão feitos ao longo do ano.
- A meta é abrir a via ao tráfego rapidamente para melhorar o trânsito. O paisagismo pode ser feito sem prejuízo da circulação - complementa o presidente da Cdurp.
Já o trecho inicial da Avenida Francisco Bicalho, entre a linha férrea da SuperVia e o Viaduto Paulo de Souza Reis, só será interditado para obras no ano que vem. Segundo Arraes, desvios de trânsito nessa parte da avenida são mais complicados. Por conta disso, nesse trecho da via, as obras terão que ser noturnas, com as pistas sendo liberadas aos motoristas durante o dia.
- Ali teremos que mexer com cuidado, porque há muitos pontos de ônibus. Essa parte precisa ser bem planejada, devido ao impacto na vida das pessoas. Mas já sabemos que as obras terão que ocorrer sobretudo à noite - diz Arraes.
A obra acontece pouco mais de dois anos depois de a Francisco Bicalho ter passado por uma grande obra de recapeamento. Em 2010, a avenida chegou a ser anunciada como parte do conjunto de 45 ruas e avenidas das áreas de planejamento 1 (Centro) e 2 (Zona Sul, Tijuca e adjacências) que seriam recuperadas naquele ano, com investimento de R$ 61,1 milhões, pelo programa Asfalto Liso. A Secretaria municipal de Obras informou, contudo, que a via não foi beneficiada pelo programa, tendo sido recuperada pela Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos. Já a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto informou que o trabalho foi feito dentro da parceria público-privada (PPP) do Porto Maravilha.
- O trabalho na avenida foi executado pelo consórcio do Porto Maravilha e era uma solução provisória. O asfalto estava muito ruim na época e precisava passar por reparo antes das obras definitivas do Porto Maravilha - justificou Jorge Arraes.
Perimetral começa a ir ao chão em abril
Iniciado em 2009 e orçado em cerca de R$ 8 bilhões, o projeto Porto Maravilha prevê um conjunto de obras de reestruturação do trânsito da Zona Portuária; de redimensionamento das redes de água, luz, esgoto, drenagem e telefonia de uma região com cinco milhões de metros quadrados; de reurbanização do passeio público; e de recuperação do patrimônio histórico. O projeto prevê ainda que a concessionária Porto Novo, vencedora da licitação da parceria público-privada do porto, fique responsável pela execução de serviços - como coleta de lixo, troca de lâmpadas e operação de tráfego - por um prazo de 15 anos.
A obra de peso mais significativo é a derrubada do Elevado da Perimetral, prevista para começar em abril do ano que vem. A ideia da prefeitura é concluir todo o pacote de reformas até o primeiro semestre de 2016, a tempo dos Jogos Olímpicos do Rio.
Para substituir as pistas do elevado, estão sendo abertas novas ruas e avenidas na Zona Portuária. Uma delas é a chamada Avenida Binário, que terá seis faixas de rolamento, três em cada sentido. A nova avenida cortará a região seguindo paralelamente à Avenida Rodrigues Alves. Ela terá dois túneis, um sob o Morro da Saúde e outro passando por baixo da Praça Mauá e do Morro de São Bento. Já a Avenida Rodrigues Alves será transformada em uma via expressa, também com túnel, que deverá ser interligado, futuramente, com o Mergulhão da Praça Quinze.

domingo, 16 de setembro de 2012

Está saindo do papel

19/09/2012 - Exame, Daniel Barros

Com as obras do projeto Porto Maravilha em curso, a expectativa é que o Rio de Janeiro torne sua degradada área portuária, de fato, um local decente para viver e trabalhar

No final dos anos 80, a prefeitura do Rio de Janeiro começou a ventilar a ideia de reurbanizar sua deteriorada área portuária. A inspiração na época vinha da espanhola Barcelona, cidade que revitalizava um espaço degradado junto ao porto como parte dos preparativos para sediar a Olimpíada de 1992. De lá para cá, tanto se falou na tal reforma do porto do Rio e tão pouco se fez, que ela adquiriu status de lenda urbana. Nos últimos meses, o projeto finalmente começou a sair do papel. Recheado com novas promessas, ganhou um nome nada modesto: Porto Maravilha. O sinal de que desta vez a coisa pode se concretizar são os 3000 operários em 30 canteiros de obras espalhados pelos 5 milhões de metros quadrados da região a ser revitalizada - área equivalente à do bairro de Copacabana. Na histórica praça Mauá, por exemplo, foi aberto um fosso com 40 metros de profundidade - buraco que comportaria de pé o Cristo Redentor. incluindo o pedestal. Sob a praça passará um túnel de 1.5 quilômetro, trecho subterrâneo de uma via expressa que irá cruzar a região. Logo ao lado, estão em andamento a reforma de um prédio histórico de 1916 e a construção de um novo edifício com linhas contemporâneas. As duas estruturas serão unidas para abrigar o Museu de Arre do Rio. No conjunto, a reforma no porto carioca é a maior obra de revitalização urbana do Brasil e, segundo levantamento da consultoria KPMG, uma das dez maiores do mundo, lista que incluí a reconstrução da área do World Trade Center, em Nova York. "Não resta dúvida de que agora a revitalização do porto é uma realidade", diz Richard Dubois, sócio da consultoria PwC no Brasil. Além daquilo que já foi iniciado, há mais de 70 obras aprovadas para a área. incluindo prédios de escritórios e residenciais privados.
Atrair as empresas privadas, aliás, foi essencial para tirar o Porto Maravilha do papel. Isso foi possível porque a prefeitura do Rio criou condições para firmar parcerias, dar segurança aos investidores e acelerar as obras. Por um lado, adotou um modelo diferente de parceria público-privada. Normalmente, uma PPP é feita para uma só obra. Por essa lógica, a prefeitura teria de firmar dezenas de PPPs na área do porto, uma para cada empreendimento, o que tenderia a arrastar a empreitada. A saída foi juntar todas as obras de infraestrutura e serviços num pacote e levá-lo a uma licitação. Com uma oferta de 7,6 bilhões de reais, venceu o consórcio Porto Novo (que reúne as construtoras OAS, Carioca e Odebrecht). A concessionária tem até 2016, ano da Olimpíada, para entregar obras como duas avenidas e 700 quilômetros de redes de água, esgoto, luz e telecomunicações. A Porto Novo ainda será responsável pela prestação de serviços como manutenção das vias e controle do tráfego até 2026. A ideia é ganhar em eficiência.
"A iluminação da região será em LED, e os coletores de lixo, subterrâneos", afirma José Renato Ponte, presidente da Porto Novo. "São tecnologias mais caras agora, mas que irão gerar economia no longo prazo." Para levantar o dinheiro ne cessário à infraestrutura, a prefeitura adotou um sistema de venda de títulos às incorporadoras interessadas em construir prédios mais altos do que normalmente seria permitido. Os recursos arrecadados com os títulos são aplicados na melhoria da região onde o prédio ficará. Esse sistema foi usado em São Paulo na reurbanização da avenida Faria Lima. A prefeitura paulistana leiloou os títulos gradualmente ao longo de anos. No caso do Rio, todos os títulos foram vendidos em 2011 para a Caixa Econômica Federal. O banco estatal assegurou assim uma bolada de uma só vez - pondo 3,5 bilhões de reais em um fundo que vai financiar as obras. Agora, a Caixa está revendendo os papéis para incorporadoras. "A estratégia mostrou ao mercado que há recursos garantidos para a urbanização", diz Maurício Endo, sócio da KPMG.
AÇÕES INTEGRADAS
Mais que recuperar prédios e ruas estragados, a proposta do Porto Maravilha é criar um ambiente agradável para trabalho, moradia e passeio. Hoje, há 20 000 moradores na área, boa parte em ocupações ilegais. A expectativa é que, em oito anos, abrigue 100 000 usufruindo de qualidade de vida. A reforma busca tornar o local também atração para turistas. De 1992 a 2010. o número de visitantes de Barcelona foi de 2 milhões anuais para 8 milhões. O Rio demorou 30 anos para que uma revitalização de fato começasse pelo mesmo motivo que Buenos Aires levou mais de 50 anos até concretizar a reforma de Puerto Madero e São Paulo ainda pena para repaginar seu centro: faltam ações integradas, com abertura de espaço para a chegada de pessoas que morem e deem vida nova ao lugar. "Normalmente, uma revitalização urbana tão grande só acontece quando não uma, mas uma série de obras de infraestrutura são feitas conjuntamente", diz Trent Lethco, urbanista da Arup. um dos maiores escritórios de planejamento urbano de Nova York. "O Rio inovou porque concedeu todo o pacote a uma empresa privada." O começo é promissor - para o bem do Rio, tomara que o plano vingue.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Hotéis de luxo devolvem brilho ao Centro do Rio

11/09/2012 - O Dia, Maria Luisa barros

Abandonado durante décadas, o Centro do Rio começa a recuperar o brilho do passado ao receber, nos próximos quatro anos, 22 hotéis de duas a cinco estrelas. Os empreendimentos acompanhados pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) vão criar 3.283 quartos na região, de olho nos investimentos para a Copa do Mundo, de 2014, Olimpíadas, em 2016, e no turismo de negócios e lazer feito por executivos de grandes empresas.

Cinco hotéis já têm licença da prefeitura para iniciar as obras nas ruas do Riachuelo, Inválidos, Pedro I, Gomes Freire e na Avenida Passos.

Um vai ocupar o prédio 242, da Rua do Riachuelo, antiga sede da Banda Portuguesa. Na mesma rua, o grupo português Vila Galé pretende construir um hotel cinco estrelas. Outros dois estão sendo erguidos e 13 aguardam análise da secretaria.

"A nossa média anual era de 1,6 pedido de licença para construção ou ampliação de hotéis. De 2010 para cá, a média tem sido de 40", revela Márcio Lopes, assessor especial da SMU.

Os dois maiores imóveis serão erguidos na Zona Portuária. A região tem 850 mil metros quadrados de potencial construtivo. A empresa Solace vai fazer no Porto Olímpico dois hotéis de 500 quartos, um no terreno da Praia Formosa e outro no da Usina de Asfalto, nos dois lados da Avenida Francisco Bicalho.

Os dois serão ligados a um centro de convenções. As obras começam em janeiro. "O Centro virou a cereja do bolo. Executivos querem ficar perto do trabalho, com acesso ao metrô, aeroporto e opções de lazer", diz Fernando Sá, diretor de comunicação do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio).

De bordel a cinco estrelas

Decadente e reduto da prostituição, o Hotel Paris, na Praça Tiradentes, vai ganhar cinco estrelas e se chamar Le Paris.

"Sempre adorei o Centro do Rio mas aqui não tem um hotel para receber artistas que se apresentam no Sambódromo, no Maracanã e no Municipal", aposta François Dussol, proprietário do hotel de luxo La Suite, na Joatinga. Serão 21 suítes, com diárias de R$ 800 a R$ 2 mil. O térreo terá restaurante e na cobertura, piscina e clube privativo.

Condomínio é multado por despejar esgoto em lagoa da Barra da Tijuca

11/09/2012 - O Globo

Operação da Secretaria do Ambiente instalou rolha ecológica para impedir lançamento.

Técnicos tampam saída de esgoto de condomínio na Barra da Tijuca Marcos Tristão / O Globo
RIO Uma operação realizada pela Coordenadoria Integrada de Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria estadual do Ambiente, lacrou na manhã desta terça-feira a saída de esgoto do Condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Sernambetiba, 3.200, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O condomínio estava despejando esgoto in natura na Lagoa de Marapendi. A instalação da rolha ecológica que bloqueou o fluxo dos dejetos causou a indignação de moradores do local.

Na ocasião, ainda constatou-se outro crime ambiental: o derrame de chorume na lagoa. Ambos os crimes foram comprovados por um teste com uso de corante. O condomínio, que já havia sido notificado e multado em R$ 22 mil em maio deste ano, será multado por reincidência. O valor da multa pode chegar a R$ 30 mil. Pelo descarte do chorume na lagoa, o condomínio ainda poderá receber multa adicional de até R$ 50 mil.

Durante a operação, os moradores discutiram com os agentes que participavam da operação. Moradores alegaram que a obrigação de fazer a ligação da rede ao emissário que encaminha o esgoto para a estação de tratamento seria da Cedae e que já existe um processo em andamento para julgar a responsabilidade. Eles ainda afirmaram que, em maio, quando receberam a notificação, encaminharam um pedido de prorrogação de prazo para a obra que não chegou a ser respondida.

A rolha ecológica é uma violência para as crianças e moradores do condomínio. Há 40 anos pagamos água e esgoto para Cedae. A obra de ligação é de responsabilidade deles alegou o morador Carlos Roberto Amorim.

No entanto, de acordo com o gerente da Cedae Claudino do Espírito Santo, as ruas internas do condomínio são particulares e a obrigação de fazer a ligação seria dos moradores. Ele ainda esclareceu que a primeira notificação foi entregue ao condomínio em março de 2010. Naquela ocasião, os moradores elaboraram um projeto com todas as modificações necessárias que chegou a ser aprovado pela Cedae, mas que nunca saiu do papel. O secretário Carlos Minc, que acompanhou a ação, criticou a atitude dos moradores:

Não tem sentido o poder público fazer um investimento brutal em saneamento e os condomínios não se regularizarem. É um absurdo um morador defender o despejo de esgoto na lagoa como se fosse um direito adquirido por fazer isso há 40 anos comentou Minc.

Segundo o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone, dos 150 condomínios da Barra da Tijuca que despejavam esgoto in natura na Lagoa de Marapendi no ano passado, quando as ações de fiscalização de intensificaram, apenas nove ainda praticam a irregularidade. O Vivendas da Barra era um deles. Ele também avisou que, caso os outros não se regularizem, outras operações como a realizada nesta terça-feira podem vir a ocorrer. A operação de ontem contou com apoio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Cedae.

Em julho, a Secretaria estadual do Ambiente já havia instalado uma “rolha ecológica” no sueprmercado Hortifruti da Ilha do Governador. O estabelecimento foi atutuado por não ter se conectado à rede coletora de esgoto da Cedae, poluindo assim a Baía de Guanabara. Os fiscais despejaram massa de cimento e areia na rede de esgoto do supermercado que havia sido ligada clandestinamente à galeria de águas pluviais. Na ocasião, o Hortfruti também foi multado e teve os banheiros interditados.

Glória com xis

09/09/2012 - O Globo

O projeto que Eike Batista, da EBX, e empresários ligados à Glória desenvolvem com a prefeitura, o "Montmartre Carioca", vai ser expandido para além da Ladeira da Glória. A Rua do Russel e a Praça Luis de Camões, onde fica o "cabeção" de Vargas, foram incorporadas e terão quiosques de flores, comidinhas e incentivos a artistas de rua. 

Grande hotel

10/09/2012 - O Globo, Ancelmo Gois

A Praia de Botafogo vai ganhar dois hotéis: um quatro estrelas business com 135 apartamentos, e outro três estrelas com 261 apartamentos.
Estão sendo construídos pela Performance Empreendimentos Imobiliários num terreno de 2,6 mil m².

Ponte na Barra

08/09/2012 - O Globo, Ancelmo Gois

Além do Museu do Amanhã, o premiado arquiteto espanhol Santiago Calatrava fará o projeto de uma ponte do metrô sobre o Canal da Barra, que ligará o túnel à estação do Jardim Oceânico.
O arquiteto virá ao Rio dia 24 para apresentar o projeto a Cabral e Paes.

Corpo caído

07/09/2012 - O Globo, Gente Boa

A Estação do Corpo será demolida na semana que vem. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Projetos executivos de ampliação do Elevado do Joá e de túneis ficam prontos até dezembro

02/09/2012 - O Globo

Há mais de um ano, obras foram anunciadas pela prefeitura como solução para o trânsito entre a Barra e a Zona Sul

Simulação mostra como ficará o Elevado do Joá com o alargamento da pista superior e uma terceira faixa Arte de André Mello sobre foto de Paula Giolito

RIO - Mais de um ano após ser ressuscitada pela prefeitura como solução para o trânsito entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul, a tempo dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a ampliação do Elevado do Joá e dos túneis do Joá e de São Conrado começa a tomar forma. A Geo-Rio deverá concluir até dezembro os projetos executivos de implantação de uma terceira faixa de rolamento na pista superior do elevado, junto à encosta. O início das obras está previsto para o segundo semestre de 2013, com prazo de duração de pelo menos dois anos.

A quatro anos dos Jogos, contudo, a prefeitura ainda não anunciou o que fará para eliminar a outra ponta do gargalo, entre o Leblon e São Conrado. O projeto de duplicação da Avenida Niemeyer foi engavetado. E o plano de transportes das Olimpíadas, com as medidas para garantir a circulação de atletas, visitantes e moradores, só deverá estar pronto em 2013.

Orçados em R$ 2,7 milhões, os projetos executivos do Joá terão que indicar se haverá necessidade de corte de rocha e obras de contenção. Já está definido que, para receber a terceira faixa, a pista do elevado será aumentada de 10,8 metros para 14,2 metros de largura. Os túneis passarão de 9 para 13,7 metros de largura. O elevado ganhará uma ciclovia (com largura de até dois metros, dependendo do trecho), voltada para o mar. O objetivo é ligar a malha cicloviária de São Conrado à Barra. Haverá dois recuos de segurança (60cm cada).

Anunciado pela primeira vez nos anos 90 quando chegou a ser licitado, mas acabou abandonado por falta de recursos , o projeto foi reapresentado pela prefeitura ao Comitê Olímpico Internacional em abril de 2011. A ligação Barra-Zona Sul era considerada pelo COI um dos principais problemas da candidatura do Rio aos Jogos. O estado decidiu construir a Linha 4 do metrô, mas a medida foi considerada insuficiente. Outras soluções viárias foram estudadas, como a implantação de um corredor de BRT, o alargamento da Autoestrada Lagoa-Barra e a ampliação da Avenida Niemeyer.

Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, os projetos executivos precisarão ainda mostrar a melhor solução para a Ponte da Joatinga, na Barra. A prefeitura quer aproveitar o espaço existente, refazendo a sinalização horizontal e aumentando para três as duas faixas de rolamento atuais. Mas há dúvidas sobre a viabilidade técnica da manobra. Os projetos terão que esclarecer como executar a construção com o menor impacto possível no trânsito. Pelo elevado passam 112 mil veículos por dia, segundo estatísticas da CET-Rio

O Joá redesenhado

02/09/2012 - O Globo, Isabela Bastos

Projetos executivos de ampliação do elevado e de túneis ficam prontos até dezembro

Mais de um ano após ser ressuscitada pela prefeitura como solução para o trânsito entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul, a tempo dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a ampliação do Elevado do Joá e dos túneis do Joá e de São Conrado começa a tomar forma. A Geo-Rio deverá concluir até dezembro os projetos executivos de implantação de uma terceira faixa de rolamento na pista superior do elevado, junto à encosta. O início das obras está previsto para o segundo semestre de 2013, com prazo de duração de pelo menos dois anos.
A quatro anos dos Jogos, contudo, a prefeitura ainda não anunciou o que fará para eliminar a outra ponta do gargalo, entre o Leblon e São Conrado. O projeto de duplicação da Avenida Niemeyer foi engavetado. E o plano de transportes das Olimpíadas, com as medidas para garantir a circulação de atletas, visitantes e moradores, só deverá estar pronto em 2013.
Orçados em R$ 2,7 milhões, os projetos executivos do Joá terão que indicar se haverá necessidade de corte de rocha e obras de contenção. Já está definido que, para receber a terceira faixa, a pista do elevado será aumentada de 10,8 metros para 14,2 metros de largura. Os túneis passarão de 9 para 13,7 metros de largura. O elevado ganhará uma ciclovia (com largura de até dois metros, dependendo do trecho), voltada para o mar. O objetivo é ligar a malha cicloviária de São Conrado à Barra. Haverá dois recuos de segurança (60cm cada).
Anunciado pela primeira vez nos anos 90 - quando chegou a ser licitado, mas acabou abandonado por falta de recursos -, o projeto foi reapresentado pela prefeitura ao Comitê Olímpico Internacional em abril de 2011. A ligação Barra-Zona Sul era considerada pelo COI um dos principais problemas da candidatura do Rio aos Jogos. O estado decidiu construir a Linha 4 do metrô, mas a medida foi considerada insuficiente. Outras soluções viárias foram estudadas, como a implantação de um corredor de BRT, o alargamento da Autoestrada Lagoa-Barra e a ampliação da Avenida Niemeyer.
Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, os projetos executivos precisarão ainda mostrar a melhor solução para a Ponte da Joatinga, na Barra. A prefeitura quer aproveitar o espaço existente, refazendo a sinalização horizontal e aumentando para três as duas faixas de rolamento atuais. Mas há dúvidas sobre a viabilidade técnica da manobra. Os projetos terão que esclarecer como executar a construção com o menor impacto possível no trânsito. Pelo elevado passam 112 mil veículos por dia, segundo estatísticas da CET-Rio.

Viaduto particular é erguido na Linha Vermelha

05/09/2012 - O Globo

Acesso atenderá área de depósito de cargas de 1 milhão de metros quadrados

Obra acelerada de viaduto particular na Linha Vermelha ligará áreas de depósito de cargas Márcia Foletto / O Globo

RIO - Um construção vem chamando a atenção de quem transita pela Linha Vermelha. Dois pilares de um viaduto, localizado no limite entre os municípios do Rio e Duque de Caxias, já ganharam forma e se sobressaem na paisagem. No local, onde há uma movimentação frenética de máquinas e operários, está sendo construída uma via particular para um condomínio de armazéns de cargas, o Cargo Park, que vai ocupar aproximadamente um milhão de metros quadrados, dos quais 400 mil metros terão cobertura. O investimento é de cerca de R$ 400 milhões.

A entrada principal do Cargo Park será no entroncamento da Avenida Washington Luís com a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. A empresa vai oferecer às operadores que alugarem os armazéns estacionamento para os caminhões, segurança e localização estratégica.

O lugar fica a poucos metros da cabeceira do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, a 16 quilômetros do Aeroporto Santos Dumont e a 12 quilômetros do Centro da cidade. Os armazéns serão construídos em sistema modular. Cada galpão terá área mínima de 612 metros quadrados e máxima de 50 mil metros quadrados. Muito próximas à Baía de Guanabara, as obras foram licenciadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Gates no Rio

06/09/2012 - Jornal do Commercio, Marcia Peltier

O Brasil entrou nos planos hoteleiros do magnata Bill Gates, que desde 2007 é um dos principais acionistas dos luxuosos hotéis Four Seasons, ao lado do príncipe saudita Al-Walled bin Talal. O americano e o árabe, à época, compraram 95% da empresa canadense por US$ 3,8 bilhões. Escritórios de advocacia já foram contratados para analisarem a situação legal de terrenos no Rio, Fernando de Noronha e Porto de Galinhas. O interesse também se estende a países vizinhos, como o Chile e Peru.