sábado, 29 de dezembro de 2012

Grupo de Donald Trump anuncia investimento bilionário no Rio

18/12/2012 - O Globo

Plano consiste em construir cinco torres na Avenida Francisco Bicalho

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

Imagem da nova Trump Tower, que será construída no Brasil Divulgação
RIO - O empresário americano Donald Trump Júnior, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF) e sócios do Brasil e do exterior, anunciaram, na manhã desta terça-feira no Rio, o que consideram ser o maior investimento em escritórios corporativos já realizados nos países que integram os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O plano consiste em construir cinco torres comerciais com 38 andares cada um em um terreno de 32 mil metros quadrados na Avenida Francisco Bicalho. O valor estimado de todos os imóveis da Trump Towers Rio fica entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões.
A previsão é de que as duas primeiras torres comecem a ser construídas no segundo semestre de 2013. A obra deve ser concluída antes dos Jogos Olímpicos de 2016. As demais torres serão erguidas conforme a demanda do mercado. O terreno escolhido pertence hoje à Companhia Docas do Rio de Janeiro, que o arrenda ao Clube dos Portuários, que faz parte do projeto Porto Maravilha. O imóvel está sendo adquirido por R$ 135,3 milhões pela prefeitura, que vai repassá-lo pelo mesmo valor ao Fundo Imobiliário da Caixa Econômica Federal, que controla a emissão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) no Porto. A Caixa será sócia do empreendimento.
— Tenho muita fé no projeto. Para nós, investir no Rio de Janeiro e no Brasil será algo fantástico — disse o milionário Donald Trump, que comanda o grupo, em uma mensagem gravada apresentada em telão.
A apresentação do projeto ocorreu no Palácio da Cidade, em Botafogo. Donald Trump revelou que o grupo também está interessado em investir no setor de hóteis de luxo das cidades do Rio e São Paulo. Executivos da empresa estão no Rio sondando o mercado. Ele não revelou se a marca Trump de hotéis poderia entrar no país com a compra de algum empreendimento já existente ou com a construção de um imóvel pronto.
— A marca Trump demonstra uma confiança fantástica dos empresários no Rio de Janeiro. Com o Porto Maravilha, a cidade reverteu a lógica de abandonar áreas degradadas e continuar a se expandir territorialmente — disse o prefeito Eduardo Paes.
Os sócios, além do Grupo Trump e do Fundo Imobiliário da Caixa, são a MRP International, o Grupo Salamanca, com investimentos principalmente no exterior. Eles se associaram à Even Construtora e Incorporadora, uma das líderes do mercado mobiliário paulista.
O local escolhido para o projeto é vizinho ao terreno onde está sendo construída a futura Vila de Árbitros e de Mídia dos Jogos Olímpicos de 2016. Após as Olimpíadas, esses imóveis serão ocupados por servidores públicos, que devem começar a adquirir unidades a partir do ano que vem pelo programa de carta de créditos da prefeitura.
O terreno é um dos que tem o gabarito mais elevado do Porto Maravilha: 150 metros de altura, o que equivale a 50 andares. No entanto, o projeto prevê apenas 38 andares. Ao todo, as cinco torres deverão ter mais de 300 mil metros quadrados de área construída.

Lagoa Rodrigo de Freitas terá novo parque de lazer

28/12/2012 - Jornal do Commercio

Antiga sede da Estação do Corpo dará Lugar ao novo espaço, que terá pista de skate, tirolesa e paredes de escalada. Investimento previsto é de R$ 20 milhões

Com o início da demolição da antiga sede da Estação do Corpo, na Lagoa, os moradores do bairro da Zona Sul do Rio ficaram nesta quinta-feira mais próximos de ganhar um novo parque de lazer. Segundo a Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva), o Parque Radical ocupará uma área 18 mil metros quadrados, onde serão construídos pistas de skate, paredes de escalada e uma tirolesa, entre outras atrações. O investimento previsto é de R$ 20 milhões.

De acordo com a Seconserva, as obras começam no primeiro semestre de 2013 e a conclusão está prevista para ocorrer em até um ano. O projeto básico foi concebido pela Fundação Parques e Jardins e, atualmente, está na fase de detalhamento. Como o conjunto paisagístico da Lagoa é tombado, o projeto precisa de aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo a secretaria, no entanto, o plano está em fase de aprovação pelo órgão.

Estrutura

Situada na Avenida Borges de Medeiros, o Parque Radical terá pista de bicicross com arquibancada, duas de skate, sendo uma delas com o formato do espelho d'água da Lagoa Rodrigo de Freitas, uma praça de eventos, paredes de escalada, muros de grafite, paisagismo vertical, chafariz, uma área verde, um mirante e uma tirolesa que cruzará diagonalmente toda a extensão do parque. A ideia é que o parque seja integrado com a ciclovia que há no entorno da Lagoa.

Segundo a Seconserva, a área onde será construído o parque foi cedida pelo governo fluminense à Estação do Corpo e, em 2012, repassada ao município. Como a unidade já estava desativada há cerca de nove meses, equipes da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) já deram início à retirada das telhas das instalações.

A demolição das estruturas de concreto, começou nesta quinta-feira. O muro que separa as áreas interna e externa só serão derrubadas quando a obra estiver na última etapa, com o objetivo de evitar a poluição visual da região. Neste mesmo muro, serão instaladas imagens do projeto para que o público possa conhecer a nova área de lazer do bairro.

Megatorres de luxo serão novo cartão-postal do Rio

10/12/2012 - O Dia, Angélica Fernandes

Será na Avenida Francisco Bicalho, na Zona Portuária, o endereço do mais luxuoso e maior centro corporativo do Brasil. As cinco torres de 150 metros de altura - Trump Towers Rio -, do empresário norte-americano Donald Trump, vão ser erguidas com a promessa de atrair mais investidores de peso para a região. A construção promete mudar a cara do Porto.

O empreendimento vai ocupar um terreno de 32 mil metros quadrados, incluindo uma área do Clube dos Portuários, hoje ocupado pela quadra da Unidos da Tijuca, campeã do carnaval, que será desapropriada até o início das obras, marcado para o segundo semestre de 2013.

Os prédios envidraçados terão 38 andares cada de pura tecnologia e sustentabilidade. Para garantir o diferencial de todos os prédios empresariais já existentes na cidade, o consórcio de empresas estrangeiras que toca o investimento, em parceria com a Caixa Econômica Federal, estima valores da ordem de até R$ 6 bilhões. Duas torres serão inauguradas até as Olimpíadas de 2016. As outras três vão aguardar a demanda do mercado para serem construídas.

"O local tem a melhor mobilidade do Centro, com futuras estações de VLT, trem-bala e metrô, além da rodoviária", aponta Stefan Ivanov, presidente da MRP Internacional do Brasil, parceira da Trump Towers Rio.

O centro empresarial terá selo de sustentabilidade com uso racional de energia, elevadores inteligentes e acessibilidade. A captação de locatários deve começar em 2014. "Queremos que a Trump traga novas iniciativas", disse o prefeito Eduardo Paes.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Rio terá cinco "Trump Towers" na região portuária

17/12/2012 - Valor Econômico

O Rio de Janeiro vai ganhar cinco torres da Organização Trump. As chamadas Trump Tower Rio terão 50 andares e serão construídas em uma área de 32 mil metros quadrados na região portuária da cidade.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Aos 90 anos do seu primeiro loteamento, Urca une qualidade urbanística e riqueza histórica

22/12/2012 - O Globo

Bairro tem ar de cidade do interior no meio do Rio

Projetado há 90 anos, o loteamento da Urca ainda dá uma aula de qualidade urbanística Custodio Coimbra / O Globo

RIO - No balanço dos 90 anos da transformação da Urca num bairro, o cantor, compositor e morador Lenine diz que, para ele, o saldo do lugar é repleto de vibrações positivas. Ao deixar sua Recife há mais de 20 anos, ele ri ao afirmar que jamais imaginaria trocar a agitada capital pernambucana por uma espécie de cidade do interior em pleno Rio. A Urca é assim mesmo: desperta paixões. Neste mês, por exemplo, o Instituto Europeu de Design (IED) obteve na Justiça a liberação para continuar a obra de instalação de sua escola no antigo Cassino da Urca. A Associação de Moradores da Urca diz que os recursos jurídicos para vetar o IED ali ainda não terminaram. Paralelamente à contenda, muita gente aproveita a efeméride do nonagésimo ano do plano de loteamento para enaltecer a qualidade urbanística, a riqueza histórica e o charme do lugar. Urca é estilo de vida.

O músico Lenine vê o futuro da Urca justamente na preservação de seu passado.

Uma coisa boa daqui é que não se pode construir mais diz Lenine, referindo-se à transformação do bairro desde 1988 em Área de Preservação do Ambiente Cultural (Apac), instrumento pelo qual se assegura a preservação das características ambientais, urbanas e culturais.

Diretor do Instituto Europeu de Design (IED) no Rio, Fábio Palmas diz que a entidade já entendeu o espírito local. Afirma que a escola começa em abril, proibindo professores e funcionários de entrarem de carro no bairro. Ele anuncia também um bicicletário no instituto e um estacionamento fora das imediações:

Faremos de tudo para que os alunos não entrem de carro no bairro. Para isso, vamos ter somente 150 matrículas.

Consultor da associação de moradores local, o arquiteto Luiz Fernando Janot duvida:

Um aluno que paga mais de R$ 2 mil por mês por um curso vai querer entrar de carro na Urca, e não há como o IED controlar isso. E o número de alunos matriculados pode aumentar. É uma questão de demanda. Por isso, não desistiremos de lutar na Justiça.

Empresa deu nome ao bairro

Autor do livro Urca, construção e permanência de um bairro, o sociólogo e pesquisador do Rio Mario Aizen batalha em outra fronteira: a da valorização da história do lugar. Ele lembra que o comerciante português Domingos Fernandes Pinto foi o primeiro a tentar transformar o local num bairro, aterrando a área fronteiriça ao Morro da Urca. Em 1922, uma imobiliária chamada justamente Sociedade Anônima Urca convenceu a prefeitura a fazer o aterro proposto por Domingos na área batizada com o nome da empresa.

A Avenida Portugal foi a primeira rua do loteamento. E, não à toa, a ponte de acesso se chama Domingos Fernandes Pinto. A empresa Urca fez um aterro a partir do contorno do Morro do Urca, substituindo o mar pela atual rua São Sebastião. No início foram construídas casas de estilo eclético e art déco. Hoje, a maioria delas, construídas entre os anos 1920 e 1940, continua por lá.

Mario recorda ainda que o edifício do Cassino da Urca começou como um hotel balneário, em 1922, cuja construção constava numa das cláusulas do contrato da empresa Urca com a prefeitura. Em 1933, o hotel virou cassino e uma das principais atrações da cidade.

A estrela de Carmem Miranda brilhou várias vezes ali, em meio àquele clima de roleta e carteado, até 1946, quando o presidente Dutra proibiu o jogo no Brasil, fechando assim todos os cassinos.

Estacionamento da rodoviária é fechado para tentar diminuir caos em volta do terminal

21/12/2012 - O Globo

Acidentes com caminhões deixam Serra de Petrópolis em meia pista

Nó causado por ônibus no novo percurso para a entrada na Rodoviária Novo Rio Ana Branco / O Globo

RIO - A Guarda Municipal interditou com cones a entrada do estacionamento principal da Rodoviária Novo Rio para tentar diminuir no caos em torno do terminal. O objetivo é acabar com a enorme fila de carros na rua aguardando vaga no estacionamento Muitos veículos estavam fazendo fila do lado de fora aguardando vaga no estacionamento que está lotado desde o início da manhã. Pelo menos dez carros foram multados no entorno. Quinze guardas municipais fazem o patrulhamento e pediram o reforço de mais dez.

O engarrafamento na Avenida Rodrigues Alves em razão do movimento de natal causa reflexos na Avenida Brasil. Os motoristas começam a enfrentar congestionamentos na altura do prédio do Into. No pátio da rodoviária, há uma grande número de ônibus e as plataformas estão lotadas de passageiros.

Segundo o Centro de Operações Rio, até as 14h de quarta-feira, foi montado um esquema especial de trânsito no entorno da rodoviária para o feriado de Natal. Neste período, está cancelada a faixa reversível da Avenida Rodrigues Alves, e a Rua Cordeiro da Graça fica interditada ao tráfego. As faixas laterais do lado esquerdo da Praça Marechal Hermes e ruas Cordeiro da Graça e Equador estão todas destinadas para circulação dos táxis que atendem ao terminal Novo Rio.

Incêndio em caminhão na Serra

Um caminhão pegou fogo por volta de 11h e interditou subida da Serra de Petrópolis, no quilômetro 85, próximo ao primeiro túnel. Equipes da concessionária liberaram meia pista da via, mas o trecho ainda apresenta lentidão. Não há registro de vítimas.

Metade da carga de cerveja do caminhão tombou foi saqueada. Policiais rodoviários conseguiram impedir o saque da outra metade, que permanece na pista. A previsão é que pista seja totalmente liberada em 40 minutos.

Pela manhã, os motoristas também sofreram com o trânsito nos dois sentidos da Niterói-Manilha. A retirada de dois veículos que bateram e estavam no canteiro central da via, altura do Shopping São Gonçal, complicou o trânsito. A Avenida do Contorno também apresentou lentidão.

Está ruim o tráfego nos dois sentidos da Via Dutra, na altura de Nova Iguaçu, São João de Meriti e Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Acidente deixa mais de 20 feridos

Um acidente com um ônibus que prestava serviço para a Itapemirim deixou mais de 20 feridos em Campos, no Norte Fluminense, segundo o site G1. O ônibus, que fazia a viagem entre Vitória e Rio de Janeiro, capotou, por volta das 7h, na altura do KM-95 da BR-101, em Caxeta. O coletivo levava 47 passageiros.

Os feridos foram levados para o Hospital Ferreira Machado estão fora de perigo.

A Barra é o futuro centro da cidade

21/12/2012 - O Globo, Carlos Fernando de Carvalho

A ilha de Manhattan, coração da cidade de Nova York, tem uma área de 87 quilômetros quadrados. O Centro do Rio somado à Zona Sul, menos da metade disso: 35km².
A planície da Barra da Tijuca - desde o túnel do Joá até a Grota Funda - mais do que tudo isso junto: 135km². E, além do túnel da Grota Funda, outra planície se estende até o limite sul do município - Campo Grande e Santa Cruz. Manhattan é muito bonita, mas está entre dois rios sem qualquer atrativo. A Barra se espreguiça diante dos 18 quilômetros da praia oceânica mais longa e mais linda do mundo.
O Comitê Olímpico Internacional, quando pela primeira vez visitou a Barra, no processo de escolha da sede para os Jogos de 2016, nem piscou: Rio na cabeça.
Não creio que haja ainda um grande número de cariocas convictos de que o Rio poderá continuar crescendo, espremido entre a Serra do Mar e a as águas da Guanabara. Em relação à Zona Sul, ninguém mais duvida de que o fim da favela da Praia do Pinto foi a última possibilidade de crescimento. Ou alguém ousaria pensar em aterrar a Lagoa Rodrigo de Freitas? Ou reeditar no Cantagalo os arrasamentos dos morros do Castelo e de Santo Antônio? Vamos falar sério. Lúcio Costa, o urbanista de maior sucesso no Brasil e um dos melhores do mundo, anteviu
claramente o futuro do Rio ao conhecer e percorrer a Barra.
Quem, como eu, acreditou nele (e continua acreditando) sem vacilações não tem qualquer motivo para arrependimento. E, ao ver aquela maravilhosa área praticamente virgem, Lúcio imediatamente traçou as primeiras linhas, não apenas para mais um belo e moderno bairro, mas para um novo rumo, para um novo Rio.
O urbanista grego Doxiadis, convidado, na década de 60, pelo então governador Carlos Lacerda, mesmo sem demorar aqui o tempo necessário para um planejamento mais detalhado, propôs o crescimento da cidade ao longo de dois eixos, um pelo norte e outro pelo sul, que convergiriam para a área de Santa Cruz.
Lúcio Costa, corretamente, observou que a proposta de Doxiadis afetava a unidade urbana, faltava naquelas duas linhas-mestras a definição do centro desse território. E concluiu que os eixos norte e sul do desenvolvimento se encontrariam na bela planície da Barra, novo centro de irradiação da expansão da cidade.
Lacerda, Negrão de Lima e Chagas Freitas - os três únicos governadores da Guanabara, cidade-Estado como Cingapura e Hong Kong - nunca tiveram dúvida sobre os caminhos do futuro. Como dizem de maneira simples vários urbanistas e arquitetos: "O Rio precisa rodar."
Estácio de Sá e Villegaignon preocuparam-se, no início do século 16, com a segurança de seus soldados e suas caravelas, abrigando-os na ampla baía dos possíveis perigos vindos do mar e da selva. Mas, no século 21 e com mais de seis milhões de habitantes, a planície oferece espaços amplos, mais qualidade de vida, melhores ambientes para trabalho e lazer.
E aí? Não podemos continuar a discutir para onde deve crescer o Rio, mas, sim, começar a planejar sem qualquer dúvida sobre isso. Somos hoje 600 mil moradores na Região Barra, nas Olimpíadas deveremos ser quase 700 mil.
E esses números determinam outros. A Avenida das Américas tem capacidade máxima, no horário-pico entre 6 e 8 horas da manhã, para a circulação de 104 mil pessoas - 81mil em veículos coletivos e 23.400 em veículos individuais.
Mas, já em 2010, a demanda real foi de 125.985 passageiros e, em 2020, será superior a 150 mil! Curvas semelhantes são estimadas para as avenidas Ayrton Senna, Abelardo Bueno e Lúcio Costa - todas já saturadas ou próximas da saturação. Só a Salvador Allende promete números satisfatórios até 2020.
A Transoeste, Transcarioca e Transolímpica aliadas ao Metrô darão melhores possibilidades para os deslocamentos de entrada ou saída da região, mas sua entrada em operação aumentará o número de veículos de passagem ou cujo destino final seja a própria Barra.
Já se percebe hoje que o problema da mobilidade interna na Barra é e será cada vez mais o número um da região, embora já esteja sendo enfrentado com sucesso pela maioria das grandes cidades. Mesmo com atraso, se enfrentado com determinação, criatividade e visão moderna, este desafio pode encontrar soluções surpreendentes, que garantam a rápida e total acessibilidade ao tecido urbano local.
Arrisco-me a prever que, se realmente houver um bom diálogo com a população, muitas dessas "surpresas" poderão ser multiplicadas por toda a cidade. Porque o Rio precisa "rodar" e a Barra é, realmente, o futuro centro dessa "roda" o Centro do Rio.
Carlos Fernando de Carvalho é presidente da Carvalho Hosken, Engenharia e Construção

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Grupo de Donald Trump anuncia investimento bilionário no Rio

18/12/2012 - O Globo

Plano consiste em construir cinco torres na Avenida Francisco Bicalho

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

Imagem da nova Trump Tower, que será construída no Brasil Divulgação
RIO - O empresário americano Donald Trump Júnior, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF) e sócios do Brasil e do exterior, anunciaram, na manhã desta terça-feira no Rio, o que consideram ser o maior investimento em escritórios corporativos já realizados nos países que integram os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O plano consiste em construir cinco torres comerciais com 38 andares cada um em um terreno de 32 mil metros quadrados na Avenida Francisco Bicalho. O valor estimado de todos os imóveis da Trump Towers Rio fica entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões.
A previsão é de que as duas primeiras torres comecem a ser construídas no segundo semestre de 2013. A obra deve ser concluída antes dos Jogos Olímpicos de 2016. As demais torres serão erguidas conforme a demanda do mercado. O terreno escolhido pertence hoje à Companhia Docas do Rio de Janeiro, que o arrenda ao Clube dos Portuários, que faz parte do projeto Porto Maravilha. O imóvel está sendo adquirido por R$ 135,3 milhões pela prefeitura, que vai repassá-lo pelo mesmo valor ao Fundo Imobiliário da Caixa Econômica Federal, que controla a emissão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) no Porto. A Caixa será sócia do empreendimento.
— Tenho muita fé no projeto. Para nós, investir no Rio de Janeiro e no Brasil será algo fantástico — disse o milionário Donald Trump, que comanda o grupo, em uma mensagem gravada apresentada em telão.
A apresentação do projeto ocorreu no Palácio da Cidade, em Botafogo. Donald Trump revelou que o grupo também está interessado em investir no setor de hóteis de luxo das cidades do Rio e São Paulo. Executivos da empresa estão no Rio sondando o mercado. Ele não revelou se a marca Trump de hotéis poderia entrar no país com a compra de algum empreendimento já existente ou com a construção de um imóvel pronto.
— A marca Trump demonstra uma confiança fantástica dos empresários no Rio de Janeiro. Com o Porto Maravilha, a cidade reverteu a lógica de abandonar áreas degradadas e continuar a se expandir territorialmente — disse o prefeito Eduardo Paes.
Os sócios, além do Grupo Trump e do Fundo Imobiliário da Caixa, são a MRP International, o Grupo Salamanca, com investimentos principalmente no exterior. Eles se associaram à Even Construtora e Incorporadora, uma das líderes do mercado mobiliário paulista.
O local escolhido para o projeto é vizinho ao terreno onde está sendo construída a futura Vila de Árbitros e de Mídia dos Jogos Olímpicos de 2016. Após as Olimpíadas, esses imóveis serão ocupados por servidores públicos, que devem começar a adquirir unidades a partir do ano que vem pelo programa de carta de créditos da prefeitura.
O terreno é um dos que tem o gabarito mais elevado do Porto Maravilha: 150 metros de altura, o que equivale a 50 andares. No entanto, o projeto prevê apenas 38 andares. Ao todo, as cinco torres deverão ter mais de 300 mil metros quadrados de área construída.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O adeus ao volante nos deslocamentos diários

09/12/2012 - O Globo

Motoristas vendem seus carros e adotam metrô, táxi, bicicleta e caminhada no dia a dia

O neurologista Oscar Bacelar fala ao celular no táxi, entre a sua casa e o consultório: quando chego, posso me dedicar mais às demandas do dia, afirma ele Custódio Coimbra / O Globo

RIO - Carro? Nem pensar, garantem Oscar, Veronica, Ieda, PH, Mônica e Flávia. Eles fazem parte de um grupo que decidiu vender seus automóveis, passando a andar de táxi, metrô, bicicleta e a pé nos deslocamentos diários. A opção não é motivo de arrependimento: todos comemoram os ganhos financeiros e de qualidade de vida.

Morador da Barra, o neurologista Oscar Bacelar só vai de táxi para os consultórios na própria Barra, em Botafogo e na Tijuca. Ele aproveita bem o tempo de percurso: faz ligações, responde a e-mails e até olha resultados de exames.

Quando chego ao consultório, posso me dedicar mais às demandas do dia conta.

As vantagens vão além. Oscar constatou que, mesmo no quesito despesa, andar de táxi sai mais barato. A cada semana, ele gasta R$ 200 nos três dias em que vai aos consultórios.

Manter um carro é caro. Têm seguro, estacionamento, multas. Automóvel também não é investimento. Com a depreciação, um carro de R$ 60 mil, em dois anos, vale R$ 30 mil. Perdem-se R$ 15 mil por ano, mais de R$ 1 mil por mês.

Ao longo deste ano, o médico escreveu seu último livro (Uma gota é um pingo) durante viagens de táxi. O livro de frases, de cem páginas, foi lançado há duas semanas.

Escrevia no iPhone e mandava, por e-mail, para mim mesmo conta.

Oscar tomou a decisão de vender um dos carros há dois anos. O outro fica para a família: para levar as crianças à escola, fazer compras e sair nos fins de semana.

Moradora do Leblon, a gestora cultural Flávia Faria Lima vendeu seu automóvel há um ano e meio. Também só viu vantagens:

Se computarmos o que gastamos com manutenção, IPVA e guardadores, andar de táxi é mais prático e econômico.

Para viagens curtas, Flávia tem a solução:

A gente aluga ou vai no carro de amigos.

Poucas vagas, custo de manutenção alto, engarrafamentos e estresse no trânsito. Esses foram os motivos que levaram a diretora de produção e cineasta Veronica Menezes, de 40 anos, a vender o carro. Ela dirigiu dos 18 aos 39 anos:

Quem sente falta? Falta de quê?

Menos tempo entre a casa e o trabalho

Veronica foi se libertando do carro gradativamente. O processo começou em 2005, quando ela se mudou da Tijuca para o Leme.

Vivia na Tijuca. Trabalhava e estudava na Zona Sul. Morava dentro do carro. Quando me mudei, passei a usar o carro só para trabalhos na Barra. Com o tempo, fui recusando serviços distantes, para ter mais qualidade de vida.

A bicicleta e, eventualmente, o táxi são os atuais meios de transporte de Veronica:

É ótimo pedalar e ouvir musica. É ruim chegar suada no trabalho. Quando está muito quente, também é chato. Mas é melhor do que ficar engarrafada e procurando vaga.

Depois da venda do carro, Veronica passou a ter uma vida mais saudável:

Durmo melhor, bebo menos, os amigos e os programas mudaram. Até parei de fumar.

Designer de interiores, Mônica Nobre voltou a morar no Rio há dez anos, após um período trabalhando em São Paulo. Nos anos seguintes a seu retorno, quando começou a namorar o atual marido e o via reclamando do trânsito da cidade, dizia:

Você fala assim porque não conhece o trânsito de São Paulo.

Há três anos, Mônica se convenceu de que o tráfego do Rio estava prestes a se comparar ao de São Paulo. Foi, então, que decidiu vender o carro. Agora, anda a pé, de bicicleta ou de táxi.

Não quero mais carro. É uma encrenca.

Mônica achou que se acostumaria:

Senti um desapego. O trânsito vai ficar cada vez mais uma loucura. Estou superfeliz. Atendo a meus clientes sem carro e não tenho estresse.

Locutor da rádio Nativa FM, mesmo com estacionamento no local de trabalho, no bairro da Saúde, Paulo Henrique de Góes, o PH, há seis meses vendeu o carro e aderiu a um novo costume. Morador de Copacabana, pega o metrô até a estação Central. De lá, segue de ônibus.

Aos 47 anos, PH tinha carro desde os 21. O locutor concluiu que estava sustentando uma família. Tinha prestação de R$ 800, R$ 300 de garagem, gasolina, manutenção e IPVA. Ele fez as contas e viu que, de abril deste ano a fevereiro de 2013, vai economizar pelo menos R$ 10 mil.

Um casal pode passar uma semana em Nova York se andar de metrô e ônibus por um ano no Rio comenta o locutor.

O ganho de PH foi também de tempo:

Por causa dos engarrafamentos, levava 40 minutos de casa até o trabalho. Hoje, gasto 25.

Ex-funcionária da Secretaria de Comércio Exterior, Ieda Fernandes se aposentou há dois anos e meio. Além de deixar de morar em Brasília de segunda a sexta-feira, Ieda se mudou da Tijuca para Copacabana.

Gastava R$ 7 mil por ano com o carro que trouxe de Brasília. Em abril, decidi vendê-lo. Agora, ando a pé, de metrô ou de táxi. Do jeito que o transito está, não vale a pena ter carro diz Ieda. Só estava usando para lavar e emplacar. Quando vendi, meu carro tinha quatro anos e somente 8.500 quilômetros rodados.

Na Zona Sul, Ieda faz tudo a pé. Quando quer viajar, tem a opção de usar o automóvel do marido. Ela tem carteira de habilitação desde os 24 anos e adora dirigir. Mas garante que não está sentindo a menor falta do carro:

Na Zona Sul, você quase não usa carro. Temos muita condução e estacionar é horrível.

Bonde das bicicletas para o trabalho

A funcionária pública Maysa Blay não vendeu o carro, mas usá-lo para ir trabalhar, no Centro, nunca esteve nos planos. Automóvel, só para sair à noite e nos fins de semana. Há dois anos, Maysa deu um passo adiante: trocou o ônibus pela bicicleta no trajeto de casa, em Laranjeiras, para o trabalho. Com isso, reduziu a duração do trajeto de 40 para 15 minutos.

Economizo tempo. A cidade está saturada de carros. A bicicleta é mais saudável para as pessoas e a cidade.

Há três semanas, Maysa viu que era hora de criar o bond-bike, através de seu perfil no Facebook. Moradores da Zona Sul se encontram no Largo do Machado, às 7h45m, de segunda a sexta-feira, e formam o bonde das bicicletas. Seguem para o trabalho, no Centro, pedalando.

Não passamos despercebidos pelos motoristas com que cruzamos pela rua, às vezes, parados em engarrafamentos diz Maysa.

Fazenda que receberá fiéis durante visita do Papa é uma fábrica de locomotivas de Guaratiba

09/12/2012 - O Globo

Espaço tem ferrovia particular e mão de obra especializada em construir marias-fumaças

RIO - O ano é 1982 e a máquina está encostada num canto da Companhia Açucareira Usina Barcelos, em Campos. Com 22 toneladas, o veículo foi fabricado na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Trata-se de um exemplar da Baldwin Locomotive Works, empresa de excelência na fabricação de trens a vapor no início do século XX. Ao ver a relíquia inutilizada, o empresário Márcio Manela decide negociar com o dono da usina. Para sua surpresa, a resposta positiva vem rápida: "Pesa essa máquina para o moço como se fosse apenas ferro". Com peças de cobre, a locomotiva é arrematada a preço de sucata.

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A locomotiva e o Papa
Trinta anos depois, a "número 3", menina dos olhos de Márcio, roda na ferrovia particular do empresário, em Guaratiba. Ele é um dos acionistas da Fazenda Mato Alto, a mesma que ficará abarrotada de fiéis durante a missa campal do Papa Bento XVI, em julho do ano que vem, quando acontecerá a Jornada Mundial da Juventude.
— Trouxemos a maria-fumaça para Guaratiba e aos poucos fomos montando os trilhos, comprando um pedacinho aqui, outro acolá. Depois de sair dos EUA, a locomotiva foi levada para a Usina Taí, em Campos, antes de ir para a Usina Barcelos. Eu sou apenas o terceiro dono. E último — gaba-se Márcio.
Além de abrigar a ferrovia particular de 3,8 quilômetros de extensão, a Fazenda Mato Alto é uma oficina de locomotivas. Os trabalhos são feitos pelo trio Isael Somer, Pedro Mariano da Silva e Alayson Rodrigues, funcionários que também ajudam a cuidar das 700 cabeças de gado — que de fato garantem o sustento da propriedade às margens da Avenida das Américas. No fim dos anos 90, eles reformaram uma locomotiva a pedido de um empresário de Paraíba do Sul. Quatro anos depois, outra máquina azeitada pelo trio foi levada para Viana, Espírito Santo.
— Elas ficam aqui até alguém resolver comprar — comenta Isael, nascido há 62 anos em Pádua, olhando para a "número 89", novinha em folha, estacionada. — Compramos as chapas lisas e fazemos todo o serviço aqui. Eu fui soldador naval, então aprendi muito do ofício. Só a caldeira, que exige uma mão de obra mais especializada, nós mandamos para uma empresa de Campo Grande fazer.
As marias-fumaças percorrem a fazenda à velocidade máxima de 30km/h. O cenário é tão inusitado que já serviu de pano de fundo de telenovelas como "Sinhá Moça", "Cabocla" e "Araguaia". Márcio Manela é evasivo ao falar sobre o valor de mercado das suas "filhas".
— É mais ou menos o preço de um carrão de luxo, mas tudo é negociável — diz, sem jeito. — Só queremos ter margem de lucro para comprar a próxima sucata e restaurar. É puro hobby. Uns gostam de cavalo... eu gosto de trem.
E o Papa, poderá dar uma voltinha de trem? Márcio trata de pôr panos frios em qualquer pretensão:
— Nesse dia, não vou poder liberar. A fazenda vai estar lotada. Elas vão ficar guardadas na casinha.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Túneis do Rio são mal iluminados e não contam com sistema de exaustores, nem sinalização

08/12/2012 - O Globo

Em algumas galerias, a estrutura apresenta sinais de infiltração.

Qualidade do ar. Motoristas que circulam pelo Zuzu Angel se queixam da falta de um sistema de exaustão, prioritário em caso de incêndio ou engarrafamentos nas galerias. O túnel também não tem telefones de emergência, placas que informem o limite de velocidade ou sistema de sinalização vertical para indicação de pistas liberadas Pedro Kirilos / O Globo

Rio - Antes de chegar à luz no fim do túnel, os motoristas cariocas andam percorrendo caminhos sombrios e, não raras vezes, inseguros. Quem atravessa o Túnel do Joá, entre São Conrado e Barra da Tijuca, por exemplo, sabe que há sempre riscos à frente: iluminação precária (que deixa as galerias às escuras), sinais de corrosão avançada (no trecho sob o Elevado das Bandeiras), ausência de placas e de sistema de exaustão, fiação lateral aparente (o que facilita o furto dos fios)... Ali perto, o Túnel Zuzu Angel também poderia oferecer mais segurança aos usuários que cruzam seus 1.522 metros de extensão, nos dois sentidos. Faltam sistema de exaustão, telefones de emergência, placas com limite de velocidade e radares, além de a estrutura apresentar sinais de infiltração em alguns trechos.

Situado entre o mar e a montanha, o Rio tem uma topografia que precisa de túneis para permitir os deslocamentos entre os bairros, diz o engenheiro civil Antonio Eulalio Araujo, especialista em pontes e grandes estruturas e conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ). Por isso, sua manutenção deveria ser prioritária e constante, na avaliação do técnico, que percorreu com uma equipe do GLOBO os principais túneis da cidade Joá, Joatinga, Zuzu Angel, Rebouças, Túnel Novo, Túnel Velho, Santa Bárbara, da Linha Amarela, da Rua Alice, Acústico (Gávea), João Ricardo (na Central), Noel Rosa, Martim de Sá (na Rua Frei Caneca), Mergulhão (na Praça XV), Major Rubens Vaz e Sá Freire Alvim (ambos em Copacabana) para avaliar a situação de cada um e dar sugestões de segurança. Ao fim da tarefa, o engenheiro considerou o Rebouças e os túneis da Linha Amarela como os que estão em melhores condições. Já os túneis Noel Rosa, João Ricardo e do Joá são, na avaliação do engenheiro, os piores.

No ranking das prioridades para os túneis cariocas, o especialista aponta a necessidade de instalação em todos eles de sinalização vertical para a indicação de pistas liberadas e obstruídas. A exceção são os da Linha Amarela e o Rebouças, que já têm o sistema.

Ao ver, logo na entrada do túnel, o sinal vermelho ou verde, o motorista tem tempo de mudar de faixa com antecedência. O trânsito flui melhor porque ele não vai precisar desviar em cima do ponto bloqueado. Os riscos de acidente também diminuem explica.

Outra falha: faltam telefones de emergência (alvos de furto e vandalismo) em praticamente todos os túneis. Antonio Eulalio sugere que cada um passe a contar com um serviço 0800.

Todo mundo tem celular hoje em dia. Se os telefones de emergência são furtados, os túneis deveriam ter placas informando um serviço de 0800 explica o engenheiro, que é mestre em patologias de estruturas de concreto.

Ele critica ainda o fato de a grande maioria dos túneis não ter graduação de luminosidade luzes mais fortes na entrada para que o motorista não tenha a sensação de escuridão.

Rebouças: Placas inadequadas

Mesmo o Túnel Rebouças, um dos mais bem avaliados, não passa com nota máxima, na avaliação do técnico. As placas informativas instaladas nas galerias têm letras inadequadas: são pequenas e visíveis apenas de perto.

O ideal é que o motorista leia a informação já de uma certa distância. Não em cima da placa acrescenta.

Usuário dos túneis Zuzu Angel e do Joá, Eduardo Lima, morador da Barra, tem uma lista de reclamações.

Eu tenho medo de passar, principalmente, pelo Joá, que é escuro e tem a fiação aparente. Mas o pior são os pedaços de concreto que ameaçam cair. Eu procuro passar o mais rápido possível. O Zuzu é um pouco melhor, mas fico pensando como será num momento de engarrafamento ou um carro pegando fogo. Não tem exaustores nem telefones de emergência diz ele.

Entre as recomendações de segurança do engenheiro para todos os túneis está a pintura de faixas no asfalto não apenas separando as pistas mas também nas laterais (junto às paredes das galerias). Segundo Eulálio, isso ajudaria na orientação dos motoristas. Outros pontos importantes são as informações sobre o limite de velocidade e a instalação de radares.

Entre os piores túneis em aparelhamento, o Túnel Noel Rosa, em Vila Isabel, tem problemas como asfalto com buracos, iluminação ruim, fiação aparente, infiltração nas paredes e até vegetação crescendo na entrada das galerias. Já no Túnel da Central, não há guarda-corpo para proteger os pedestres nem faixas pintadas no asfalto, sinalização ou graduação de luz para quem entra na galeria, por exemplo.

Usuária do Noel Rosa, a estudante Bárbara Oliveira conta que evita passar pela via a partir do fim de tarde:

Tenho medo porque é comum o túnel estar às escuras, já que a fiação é roubada com frequência. Se passo rápido, posso cair numa das depressões na pista e enguiçar. Como a área é cercada por favelas, seria assustador.

O técnico do Crea diz que é preciso vistorias a cada três meses nos túneis e uma, mais completa, anualmente.

Prefeitura anuncia vistoria

Responsável pela manutenção dos túneis, a prefeitura deveria garantir a conservação de pavimento, a limpeza e a iluminação. Em nota ao GLOBO, a Secretaria municipal de Conservação (Seconserva) informou que as vistorias ocorrem regularmente: Cada órgão é o responsável pela realização do seu serviço, ou seja, Comlurb faz limpeza, Rioluz os reparos de luminárias, etc. A CET-Rio coordena os fechamentos e também indica problemas a serem corrigidos nos túneis Santa Bárbara, Rebouças e Zuzu Angel. Segundo a nota, a prefeitura, que conta com um programa de recuperação de túneis desde outubro de 2011, informa que realizará vistoria nos locais visitados pelo O GLOBO e providenciará possíveis reparos de sinalização horizontal, ausência de placas e iluminação. Apesar disso, o órgão afirma que não há qualquer risco estrutural para os motoristas. No Rebouças, e demais túneis, as placas, que seguem o padrão do Código de Trânsito Brasileiro, começaram a ser substituídas e a previsão é que o trabalho termine em uma semana. Para emergências, os usuários podem ligar para o telefone 0800 2828 664, conclui a nota.

Na Rua Alice, um pedaço da história da cidade precisa de atenção

Com status de ser o mais antigo da cidade, o Túnel da Rua Alice, com 229 metros de extensão, não tem a atenção que merece. Construído e inaugurado entre 1886 e 1887, a via já ligava as zonas Sul e Norte quando a população ainda não contava com os túneis Rebouças e Santa Bárbara.

O Túnel da Rua Alice liga o Cosme Velho ao Rio Comprido e funciona em sistema de mão dupla, o que significa risco aos motoristas, já que não há qualquer sistema de separação das pistas nem mureta central nem faixa de separação pintada na pista.

A sorte é que, atualmente, o movimento do túnel é pequeno. Mas, mesmo assim, é perigoso. Quem não conhece pode achar que ele tem duas pistas no mesmo sentido. Mas não. É uma pista em cada direção. Se você se distrair pode se surpreender com um outro veículo vindo de frente diz a dona de casa Maria Aparecida Gomes, que mora nas proximidades.

A galeria é bem iluminada, mas os motoristas correm um outro risco: as paredes e o teto são revestidos em pastilhas, que apresentam desplacamento em diversos pontos do túnel.

Outro problema são os fios que ficam aparentes e pendurados em alguns pontos da galeria, como no trecho onde existe uma espécie da caixa de luz, que está aberta, sem qualquer proteção.

Além dos veículos, o túnel é usado também por pedestres. Nesse quesito, no entanto, não perde pontos, pois o caminho para quem passa a pé tem guarda-corpo. O dispositivo garante a segurança dos pedestres em todo o trajeto nos dois sentidos da pista.

Costumo atravessar o túnel e não sinto medo mesmo quando os carros passam em velocidade porque a passagem de pedestres fica mais alta. Nunca vi ou soube de algum acidente com pedestre. Eu só acho que o Túnel da Rua Alice merecia receber um cuidado maior por parte do serviço de conservação da prefeitura completa a moradora.

No Túnel da Frei Caneca, infiltrações

Não muito distante dali, o Túnel Martim de Sá, conhecido popularmente como Túnel da Frei Caneca, é outra via onde os motoristas compartilham o espaço com os pedestres, cujo caminho é protegido por guarda-corpo.

Inaugurado na década de 70, com 350 metros de extensão, o Martim de Sá convive com o problema crônico de inúmeras infiltrações. A deficiência, porém, que já foi pior no passado. Atualmente, o túnel sofre mais com outros problemas, como a falta de placas que indiquem o limite de velocidade na galeria. Além disso, a via precisa de pintura de faixas nas laterais das pistas de rolamento.

Avaliação do Crea

Túnel Rebouças: tem sinalização vertical, graduação de luz, monitoramento por câmeras e reboque. Mas peca pelas placas com letras pequenas.

Linha Amarela: os túneis da via expressa contam com telefone de emergência e refúgio.

ZuZu Angel: é longo e não tem exaustores ou telefones de emergência. Faltam radares e sinalização vertical. A iluminação é boa e a fiação está protegida.

Noel Rosa: fica na lista dos piores, com certeza. Mal sinalizado, tem buracos no asfalto, infiltrações em toda a extensão e fios soltos.

Joá: outro túnel muito ruim. Tem sinais de corrosão em suas galerias, com risco de queda de reboco, além de manter um sistema precário de iluminação.

Túneis do Rio são mal iluminados e não contam com sistema de exaustores, nem sinalização

08/12/2012 - O Globo

Em algumas galerias, a estrutura apresenta sinais de infiltração.

Qualidade do ar. Motoristas que circulam pelo Zuzu Angel se queixam da falta de um sistema de exaustão, prioritário em caso de incêndio ou engarrafamentos nas galerias. O túnel também não tem telefones de emergência, placas que informem o limite de velocidade ou sistema de sinalização vertical para indicação de pistas liberadas Pedro Kirilos / O Globo

Rio - Antes de chegar à luz no fim do túnel, os motoristas cariocas andam percorrendo caminhos sombrios e, não raras vezes, inseguros. Quem atravessa o Túnel do Joá, entre São Conrado e Barra da Tijuca, por exemplo, sabe que há sempre riscos à frente: iluminação precária (que deixa as galerias às escuras), sinais de corrosão avançada (no trecho sob o Elevado das Bandeiras), ausência de placas e de sistema de exaustão, fiação lateral aparente (o que facilita o furto dos fios)... Ali perto, o Túnel Zuzu Angel também poderia oferecer mais segurança aos usuários que cruzam seus 1.522 metros de extensão, nos dois sentidos. Faltam sistema de exaustão, telefones de emergência, placas com limite de velocidade e radares, além de a estrutura apresentar sinais de infiltração em alguns trechos.

Situado entre o mar e a montanha, o Rio tem uma topografia que precisa de túneis para permitir os deslocamentos entre os bairros, diz o engenheiro civil Antonio Eulalio Araujo, especialista em pontes e grandes estruturas e conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ). Por isso, sua manutenção deveria ser prioritária e constante, na avaliação do técnico, que percorreu com uma equipe do GLOBO os principais túneis da cidade Joá, Joatinga, Zuzu Angel, Rebouças, Túnel Novo, Túnel Velho, Santa Bárbara, da Linha Amarela, da Rua Alice, Acústico (Gávea), João Ricardo (na Central), Noel Rosa, Martim de Sá (na Rua Frei Caneca), Mergulhão (na Praça XV), Major Rubens Vaz e Sá Freire Alvim (ambos em Copacabana) para avaliar a situação de cada um e dar sugestões de segurança. Ao fim da tarefa, o engenheiro considerou o Rebouças e os túneis da Linha Amarela como os que estão em melhores condições. Já os túneis Noel Rosa, João Ricardo e do Joá são, na avaliação do engenheiro, os piores.

No ranking das prioridades para os túneis cariocas, o especialista aponta a necessidade de instalação em todos eles de sinalização vertical para a indicação de pistas liberadas e obstruídas. A exceção são os da Linha Amarela e o Rebouças, que já têm o sistema.

Ao ver, logo na entrada do túnel, o sinal vermelho ou verde, o motorista tem tempo de mudar de faixa com antecedência. O trânsito flui melhor porque ele não vai precisar desviar em cima do ponto bloqueado. Os riscos de acidente também diminuem explica.

Outra falha: faltam telefones de emergência (alvos de furto e vandalismo) em praticamente todos os túneis. Antonio Eulalio sugere que cada um passe a contar com um serviço 0800.

Todo mundo tem celular hoje em dia. Se os telefones de emergência são furtados, os túneis deveriam ter placas informando um serviço de 0800 explica o engenheiro, que é mestre em patologias de estruturas de concreto.

Ele critica ainda o fato de a grande maioria dos túneis não ter graduação de luminosidade luzes mais fortes na entrada para que o motorista não tenha a sensação de escuridão.

Rebouças: Placas inadequadas

Mesmo o Túnel Rebouças, um dos mais bem avaliados, não passa com nota máxima, na avaliação do técnico. As placas informativas instaladas nas galerias têm letras inadequadas: são pequenas e visíveis apenas de perto.

O ideal é que o motorista leia a informação já de uma certa distância. Não em cima da placa acrescenta.

Usuário dos túneis Zuzu Angel e do Joá, Eduardo Lima, morador da Barra, tem uma lista de reclamações.

Eu tenho medo de passar, principalmente, pelo Joá, que é escuro e tem a fiação aparente. Mas o pior são os pedaços de concreto que ameaçam cair. Eu procuro passar o mais rápido possível. O Zuzu é um pouco melhor, mas fico pensando como será num momento de engarrafamento ou um carro pegando fogo. Não tem exaustores nem telefones de emergência diz ele.

Entre as recomendações de segurança do engenheiro para todos os túneis está a pintura de faixas no asfalto não apenas separando as pistas mas também nas laterais (junto às paredes das galerias). Segundo Eulálio, isso ajudaria na orientação dos motoristas. Outros pontos importantes são as informações sobre o limite de velocidade e a instalação de radares.

Entre os piores túneis em aparelhamento, o Túnel Noel Rosa, em Vila Isabel, tem problemas como asfalto com buracos, iluminação ruim, fiação aparente, infiltração nas paredes e até vegetação crescendo na entrada das galerias. Já no Túnel da Central, não há guarda-corpo para proteger os pedestres nem faixas pintadas no asfalto, sinalização ou graduação de luz para quem entra na galeria, por exemplo.

Usuária do Noel Rosa, a estudante Bárbara Oliveira conta que evita passar pela via a partir do fim de tarde:

Tenho medo porque é comum o túnel estar às escuras, já que a fiação é roubada com frequência. Se passo rápido, posso cair numa das depressões na pista e enguiçar. Como a área é cercada por favelas, seria assustador.

O técnico do Crea diz que é preciso vistorias a cada três meses nos túneis e uma, mais completa, anualmente.

Prefeitura anuncia vistoria

Responsável pela manutenção dos túneis, a prefeitura deveria garantir a conservação de pavimento, a limpeza e a iluminação. Em nota ao GLOBO, a Secretaria municipal de Conservação (Seconserva) informou que as vistorias ocorrem regularmente: Cada órgão é o responsável pela realização do seu serviço, ou seja, Comlurb faz limpeza, Rioluz os reparos de luminárias, etc. A CET-Rio coordena os fechamentos e também indica problemas a serem corrigidos nos túneis Santa Bárbara, Rebouças e Zuzu Angel. Segundo a nota, a prefeitura, que conta com um programa de recuperação de túneis desde outubro de 2011, informa que realizará vistoria nos locais visitados pelo O GLOBO e providenciará possíveis reparos de sinalização horizontal, ausência de placas e iluminação. Apesar disso, o órgão afirma que não há qualquer risco estrutural para os motoristas. No Rebouças, e demais túneis, as placas, que seguem o padrão do Código de Trânsito Brasileiro, começaram a ser substituídas e a previsão é que o trabalho termine em uma semana. Para emergências, os usuários podem ligar para o telefone 0800 2828 664, conclui a nota.

Na Rua Alice, um pedaço da história da cidade precisa de atenção

Com status de ser o mais antigo da cidade, o Túnel da Rua Alice, com 229 metros de extensão, não tem a atenção que merece. Construído e inaugurado entre 1886 e 1887, a via já ligava as zonas Sul e Norte quando a população ainda não contava com os túneis Rebouças e Santa Bárbara.

O Túnel da Rua Alice liga o Cosme Velho ao Rio Comprido e funciona em sistema de mão dupla, o que significa risco aos motoristas, já que não há qualquer sistema de separação das pistas nem mureta central nem faixa de separação pintada na pista.

A sorte é que, atualmente, o movimento do túnel é pequeno. Mas, mesmo assim, é perigoso. Quem não conhece pode achar que ele tem duas pistas no mesmo sentido. Mas não. É uma pista em cada direção. Se você se distrair pode se surpreender com um outro veículo vindo de frente diz a dona de casa Maria Aparecida Gomes, que mora nas proximidades.

A galeria é bem iluminada, mas os motoristas correm um outro risco: as paredes e o teto são revestidos em pastilhas, que apresentam desplacamento em diversos pontos do túnel.

Outro problema são os fios que ficam aparentes e pendurados em alguns pontos da galeria, como no trecho onde existe uma espécie da caixa de luz, que está aberta, sem qualquer proteção.

Além dos veículos, o túnel é usado também por pedestres. Nesse quesito, no entanto, não perde pontos, pois o caminho para quem passa a pé tem guarda-corpo. O dispositivo garante a segurança dos pedestres em todo o trajeto nos dois sentidos da pista.

Costumo atravessar o túnel e não sinto medo mesmo quando os carros passam em velocidade porque a passagem de pedestres fica mais alta. Nunca vi ou soube de algum acidente com pedestre. Eu só acho que o Túnel da Rua Alice merecia receber um cuidado maior por parte do serviço de conservação da prefeitura completa a moradora.

No Túnel da Frei Caneca, infiltrações

Não muito distante dali, o Túnel Martim de Sá, conhecido popularmente como Túnel da Frei Caneca, é outra via onde os motoristas compartilham o espaço com os pedestres, cujo caminho é protegido por guarda-corpo.

Inaugurado na década de 70, com 350 metros de extensão, o Martim de Sá convive com o problema crônico de inúmeras infiltrações. A deficiência, porém, que já foi pior no passado. Atualmente, o túnel sofre mais com outros problemas, como a falta de placas que indiquem o limite de velocidade na galeria. Além disso, a via precisa de pintura de faixas nas laterais das pistas de rolamento.

Avaliação do Crea

Túnel Rebouças: tem sinalização vertical, graduação de luz, monitoramento por câmeras e reboque. Mas peca pelas placas com letras pequenas.

Linha Amarela: os túneis da via expressa contam com telefone de emergência e refúgio.

ZuZu Angel: é longo e não tem exaustores ou telefones de emergência. Faltam radares e sinalização vertical. A iluminação é boa e a fiação está protegida.

Noel Rosa: fica na lista dos piores, com certeza. Mal sinalizado, tem buracos no asfalto, infiltrações em toda a extensão e fios soltos.

Joá: outro túnel muito ruim. Tem sinais de corrosão em suas galerias, com risco de queda de reboco, além de manter um sistema precário de iluminação.

Rio quer liberar bebida alcoólica e dar transporte de graça na Copa

07/12/2012 - Agência Brasil

Decisão está incluída no projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa

Liberação das bebidas alcoólicas no Rio pode durar 55 dias (crédito: Agência Brasil)

O governo do Rio de Janeiro quer suspender leis estaduais durante a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, que tratam da meia-entrada para idosos e proíbem venda de bebidas alcoólicas nos estádios. É o que consta do projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no início da semana e que recebe emendas dos deputados estaduais a partir de hoje (6).

Segundo o texto, fica suspensa desde 20 dias antes da primeira partida e o quinto dia depois da última, a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos locais de jogos. "Não se aplicam às competições as normas estaduais […], inclusive que restrinjam o consumo de bebidas alcoólicas, salvo as proibições destinadas a menores de 18 anos", diz o documento.

O governo pretende ainda disponibilizar duas passagens diárias "aos portadores de ingresso para os jogos e os credenciados do COL (Comitê Organizador Local) e da Fifa". Ao comprar o ingresso, os torcedores ganharão um cartão do bilhete que dá direito a passagem de graça de trem ou de metrô e de mais um transporte, que pode ser barca ou ônibus, para ir e voltar dos torneios.

O preço dos ingressos para as competições também só poderão ser estabelecidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), "não se aplicando, neste caso, normas referentes à redução de preço, meia-entrada ou qualquer outra forma de subvenção a consumidores" . Assim, deixam de valer as regras estaduais de meia-entrada para idosos acima de 60 anos e estudantes.

Em um dos artigos, o governo diz que pode "impor restrições temporárias ao exercício de atividades econômicas num raio de 1.000 metros contados a partir da murada do Maracanã", o que poderá afetar camelôs e comerciantes.

Na Lei Geral da Copa, publicada em junho, a presidenta Dilma Rousseff assegurou a meia-entrada para idosos, estudantes e beneficiados por programas federais de transferência de renda. Porém, deixou para os estados a decisão de contornar leis sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas.

A previsão é que Lei Estadual da Copa seja votada na semana que vem na Alerj, mas não sem polêmica. A oposição articula ações contra os preparativos e mudanças por causa da Copa do Mundo, como um plebiscito para a reforma do Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã).

Niemeyer vai ganhar estátua no Porto Maravilha

07/12/2012 - O Globo

Prefeito Eduardo Paes ainda não sabe onde escultura será construída

O prefeito Eduardo Paes planeja uma forma de homenagear Oscar Niemeyer. Em vez de apenas batizar uma escola ou outro equipamento público com o nome do arquiteto, Paes estuda fazer uma estátua em sua homenagem. A ideia, ainda embrionária, seria colocar a escultura na Zona Portuária, em data ainda não definida:

- Niemeyer construiu sua carreira olhando para o futuro. A Zona Portuária é uma área que passa por um processo de renascimento pensada para os próximos anos. Há uma identidade. É uma ideia, mas ainda não sei nem onde o monumento ficaria.

Nesta quinta-feira, o município decretou luto oficial de três dias.

Houve homenagens ao "poeta do concreto" também em Niterói. Nesta quinta, todos os funcionários do Museu de Arte Contemporânea (MAC) estavam de luto. Todos vestiam uma uma camisa com o logotipo do museu estampado. Inaugurado em 1996, o MAC tornou-se símbolo da cidade. A localização privilegiada proporciona uma vista panorâmica da Baía de Guanabara integrando monumentos e marcos geográficos ao seu redor, como a Fortaleza de Santa Cruz, a Ilha da Boa Viagem, o Corcovado e o Pão de Açúcar.

A direção do museu que virou ícone da ex-capital fluminense - é usado no logo do município - ainda estudava uma forma de homenagear Oscar Niemeyer.

A morte do arquiteto adiou a festa do cinquentenário da premiação anual do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), que seria realizada nesta sexta-feira, às 19h, para 10 de janeiro. Cacá Diegues e o arquiteto Marcos Konder Netto serão homenageados.

Orla Rio só modernizou 38 dos 309 quiosques do Leme à Prainha

08/12/2012 - O Globo

Novela se arrasta desde 1999, e prazo inicial de conclusão das intervenções era abril de 2002; MP exige data limite

Transtorno. A obra, às vésperas do verão, de modernização dos quiosques de Copacabana, no Posto 6, com construção de andar subterrâneo para cozinhas e banheiros

GABRIEL DE PAIVA

RIO — Dez anos após o prazo final para a concessionária Orla Rio entregar, modernizados, 309 quiosques do Leme à Prainha, o carioca ainda precisa driblar, às vésperas de mais um verão, tapumes de obras intermináveis. A novela que envolve a renovação dos quiosques se arrasta desde 1999. O prazo inicial de conclusão das intervenções era abril de 2002. Até hoje, no entanto, apenas 38 novos equipamentos estão operando — apenas 12% do total previsto. Outros oito estão em obras.
No primeiro termo aditivo ao contrato, o prazo foi esticado para 2007. Agora, conforme estabelece termo assinado há dois anos, não há qualquer menção a prazos. O caso virou objeto de ação do Ministério Público estadual. O promotor Rogério Pacheco, da 7ª Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, acaba de pedir à Justiça, em caráter liminar, a conclusão de todas as obras em um ano. A ação requer ainda o arresto de bens móveis e imóveis da empresa para a reparação de prejuízos aos cofres públicos, estimados hoje em R$ 12,5 milhões.
Na ação, o promotor escreve que os grandes eventos esportivos dos próximos anos — Copa e Olimpíadas — requerem a modernização dos quiosques. "Tudo isso cria a necessidade de imediato início das obras necessárias à modernização de todos os quiosques da orla, inclusive em razão da precariedade dos quiosques antigos, que sequer possuem laudos do Corpo de Bombeiros", escreve Pacheco. A ação será julgada pela 10ª Vara de Fazenda Pública.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Copacabana e Leme, Horácio Magalhães, lembra que o descumprimento dos cronogramas se reflete nos transtornos atuais que as orlas dos bairros experimentam. Magalhães afirma que os tapumes, instalados desde o fim de julho, atrapalharão mais um réveillon:
— A falta de planejamento é incrível. A poucos meses da alta temporada, resolvem instalar tapumes. Eles nunca conseguem cumprir os cronogramas. O ideal é que se façam as intervenções a partir de março. Mais uma vez há o risco real de termos o réveillon mais famoso do mundo ofuscado pelos tapumes.
Empresa diz que tapumes serão reduzidos
A Orla Rio informou que está providenciando a redução do tamanho dos tapumes em até 40%. Essas estruturas, diz a concessionária, serão mantidas para garantir a segurança do público que passar pelas praias nas festas de fim de ano, tendo em vista que o projeto inclui a construção de espaços subterrâneos. "A montanha de areia que está fora dos canteiros de obra também será espalhada pela praia. Serão instalados refletores nas laterais e no fundo dos canteiros de obra, iluminando o exterior dos tapumes, garantindo maior segurança para o público que passar pelo local", acrescenta a nota enviada pela Orla Rip.
O termo de concessão para a modernização dos quiosques foi assinado em 19 de agosto 1999, na gestão de Luiz Paulo Conde. A partir daquele momento, era concedida à empresa, por 20 anos, o uso dos espaços de área pública na orla entre o Leme e a Prainha para a instalação e a exploração de 309 conjuntos de quiosques e sanitários, com comércio de alimentos, bebidas, cigarros e artigos de conveniência. Essa prerrogativa poderia ser usada pela concessionária ou por terceiros sob sua responsabilidade. Pelo contrato, as obras deviam começar em 90 dias e seguiriam um cronograma de conclusão: até abril de 2000, do Leme a Copacabana; até abril de 2001, do Arpoador ao Leblon; e até abril de 2002, de São Conrado à Prainha. Pelo acordo, a concessionária repassaria 5% dos valores captados pela publicidade nos quiosques.
Um primeiro termo aditivo foi assinado em 11 de março de 2005, estabelecendo a primeira prorrogação de contrato — mais cinco anos — e a autorização do parcelamento, em 180 prestações mensais, de dívidas relativas a valores não recolhidos a título de aluguéis, percentual de exploração publicitária, parcelamentos vigentes e multas dos quiosques. As conclusões das obras passaram a ter nova data: junho de 2007.
Apesar de novos atrasos e descumprimentos, um outro termo aditivo — nº 61/2010 — deixou de prever o cronograma de instalação dos quiosques. Desta vez, o prazo da concessão foi prorrogado até 22 de fevereiro de 2030. Além disso, ao autorizar a exploração de serviços bancários, o município abriu mão dos 5% a que teria direito sobre referidas receitas.
— O novo termo aditivo vai na contramão do interesse público. Garante nova fonte de receita à concessionária, sem qualquer contrapartida ao município, que, por sua vez, prorrogou o prazo de concessão sem garantir à população e aos turistas que frequentam nossa cidade acesso a quiosques e banheiros de qualidade na orla — critica o promotor, calculando que, apenas com a renúncia do direito sobre a exploração dos caixas eletrônicos, o município tenha aberto mão de aproximadamente R$ 7,5 milhões.
O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), que entrou com a representação no MP em 2010, diz que há anos a cooperativa dos antigos quiosqueiros já vinha denunciando problemas na modernização dos quiosques. Mas que agora, com o caso na Justiça, haverá um olhar mais cuidadoso sobre a questão.
— Tudo bem que os quiosques sejam uma exploração comercial. Mas a orla é o cartão-postal mais visitado da cidade, gratuito e democrático. E a prejudicada com os atrasos é toda a população, como vai ocorrer no réveillon.
A Orla Rio e a Procuradoria do Município informaram que não vão comentar a ação, por se tratar de ação judicial em curso.



Marcelo Almirante
69 - 9985 7275

Hotel na Glória projetado por Oscar Niemeyer virou 173 quitinetes

08/12/2022 - O Globo

Construção foi projetada para ser um hotel, mas não teria sido aprovada pela prefeitura para essa finalidade

Curvas. As linhas da fachada do edifício acompanham a curvatura da calçada

MARCOS TRISTÃO

RIO — É fácil deixar a imaginação agir quando se trata de uma obra do arquiteto Oscar Niemeyer. No caso do prédio na Rua Hermenegildo de Barros 8, na Glória, nos limites com Santa Teresa, não poderia ser diferente. Para muito moradores, os cinco pilotis (colunas estruturais) no andar térreo mais se parecem com "moças de pernas para o alto". Essa também é a impressão da porteira e moradora Tereza Gonçalves, de 48 anos. Batizado de Estrela da Serra, o prédio projetado pelo arquiteto foi construído, segundo moradores, em 1955. Para quem vive ali, mesmo antes da morte de Niemeyer, já era um orgulho ter como endereço um "monumento". Segundo Maria do Socorro de Mesquita, de 65 anos, síndica do prédio de nove andares e 173 quitinetes de apenas 21 metros quadrados, a construção foi projetada para ser um hotel. No entanto, não teria sido aprovada pela prefeitura para essa finalidade e acabou se tornando um condomínio residencial. Segundo a síndica, as características iniciais do projeto foram preservadas.

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— Preservamos até a cor da tinta da fachada. Trata-se de um verde jade. Toda vez que o edifício é pintado, temos que mandar fazer a tinta. Os azulejos originais também foram mantidos. Temos a planta projetada pelo Niemeyer. Eu sempre gostei de morar aqui. Agora esse prédio vai virar história — contou Maria do Socorro.
R$ 700 reais para morar no local
Do lado de fora, o prédio acompanha a curva da esquina da rua. Para o morador Iuri Frigoletto, de 39 anos, a obra foi projetada de uma maneira a não agredir as características da região.
— Gosto bastante de morar nesse edifício. Ele foi projetado de uma maneira que não é castigado pelo sol. É bem arejado, e a temperatura fica bastante baixa nos apartamentos. Os pilares em tesoura invertida são lindos — comentou Iuri.
Para morar no edifício, o corretor de seguros Roberto Rodrigues, de 72 anos, conta que paga por mês R$ 700, sendo R$ 300 de condomínio. Para ele, o prédio atende às necessidades de que ele precisa.
No entanto, segundo os moradores, já houve modificações, como a abertura do pátio para uma garagem, e mudanças na portaria e nas grades.
— Lamento a morte do Niemeyer. Ele viveu bastante, mas vai fazer falta. Fico feliz em morar num lugar que foi projetado por ele — disse Rodrigues.
Segundo Tereza Gonçalves, a porteira que mora no edifício, o local já se tornou atração turística:
— Recebemos visitas de estudantes que querem conhecer uma construção de Niemeyer. Conto para todo mundo que moro num prédio que foi projetado pelo maior arquiteto do país.

Prefeitura dá inicio a novas alterações viárias na região portuária

08/12/2012 - O Globo

Mudanças que afetam acessos da Rodoviária Novo Rio tiveram início às 8h, quando trechos das ruas Cordeiro da Graça e Equador foram fechados

RIO - A Prefeitura do Rio implantou, na manhã deste sábado, as novas alterações viárias na Região Portuária para as obras do Porto Maravilha. A mudança teve início às 8h, quando foi feito o fechamento de trechos das ruas Cordeiro da Graça e Equador. No mesmo momento foi liberado ao trânsito um trecho de 800 metros da Via Binário do Porto, que dá acesso à Rodoviária Novo Rio.
Operadores da CET-Rio com apoio de painéis de mensagens variáveis orientam os motoristas e o trânsito de veículos flui bem na região, com tráfego em ambos os sentidos das avenidas Rodrigues Alves e Francisco Bicalho, assim como nas ruas do entorno da rodoviária. O trecho da Rua Cordeiro da Graça permanece interditado até fevereiro e o da Rua Equador até abril de 2013. Os motoristas devem lembrar que o retorno para a rodoviária logo após a entrada no sentido Cidade Nova permanece interditado por obras, e quem desejar retornar deve seguir até o fim da via.

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Quem vem da Avenida Brasil e segue pela Avenida Rodrigues Alves, sentido Praça Mauá, deve entrar à direita na Avenida Professor Pereira Reis, e em seguida na nova Via Binário do Porto, a primeira via à direita, que sai na Rodoviária. Já quem vem do Centro pela Rodrigues Alves, sentido Elevado do Gasômetro, deve virar à esquerda na Professor Pereira Reis, e depois na primeira à direita, a Via Binário do Porto.
Da Zona Sul, os motoristas devem continuar vindo do Túnel Santa Bárbara e seguindo pela Rua Santo Cristo como antes das interdições deste sábado, para virarem na primeira rua à direita, a Rua Cordeiro da Graça. De lá, o motorista deve virar na terceira via à esquerda, a nova Via Binário do Porto, até chegar na Rodoviária Novo Rio.
"Recomendamos aos motoristas que transitam no entorno da Rodoviária Novo Rio atenção às orientações dos operadores de trânsito e à sinalização. Vamos trabalhar permanentemente para minimizar os impactos na vida do carioca decorrentes destas interdições", alertou em nota o secretário de Transportes Carlos Roberto Osório.
Mais mudanças nas próximas semanas e em janeiro
As obras irão interditar novas áreas da região a partir do dia 15 de dezembro, quando um trecho da Rua Pedro Alves será interditado. Entretanto, a prefeitura reconhece que será em janeiro que o trânsito na região irá ficar ainda mais complicado: no dia 5, uma faixa lateral da Avenida Francisco Bicalho, no sentido Centro, será fechada ao tráfego. Em compensação, uma nova via, a D1, que liga a Francisco Bicalho à Rua Santo Cristo e Avenida Cidade Lima, será aberta.
— O trânsito vai ficar pesado, com tapumes, teremos com certeza um impacto no trânsito. Mas vamos tentar mitigar isso. Só vamos fechar vias quando outros caminhos alternativos forem entregues. Adiamos a terceira etapa das obras para janeiro porque no Ano Novo o movimento da rodoviária é muito grande — disse Osório nesta semana
A presidente da CET-Rio, Cláudia Secin, também afirmou na mesma ocasião que o desafio será janeiro:
— Negociamos que as obras de maior impacto acontecessem em janeiro porque as férias reduzem o fluxo de veículos em 25%. Mas não existe paraíso na Terra. Vai haver impacto e é claro que o trânsito ficará mais complicado.
Com as mudanças, táxis vão ficar estacionados na Via Binário do Porto e na Rua Equador, e serão chamados por rádio para pegar passageiros na rodoviária.
Região já passou por várias interdições
Os motoristas já precisaram se adequar a outras interdições na região devido às obras do Porto Maravilha. Em novembro de 2010, por exemplo, a Avenida Rodrigues Alves, entre a Avenida Barão de Tefé e a Rua Edgard Gordilho, passou a operar em mão única, assim como a Rua Sacadura Cabral, da Rua Souza e Silva à Avenida Barão de Tefé. Um ano depois, as mudanças incluíram principalmente o entorno da Avenida Rodrigues Alves e das ruas Sacadura Cabral, Edgard Gordilho e Antonio Lage.
Em janeiro deste ano, um trecho da Rua Primeiro de Março foi fechada. E, no último mês de junho, as mudanças incluíram interdição de forma alternada de meia pista do cruzamento da Rua Sousa e Silva com a Avenida Venezuela; trechos da Rua Sacadura Cabral e da Rua Camerino e a Avenida Marechal Floriano passaram a funcionar em sentido único; e a Avenida Rodrigues Alves, no trecho entre a Rua Edgard Gordilho e a Avenida Barão de Tefé, teve seu sentido invertido, passando a funcionar em mão única, da primeira para a segunda via. As alterações incluíram bloqueios totais, ocupações de faixas e trocas de sentido, que causaram também mudanças nos itinerários das linhas de ônibus intermunicipais.

Preço de imóveis sobe 200% no Rio

06/12/2012 - O Dia

Nos últimos cinco anos, aluguel na cidade disparou 111%

O preço dos imóveis no Rio disparou quase 200% nos últimos cinco anos. De janeiro de 2008 a outubro deste ano, a variação média acumulada do preço de venda dos imóveis no município foi de 191%, de acordo com o relatório de novembro do Índice FipeZap. No mesmo período, a variação do preço dos aluguéis na região foi de 110,7%.
Apesar disso, em novembro a taxa de aluguel no Rio caiu 0,39%, enquanto o valor para venda teve ligeira alta de 0,9%. Foi a primeira vez desde setembro de 2008 que o preço anunciado do metro quadrado subiu menos que 1% em um mês.
O Leblon continua na liderança da lista de bairros mais caros do Rio - com o metro quadrado a R$ 19.445 -, seguido de Ipanema, Lagoa, Gávea e Jardim Botânico. Já os bairros mais baratos são Anchieta - R$ 1.100 o metro quadrado -, Senador Camará, Pavuna, Cavalcanti, Engenheiro Leal, Vaz Lobo e Brás de Pina.
Para o consultor Marco Quintarelli, a melhor estratégia sempre é economizar para comprar a casa própria. "Vale mais a pena investir em um imóvel que será seu do que pagar aluguel. Se a pessoa não tiver recursos no momento, não precisa ficar afobada. O ideal é poupar e buscar uma aplicação que dê um bom retorno", aconselha.
Já o vice presidente de locações do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), Antônio Paulo Monnerat, acredita que a tendência dos aluguéis é estabilizar. "Os preços não devem disparar tanto e tendem a seguir a inflação", afirma.

Mais moderna e verde, sede da Cedae é inaugurada

06/12/2012 - Jornal do Commercio, Isabel Correia

Construído em 16 meses, edifício faz reutilização de agua das chuvas, de torneiras e chuveiros. Imóvel também abriga o Centro de Controle Operacional (CCO) da Região Metropolitana

Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) inaugurou ontem oficial-mente sua sede administrativa, na Cidade Nova. Com nove andares e 20 mil metros quadrados de área construída, o edifício já abriga os 1,4 mil funcionários da companhia, que anteriormente estavam divididos em outros 12 imóveis da empresa. As obras demandaram in-vestimentos de R$ 70 milhões. Os recursos são provenientes de fundo de investimento imobiliário administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), que reuniu mais de 400 cotistas.
Segundo o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a inauguração da sede é mais um passo de um longo processo de recuperação da Cedae. "Estamos criando uma empresa moderna, com gestão profissional, mas os desafios ainda são grandes", comentou Cabral.
O governador também informou que já foram investidos mais de R$ 1 bilhão em melhorias no saneamento básico do estado. Segundo ele, a carteira de investimentos da Cedae atualmente está na casa de R$ 3 bilhões. "As parcerias públicas e privadas serão fundamentais para impulsionar os investimentos no setor. Ainda há um longo caminha pela frente, essa não é uma tarefa fácil", disse.
Nova era
Segundo o secretário-chefe da Casa Civil e presidente do
Conselho de Administração da Nova Cedae, Régis Fichtner, o prédio simboliza as obras e investimentos que estão sendo realizados na companhia. "A Cedae não é uma empresa, é uma grande secretaria do governo, porque presta um serviço absolutamente essencial, sem o qual as pessoas não podem viver. O que foi feito nesta empresa, até agora, é extraordinário", afirmou. O secretário destaca, no entanto, que os desafios ainda são grandes. "Nosso objetivo é seguir a orientação do governador e levar esta empresa a ser autossuficiente", disse Fichtner. ,
O presidente da Cedae, Wagner Victer, afirmou que o edifício foi construído em 16 meses, o que ele considera um tempo recorde. "Esta é possivelmente uma das sedes mais modernas do mundo na área de saneamento.
Além disso, nossa vinda para cá está ajudando a desencadear um processo de revitalização da Cidade Nova", disse.
Segundo Victer, a decisão de concentrar em um único prédio a estrutura administrativa da empresa vai garantir a redução de custos e maior agilidade na gestão. Para ele, o prédio terá ainda importância no desenvolvimento da empresa e na motivação dos funcionários. "Ainda estamos muito distantes de onde queremos chegar", disse.
Tecnologia e arte
Equipado com tecnologia verde, o edifício promove a reutilização de águas pluviais, de torneiras e de chuveiros. Ao todo, serão armazenados 88 mil litros de água para reuso, divididos em dois reservatórios, localizados na cobertura. Além disso, na parede externa do prédio, foi construído um grande painel com obras do artista plástico pernambucano Romero Britto, feito de pastilhas antipichação.
O imóvel tem ainda bicicletário, 60 salas de reunião, monitoramento com câmeras 24 horas e o Centro de Controle Operacional (CCO) de toda a Região Metropolitana do Rio. O CCO possui 70 estações remotas que monitoram em tempo real 200 pontos de pressão, 190 pontos de vazão, 45 níveis de reservatórios, 106 status de grupos de bombas, mais de 600 pontos digitais, além de ser capaz de controlar remotamente a abertura e o fechamento de válvulas.
Além disso, há ainda uma homenagem a Paulo de Frontin, cuja estátua criada pelo ar¬tista José Carlos Liboredo ficará exposta na entrada do edifício. Segundo Victer, a ideia surgiu a partir da comemoração dos 120 anos do episódio conhecido como "a água em seis dias", protagonizado pelo engenheiro. Na ocasião, com apenas 29 anos, Frontin ficou famoso pelo seu êxito em promover o abastecimento em apenas seis dias à então capital do Império, castigada pela seca e pela febre amarela no ano de 1889.
Também participaram da inauguração o vice-governador do estado, Luiz Fernando de Souza Pezão, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o artista plástico Romero Britto, o presidente da rádio Tupi e do Jornal do Commercio, Mauricio Dinepi, e o secretário estadual do Ambiente, Carlos Mine.

Rio inicia instalação de bicicletários no Leblon

07/12/2012 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio deu início na Rua Dias Ferreira, no Leblon, Zona Sul da cidade, à instalação dos primeiros dez bicicletários de um total de 50 programados para o bairro. Os outros 40 estarão disponíveis até o fim do mês na Avenida Ataulfo de Paiva e em vias do entorno. O trabalho é uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô na Zona Sul.

Foram projetados dois tipos de bicicletários com módulos para seis ou dez bicicletas. Com design moderno e 71 cm de altura, os equipamentos são confeccionados em aço galvanizado, material mais resistente à ferrugem.

O critério adotado para definir os locais de instalação foi a proximidade ao comércio e pólos gastronômicos da região, estimulando o uso da bicicleta por moradores e frequentadores do bairro para deslocamentos de curtas distâncias.

MS

Município ameaça ir à Justiça para impedir que navios fundeiem na orla da Zona Sul

06/12/2012 - O Globo

Iniciativa busca acabar com poluição visual provocada por embarcações de grande porte que atracam além da arrebentação em frente às praias

Poluição visual. Da Praia de Copacabana, surfistas avistam uma das grandes embarcações que passam em frente à orla da Zona Sul , impedindo a visão das Ilhas Cagarras Eduardo Naddar/06-12-2012 / O Globo
RIO A paisagem da orla da Zona Sul deve voltar a ser dominada apenas pela silhueta das Ilhas Cagarras e pela imagem de surfistas e banhistas. Em um esforço para acabar com a poluição visual provocada por cargueiros e outros navios de grande porte que atracam além da arrebentação em frente às praias, a prefeitura decidiu endurecer o jogo com a Capitania dos Portos. A Procuradoria Geral do Município encaminhará nesta sexta-feira ofício ao órgão, dando um prazo de 15 dias para que identifique outros lugares onde os navios possam ficar fundeados enquanto esperam uma vaga para descarregar ou receber cargas no Terminal do Porto do Rio. Caso o prazo não seja cumprido, a prefeitura promete ir à Justiça.

A gente não pode tolerar mais essa situação. É tanto navio que, à noite, com luzes acesas, parece que estão celebrando uma festa junina em alto-mar na Praia de Ipanema. Os navios podem muito bem ficar ancorados fora da visão de quem está na orla disse Paes.

Brechas em lei federal

A fiscalização do tráfego de navios é uma responsabilidade da Marinha, mas a Procuradoria Geral do Município encontrou brechas legais para a prefeitura interferir no caso. O procurador-geral, Fernando Santos Dionísio, explica que a notificação à Companhia dos Portos tomou como base a lei 7.661/88, que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento da Costa. O texto que regulamenta a lei definiu o conceito de faixa terrestre da zona costeira como sendo o espaço compreendido pelos limites do município que sofrem influência direta dos fenômenos ocorridos no litoral.

É claro que vamos permitir exceções, como no réveillon, quando os navios ficam ancorados à espera da queima de fogos. Queremos apenas que a legislação seja cumprida. A lei também menciona que não pode haver conflitos de usos relacionados aos recursos ambientais da orla explicou o procurador do município.

Fernando Dionísio citou também o novo Plano Diretor da cidade, que, no capítulo sobre meio ambiente, considera a paisagem do Rio um bem que deve ser protegido. A iniciativa da prefeitura recebeu o apoio da Associação Brasileira da Indústria Hoteleria (ABIH/RJ). Por várias vezes, o presidente da entidade, Alfredo Lopes, reclamou da poluição visual da orla.

Além disso, existem os riscos ambientais. E se houver um vazamento de óleo que acabe poluindo a orla? Não há condições de fiscalizar todos os navios 24h para se antecipar a problemas disse Lopes.

A presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Rio, Aspásia Camargo (PV), também apoia a proposta da prefeitura. Foi de Aspásia a iniciativa de incluir na Lei Orgânica o artigo que destaca a importância da paisagem.

No caso do Rio, a tese ganhou mais força porque a Unesco considerou a paisagem urbana um patrimônio da humanidade destacou a deputada.

A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, também destacou a importância da paisagem:

O Rio vive de sua paisagem. Turista não vem para cá para olhar navios. Mas, muitas vezes, as embarcações formam um paredão horrível disse Evelyn.

O presidente da Sociedade de Amigos de Copacabana (SAC), Horácio Magalhães,também elogiou a medida.

A solução encontrada foi criativa, tomara que dê certo disse Horácio Magalhães

Até o início da noite, a Capitania dos Portos não havia respondido as perguntas enviadas pelo GLOBO sobre a decisão da prefeitura. Em outra reportagem, feita em novembro, sobre o mesmo assunto, a Capitania dos Portos explicou que 30% dos navios que chegam ao Rio só podem se aproximar do Porto do Rio durante o dia pelo Canal de Cotunduba, pois, nesses trechos, as águas são mais profundas. O canal fica nas proximidades de Copacabana. Em relação aos navios ancorados, a Capitania dos Portos explicou na nota encaminhada no mês passado que os motivos poderiam variar: necessidade reparos, reabastecimento ou inspeções, entre outras razões. Além disso, explicou a Capitania, cada navio só pode ficar atracado em frente a orla por 48 horas, o que seria permanentemente fiscalizado. A atracação próxima da orla também teria outro motivo, segundo o Sindicato dos Operadores Marítimos: economia. Naquele ponto não há custos operacionais enquanto espera-se por uma vaga para aportar no cais.

Paes inaugura Arena Carioca Fernando Torres no Parque de Madureira

08/12/2012 - Arena Carioca

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, inaugura mais um equipamento cultural na Zona Norte da cidade neste sábado (8). Com palco externo reversível e capacidade para 330 pessoas sentadas, a Arena Carioca Fernando Torres fica dentro do Parque Madureira. O primeiro espetáculo será da atriz Fernanda Montenegro – viúva do ator e diretor - que fará leitura de sambas antigos de ícones da região, como Paulo da Portela, Paulinho da Viola, Silas de Oliveira, entre outros.

As Velhas Guardas do Império Serrano e da Portela também se apresentarão na nova atração cultural. Esta será a quarta Arena Carioca da cidade, que já conta com unidades em Pedra de Guaratiba, Pavuna e Penha. A unidade teve um investimento de R$ 3,7 milhões.

A noite de sábado será ainda mais especial para o Parque Madureira, que ganhará iluminação especial de natal, que contemplará 100 árvores. O complexo, com 93 mil metros quadrados, é o terceiro maior parque da cidade, menor apenas que o Aterro do Flamengo e a Quinta da Boa Vista. Inaugurado em junho, foi o primeiro parque público do país a receber a certificação AQUA – selo de sustentabilidade da Fundação Vanzolini.

MS





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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Joá: Paes diz não ter como reconstruir o elevado

06/12/2012 - O Globo

RIO — O prefeito Eduardo Paes reconheceu na quinta-feira não ter como atender à recomendação de técnicos da Coppe/UFRJ de reconstruir o Elevado do Joá, para conter a degradação que põe em risco a integridade da via. Paes admitiu que gastar mais para acabar com os problemas crônicos causados pela corrosão do Joá pode ser, a longo prazo, uma solução mais barata do que fazer intervenções pontuais. No entanto, disse temer o impacto que a interdição completa da via, necessária para a reconstrução, causaria nos deslocamentos entre Barra da Tijuca e Zona Sul. O custo da restauração completa do Elevado do Joá foi estimado em R$ 105 milhões pela Associação Brasileira de Pontes e Estruturas (ABPE).

Os novos caminhos da Barra
Na avaliação da Coppe, só os pilares seriam confiáveis, e não há como avaliar quanto tempo o elevado pode ser mantido aberto sem acidentes.
— Se o estudo indicasse que, se eu não fechasse o Joá, haveria um acidente amanhã, não pensaria duas vezes. Mas o problema é que hoje não há uma alternativa viável ao Joá. As obras da Linha 4 do metrô só terminam em 2016. Além disso, em 2013 vamos licitar as obras para duplicar as pistas do Joá no sentido Barra-Zona Sul, e essas intervenções ficarão prontas até as Olimpíadas de 2016. Aí sim: com metrô para atender à demanda da Barra-Zona Sul e novas pistas no Joá, meu sucessor terá como decidir a melhor solução para a via — argumentou Paes.
Até o início de janeiro, a prefeitura dará início a obras emergenciais de recuperação estrutural que custarão R$ 7 milhões. A ampliação do Elevado do Joá a que Paes se refere está sendo detalhada num projeto da Geo-Rio que fica pronto em fevereiro. As duas novas faixas de tráfego seriam construídas cravadas na rocha na altura de São Conrado. Uma delas seguiria para a Joatinga e a segunda acabaria na Avenida Armando Lombardi. A previsão é que essas obras comecem ainda em 2013 e sejam concluídas em dois anos.
Manutenção: ponto fraco
Para especialistas, porém, mesmo que o Joá seja completamente reformado, haveria risco de uma nova degradação, caso medidas complementares não sejam implantadas.
— Quando o Joá foi construído, havia uma recomendação de que a estrutura tivesse um programa de manutenção permanente. O antigo Estado da Guanabara tinha um departamento só para cuidar das chamadas obras de arte (viadutos e túneis), mas ele foi extinto depois da Fusão — observou o engenheiro aposentado do DER Francisco Fillards, que na década de 70 coordenou a construção do elevado.
Ex-secretário municipal de Transportes, Márcio Queiroz, que também participou da construção do elevado, é outro a citar a questão da manutenção como um dos pontos fracos do Joá:
— O desejável é que por ano se invista em manutenção o equivalente a 3,5% do que se gastou com a obra.
Já o engenheiro Fernando Mac Dowell, que participou de uma grande reforma no Joá em 1998, observou que o desafio agora é o maior desde que a via foi aberta ao tráfego em 1973.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Para especialistas, reforma parcial do Elevado do Joá não resolve

06/12/2012 - O Globo

Associação estima que recuperação total custaria R$ 105 milhões

Um relatório da Coppe/UFRJ apontou que é grave o estado de degradação estrutural dos dentes de apoio das vigas do elevado Pablo Jacob / O Globo

A decisão do prefeito Eduardo Paes de fazer uma recuperação apenas parcial do Elevado do Joá em lugar de uma intervenção mais radical para pôr fim à corrosão que ameaça a integridade da via virou na quarta-feira motivo de críticas entre especialistas. Engenheiros alertam que a decisão apenas empurra para adiante o problema e pode colocar em risco quem passa pelo local. A recuperação completa do Joá, como recomendou o programa de Engenharia Civil da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ), custaria cerca de R$ 105 milhões. A estimativa é da Associação Brasileira de Pontes e Estruturas (ABPE).

Eduardo Paes argumenta que, como restam incertezas sobre as reais condições de conservação nas partes internas do Elevado do Joá que não são possíveis de observar por falta de acesso, é muito mais econômico e menos oneroso para a cidade que a prefeitura faça as obras de manutenção que, ao longo do tempo, forem apontadas como necessárias. Paes já autorizou a realização de obras emergenciais no valor de R$ 7 milhões, sem licitação. O professor da Coppe, Eduardo de Miranda Batista, que coordenou o estudo, discorda proposta de Paes.

A vida útil do Joá acabou. Demonstramos isso na terça-feira no Clube de Engenharia. A solução nós apresentamos. Encontramos problemas sérios vistoriando apenas 40% da estrutura. A reforma que a prefeitura promete fazer cobre apenas as áreas onde o problema é visível. Mas 60% das áreas do Joá não podem ser fiscalizadas disse Eduardo Batista.

Causas são discutidas

As causas para o Joá se encontrar no estado atual são motivo de divergência. Para alguns especialistas, houve falha de projeto porque o empreendimento não previu galerias de manutenção. Para outros, privilegiou-se o projeto mais barato; enquanto há aqueles que apontam o descuido com a manutenção ao longo dos anos como o maior problema.

O vice-presidente da ABPE, Ubirajara Ferreira da Silva, também defende que a recuperação completa do elevado. Para ele, esse não seria o momento de procurar culpados pela situação atual do Joá. Mas de encontrar a melhor solução.

O que a prefeitura propõe é atuar com base na incerteza. Isso não é possível . Qualquer análise tem que levar em conta que as regras em vigor para construir no país eram diferentes das atuais e as galerias de manutenção não eram exigidas. O que não resta dúvidas é que ao longo de anos houve problemas de manutenção disse Ubirajara Ferreira.

Ontem, Paes preferiu não comentar o assunto. A secretaria municipal de Obras informou que ainda não concluiu o planejamento da execução das obras de emergência. Os estudos vão indicar os horários em que o elevado ficará fechado. Ao todo, serão recuperados 23 dentes gerber estruturas de concreto armado nas quais se apoiam as pistas e as vigas.



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