quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Prefeitura prepara Píer Mauá para receber o Museu do Amanhã

OBRAS

Obras de reforço na estrutura do píer são o primeiro passo para a implantação do museu

29/09/2010 - Portal da Prefeitura

A Secretaria Municipal de Obras vai realizar no dia 3 de novembro, às 11h, a licitação para as obras de reforço estrutural do Píer Mauá. Esse é o primeiro passo para a implantação do Museu do Amanhã, uma iniciativa da Prefeitura do Rio e da Fundação Roberto Marinho, que faz parte do projeto Porto Maravilha. O investimento previsto ultrapassa R$ 22 milhões.

As obras consistem em fortalecer as estruturas do píer e executar as fundações de mais de mil pilares para a construção do Museu do Amanhã. A previsão é de que essas intervenções durem quatro meses. O custo total estimado para a obra do complexo, que irá começar no início do próximo ano, é de R$ 130 milhões.

O Museu do Amanhã é de autoria do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e terá uma área de 12,5 mil metros quadrados. Vai abrigar um espaço de gestão de conhecimento, por meio do Observatório do Amanhã, além de salas para exposições, auditório, ambiente para pesquisas, café, restaurante e um belvedere para contemplação da vista.

http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=1168705

Rio e São Paulo figuram entre as dez cidades mais caras do mundo


Valor Econômico, Daniela D'Ambrosio, 29/set
O Hang Seng Bank comprou a HSBC Tower, em Pequim, por US$ 73 milhões. Em Seattle, nos Estados Unidos, o City Plaza Center, praticamente todo ocupado pela Microsoft, foi comprado pela Cole Real Estate Investments por US$ 310 milhões. Em Washington, o Evening Star Building, bem localizado na Pennsylvania Avenue, foi arrematado por US$ 180 milhões. No Rio de Janeiro, o Ventura Towers foi vendido ao BTG Pactual e BR Properties ao equivalente a US$ 398 milhões. Em São Paulo, 49% do maior prédio de escritórios da Faria Lima foi negociado por US$ 351 milhões.
Nesse emaranhado de vultosos valores e endereços privilegiados, o Brasil aparece em destaque. Tanto nas transações de prédios inteiros, quanto no valor do aluguel. Apenas no segundo trimestre de 2010, o volume de negócios triplicou em relação ao mesmo período do ano passado e somou US$ 1,6 bilhão. No que se refere aos aluguéis, o país desbanca localizações nobres e tradicionalmente caras: o preço médio de aluguel no Rio de Janeiro já está mais caro do que o miolo de Nova York. O mesmo acontece com a avenida Faria Lima - que se firma como o endereço mais nobre de São Paulo.
Estudo preparado com exclusividade pela Jones Lang LaSalle a pedido do Valor, mostra as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo entre as dez mais caras do mundo. O Rio de Janeiro aparece em sexto lugar, com o mesmo preço do metro quadrado de Milão - US$ 51. São Paulo está em nono lugar, ao lado da também italiana Roma. Em rankings globais, antes da crise de 2008, as duas cidades brasileiras costumavam aparecer entre a trigésima e quadragésima posição. O levantamento considera 98 cidades espalhadas pelos Estados Unidos, América do Sul, Ásia e Europa. Atualmente, o Brasil está à frente de cidades importantes, como Washington (16 posição), Madrid (17) , Buenos Aires (20), Bombaim (21), Toronto (24), México (25), Delhi (31).
Além do câmbio favorável, pesa positivamente para o Brasil tanto a valorização e o crescimento acelerado dos imóveis nos últimos cinco anos, quanto a forte queda em outros países, afetados de maneira mais intensa e prolongada pela crise mundial de 2008. A escassez de espaços para novas construções no centro do Rio e na avenida Faria Lima - onde a média de preços é de R$ 88 e R$ 110, respectivamente - fizeram com que os poucos imóveis disponíveis ganhassem status de joia rara.
Nos edifícios mais nobres e procurados dessas regiões, há contratos sendo fechados na casa de R$ 140 a R$ 150 por metro quadrado - o segundo valor mais caro do mundo, atrás apenas de Londres e acima dos caríssimos Paris e Tóquio. Para os prédios que serão entregues em 2011 e 2012, já se fala em até R$ 180, embora não haja notícias de contratos assinados por esse valor. O empresário Walter Torre, por exemplo, que esta construindo prédios de altíssimo padrão ao lado do novo shopping Iguatemi, na Marginal Pinheiros com a Juscelino, pretende pedir R$ 240 pelo metro quadrado do aluguel.
Muitas empresas que precisam de novos espaços encontram dificuldades em encontrar áreas a um preço considerado razoável. "Estampar o endereço Brigadeiro Faria Lima no cartão virou sinônimo máximo de status". Para Fábio Maceira, presidente da Jones Lang, já começa a perder sentido estar lá, a não ser que a empresa realmente queira um espaço nobre. Quem procura esse tipo de imóvel são os bancos de investimentos, escritórios de advocacia e as chamadas "family offices" - as administram fortunas de famílias. Para os grandes bancos, só se for a área private.
O descompasso entre oferta e demanda trouxe de volta ao mercado os contratos de pré-locação. Os prédios são entregues alugados. Outro efeito é a dificuldade por parte dos inquilinos já instalados nessas regiões para conseguir renegociar seus contratos. "Está muito complicado negociar, os donos dos imóveis não estão dispostos a ceder", diz uma fonte do mercado. Pela lei do inquilinato, os contratos devem ser revistos a cada três anos.
O Brasil se destaca em outro quesito. No primeiro semestre, a a taxa de vacância (imóveis comerciais vagos) em São Paulo foi de 8,4% e de 5,1% no Rio, contra 18,3% na América do Norte, 10,2% na Europa e 12,4% na Ásia.
Segundo relatório internacional da Jones Lang LaSalle, na Europa os investidores continuam hesitantes, preocupados com as questões de dívida soberana e com os pacotes de austeridade. "Os Estados Unidos tiveram um início de ano lento, mas agora os mercados estão retomando o ritmo de forma crescente." De acordo com o estudo, nos EUA é forte o apetite dos investidores pela limitada oferta de escritórios com boa ocupação e de alto padrão, além de ativos inadimplentes e em processo de execução. No Pacífico asiático, houve uma queda de 34% nos volumes de investimentos, com quedas mais expressivas no Japão, China e Austrália, mas aumentos em Hong Kong e Taiwan. Houve estabilização dos aluguéis, depois de um período de baixa e a demanda foi alimentada por investidores domésticos.
Ainda segundo o estudo, investimento direto em imóveis comerciais no mundo subiu 90% entre o segundo trimestre de 2009 e o segundo trimestre de 2010, de R$ 34,6 milhões para R$ 65,7 milhões. O maior aumento aconteceu nas Américas, com alta de 334%. "O Brasil lidera o aumento de transações nas Américas".

Sem o poder público, a defesa civil se faz em casa


Moradores de áreas afetadas por chuvas montam planos de prevenção e emergência

POR FRANCISCO EDSON ALVES = O Dia - 29/09/2010
Rio - Um homem guarda o bote salva-vidas no quintal e outro limpa bueiros. Todos se revezam na vigilância e providenciam obras para impedir a invasão das águas da chuva em casas. Cansados de esperar pelo poder público, moradores da Região Metropolitana do Rio criam métodos de prevenção e planos emergenciais para enfrentar catástrofes naturais. Segunda-feira, a tragédia das chuvas que arrasaram o estado, deixando 235 mortos, completa seis meses. Até hoje, há quem viva em abrigos provisórios.
No quintal da vizinha, Alcir e barco para emergências: resgate de idosos e crianças | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
No Conjunto da Marinha do Colubandê, São Gonçalo, as tarefas são divididas. Todo dia, o padeiro Antônio Rodrigues de Aguiar, 49 anos, arregaça as mangas para limpar bueiros e capinar as margens das ruas Expedicionário Hugo Gonçalves e Augusto Husch, que circundam o condomínio e onde terreno baldio, em frente à Escola Municipal Paulo Roberto Macedo do Amaral, virou lixão. Em abril, 3 mil pessoas ficaram isoladas nos 15 blocos do condomínio, após valão transbordar.

“A água chegou ao teto dos apartamentos do primeiro andar, e muita gente perdeu tudo. Não queremos que a tragédia se repita. Mas, se ficarmos esperando ajuda do governo municipal, passaremos pela mesma situação no próximo verão”, prevê Aguiar. Na região, pedestres como Odete Roque, 42, se arriscam entre os carros ou são obrigados a pular sobre buracos de esgotos abertos nas calçadas, tomadas por matagais.

Na Rua Geraldo Silva, também no Colubandê, onde as marcas das cheias de abril atingiram 2 metros e ainda estão nas casas, a moradora Sílvia Silvério, 43, mantém barco a remo de prontidão no quintal para emergências. “Em abril, essa embarcação ajudou a tirar idosos e crianças dos imóveis. O aguaceiro da rua se misturou ao Rio Alcântara, que corta o bairro, e que deveria ter sido dragado, mas, até hoje, nada foi feito”, reclama o ajudante de produção Alcir Leite, 42, vizinho de Sílvia.
Edmundo Carlos Leite, 70, conta que, em época de temporais, os vizinhos se revezam para dar o alerta, caso o Rio Alcântara comece a transbordar. “Só podemos contar mesmo com a solidariedade entre nós. Enquanto um dorme, outro fica de olho no rio. Fazemos o papel da Defesa Civil”, queixa-se. “Do alto do meu apartamento, no oitavo andar, ajudo a avisar os vizinhos que moram nos andares mais baixos sobre alagamentos repentinos”, conta Nazaré Andrade de Abreu, 53.
Em Neves, moradores da Rua Marechal Floriano Peixoto tentam conter as enchentes construindo muretas de alvenaria na porta de suas casas. “É humilhante”, desabafa Valéria da Silva, 48. “Quem tem problemas de saúde pena para transpor essas barreiras”, diz Maria da Paz Moreira César, 52. “Meu filho de 5 anos já caiu nesse valão imundo de esgoto que corta a rua e se mistura às águas de chuva”, completa Cátia Alves, 38.
Ventos e chuvas fortes até o fim de semana
Rajadas de vento devem atingir a cidade a partir da tarde de hoje, junto com chuva forte. Segundo o Instituto Climatempo, embora a temperatura possa subir amanhã, o tempo abafado e as chuvas no final do dia devem durar até o fim de semana, quando volta a chover.

Ontem, o mau tempo fez o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha, funcionar por instrumentos o dia todo.
O trânsito do Rio ficou lento e as pistas escorregadias favoreceram acidentes. Um ônibus bateu em poste, em Jacarepaguá. No Centro, um táxi e um carro de passeio colidiram no Elevado 31 de Março, próximo à chegada ao Elevado São Pedro e São Paulo. Uma vítima foi levada ao Hospital Souza Aguiar.
Prefeituras dizem ter plano contra riscos
Em nota, o coordenador da Defesa Civil de São Gonçalo, Cláudio Lucena, garantiu que o Plano Municipal de Redução de Riscos está pronto para ser posto em prática no verão, mas não deu detalhes. Ele diz que o órgão vem monitorando áreas com maior incidência de desastres. O município contaria ainda com Plano de Contingência para dar atendimento ágil às vítimas da chuva.

Em Niterói, 3.164 famílias desabrigadas pelos temporais de abril, que mataram mais de 80 pessoas, ainda recebem aluguel social. O município admite que há vítimas que não receberam nenhuma parcela do benefício, mas diz que já pediu ao estado novo convênio. Outros 500 desabrigados ainda moram provisoriamente em unidades do Exército. A prefeitura enviou à Câmara projeto para criar o Geo-Nit, que faria estudos contra riscos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Estação tratará esgoto em Barra de Guaratiba

FIM DE LÍNGUAS NEGRAS


Publicada em 28/09/2010 às 23h24m - O Globo

RIO - A prefeitura começa nesta quarta-feira a construir uma Unidade de Tratamento das galerias pluviais na praia da Barra de Guaratiba, Zona Oeste. Quando for inaugurada, em fevereiro, a unidade deverá acabar com as duas línguas negras causadas por valões de esgoto na única praia oceânica da região. O investimento da Secretaria Municipal de Obras, através da Rio-Águas, será de aproximadamente R$ 1,2 milhão nesta intervenção.

- A estação vai ser subterrânea. Em função da topografia, seria muito difícil fazer a coleta e tratamento convencional do esgoto. Hoje, o esgoto vai para os valões e chega direto na areia. Vamos coletar esse esgoto, antes de chegar na praia - disse o Secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto.

A estação, também conhecido como estação de tempo seco, uma vez que não tem demanda para atender todo o aumento do fluxo quando chove, é considerada de tratamento terciário. Chegará a retirar 98% da matéria orgânica e praticamente todos os nutrientes. A unidade vai acabar com o mau cheiro e melhorar a balneabilidade. Cerca de dez mil moradores serão beneficiados com a obra.

Para o professor da escola Politécnica da UFRJ Haroldo de Lemos, que não conhece os detalhes do projeto da estação de Barra de Guaratiba, a vantagem deste tipo de tratamento do esgoto é o baixo custo:

- Seria ideal se houvesse recursos para fazer o tratamento antes de o esgoto ser despejado nos valões. Se isso não é possível, a estação de tempo seco vai dar um ganho significativo, tratando os efluentes antes da praia.

Porto Maravilha: prefeitura lança edital do Píer Mauá

REVITALIZAÇÃO

Publicada em 28/09/2010 às 23h24mO Globo

RIO - A Secretaria municipal de Obras lança, nesta quarta-feira, o edital das obras de reforço estrutural do Píer Mauá e de execução das fundações do Museu do Amanhã. Serão instaladas cerca de mil estacas, com previsão de conclusão em quatro meses. Orçadas em R$ 22,4 milhões, as obras fazem parte do projeto Porto Maravilha. Segundo o secretário de Obras, Alexandre Pinto, durante as fundações a prefeitura vai licitar a obra de estrutura do museu, que é a segunda etapa do projeto.

Projeto de autoria do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o Museu do Amanhã está previsto para ser inaugurado em 2012. Ao todo, de acordo com Pinto, o cronograma é dividido em dez etapas.

O custo estimado do projeto do Museu do Amanhã é de R$ 130 milhões. Ele vai ocupar uma área de 12,5 mil metros quadrados e abrigar um espaço de gestão de conhecimento, por meio do Observatório do Amanhã - um fórum permanente para a disseminação de informações atualizadas sobre os temas tratados no museu. O local vai abrigar também salas para exposições temporárias, um auditório, salas de pesquisa e ações educativas, auditório, café, restaurante e um mirante.

Dedicado à ciência e à tecnologia, o museu tem como um dos conceitos fazer com que as pessoas pensem no futuro de forma mais consciente. O projeto é uma iniciativa da prefeitura e da Fundação Roberto Marinho.

Bairro Carioca a caminho


O Globo, Negócios & Cia, 28/set
Ganhou cara nova o Bairro Carioca, residencial que será construído em Triagem, em terreno que a prefeitura comprou da Light. 0 projeto, redesenhado pelo escritório de Luiz Paulo Conde, mantém traços arquitetônicos originais, como o pórtico de entrada. Os prédios terão cores e acabamentos diferentes, se opondo à uniformidade de antigos conjuntos habitacionais.
Haverá mais de três mil apartamentos, duas praças, complexo esportivo e cinturão verde no entorno. O investimento beira R$ 200 milhões, dos quais três quartos virão do Minha Casa, Minha Vida. O município entrará com o restante.

Cidade da Música: empreiteiras ainda não receberam pagamento


POR FERNANDO MOLICA - O Dia - 27/09/2010
Rio - As empreiteiras responsáveis pelas obras de conclusão da Cidade da Música ainda não receberam pagamento  pelo trabalho realizado em 2010. Levantamento feito pelo gabinete da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) mostra que a Prefeitura do Rio já empenhou (reservou) R$ 39,559 milhões para as obras, mas, até agora, o dinheiro não saiu do caixa.

A prefeitura atribui o problema a mudanças contratuais orientadas pelo Tribunal de Contasdo Município. Diz que as obras seguem normalmente e que tudo será pago até o fim do ano. 

Custo total

Entregue inacabada pelo então prefeito Cesar Maia, a Cidade da Música já custou R$ 480 milhões aos cofres públicos. De acordo com a previsão da prefeitura, a obra só deverá ficar pronta no primeiro semestre de 2011.

Teatro do Hotel Glória não vai reabrir após reforma que recuperará prédio

FIM DE HISTÓRIA


Publicada em 27/09/2010 às 23h39m
O Globo - 27/09/2010
RIO - Quando o tradicional Hotel Glória, que está sendo reformado pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, reabrir as portas, no fim de 2011, terá recuperado o brilho da fachada original, de 1922, mas deixará uma lacuna no cenário cultural da cidade. O Teatro Glória, que funcionava desde 1970 no anexo do edifício, deixará de existir. Em nota, a EBX informou que está analisando estudos de contrapartida para compensar o fim do teatro. Não está descartado um novo empreendimento, provavelmente na Marina da Glória, que também está sendo revitalizada.
A notícia de que o Teatro Glória não seria reaberto pegou de surpresa produtores culturais. Bianca de Felippes, uma das diretoras da Associação de Produtores do Teatro do Rio, lamentou o fim do Glória.
- É uma tristeza quando um palco é fechado. O Rio tem poucas opções, obrigando quatro, cinco peças a dividirem o mesmo teatro. Temos que ter espetáculos às 23h, às terças-feiras, em dias não tão bacanas de público, porque não há espaço para todos - disse Bianca.
Segundo o subsecretário de Patrimônio do município, Washington Fajardo, o Hotel Glória é preservado, como entorno do Edifício Milton - este sim, tombado. Por isso, o projeto de restauração do hotel foi analisado e aprovado pela Subsecretaria do Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design. Segundo Fajardo, foi feita uma pesquisa histórica e iconográfica, que constatou que o Teatro Glória não pertencia ao projeto original. Por isso, teve sua demolição autorizada para que o prédio principal voltasse a ter seu formato original.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Maracanã também terá a sua 'orla' com ciclovia

NOVA ÁREA DE LAZER


Publicada em 27/09/2010 às 08h54m
O Globo - 27/09/2010
RIO - Além de ser integrado à Quinta da Boa Vista por uma grande passarela sobre a linha do trem, o Maracanã vai ganhar uma "orla" - com ciclovia, mobiliário urbano e equipamentos de ginástica semelhantes aos das praias da cidade - por conta dos eventos esportivos que o Rio receberá. O projeto de reurbanização das imediações do estádio inclui a reforma da calçada do complexo esportivo com paisagismo do Escritório Burle Marx. Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, o objetivo é criar um ambiente agradável para turistas e cariocas, que estimule a circulação a pé na região, ficando como legado para a cidade.
De acordo com o secretário, o projeto está sendo detalhado, mas já foi decidido que, numa segunda etapa, após os eventos esportivos, o parque, que será construído do lado oposto à linha do trem (nos terrenos do Exército que estão sendo comprados pela prefeitura), terá o mesmo tipo de jardins e gramados da Quinta, concebidos no início do século 20 pelo paisagista Auguste Glaziou.
- Glaziou se notabilizou por gramados amplos e árvores de grande porte. Durante os eventos esportivos, esta área servirá de espaço de convivência com a vista para o Maracanã. Depois, tudo se transformará num parque 60 vezes maior do que a Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema - explica.
O trajeto da Rua Visconde de Niterói também será modificado para atender ao projeto. A rua, que hoje passa entre os quartéis do Exército e a Quinta da Boa Vista, será redesenhada para seguir paralela à linha de trem. O objetivo é eliminar a via que hoje separa os terrenos, dando unidade à área.
Segundo Eduardo Paes, a licitação para a primeira fase de obras será no ano que vem, depois que a compra dos terrenos do Exército for formalizada:
- Queremos integrar a Tijuca à área verde de São Cristóvão, que vai crescer a reboque da revitalização da Zona Portuária e do Centro e com os jogos.

Custo das obras de saneamento quase dobra, e estado diz que não atingirá 80% de esgoto tratado em dez anos

LONGE DA META


Publicada em 26/09/2010 às 23h37m
Cláudio Motta - O Globo - 26/09/2010
Projeto Olho Verde faz levantamento pelas bacias hidrográficas do Rio de Janerio e constata agressões ambientais.  Canal das Taxas no Recreio dos Bandeirantes. / Foto Custodio Coimbra.
RIO - A meta do governo do estado de elevar a quantidade de esgoto tratado de 30% para 80% em dez anos está mais distante. A conclusão é da própria Secretária estadual de Ambiente, Marilene Ramos, que anunciou a necessidade de recalcular os custos em saneamento. A estimativa inicial de R$ 8 bilhões praticamente dobrou. Agora, serão necessários investimentos de R$ 15 bilhões no mesmo período - ou R$ 1,5 bilhão por ano. O estado não tem condições de arcar com este valor.
Veja imagens das áreas mais prejudicadas
Mesmo se todos os projetos previstos, incluindo os do governo federal e de empresas, forem realizados dentro dos prazos, a conta não fecha. A estimativa otimista é de R$ 895,8 milhões em investimentos ao ano, déficit anual de cerca de R$ 600 milhões.
Enfrentar isso depende de gastos maciços e com continuidade. Com o nível de investimentos de hoje, não dá para chegar à meta
"Nossos rios foram transformados ao longo dos anos em valões de esgoto. Enfrentar isso depende de gastos maciços e com continuidade. Com o nível de investimentos de hoje, não dá para chegar à meta de elevar para 80% o esgoto tratado no estado" admitiu Marilene Ramos.
Nas baías, panorama desolador
O Rio ainda está longe dos investimentos necessários para bater a sua meta, que nem sequer é de universalizar o tratamento. Contando com os recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano, o estado deve conseguir aplicar de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões. Além disso, Marilene Ramos espera fechar, até o primeiro semestre de 2011, empréstimo de R$ 1,25 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O dinheiro seria destinado principalmente ao saneamento da Baía de Guanabara, numa previsão inicial de quatro anos de obras.
Projeto Olho Verde faz levantamento pelas bacias hidrográficas do Rio de Janerio e constata agressões ambientais.  Canal das Taxas no Recreio dos Bandeirantes. / Foto Custodio Coimbra.
Também entram na conta os projetos que podem ser incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento 2: R$ 700 milhões em três anos. Além disso, espera-se que sejam realizados outros investimentos, como os feitos por concessionárias de água e esgoto, estimados em R$ 150 milhões por ano.
O dinheiro que o estado conseguir para saneamento deverá ser direcionado, em sua maioria, ao entorno da Baía de Guanabara e ao sistema de Barra e Jacarepaguá. Esse é um dos compromissos que a cidade assumiu para os Jogos Olímpicos de 2016.
Enquanto os projetos não saem do papel, a Região Metropolitana sofre com os problemas ambientais. Na última quinta-feira, O GLOBO acompanhou um voo de quase três horas feito pelo biólogo Mário Moscatelli, que há 15 anos monitora as condições sobretudo das lagoas e rios. A bela geografia do Rio é manchada por esgoto, detritos, ocupação desordenada e lançamento irregular de lixo, num retrato caótico dominado pela poluição.
Leia a matéria na íntegra no GLOBO Digital .

domingo, 26 de setembro de 2010

Dops: cem anos de um símbolo da história política

MEMÓRIA


Publicada em 25/09/2010 às 19h21m
Ludmilla de Lima - O Globo - 25/09/2010
Prédio da Polícia Civil, onde durante o regime militar funcionou o Dops, faz 100 anos em 2010. Foto: Márcia Foletto
RIO - O prédio do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na Rua da Relação, no Centro, completa cem anos em novembro com o mesmo clima sombrio que marcou a sua história. Palco da repressão política no século passado, e, por outro lado, considerado uma jóia do estilo eclético de inspiração francesa, o edifício teve suas portas fechadas em março por causa dos impactos provocados pela construção, nas redondezas, de um complexo da Petrobras, sob a responsabilidade da construtora WTorre. Até então, desde 1999, funcionava no espaço, tombado pelo Inepac, o Museu da Polícia Civil.
Conheça o interior do edifício centenário
Quem entra hoje no imóvel encontra poeira, afrescos cobertos de tinta, vitrais alemães quebrados e mobiliário de época encaixotado. O cenário contrasta com o valor artístico e histórico do edifício, projetado pelo arquiteto Heitor de Melo (responsável também pelo edifício da Câmara de Vereadores, na Cinelândia) e destino de presos políticos brasileiros.
"Esse é o prédio mais importante da história política brasileira. Quase todos que se opuseram aos governos desde o início do século passado estiveram ali. É um prédio que simboliza a memória política do país" diz Jessie Jane, professora de História da UFRJ, ex-diretora do Arquivo Público do Rio de Janeiro e ex-guerrilheira.
Ela defende, junto com o Grupo Tortura Nunca Mais, a transformação do prédio em um centro de memória da história política brasileira. Pelas suas celas passaram nomes como Olga Benário, Luís Carlos Prestes, Mário Lago e militantes de esquerda nas décadas de 60 e 70. Muitos foram vítimas de tortura.
Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, a professora de Psicologia da UFF Cecília Coimbra ficou três dias em 1970 sendo interrogada na carceragem localizada no térreo. O Departamento de Polícia Política e Social (DPPS), que sucedeu o Dops, acabou extinto no Rio em 1983.
"O Dops existe desde os anos 20, muito em função dos anarquistas. Durante o Estado Novo, Filinto Müller (chefe de polícia nomeado por Getúlio Vargas) praticou torturas no Dops. Na ditadura militar, em 69, surge o Doi-Codi e começa a fase de terrorismo de estado. Mas o Dops continua atuando, fazendo papel secundário."

sábado, 25 de setembro de 2010

Rio 2016: investimento será de quase R$ 4 bi em 2011

RECURSOS


Publicada em 24/09/2010 às 23h39m
Luiz Ernesto Magalhães- O Globo - 24/09/2010
    RIO - Os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 deverão contar com cofres cheios no ano que vem. O governo federal, o estado e a prefeitura do Rio deverão investir mais de R$ 3,7 bilhões em recursos públicos, vindos de parcerias com a iniciativa privada ou financiamentos em projetos para modernizar a infraestrutura da cidade, em instalações esportivas e pagamento de salários e treinamento de profissionais. O maior volume de recursos será aplicado pela prefeitura, que prevê R$ 2,6 bilhões em programas como implantação de BRTs (corredores de ônibus articulados) , expansão de ciclovias e urbanização de comunidades pelo programa Morar Carioca (que se propõe a urbanizar todas as favelas da cidade até 2020), entre outros.
O valor exato ainda não é conhecido porque o governo do estado só divulgará seu orçamento na semana que vem. O maior investimento, porém, deverá ser nas reformas do Maracanã, que está sendo modernizado para a Copa do Mundo de 2014, mas também será palco de partidas de futebol e das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas. Os gastos previstos com o estádio em 2011 chegam a R$ 350 milhões, ou quase a metade do valor total da obra (R$ 705,6 milhões), que será executada com recursos próprios e financiamento do BNDES (em fase de análise).
Orçamento para BRTs chega a R$ 483 milhões
O orçamento para os BRTs chega a R$ 483 milhões. O Transcarioca (Barra-Aeroporto Internacional Tom Jobim), que será financiado em parte com recursos do BNDES (o contrato ainda não foi assinado), receberia o maior aporte de verbas: R$ 480 milhões. As obras deste BRT deveriam ter começado este ano, mas foram adiadas devido à demora para concluir as negociações com o a instituição financeira. No caso do Transoeste (Barra-Santa Cruz), deverão ser gastos R$ 359 milhões (recursos municipais).
Em 2011, as obras do Transcarioca devem se concentrar no trecho de maior complexidade, entre Campinho e Madureira. As intervenções incluem serviços considerados complexos, como a construção de um mergulhão sob um dos cruzamentos mais movimentos da Zona Norte, formado pela estradas Cândido Benício e Intendente Magalhães; o Largo do Campinho e a Rua Domingos Lopes.
- A estratégia é priorizar aquilo que dá mais tempo para fazer, evitando surpresas no planejamento. No caso do Transcarioca, decidimos que as desapropriações seriam por lotes e as obras, iniciadas pelos trechos mais complexos. Até janeiro a questão do financiamento com o BNDES deve estar solucionada - disse o prefeito Eduardo Paes.
De todos os projetos previstos, apenas um tem previsão de conclusão já em 2011. A Secretaria municipal de Obras prevê entregar em junho o Parque Olímpico Cidade do Rock, na Avenida Salvador Allende, que será aberto três meses depois, com a realização da quarta edição do Rock In Rio na cidade. Nas Olimpíadas, o espaço será usado como área de lazer para os atletas. Marcada inicialmente para o próximo dia 4, a licitação foi suspensa ontem porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitou esclarecimentos sobre o edital. A prefeitura espera respondê-los a tempo de poder fazer a licitação na data prevista.
Na Zona Portuária, os gastos previstos são de R$ 784 milhões. Deste total, R$ 164 milhões são da própria prefeitura, responsável pela execução da primeira fase do projeto Porto Maravilha, que deve ser concluído em 2012 e inclui a reurbanização da área histórica e a implantação dos museus do Amanhã (no píer) e do Museu do Rio (na Praça Mauá). A fase 2, que inclui outras obras de urbanização além da demolição do Elevado da Perimetral em cinco anos, teria R$ 600 milhões em 2011, vindos de uma parceria público-privada. Dois consórcios estão na disputa pela concorrência, organizada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio. O resultado deve ser divulgado em outubro.
Ministérios do Esporte e da Justiça propõem R$ 1,2 bi
A proposta orçamentária do governo federal para os ministérios do Esporte e da Justiça ao Congresso prevêem investimentos diretos de quase R$ 1,2 bilhão. O Ministério da Justiça se propõe a arcar com R$ 469,8 milhões da chamada Bolsa Olímpica para profissionais da segurança pública (incluindo policiais e guardas municipais) do Rio. Os valores a ser pagos a 63 mil profissionais da capital seriam de R$ 443 (entre janeiro e junho) e R$ 800 (de julho a dezembro).
O Ministério do Esporte não deu detalhes sobre o plano de gastos. O orçamento da pasta prevê investimentos de R$ 370 milhões em sete instalações esportivas. A assessoria argumentou que os cronogramas para a execução de projetos ainda estão sendo elaborados. Em agosto, a FGV Projetos foi contratada para elaborar estudos complementares sobre os investimentos da União. Os estudos foram necessários devido a mudanças no projeto original apresentado ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para incluir a Zona Portuária.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Jacarés em mangue na Zona Norte deixam moradores apreensivos

Intranquilidade na rua do Sossego


Publicada em 23/09/2010 às 23h34m
O Globo
RIO - Moradores da Rua do Sossego, no Jardim América, na Zona Norte, perderam a tranquilidade. Motivo: a presença de jacarés no mangue, atrás da rua, vem tirando o sono dos pais da região. No início do trecho, há uma praça onde crianças costumam brincar. Os jacarés ficam só no mangue, mas os moradores que têm quintais mais baixos temem uma invasão. 

- Na casa do meu vizinho, já sumiram patos, galinhas e pintos. É um perigo, porque a maioria das pessoas não tem quintal cercado. Até os porcos que descem o mangue são atacados - conta o pedreiro Humberto Cruz, de 57 anos. 

O Ibama alega que os jacarés estão no seu habitat e que a Defesa Civil deve ser acionada pelos moradores em caso de ameaça. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Prefeitura lança operação para revitalizar orla carioca até o verão


Publicada em 23/09/2010 às 14h52m
Isabel de Araújo e O Globo
RIO - A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos lançou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Verão. O objetivo é revitalizar a orla da cidade até o começo da estação mais quente do ano, conforme adiantou Ancelmo Gois, na coluna publicada nesta quinta. A primeira etapa da repaginação acontecerá nas praias de Copacabana, na Zona Sul; do Pepê, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste; e da Bica, na Ilha do Governador, na Zona Norte. 

 
A partir do início de outubro, oito quiosques serão substituídos por modelos mais novos na orla de Copacabana, em quatro pontos: nas ruas Santa Clara, Xavier da Silveira, Souza Lima e Joaquim Nabuco. Os 35 aparelho cuca fresca da orla também serão trocados. A substituição começa por Copacabana, depois segue para Barra da Tijuca, Recreio, Ipanema, Leblon, Lagoa, São Conrado e Flamengo. Até dezembro, os 27 postos de salvamento receberão nova programação visual. O mais moderno ficará no Posto 9, em Ipanema. 

A Operação Verão prevê ainda manutenção da iluminação, com troca de lâmpadas danificadas ou queimadas, e recuperação da pavimentação de calçadas e ciclovias. Também serão feitas a recuperação dos decks e a substituição das placas de ciclovias. 

As praias de Botafogo, Urca, Vermelha, Leme, Reserva, Recreio, Pontal, Macumba e Prainha também estão incluídas no projeto. Na Ilha do Governador, serão revitalizadas as orlas das seguintes praias: Engenhoca, Bandeira, Congonhas do Campo, Guanabara e São Bento. As praias da Brisa, em Guaratiba, da Pedra, da Venda Grande, da Capela e da Ponta Grossa, em Pedra de Guaratiba; além da Praia do Picão e do Canto, em Barra de Guaratiba, também passarão por reformas. Em Sepetiba, as praias de Sepetiba, do Cardo e Maria Luiza. A Operação Verão também incluirá o Piscinão de Ramos. 





Porto Maravilha: primeira empresa inaugura sede

O Globo, 23/set 

O secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góes, participou ontem da inauguração das instalações da empresa GVT, da área de telecomunicações, na Zona Portuária do Rio. A empresa, que ocupa um galpão de 4,7 mil metros quadrados na Avenida Rodrigues Alves, investiu R$ 5 milhões na reforma do espaço, o primeiro a ser utilizado pela iniciativa privada dentro do Porto Maravilha, programa de revitalização da Zona Portuária. 

O projeto consiste de um pacote de investimentos públicos e privados reunindo empreendimentos residenciais e comerciais, além de opções de lazer e cultura. Segundo Góes, serão gerados nas fases 1 e 2 do projeto cerca de 20 mil empregos. Após as obras e a reintegração da Zona Portuária à cidade, estima-se que o número de moradores aumente de 20 mil para cem mil naquela região. A fim de atrair empreendedores, a prefeitura está oferecendo benefícios fiscais às empresas que se instalarem na região.
- Isenção de dez anos de IPTU e de ISS, para a construção civil, e isenção de ITBI na compra de imóvel - explicou o secretário

http://ademi.webtexto.com.br/article.php3?id_article=38784&recalcul=oui

Multiplicação dos shoppings


O Globo, Negócios & Cia, 23/set 

Dois shoppings cariocas preparam novidades. O Nova América, em Del Castilho, fará expansão de olho na demanda de negócios na Zona Norte da cidade e nas oportunidades que virão com a Copa de 2014 e os Jogos de 2016. O projeto, parceria entre RJZ Cyrela, Fibra Experts e Ancar Ivanhoe, dona do shopping, prevê a construção de um centro empresarial anexo ao empreendimento. O projeto engloba três torres 914 salas comerciais de 29 a 51 metros quadrados. Haverá ainda dois hotéis, com 426 quartos ao todo, além de centro de convenções, spa, estacionamento e outras facilidades, As torres comerciais, que têm valor de vendas estimado em R$ 183 milhões, serão lançadas em novembro. 

Já o Rio Design Barra aposta na revitalização de R$ 50 milhões, que abrirá espaço para 30 novas lojas. A inauguração está prevista para novembro, a tempo das compras de Natal. Uma das novidades será a área exclusiva para clientes, com serviços como spa, casa de câmbio, pet shop e agência de viagens. Entre as empresas confirmadas estão a CVC Concept, novo modelo de loja de operadora de turismo; Mac Store; Vitor Hugo; e uma H. Stern também com novo padrão visual.

Transformação

Jockey adia por dois meses decisão sobre empreendimento imobiliário

Publicada em 22/09/2010 às 23h39m
O Globo
RIO - Discutida pela diretoria do Jockey Club Brasileiro desde 2007, a construção, no espaço hoje destinado às cocheiras, de um grande empreendimento imobiliário - com escritórios, centro médico, espaço para convenções e um deque com restaurantes - vai demorar um pouco mais para poder sair do papel, como mostra reportagem de Maria Elisa Alves, na edição desta quinta-feira do GLOBO. A assembleia geral de sócios, prevista para acontecer no início de outubro, e na qual seria decidido, por maioria simples, se o negócio iria adiante, foi adiada por dois meses. A diretoria do clube alega que quis dar mais tempo para que todos conhecessem bem o projeto antes de tomar uma decisão que alteraria não só a estrutura do clube, mas também o trânsito na Lagoa. 

Pelo projeto, seriam necessárias intervenções fora da área do Jockey, com a construção, na Avenida Borges de Medeiros, de duas alças e uma passarela de pedestres. Também haveria uma alça de acesso na Rua Jardim Botânico, além de uma terceira pista na Rua General Garzón. 

As obras que vão ser discutidas estão orçadas em R$ 650 milhões. A área prevista é de 124 mil metros quadrados, com metade de construções e o restante de paisagismo, o que corresponde a 19% do total do terreno. Se aprovadas, as obras durariam no máximo seis anos. Seria feita uma concessão de 50 anos aos empreendedores e o Jockey ficaria com 12,5% da renda bruta. 

Se aprovado, o projeto será enviado aos órgãos públicos. Desde 1989, o terreno do Jockey é considerado Área de Proteção Ambiental (APA). Em 1996, alguns trechos foram tombados pelo patrimônio municipal. A Vila Hípica, porém, para onde estão previstas as intervenções imobiliárias, não é tombada. 

Leia a íntegra desta reportagem em O Globo digital (disponível somente para assinantes) 

Parar carro em trechos das ruas Buenos Aires e da Alfândega será proibido a partir desta quinta-feira


Publicada em 22/09/2010 às 23h44m
Rafael D'Ângelo, Taís Mendes e Isabel de Araújo - O Globo

RIO - O estacionamento nas ruas Buenos Aires e Alfândega, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Primeiro de Março, será proibido a partir desta quinta-feira. A medida foi anunciada na noite desta quarta-feira pela presidente da CET-Rio, Cláudia Secin, durante divulgação do balanço do Dia Mundial Sem Carro. De acordo com ela, o estacionamento atrapalha a circulação de pessoas. 

As vias integraram o polígono de proibição de estacionamento no Centro, que interditou 2.100 vagas. A medida passa a valer hoje. 

- Serão cortadas 46 vagas. É mais uma medida para estimular o uso racional do automóvel - disse Secin.
No Centro, nesta quarta-feira, 78 veículos foram rebocados e 330, multados por estacionar na área proibida. Nas Zonas Sul, Norte e Oeste, 367 veículos foram multados por estacionamento irregular nas áreas com limite de velocidade de 30km/h, implantadas ontem. 

Adesão abaixo da esperada
O pedido para o carioca deixar o automóvel em casa não surtiu o efeito esperado. De acordo com dados da Secretaria municipal de Transportes, 105 mil viagens em carros particulares deixaram de ser realizadas, o que representa 3,5% do total. A expectativa do subsecretário municipal de Transportes, Romulo Orrico, era de que a adesão chegasse a 5% (150 mil viagens). Mesmo assim, ele fez um balanço positivo: 

- O resultado foi satisfatório. No Centro, com a proibição do estacionamento, o tráfego ficou mais civilizado, parecia Manhattan. Na Avenida Rio Branco, um terço do tráfego é de carros particulares, e, ontem de manhã, o trânsito estava tranquilo. Essa é uma iniciativa que tem como objetivo estimular o uso racional do automóvel. 

Emissão de monóxido de carbono cai no Centro 

Na Zona Sul, o trânsito nas principais vias foi marcado pela lentidão. Os motoristas e usuários dos ônibus que seguiram pelas avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Princesa Isabel, ambas em Copacabana, tiveram o silêncio de suas viagens interrompido pelo som das buzinas dos condutores mais apressados.
- Levei mais de duas horas para ir de Copacabana ao Galeão e retornar ao ponto, em Copacabana. Nunca levei tanto tempo - reclamou o taxista Ramon Barbosa. 

No Centro, porém, o impacto foi sentido principalmente no polígono entre as avenidas Rio Branco, Presidente Vargas e Presidente Antônio Carlos e das ruas Santa Luzia e Primeiro de Março, onde 2.100 vagas de estacionamento foram interditadas. Na região, segundo a Secretaria municipal de Meio Ambiente, a emissão de monóxido de carbono aumentou 76%, um terço do aumento habitual. Em Copacabana, a emissão do gás cresceu 96%, também abaixo da média. 

- Decidimos medir o monóxido de carbono porque é um gás proveniente dos veículos a gasolina. Houve uma redução significativa. Há uma tendência ao aumento das partículas de gás no ar durante a semana, e a redução não ocorre de um dia para o outro, mas houve um forte impacto. Em Vicente de Carvalho, por exemplo, o aumento de monóxido de carbono na atmosfera foi de 400% - afirmou o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes. 

Prefeito usou bicicleta para ir ao trabalho
Pela manhã, o prefeito Eduardo Paes pedalou da Mesa do Imperador, no Parque Nacional da Tijuca, quintal da Gávea Pequena, até o Palácio da Cidade, em Botafogo. Ele percorreu os 20 quilômetros em 35 minutos, desta vez, sem cometer infrações: ano passado, Paes pedalou pela calçada, em trechos de contramão, o que não é permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro. 


- O carioca precisa criar o hábito de andar mais de bicicleta. O Rio é uma cidade amigável, com uma boa rede de ciclovias. Estamos melhorando os transportes porque não há mais condições de tantos carros nas ruas - disse o prefeito. 

 
Os secretários do Ambiente, Marilene Ramos, e de Transportes, Sebastião Rodrigues, também seguiram de bicicleta para o trabalho. Marilene saiu de Ipanema, na Zona Sul do Rio. Já Rodrigues, que é morador de Niterói, saiu de casa de ônibus, atravessou a Baía de Guanabara de barca e seguiu de bicicleta até o Aterro do Flamengo, onde encontrou com a secretária. Marilene seguiu para a Zona Portuária, e Rodrigues, para Copacabana. 

Rodrigues reconheceu que ainda há muito trabalho para deixar as cidades adequadas para a mobilidade sustentável, mas ressaltou uma série de medidas que estão sendo tomadas e visam a melhorar os meios de transporte de massa nos próximos anos no Rio. 

- Acabamos de comprar 30 trens para a Supervia, que vão começar a chegar no próximo ano, e 19 para o metrô, também com início de chegada em 2011. Vamos expandir o metrô para a Barra da Tijuca e para São Gonçalo e Itaboraí. Estamos fazendo estudos para investimentos em barcas, com a compra de novas embarcações e abertura de outras linhas. E a Prefeitura do Rio também está fazendo corredores rodoviários, os chamados BRTs. No próximo ano, já vamos começar a sentir a diferença - afirmou, em nota, o secretário de Transportes.