quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Arco Metropolitano tem problemas um ano após inauguração do primeiro trecho

30/09/2015 - Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff inaugurou o primeiro trecho do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro em julho do ano passado, ligando Duque de Caxias a Itaguaí, na Baixada Fluminense. Pouco mais de um ano após a inauguração, a obra já apresenta desafios, conforme demonstrado ontem (29) durante seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Teatro Sesi Caxias.

Os 145 quilômetros do Arco ligam a região metropolitana do Rio de Janeiro à Baixada Fluminense, englobando os municípios de Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Queimados, Seropédica e Itaguaí.

Os desafios são na área de mobilidade, ocupação do solo e segurança, informou à Agência Brasil o economista William Figueiredo, especialista em Desenvolvimento Econômico do Sistema Firjan. Segundo ele, o roubo de cargas aumentou 44% na Baixada Fluminense desde a abertura do arco rodoviário. "Nos primeiros 12 meses, foram 3,6 mil ocorrências”. No Arco Metropolitano, o roubo de cargas representa 13,2% do roubo de cargas do estado. "Estamos falando de 300 roubos por mês ou dez roubos por dia”, afirmou.

Considerada porta de entrada do Rio de Janeiro e de saída do estado para São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, a rodovia foi criada, de acordo com o economista, para dinamizar o fluxo de cargas. Figueiredo disse que o arco foi construído sem planejamento do sistema de policiamento para seu entorno. "Ele é uma rodovia federal, de competência de gestão da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que tem de agir em parceria com os batalhões de Polícia Militar da Baixada.”

Para o economista, falta interação entre as polícias. Acrescentou que os usuários não dispõem de nenhuma cabine fixa de polícia ao longo do arco rodoviário. "Em caso de necessidade de ajuda ou para registro de ocorrência, não há como dar apoio aos motoristas."

A solução do problema terá de esperar a aprovação, pela Assembleia Legislativa (Alerj), do projeto de criação da Agência Executiva da Região Metropolitana, que desenvolverá um plano de segurança pública para a área. A proposta foi enviada à Alerj dia 9 deste mês pelo governador Luiz Fernando Pezão.

William informou que o roubo de cargas preocupa as indústrias que usam o arco. "Com medo, elas não demandam a via e acabam sobrecarregando outros acessos, como a Linha Amarela e a Via Dutra”. Segundo ele, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, e indústrias de produtos com matérias-primas da Reduc poderiam utilizar o arco para escoamento da produção, principalmente pela diminuição do custo logístico.

Estudo da Firjan de 2008 indicou que a redução dos custos de transporte pelo arco cairia, no mínimo, 10%, podendo alcançar até 20% na região do Vale do Paraíba. O risco de favelização já identificado ao longo da rodovia prejudica as empresas e poderá, no futuro, transformá-la em uma via de população, Conforme o estudo, a insegurança pode, no futuro, alterar a destinação do Arco Metropolitano, "transformando-o em uma nova Via Dutra, cheia de moradias e negócios ao longo do seu trajeto e engarrafada a qualquer hora do dia”.

A Firjan e a Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro já mapearam todos os terrenos ao longo do arco, identificando áreas possíveis para instalação de indústrias e de mini-bairros, de forma a colocar a população próxima do local de trabalho e, desse modo, evitar o deslocamento desnecessário de pessoas.

Prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso disse que as soluções para o arco devem ser buscadas em ação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal. O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório destacou a vocação da rodovia para ser "o maior Centro de Plataforma Logística do país”. Para isso, defendeu que haja uma melhor gestão sobre a via, em parceria com os municípios que ela atravessa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Começa a valer isenção de tarifa dupla na Linha Amarela

24/09/2015 - Jornal do Brasil

Começou a vigorar nesta quinta-feira (24) a gratuidade no pedágio da Linha Amarela para os veículos de passeio e motociclistas que utilizarem novamente a via dentro do prazo de duas horas. A concessionária Lamsa informou em comunicado que já está cumprindo a Lei nº 5980/2015, do vereador Dr. Eduardo Moura (PSC), fornecendo o benefício da gratuidade.

Segundo a concessionária, uma cabine especial, devidamente identificada, está sendo utilizada. Os motoristas que passarem por essa cabine vão receber um tíquete de isenção, vinculado à placa do veículo, que deverá ser apresentado em um período de duas horas no pedágio do sentido contrário. Já os clientes das pistas automáticas, desde que em dia com suas obrigações contratuais, passarão normalmente e terão suas cobranças isentas pelo próprio sistema utilizado.

Para o vereador Eduardo Moura, autor do projeto, é uma grande vitória para a população carioca. "Fico muito honrado em saber que a Lamsa vai cumprir a lei. Essa medida é importante para muitas pessoas que moram nos bairros e localidades cortadas pela Linha Amarela. A população merece esse benefício", afirma Eduardo Moura.

Preocupado também com a segurança, Eduardo Moura tenta aprovar o projeto de lei nº 1378/2015, que determina a instalação de alarmes ao longo da Linha Amarela. Os "botões de pânico" têm por objetivo dar maior segurança aos motoristas, oferecendo a eles um meio de comunicação direta com o centro de controle operacional da concessionária. 

Atualmente, é disponibilizado um número, 0800 02 42 355, à disposição dos motoristas que necessitam de socorro. Na avaliação do vereador, a instalação dos "botões de pânico" complementa o serviço de emergência, tornando-se fundamental para motoristas que, por algum problema, não dispõem de telefone para efetuar ligação à central 0800.

"A concessionária faz um bom serviço auxiliando com o reboque quando necessário, mas acredito que ela pode fazer muito mais. Com esse projeto de lei, os motoristas terão uma resposta melhor e mais rápida da empresa quando acontecer algum tipo de problema", explica o vereador.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Obras do VLT interditam novo trecho no Centro a partir deste sábad

Avenidas Beira-Mar e Presidente Antônio Carlos passarão a ter desvios para motoristas que vêm da Zona Sul

11/09/2015 - O Globo

Mapa mostra as mudanças no trânsito do Centro para obras do VLT - Editoria de Arte

RIO - O Centro passará por novas interdições e mudanças no tráfego, a partir deste sábado, para dar continuação às obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). As avenidas Beira-Mar e Presidente Antônio Carlos, além da Rua México, ambas próximas à Praça da Cinelândia, terão o trajeto modificado para os motoristas que vêm do Aterro e da Praia do Flamengo. As modificações são para a integração do VLT ao Aeroporto Santos Dumont.

Neste sábado, o acesso do Aterro do Flamengo à Avenida Beira-Mar, na altura da Avenida Rio Branco, será interditado. Como contrapartida, novas saídas serão criadas no trecho para fazer a ligação direta entre o Aterro do Flamengo e as avenidas Presidente Antônio Carlos e Marechal Câmara.

Outra mudança a partir deste sábado será o fechamento da pista esquerda da Avenida Beira-Mar, entre a Avenida Rio Branco e a Rua México. Os motoristas que vão para a Rua México deverão ir até a Avenida Presidente Antônio Carlos - onde a pista da esquerda será reaberta - , dobrar à esquerda na Avenida Presidente Wilson e seguir até o destino.

Os pedestres também devem ficar atentos à outra mudança: o ponto de ônibus na Avenida Beira-Mar, próximo à Praça Itália, será desativado. A CET-Rio orienta os usuários a se dirigirem aos pontos existentes na Avenida Presidente Antônio Carlos. Faixas, placas de trânsito, painéis de mensagens variáveis e operadores de tráfego vão fornecer orientação nos pontos de desvio.

Mais interdições a partir do dia 19

Já no dia 19, as interdições também chegarão ao Trevo dos Estudantes, que terá o acesso fechado. Quem vier do Aterro em direção às avenidas Presidente Antônio Carlos e Marechal Câmara deverão utilizar as novas saídas que serão implementadas a partir do dia 12 de setembro. A mudança no entanto interfere no acesso ao Aeroporto Santos Dumont.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/obras-do-vlt-interditam-novo-trecho-no-centro-partir-deste-sabado-17464894#ixzz3lSe4pPRg 

© 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

domingo, 6 de setembro de 2015

Praça Mauá é reinaugurada e ganha espaço seis vezes maior após obras

Local, com 25 mil metros quadrados, conta agora com cinco canteiros, bancos, árvores, postes e luminárias de LED

POR MARIANA ALVIM

06/09/2015 - O Globo

Praça Mauá ganhou canteiros, escultura de hashtag e a vizinhança do Museu do Amanhã - Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO - Centenas de pessoas encontraram, neste domingo, uma nova programação carioca, no Centro do Rio. Aberta após quatro anos de interdição para obras, a Praça Mauá teve seus 25 mil metros quadrados já ocupados por famílias, ciclistas e turistas, entre outros. O prefeito Eduardo Paes, acompanhado de secretários e assessores, participou da reinauguração, que contou com várias atividades culturais e recreativas durante a manhã.

A praça, que antes da reforma tinha 4 mil metros quadrados e era cortada pelo Elevado da Perimetral, conta agora com cinco canteiros, bancos, árvores, postes e luminárias de LED. Vizinho do Cais do Porto e do Museu de Arte do Rio (MAR), o espaço é rodeado pelos ainda não inaugurados caminhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Museu do Amanhã. A praça faz parte do primeiro trecho inaugurado da Orla da Guanabara Luiz Paulo Conde, que ligará os 3,5 km que se estendem a Praça da Misericórdia ao Armazém 8.

— Nem nos meu sonhos mais atrevidos imaginei que poderíamos estar aqui, na Praça Mauá, abrindo esse espaço para a população da nossa cidade. Este lugar tem uma história de ocupação de trabalhadores, estivadores, mas pela minha geração, sempre foi vista como uma área negativa. Sempre digo que uma cidade sem Centro é uma cidade sem alma — afirmou Paes, em discurso, minutos após fazer uma selfie com um público em cima da escultura de letras formando a hashtag #cidadeolimpica.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/praca-maua-reinaugurada-ganha-espaco-seis-vezes-maior-apos-obras-17419134#ixzz3kz9s1n4I 
© 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sem a fiscalização prometida, margens do Arco Metropolitano são invadidas na Baixada

01/09/2015 - O Globo

RIO - O ritmo das construções irregulares continua intenso às margens do Arco Metropolitano, na Baixada Fluminense. Inaugurado em julho do ano passado, o trecho de pouco mais de 70 quilômetros que corta as cidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí apresenta pontos de favelização e adensamento populacional. Sem qualquer infraestrutura e saneamento básico, famílias estão construindo casas e ocupando desordenadamente as margens da rodovia, que terá 145 quilômetros, até Itaboraí, quando for concluída. A área mais afetada está entre os quilômetros 66 e 82, no bairro de Vila de Cava, em Nova Iguaçu, conforme O GLOBO revelou no fim de março. Passados cinco meses, o governo estadual não cumpriu a promessa de implantar um organismo de governança para ordenar o uso do solo na região. Agora, anuncia que enviará em breve para a Assembleia Legislativa a proposta de criação do novo órgão de fiscalização.

O vaivém de caminhões com material de construção não para. Sem energia elétrica, a área ganhou ligações clandestinas de luz. Em Vila de Cava, na altura do quilômetro 67, motoristas até usam um acesso clandestino, que liga a estrada à comunidade. Com o aumento da população, cresce o número de placas anunciando a venda de lotes. Negociado por R$ 5 mil há um ano, hoje um terreno é oferecido por R$ 20 mil.

A dona de casa Maria de Fátima Lopes de Araújo morava no bairro Santa Rita, também em Nova Iguaçu, e teve a casa desapropriada para a passagem do Arco Metropolitano. Segundo Maria de Fátima, com a quantia da indenização - que ela não quis revelar o valor - não foi possível comprar um imóvel na mesma área. Ela e o marido, Marcos Antônio de Almeida, souberam que havia uma casa à venda próximo ao quilômetro 67 da rodovia e o adquiriram, há cinco anos, por R$ 10 mil.

- Quando eu vim morar aqui, era só mato. Existiam apenas a minha casa e a de uma vizinha. Agora não tem mais espaço verde. Como aumentou muito o número de pessoas, abri um pequeno mercado para complementar a minha renda - conta a dona de casa.

Rosa Maria Cardoso da Silva abandonou o aluguel e, há um ano, comprou um lote por R$ 5 mil. Na pequena casa, vivem ela e o marido, que está desempregado.

- As condições são precárias, mas eu não podia mais pagar aluguel. Tentamos legalizar a situação, mas a prefeitura informou que isso só pode ser feito após cinco anos - diz ela.

Ao lado da casa de Rosa Maria, são dezenas de outras construções. Um corretor que anuncia em placas a venda de lotes explica, por telefone, que a procura por terrenos na região é grande. De acordo com ele, o preço hoje pode chegar a R$ 20 mil.

Para o economista Mauro Osorio, professor da UFRJ, falta um plano de zoneamento urbano para a região, que poderia impedir a favelização. Segundo ele, é preciso preservar as características da área, que tem grande possibilidade de atrair indústrias:

- É preciso manter a via segregada para transporte de cargas, com poucas entradas e saídas, para inibir o crescimento populacional de suas margens, sob o risco de se tornar uma nova Avenida Brasil e perder a sua importância para a economia do estado.

Diretor-executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental, Vicente Loureiro, que atualmente administra o Arco Metropolitano, disse que há preocupação com a favelização na altura de Vila de Cava e em Japeri. Ele observa que o papel de fiscalizar a ocupação do solo é das prefeituras locais. Segundo Vicente Loureiro, outro trecho do Arco Metropolitano, em Carlos Sampaio, Nova Iguaçu, também está sendo monitorado. Apesar de ainda não haver construções na área, o alerta foi acionado.

- Nos dois extremos da via, em Caxias e Itaguaí, há um maior movimento de empreendimentos. A nossa preocupação é com o miolo - explicou Vicente Loureiro, acrescentando que não há como estimar o tamanho da ocupação irregular no entorno do Arco Metropolitano.

No próximo dia 8, o governador Luiz Fernando Pezão enviará à Alerj um projeto de lei criando o organismo para cuidar da governança da via. Até agora, segundo o diretor-executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental, 12 empreendimentos estão em fase de implantação no arco: três em Caxias e nove em Itaguaí e Seropédica - nenhum no miolo da via.

O secretário de Habitação e Urbanismo de Nova Iguaçu, Giovanne Guidone, afirma que monitora a área e que os responsáveis pela ocupação irregular serão punidos.

- Estamos fazendo uma ação específica na região (do Arco Metropolitano). Vila de Cava é um bairro enorme, não há problemas só na beira da rodovia - garante, afirmando que ainda não tem um levantamento das obras notificadas, embargadas ou cujos responsáveis foram multados.

Em Japeri, o prefeito Ivaldo Barbosa, o Timor, diz que o trecho do arco no município é cercado por propriedades rurais. De acordo com ele, os próprios agricultores não permitem que haja invasões. O prefeito afirma ainda que o município montou uma ação integrada de várias secretarias para coibir ocupações ao longo da rodovia.