quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Linha 4: começa construção de mergulhões na Av. Armando Lombardi

28/01/2015 - Jornal do Brasil
 
Uma antiga demanda da população da Barra da Tijuca está sendo atendida pelo Governo do Estado do Rio  de Janeiro. Começou a construção de duas passagens subterrâneas (mergulhões) de retorno de veículos sob a Avenida Armando Lombardi. Tais retornos - um sentido Barra e o outro, Zona Sul - irão melhorar a fluidez na avenida e serão uma opção aos retornos sob o Elevado das Bandeiras e ponte de acesso à Avenida das Américas. 

A obra é executada pelo Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô entre a Barra da Tijuca e a Gávea. Cada mergulhão terá uma faixa de rolamento e também será criada uma passagem de pedestres para que não haja mais necessidade de sinais de trânsito.

Os mergulhões estão sendo construídos de forma coordenada com os túneis da Estação Jardim Oceânico da Linha 4 do Metrô e estarão disponíveis para a população em meados de 2016. O projeto foi desenvolvido em parceria entre o Governo do Estado, o Consórcio Construtor Rio Barra e a CET-Rio.

Atualmente, ocorre a instalação do sistema de contenção do terreno para escavação dos mergulhões, que consiste na cravação de estruturas metálicas a aproximadamente 15 metros de profundidade. Esta instalação será feita nos dois sentidos da Avenida Armando Lombardi, em fases. O serviço é feito dentro dos canteiros da obra da Linha 4 do Metrô, na pista que segue para o Recreio e, em seguida, será realizado no sentido Zona Sul.

Para um diálogo direto e permanente com a população, o Consórcio Construtor Rio Barra conta com uma Central de Atendimento à Comunidade (CAC) na Avenida Armando Lombardi, nº 30, que funciona de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Moradores e comerciantes da região podem obter mais informações sobre sobre a obra por meio do telefone 0800 021 0620, pelo blog (metrolinha4.com.br) e twitter.com/metrolinha4. Ou, ainda, comunicar-se com o Consórcio por e-mail: atendimento.ccrb@ccrblinha4.com.br.

Mais de 300 mil pessoas vão usar a Linha 4 do Metrô

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca—Ipanema) é uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro e vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. Os usuários poderão ainda deslocar-se da Barra da Tijuca até a Pavuna, pagando apenas uma tarifa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pequena travessa da Praça Tiradentes vai virar rua de pedestres

28/01/2015 - Veja Rio, Memória da Cidade

Um pedaço meio abandonado do centro da cidade, com ruas apertadas, sinalização precária e casario decadente, está para ser revitalizado, com promessa do fim das obras para dezembro. Tra­ta-se da Travessa das Belas Artes, uma via de 150 metros, se tanto, na região da Praça Tiradentes, perto do Teatro João Caetano. Na foto acima, tirada na virada da década de 30 para a de 40 do século passado, lá estava a pequena rua, ainda com algumas casas e prédios que já não existem mais. A grande área central, sem edificações, "vazia", tem hoje a mesma aparência, servindo agora a um estacionamento - ali um dia funcionou a Academia Imperial de Belas Artes, da qual sobrou apenas o portal de entrada, atualmente exposto no Jardim Botânico. No último dia 10, a Mongeral Aegon, uma das mais antigas empresas de seguros e previdência privada do país (está completando 180 anos e tem sua sede na travessa desde 1941), anunciou oficialmente seus planos para a área, que incluem a criação de um corredor exclusivo para pedestres e a recuperação da fachada e da parte interna dos edifícios mais importantes, como o que abrigava o Ministério da Fazenda quando o Rio era a capital da República. Inicialmente chamada Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado, a empresa foi fundada por Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, ministro do Império e amigo pessoal de dom Pedro II. Hoje ela conta com sessenta unidades país afora. 

Estações do Bike Rio que ocupam vagas de estacionamento causam polêmica na Zona Sul

Moradores se dividem entre elogios e reclamações sobre a falta de espaço para carros nas ruas da região

POR CÉLIA COSTA

28/01/2015 - O Globo

Bike Rio na Rua Sorocaba: uma estação onde cabiam três carros - Hudson Pontes / Agência O Globo

RIO — A instalação de estações do Bike Rio — serviço de aluguel de bicicletas — em vagas de estacionamento na Zona Sul está criando polêmica. Em alguns locais, como em frente ao número 484 da Rua Sorocaba, em Botafogo, as vagas para 12 "laranjinhas" ocupam um espaço onde antes cabiam até três automóveis. A medida pode ter desagradado a alguns, principalmente quem costumava parar os carros ali, mas foi bem recebida por outros.

A aposentada Idalina da Conceição, cuja residência fica em frente à estação, reclamou de moradores não terem sido consultados.

— Ninguém perguntou nada aos moradores. Agora não temos como parar na porta de casa quando chegamos com compras, malas... A Rua Sorocaba é estreita e ficou ainda pior para os carros — reclamou a aposentada.

Mas há também quem esteja comemorando. A recepcionista Camila Nascimento, que trabalha num prédio ao lado do 484, mora em Maria da Graça e usa o metrô todos os dias.

— Agora, terei a opção de pegar a bicicleta e seguir até a estação Botafogo. É muito melhor. Outros colegas de trabalho estão pensando em fazer a mesma coisa — elogiou.

PRESIDENTE DE ASSOCIAÇÃO PEDE DEBATE

Segundo a presidente da Associação de Moradores de Botafogo, Regina Chiaradia, é preciso ampliar a discussão para que a população entenda e apoie o projeto:

— A prefeitura está criando ciclovias e ciclofaixas com o objetivo de desafogar o trânsito. Todos reclamam do fato de haver carros demais nas ruas. As pessoas precisam entender que a proposta não é tornar a bicicleta um objeto de lazer, mas um meio de transporte.

Na Rua Gago Coutinho, em Laranjeiras, próximo ao Parque Guinle, cartazes com reclamações sobre a instalação de uma estação do Bike Rio foram colados. Nesta terça-feira, já haviam sido retirados do local.

A Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar) informou que os locais para a instalação das estações são determinados pela Secretaria municipal de Meio Ambiente, levando em conta as áreas que terão ciclovias ou ciclofaixas. Serão instaladas mais 200 estações, elevando para 260 os pontos na cidade — 46 deverão ficar em vagas de estacionamento.

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PRIORIDADE: CALÇADAS LIVRES

As queixas têm aumentado porque só agora as estações estão sendo instaladas em vagas para carros. Segundo a prefeitura, isso aconteceu porque havia a necessidade de uma série de resoluções. O coordenador de controle de concessões da Secpar, Gustavo Almeida, informou que a escolha dos pontos é discutida em fóruns realizados pela Secretaria de Meio Ambiente:

— A nossa prioridade é deixar a calçada livre para os pedestres, usando as vagas de estacionamento. A bicicleta é um transporte compartilhado por um grande número de pessoas, enquanto o carro tem uso individual. Queremos que cada vez mais pessoas usem o transporte coletivo. Os embates que estão ocorrendo são naturais, mas os usuários das bicicletas vêm aplaudindo as soluções.

A instalação de uma estação do Bike Rio, segundo Almeida, envolve três órgãos municipais: o Centro de Arquitetura e Urbanismo, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e a CET-Rio.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/estacoes-do-bike-rio-que-ocupam-vagas-de-estacionamento-causam-polemica-na-zona-sul-15170179#ixzz3Q7QNt0am 
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Prefeitura lança projeto para enfrentar desafios causados por mudanças climáticas

Já são mais de R$ 4 bilhões investidos em ações na cidade

POR GISELLE OUCHANA

22/01/2015 - O Globo

RIO - A Prefeitura do Rio lançou, na manhã desta quinta-feira, o Projeto Rio Resiliente. O objetivo é aumentar a capacidade da cidade de se recuperar de catástrofes causadas pelas mudanças climáticas e diminuir os impactos aos moradores.

O Rio de Janeiro é a primeira cidade do hemisfério Sul a lançar o programa e já integra do bloco das '100 Resilient Cities', idealizado pela fundação americana Rockfeller.

O ponto de partida do projeto foi a produção de um documento com extenso diagnóstico sobre o atual cenário de resiliência do município, com a identificação dos principais riscos relacionados com as alterações climáticas na cidade, como chuvas, ventos intensos, ondas de calor, elevação no nível do mar e dengue.

Durante o lançamento do projeto, o prefeito Eduardo Paes ressaltou que, apesar dos investimentos, a cidade continuar correndo riscos.

- Não estamos dizendo que o Rio está preparado para qualquer evento climático. Esse programa não significa que todos os problemas estão resolvidos. O que buscamos é minimizar impactos naturais. Se as mudanças climáticas provocarem chuvas ainda maiores que a série histórica, podemos ser impactados. Sempre há risco. Em qualquer cidade do mundo, não há uma solução definitiva para esses problemas. - afirmou o prefeito.

Um departamento de resiliência foi criado no Centro de Operações Rio (COR). De acordo com o Chefe do Comitê Gestor, Pedro Junqueira, quatro áreas serão focadas: mudanças climáticas, resiliência sócio-econômica, gestão e comportamento resiliente. Já são mais de R$ 4 bilhões investidos em ações de resiliência na cidade, como a obra do piscinão da Praça da Bandeira, o aumento na contenção de encostas e treinamento humano.

O processo de resiliência no Rio iniciou em 2010 com a criação do COR, que dispõe de todos os recursos necessários para realizar mapeamentos de riscos da cidade, como foram feitos nas comunidades do maciço da Tijuca.

— Até 2016, todas essas obras de contenção de encostas em áreas de risco da Tijuca estarão prontas.A prefeitura tem que permanentemente investir em prevenção, resiliência e adaptação das mudanças climáticas.

A Zona Oeste é considerada por Paes a área mais preocupante da cidade, pelo seu crescimento acelerado.

— A região da Baía de Sepetiba já é uma área muito alagada. A prefeitura tem se esforçado muito naquela região, porque está claro que quanto mais a cidade se expandir para o oeste, vamos estar aumentando os riscos de quem se mudar para lá.

O conceito de resiliência envolve tanto as esferas governamentais quanto a sociedade. Por isso, o prefeito ressalta que a participação dos cidadãos deve ser efetiva.

— Nós já temos um trabalho muito intenso com moradores em área de risco mapeadas. É importante que as pessoas acreditem nas sirenes quando tocam, por exemplo. Além disso, também há a questão de não jogar lixo nos rios e cuidar da cidade. Esse é o papel que a população deve ter — alertou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-lanca-projeto-para-enfrentar-desafios-causados-por-mudancas-climaticas-15119892#ixzz3PZCDsmH4 
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ANTT autoriza aumento de 11,76% em pedágio da Rodovia BR-101 entre Niterói e divisa com ES

Tarifa de carros passa de R$ 3,40 para R$ 3,80. Reajuste entra em vigor em 2 de fevereiro

21/01/2015 - O Globo


Trecho da BR-101 em São Gonçalo: tarifa subirá para R$ 3,80 - Jorge Casagrande / Agência O Globo (13/02/2014)

RIO — A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou um aumento de 11,76% no pedágio cobrado pela Autopista Fluminense para o trecho da BR-101 que liga Niterói à divisa com o Espírito Santo. A resolução foi publicada na terça-feira no Diário Oficial da União e entrará em vigor no dia 2 de fevereiro. A tarifa para carros de passeio passa de R$ 3,40 para R$ 3,80. Já os motoristas de ônibus e caminhões de até dois eixos pagarão R$ 7,60. Quem trafegar em caminhonetes com semirreboque desembolsará R$ 5,70. O último reajuste na rodovia foi em fevereiro de 2014.

— O reajuste do pedágio é ruim, mas o pior de tudo são os engarrafamentos frequentes que causam impacto negativo na economia da Região dos Lagos. O trevo de Manilha é um grande gargalo. Quando você tem uma estrada com cobrança, é preciso uma alternativa para quem não quer pagar o pedágio. A alternativa é a RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto), mas ela está em péssimo estado de conservação, tem excesso de redutores de velocidade e a sinalização é precária — lamentou Antonio Valente, da direção do Convention Bureau de Búzios.

A Autopista Fluminense administra, desde 2008, os 320 quilômetros da BR-101. Ao longo da estrada, existem cinco praças de pedágio: São Gonçalo, Rio Bonito, Casimiro de Abreu, Serrinha e Campos. Segundo a concessionária, o volume diário médio de tráfego é de 90 mil veículos no trecho mais movimentado, nas proximidades de Niterói. Já na região de Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Macaé, é de 12 mil veículos. No trecho próximo à divisa com o estado do Espírito Santo, seis mil veículos circulam diariamente em média.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/antt-autoriza-aumento-de-1176-em-pedagio-da-rodovia-br-101-entre-niteroi-divisa-com-es-15116588#ixzz3PY6tcnS3 
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Regras antes que seja tarde demais

19/01/2015 - O Globo

NITERÓI - Reclamação constante dos moradores mais antigos da região de Pendotiba, o avanço da ocupação da área urbana pode ser medida em números. Unidades habitacionais licenciadas pela Secretaria municipal de Urbanismo, incluindo casas e apartamentos, saltaram de 1.047 em 2012 para 1.542 no ano passado. Frear esse crescimento, que ameaça inclusive as áreas verdes da região, é o principal objetivo do Plano Urbanístico Regional (PUR) de Pendotiba, cujos estudos técnicos serão divulgados nesta terça-feira no site da Secretaria municipal de Urbanismo e Mobilidade. Esta agendado ainda o calendário de seminários e audiências públicas para discutir o projeto com os moradores da cidade.

De acordo com a secretária Verena Andreatta, a falta de uma legislação específica para Pendotiba faz com que os investidores do mercado imobiliário construam cada vez mais empreendimentos respaldados por leis genéricas e, em alguns casos, bem antigas, elaboradas há mais de 30 anos. Isso fez com que a área urbanizada da região saltasse de 29% em 1976 para 51% nos dias de hoje.

— É uma região que ficou sem regras para edificação. Na ausência desse plano urbanístico, as normas usadas pelo setor imobiliário são as leis genéricas da cidade. E a consequência disso é que hoje temos um espaço urbano que cresceu de forma fragmentada, incoerente — afirma Verena.

Uma das principais diretrizes que o governo vai propor nas consultas públicas é a restrição do crescimento da malha urbana. A ideia é que ela não ultrapasse, significativamente, o patamar atual (de 51%), preservando, sobretudo, as áreas verdes. Pendotiba tem, inclusive, áreas residuais de Mata Atlântica, bioma fortemente ameaçado pelo desmatamento. Estudos técnicos catalogaram 164 hectares de área reflorestável, que representa 9,6% do território da região. Esse levantamento sugere a criação de nove Áreas Especiais de Interesse Ambiental (Aeia), que somam 17,66% de Pendotiba. Há ainda Zonas de Restrição de Ocupação Urbana (ZROU), que totalizam mais 18,01%.

Especialistas têm feito críticas ao fato de o PUR estar sendo elaborado antes da revisão do Plano Diretor do município. O subsecretário de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, afirma que a decisão foi tomada para evitar consequências irreversíveis para os bairros, inclusive do ponto de vista ambiental. Por isso, a secretaria decidiu levar adiante, diz ele, um projeto "moderado e conservacionista".

— Nós temos um problema que pode provocar prejuízos irreparáveis se não for resolvido agora, como a supressão do remanescente florestal que ainda tem lá. Pendotiba não tem nada (em termos de legislação específica), então isso faz a situação ficar complicada. O morador que se mudou para Pendotiba com o objetivo de morar perto da natureza hoje não sabe se o terreno ao lado dele ficará vazio ou pode receber um Minha Casa Minha Vida (programa de habitação. É insegurança para quem constrói e para quem mora — argumenta o técnico.

Com a divulgação do resultado do estudo técnico nesta terça, inicia-se a fase de consultas públicas do PUR, que dará origem ao texto que será enviado à Câmara dos Vereadores. O governo fará dois seminários e duas audiências públicas em diferentes pontos de Pendotiba, entre 24 de janeiro e 4 de março. Em seguida, ficará a cargo do Legislativo promover novos debates. A previsão é que os parlamentares aprovem o plano ainda este ano.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Integrada a estações de trem e metrô, nova rodoviária será construída em São Cristóvão

Terminal ficará em antiga instalação do Exército, perto da Quinta da Boa Vista e da estação intermodal do Maracanã

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

18/01/2015 - O Globo


Terreno na Avenida Bartolomeu de Gusmão, em São Cristóvão, que vai abrigar a nova rodoviária - Hudson Pontes / Agência O Globo

RIO — A prefeitura planeja implantar uma nova rodoviária em São Cristóvão. O terminal será construído numa antiga instalação do Exército, nas imediações da Quinta da Boa Vista e da estação integrada de metrô e trens do Maracanã, inaugurada durante a Copa do Mundo, no ano passado. O objetivo é transferir para o local parte das linhas interestaduais que hoje aportam na Rodoviária Novo Rio, além de algumas linhas intermunicipais e municipais com pontos no Centro e na Zona Portuária. Neste último caso, a ideia é desafogar o trânsito na região. O edital, que prevê a concessão do serviço a particulares, deve ser lançado em fevereiro.

— A intenção é que a nova rodoviária comece a operar já em 2016. Vencerá a concorrência o grupo que apresentar o maior valor de outorga (pagamento) pela exploração comercial da área. Estimamos que a implantação do novo terminal exigirá investimentos de R$ 70 milhões — disse o subsecretário de Parcerias Público-Privadas e Projetos Estratégicos da prefeitura, Jorge Arraes.

Não é a primeira vez que o município anuncia um projeto de instalar uma rodoviária na região. Antes da Copa, houve uma promessa de criar um terminal provisório na área para atender o público do evento. O terreno, porém, só foi usado como área de serviços da Fifa.

TERMINAIS ESTÃO SATURADOS

As autoridades argumentam agora que o plano sairá de fato do papel.

— Hoje, tanto o terminal Menezes Côrtes (Castelo) quanto a Rodoviária Novo Rio estão saturados. Estamos avaliando com o estado que serviços poderiam ser realocadas para o novo terminal. Isso exigirá que os passageiros dessas linhas façam integração com o metrô, trens e as futuras linhas de VLT e do BRT Transbrasil — explicou o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani.

O novo terminal deve receber também linhas do terminal municipal Henrique Lott, que tende a ser desativado, por se tratar de um terreno reservado para futuros projetos imobiliários do Porto Maravilha. No caso das linhas intermunicipais e interestaduais, a intenção da prefeitura é transferir para lá os ônibus que, para seguir destino, precisam passar pela Linha Vermelha. A mudança obrigará que o consórcio construa uma nova alça de acesso entre a Linha Vermelha (nas imediações do Pavilhão) e a nova rodoviária, para evitar que os coletivos circulem pela vias apertadas da região, congestionando ainda mais o trânsito.

Arraes afirmou que os estudos que servem de base para a licitação incluem dados passados pelo grupo que controla a Rodoviária Novo Rio. Em nota, a empresa confirmou a informação. Mas ressaltou que tem um contrato de concessão com o governo do estado para recepcionar ônibus que não são da capital. Por isso, qualquer mudança no serviço teria que passar pela Secretaria estadual de Transportes.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/integrada-estacoes-de-trem-metro-nova-rodoviaria-sera-construida-em-sao-cristovao-15085795#ixzz3PEFBOW6P 
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Avenida Vinte e Dois de Maio passa por revitalização (Itaboraí)

18/01/2015 - O Fluminense

Empreendimento prevê duplicação de alguns trechos da via, modernização da iluminação pública e implantação de equipamentos urbanos. Foto: Divulgação Prefeitura de Itaboraí

Previsão é que obras no principal acesso a Itaboraí fiquem prontas até fim do ano. Intervenções estão orçadas em R$ 180 milhões

As obras de revitalização da Avenida 22 de Maio, principal acesso a Itaboraí, serão concluídas até o final do ano. O empreendimento prevê a duplicação de alguns trechos da via, modernização da iluminação pública e implantação de diversos equipamentos urbanos. Além disso, haverá sistema de pavimentação, calçadas maiores e canteiros paisagísticos. As intervenções estão orçadas em quase R$ 180 milhões com verbas do Governo do Estado e contrapartida da Prefeitura.

A primeira fase da obra ocorre a partir do viaduto de São Joaquim, até o bairro de Outeiro das Pedras, nas proximidades do clube Vera Gol. No segundo semestre do ano passado, foram utilizados recursos dos cofres do município, parte da contrapartida que cabe à Prefeitura. Segundo o órgão, é aguardada ainda para este mês o início dos repasses da verba estadual, que será liberada em parcelas.

A empresa vencedora da licitação, a construtora ZadarLtda, já começou seus trabalhos de intervenção na altura do hotel Íbis, onde houve a demolição de quiosques inacabados e início das obras de drenagem no local.

Segundo o prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, a revitalização da 22 de maio é esperada há décadas pela população. Ainda de acordo com ele, o sonho do itaboraiense vai virar realidade graças ao empenho da Prefeitura e do Governo do Estado.

"As obras vão humanizar a avenida resultando em grandes melhorias na mobilidade tanto de veículos quanto de pedestres", ressalta Helil.

As principais intervenções incluem a requalificação do espaço urbano, nova praça e passarela no bairro Outeiro das Pedras, com lago, centro de convenções, ateliers e centro de comércio de artesanato, acessibilidade total aos pedestres e construção de novas calçadas e canteiros, implantação de pistas laterais, arborização, implementação de redes elétricas e telefônicas subterrâneas e novos retornos.

Além disso, há projeto também para a duplicação da ponte sobre o Rio Iguá, em Venda das Pedras, modernização do mobiliário urbano e nova interseção com a Rodovia RJ-116.

Segundo a prefeitura, através da assessoria de comunicação, por solicitação do prefeito, as obras serão realizadas por etapas, com trechos sendo liberados ao tráfego na medida em que forem concluídos. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, está em fase de finalização de um plano para desviar o tráfego durante a realização dos trabalhos, visando amenizar transtornos à população. n 

Sete estacionamentos clandestinos são fechados na Praia da Reserva

17/01/2015 - Jornal do Brasil

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), com o apoio da Guarda Municipal, realizou neste sábado (17/01) uma operação de ordenamento nas praias da cidade. Durante a ação, sete  estacionamentos clandestinos na Praia da Reserva, na Zona Oeste do Rio, foram interditados por Fiscais de Atividades Econômicas por falta de alvará de funcionamento. Os estacionamentos irregulares também foram autuados pela Patrulha Ambiental por queimadas em Área de Proteção Ambiental.

A fiscalização apreendeu na Praia da Reserva 53 guarda-sóis com publicidade irregular. Agentes da Ordem Pública também apreenderam com ambulantes irregulares nas demais praias 141 espetinhos de camarão, 257 bebidas diversas, 10 cadeiras, três carrinhos de transporte de mercadorias e uma churrasqueira.

Durante o ordenamento na orla, guardas municipais do Grupamento Especial de Praia (GEP) evitaram 130 práticas esportivas (altinho e frescobol) próximas ao espelho d'água, coibiram a presença de 46 cães na areia e apreenderam 21 linhas de pipa com cerol. Os agentes auxiliaram cinco crianças perdidas a encontrarem os responsáveis. 

O estacionamento irregular também foi alvo da operação, com 77 veículos rebocados e 220 multados neste sábado.

BRT Transolímpica surge para unir o Recreio a Deodoro

A via deve receber cerca de 90 mil veículos por dia a partir de 2016

POR ANA BEATRIZ MARIN

18/01/2015 - O Globo

RIO - Os Jogos Olímpicos começarão no dia 5 de agosto de 2016. A ideia é que, antes disso, uma extensa via de 26 km já esteja pronta para unir o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro. Os dois bairros concentram grande parte dos locais de competição, além da vila onde os atletas ficarão hospedados. A BRT Transolímpica terá ainda dois túneis com três pistas — uma exclusiva para o BRT, daí o nome — em dois sentidos. Com 1,5 km de extensão, começará na Taquara, em Jacarepaguá, e terminará em Sulacap, próximo ao cemitério. Com isso, a Secretaria Municipal de Obras estima que o tempo de viagem será reduzido em 70% ou 80%. De duas horas e meia, o trajeto poderá ser feito em 30 minutos.

Até o momento, dos 87 mil metros cúbicos de concreto previstos na construção, já foram utilizados cerca de 33 mil metros cúbicos. A quantidade serviria para a construção de 19 piscinas olímpicas. Para as escavações dos túneis, foram usados até agora 120 mil quilos de explosivo, o equivalente a entre 25% e 30% da obra.

As duas galerias estarão conectadas por cinco passagens, que poderão ser usadas em caso de emergência. Cada uma terá duas portas corta-fogo de seis metros de altura em cada uma das extremidades. Os túneis terão ainda painéis de detecção de incêndio, de fumaça, e painéis anti-pânico. E, por causa do BRT, haverá também um passeio de evacuação a 95 cm do solo, que é distância entre a porta do veículo e o chão. A ideia é que o usuário possa sair do transporte na mesma altura.

A implantação da Transolímpica está orçada em R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 1,1 bilhão serão invetidos pela Prefeitura. O restante ficará a cargo da concessionária Via Rio. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, para a implantação da Transolímpica estão previstas 257 desapropriações ao longo de todo o traçado, que contará com um total 31 viadutos e pontes. A Prefeitura estima que via receberá cerca de 90 mil veículos por dia.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/brt-transolimpica-surge-para-unir-recreio-deodoro-15085442#ixzz3PB0UqskX 
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Presidente da Cedae prevê uso inédito do volume morto de Paraibuna ainda este semestre

Maior reservatório do Rio Paraíba do Sul, no Vale do Paraíba paulista, está com apenas 0,38% da capacidade

POR EMANUEL ALENCAR

16/01/2015 - O Globo


Vazão cada vez menor pode afetar o abastecimento de água no estado: o maior reservatório do Paraíba do Sul, em Paraibuna, está com 0,38% de sua capacidade - Custódio Coimbra / Agência O Globo (03/11/2014)

RIO — A crise hídrica que atingiu em cheio São Paulo nos últimos meses está prestes a alcançar um novo recorde negativo, com reflexos no abastecimento do Estado do Rio. O maior reservatório do Rio Paraíba do Sul, localizado em Paraibuna, no Vale do Paraíba paulista, está com apenas 0,38% de sua capacidade. Se o regime de chuvas na região continuar abaixo das estimativas dos meteorologistas, não haverá outra saída a não ser utilizar o volume morto — também chamado de reserva técnica — do Paraibuna ainda no primeiro semestre. O novo presidente da Cedae, Jorge Briard, afirmou que a empresa já consultou Light, Furnas e Companhia Energética de São Paulo (Cesp) sobre a qualidade das águas dessas reservas até hoje não exploradas. Especialistas estimam que o volume morto do reservatório de Paraibuna — que opera desde 1978 e é considerado o "coração do sistema" — tenha 400 milhões de metros cúbicos, o que seria suficiente para garantir o abastecimento de cidades de São Paulo, Rio e Minas por até três meses.

Briard ressalta que a situação hídrica da Região Metropolitana do Rio ainda é confortável, mas reconhece que técnicos esperavam um volume maior de chuva de outubro a novembro passado, o que não aconteceu. A seca exigirá soluções criativas e novos estudos de engenharia nos próximos meses, destaca o novo presidente da Cedae.

— A utilização dos volumes mortos não nos assusta. Vamos ter mais dificuldades, e estamos estudando, junto com outros atores, tecnologias para soluções alternativas de captação de água. Precisamos estar preparados para novos cenários de crise. Vamos prolongar a vida útil desse sistema o máximo possível — diz Briard, que pediu apoio da população contra o desperdício. — Não temos perspectiva, em 2015, de problemas de abastecimento de água no Grande Rio. Entretanto, é importante que a população seja parceira. O sentimento de que a água é um bem finito deve ser de todos. A falta de chuva está prolongada. A Cedae vai fazer a sua parte. Vamos estabelecer um prazo menor para atender a denúncias de vazamento — diz.

Na avaliação do pesquisador Paulo Carneiro, da Coppe/UFRJ, especialista em recursos hídricos, "tudo aponta que medidas de racionamento precisarão ser tomadas", inclusive no Rio. Ele acrescenta que o uso de volume morto de barragens do Paraíba do Sul não é uma operação tão simples:

— As válvulas de fundo do reservatório de Paraibuna não foram projetadas para esse tipo de uso. Além disso, o uso do volume morto pode adiar o problema para 2016.

MUDANÇAS NA CAPTAÇÃO DE SEIS CIDADES

Briard volta a afirmar que uma mudança tarifária da Cedae, estabelecendo alívio nas contas de quem consome de forma mais racional, não está entre as prioridades da empresa. O novo critério foi defendido pelo secretário estadual do Ambiente, André Corrêa. Atualmente, 75% dos cerca de dez milhões de clientes da Cedae consomem até 15 metros cúbicos de água por mês, e, por isso, pagam uma tarifa básica fixa.

— Nosso sistema já pune fortemente quem ultrapassa o volume mínimo. Vamos implementar um trabalho forte em recadastramento de clientes e instalação de hidrômetros. A recuperação comercial da empresa virá acompanhada da melhoria de abastecimento — diz Briard.

O novo presidente da empresa de saneamento acrescenta que a companhia deverá investir aproximadamente R$ 6 milhões em obras de melhoria na captação de água nas cidades de Barra do Piraí, Vassouras, Paraíba do Sul, Sapucaia, São Fidélis e São João da Barra. A vazão baixa do Rio Paraíba do Sul tem dificultado o abastecimento de municípios localizados em suas margens.

Briard diz ainda que não espera usar este ano a reserva estratégica de água da represa de Ribeirão das Lajes, em Piraí:

— As águas de Lajes têm alta qualidade, e o reservatório tem um tempo de recomposição de volume muito lento, pois é abastecido por um único túnel, ligado ao Rio Piraí. Não pensamos em mexer este ano. Lançar mão de Ribeirão das Lajes hoje é uma temeridade, seria colocar a carroça na frente dos bois.

O presidente da Cedae afirma também que a Secretaria estadual de Obras fará nova licitação das intervenções necessárias para reduzir a poluição nos rios do Sistema Guandu. Mas as obras só devem ficar prontas em 2018.
 
UM PEÃO QUE CHEGOU AO TOPO DA EMPRESA

Depois de oito anos sob o comando de Wagner Victer, a Cedae passa a ser administrada pelo engenheiro civil Jorge Briard. Neto e filho de técnicos em tratamento de esgoto, Briard é funcionário de carreira da companhia, onde entrou em 1984, como servente. Desde então, assumiu diversos cargos — há oito anos chefiava a Diretoria de Operação. Criado em Piedade, é torcedor do Fluminense e pai de quatro filhos, com idades entre 7 e 31 anos, de três casamentos. Briard foi uma escolha pessoal do governador Luiz Fernando Pezão. Afirmando "não ter padrinho político", garante que exigirá dedicação total dos 6.200 funcionários da Cedae.

— Comigo não tem colher de chá. Fui peão e sei quem está me enrolando — brinca.

Considerado um técnico experiente e agregador, ganhou a Medalha Pedro Ernesto em 2007.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/presidente-da-cedae-preve-uso-inedito-do-volume-morto-de-paraibuna-ainda-este-semestre-15066522#ixzz3PAzy6EMl 
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sábado, 17 de janeiro de 2015

Operação Verão: Polícia Militar instala duas torres de observação na Praia do Arpoador

Na tentativa de conter arrastões, efetivo da PM aumenta. Serão mais 30 homens atuando nas areias

POR O GLOBO

16/01/2015 - O Globo

RIO - A Praia do Arpoador ganhou duas torres de observação, instaladas pela Polícia Militar, nesta sexta-feira. O objetivo é evitar a ocorrência de arrastões, como os que aconteceram no último fim de semana. Além das estruturas, a PM reforçou o efetivo da Operação verão, que começou em setembro. Segundo o comandante do 1° Comando de Policiamento de Área (CPA), coronel Luiz Henrique Marinho Pires, mais 30 homens do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE) vão atuar especificamente nas areias.


Aumento do número de PMs nas areias visa a evitar que novos arrastões aconteçam. Na foto, confusão do último fim de semana no posto 8 da Praia de Ipanema - Guilherme Leporace / Agência O Globo

De acordo com a PM, a Operação Verão conta com 800 policiais no total, incluindo os batalhões de Botafogo, Copacabana, Leblon, Ipanema e Recreio, além do Batalhão de Choque (BPChq), do Batalhão de Ações com Cães (BAC), recrutas do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) e homens do BPGE.

REVISTAS DENTRO DOS ÔNIBUS

Na quinta-feira, a PM anunciou que, a partir deste fim de semana, fará uma grande operação de revistas em ônibus que saem de vários pontos da cidade em direção às praias da Zona Sul. O objetivo é impedir a ocorrência de arrastões na orla: policiais checarão a identidade de integrantes de grandes grupos de jovens e vão monitorar as viagens. Segundo o coronel Cláudio Lima Freire, subchefe do Estado-Maior Operacional da corporação, alguns pontos de abordagem já foram escolhidos: são a saída do Túnel Rebouças, na Lagoa, o Aterro do Flamengo e a Avenida Lauro Sodré, em frente ao shopping Rio Sul, em Botafogo.

A ideia é começar a operação no início da manhã. Seis policiais militares estarão de prontidão em cada ponto de revista. As decisões foram tomadas após os arrastões ocorridos no último domingo. Houve ainda depredação de ônibus e assaltos em bairros como Laranjeiras e Cosme Velho.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/operacao-verao-policia-militar-instala-duas-torres-de-observacao-na-praia-do-arpoador-15079837#ixzz3P53hOtGs 
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Túneis da Via Expressa serão os maiores do país em área urbana

As obras continuam paralisadas em três pontos à espera de autorização do Iphan

POR ANA BEATRIZ MARIN

17/01/2015 - O Globo



RIO - A Via Expressa que vai surgindo no lugar da extinta Perimetral terá exatamente 6.847 metros de extensão. Deste total, dois túneis paralelos ocuparão um espaço de 3.022 metros em três pistas e dois sentidos. Quando estiver pronto, eles serão o maior do país em área urbana, superando o túnel da Covanca, na Linha Amarela, com 2.187 metros em uma única galeria.

Os túneis da Via Expressa ligarão o Mergulhão da Praça XV até a altura do Armazém 8, na atual Rodrigues Alves, na Praça Mauá. Sua construção permitirá o surgimento de um passeio público de 44 mil m² por onde passarão apenas o VLT, pedestres e bicicletas.

Por ser um túnel muito longo e com duas galerias, a extensão da escavação em solo é maior. Há paredes de diafragma que estão sendo executadas a 46 metros de profundidade, o equivalente a um edifício de 16 andares.

— Elas servem para dar sustentação à estrutura e são feitas ao longo de 400 metros até chegar ao Mergulhão — explica José Renato Ponte, presidente da concessionária Porto Novo.

Atualmente, as obras da Via Expressa estão paralisadas em três pontos à espera de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Um deles fica na altura do Armazém 8, logo na entrada do túnel. Por se tratar de um lugar de recentes descobertas arqueológicas, não podem sofrer intervenções sem o aval do Iphan.

— É uma situação bastante comum nas obras da região. A gente sabe que isso aqui foi um grande aterro construído para o porto do Rio no começo do século XX. Aqui embaixo existem várias estruturas antigas de cais, píers... A gente vai escavando e encontrando a história da cidade enterrada — diz José Renato: — É um grande patrimônio que está sendo recuperado. E o túnel da Expressa faz parte disso porque permite que aconteça.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tuneis-da-via-expressa-serao-os-maiores-do-pais-em-area-urbana-15054310#ixzz3P51obOux 
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

BNDES aprova R$ 420 milhões para subida da Serra

15/01/2015 - O Globo

BRASÍLIA - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES) aprovou ontem um empréstimo-ponte no valor de R$ 420 milhões à Concer, empresa que administra o trecho da BR- 040 entre o Rio e Juiz de Fora, para investimentos nas obras da nova subida da Serra de Petrópolis. Esse é um tipo de empréstimo de curto prazo, destinado a preencher a lacuna entre dois empréstimos de longo prazo de financiamento, evitando-se, no caso, atraso nas obras.

O projeto consiste na construção de uma pista com aproximadamente 20 quilômetros de extensão, que substituirá o atual trecho de subida da RioPetrópolis, em operação desde 1928, e encurtará o percurso no sentido Minas Gerais.

PRAÇA DE PEDÁGIO DESLOCADA

A implantação da nova pista se dará por meio da duplicação de 15 km da rodovia de descida, com a modernização de seu traçado, que ficará menos sinuoso, e da construção de um túnel com aproximadamente cinco quilômetros de extensão. O projeto do túnel prevê acostamentos em ambas as margens, aumentando a segurança dos motoristas.

A atual praça de pedágio, localizada em Xerém, em Duque de Caxias, será deslocada do quilômetro 102 para o 104, o que permitirá que comunidades da região transitem pela rodovia em direção ao Centro do município sem a necessidade de pagar o pedágio de R$ 9 ( valor atual da tarifa para os automóveis, as caminhonetes e os furgões).

De acordo com o BNDES, o projeto possibilitará a conservação ambiental do antigo traçado da subida da serra. Como o trecho de cerca de oito quilômetros é margeado por florestas da Mata Atlântica, com fauna e flora ricas, além de muitas cachoeiras, existe a possibilidade de que a rodovia seja transformada em uma estrada-parque. A estimativa é que sejam criados cerca de mil empregos diretos e três mil indiretos, nas áreas de manutenção, conservação e atendimento mecânico e médico, na operação da antiga e da nova pista.

As obras da nova subida da Serra de Petrópolis foram iniciadas no primeiro semestre de 2013, e a previsão é que sejam concluídas em dezembro de 2016.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Túnel abre novos caminhos na Zona Portuária

Batizado de Rio 450, ligará o Centro e a Gamboa, e será incorporado à Via Binário do Porto, em funcionamento desde 2013

POR ANA BEATRIZ MARIN

14/01/2015 - O Globo



RIO — Um poço escavado a 40 metros de profundidade na Praça Mauá foi o ponto de partida para a construção do túnel que unirá a Rua Primeiro de Março à Rua Antônio Lage, na Gamboa. Oficialmente batizado de Rio 450, possui 1,480 quilômetros de extensão, três pistas em sentido único e vigas da já extinta Perimetral. Elas foram usadas na construção de três lajes habitáveis que, neste momento, são usadas para guardar equipamentos de segurança e controle.

Por ser uma galeria simples, um túnel paralelo teve que ser construído para evacuar as pessoas em caso de emergência. Uma passagem de 4 metros de altura - são sete no total - foi aberta a cada 150 metros. Cada uma possui duas portas corta-fogo em cada extremidade.

O túnel Rio 450 possui ainda um sistema de drenagem que permite que a água da chuva escoe para as canaletas que ficam nas laterais. A partir daí, ela é direcionada, por gravidade, para uma cisterna com capacidade para armazenar até 340 mil litros de água. Em seguida, o líquido é bombeado para fora do túnel através de cinco bombas.

A exemplo do Museu do Amanhã, a construção do túnel faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária do Rio. Cerca de 90% da obra já está concluída, e a previsão é de que seja entregue à cidade no próximo mês de março. Quando estiver pronto, será incorporado aos 3,5 km da Via Binário do Porto, em funcionamento desde novembro de 2013.

— O projeto de revitalização da região portuária e do centro do Rio foi pensado e planejado de forma integrada — diz José Renato Ponte, presidente da concessionária Porto Novo. — E o túnel Rio 450 compõe esse complexo para acesso à região portuária. É a grande solução viária encontrada para permitir a revitalização do lugar.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tunel-abre-novos-caminhos-na-zona-portuaria-1-15047848#ixzz3OpI5V4ul 
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Avenida Brasil apresenta lentidão no primeiro dia útil de obras do BRT TransBrasil

No fim da madrugada, um acidente envolvendo três veículos causou reflexos no sentido Centro

POR BRUNO AMORIM / ELAINE NEVES / GISELLE OUCHANA

12/01/2015 - O Globo


Primeiro dia útil de interdições na Avenida Brasil por conta das obras do BRT Transbrasil - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO - Motoristas enfrentam lentidão na Avenida Brasil, na pista sentido Zona Oeste, na manhã desta segunda-feira, primeiro dia útil após a interdição do trecho do BRT Transbrasil, que ligará Deodoro ao Caju. O trânsito segue lento na via expressa a partir de Manguinhos, onde duas faixas estão interditadas no mesmo sentido. Em direção ao Rio, por volta das 8h50m, o tráfego não apresentava mais retenções. Quem optou pelo trajeto recomendado pela prefeitura para evitar a Avenida Brasil já sente o impacto no trânsito. Na Linha Vermelha, o trânsito apresenta lentidão nos dois sentidos da via, na altura da Ilha do Governador. Agentes do Departam ento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro) e da CET-Rio orientam o tráfego na região.

No fim da madrugada, uma colisão envolvendo três veículos também causou retenções na Avenida Brasil, em direção ao Centro. Duas faixas da pista central, altura da Penha, ficaram bloqueadas após batida com um carro, uma carreta e um utilitário. De acordo com o Centro de Operações Rio, os veículos foram retirados da pista por volta das 5h40m. No acidente, dois ocupantes do utilitário, que fazia o transporte de verduras, ficaram feridos e foram encaminhados para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro. Não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

INTERDIÇÕES COMEÇARAM NO FIM DE SEMANA

No sábado, duas faixas da pista central da Avenida Brasil foram bloqueadas, no sentido Zona Oeste, entre o Caju e Manguinhos, para obras do BRT TransBrasil. No sentido Centro, apenas meia faixa foi interditada ao tráfego. Essa é a primeira etapa de intervenções na via que tem previsão para demorar quatro meses.

Os motoristas terão apenas uma faixa disponível da pista central em direção à Zona Oeste, já que a faixa seletiva, que é exclusiva para ônibus, será mantida. A Secretaria municipal de Transportes estabeleceu um horário especial para minimizar os impactos no trânsito com a implantação de uma faixa reversível. A faixa vai operar das 15h às 21h, na pista sentido Centro.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/avenida-brasil-apresenta-lentidao-no-primeiro-dia-util-de-obras-do-brt-transbrasil-15026073#ixzz3ObfVMRSU 
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Accor inaugura unidades Novotel e Ibis na Barra da Tijuca

08/01/2015 - Pan Hotéis

A Accor anunciou a abertura de unidades Novotel e Ibis na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O objetivo da rede é atender à demanda de viajantes corporativos da região, bem à dos Jogos Olímpicos e do shows. No total são 405 quartos. 

O Novotel RJ Parque Olímpico tem 149 apartamentos, fitness center, piscina, sauna e internet gratuita. O Ibis RJ Parque Olímpico, por sua vez, é composto por 256 quartos, também com wi-fi sem custo.

Os empreendimentos estão localizados na avenida Embaixador Abelardo Buenos, 1.511.

Piso colonial é cercado no Centro

09/01/2015 - O Globo

A área da Avenida Rio Branco onde foram encontrados fragmentos que podem ser de pisos de construções coloniais do século XIX começou ontem a ser cercada pelos arqueólogos que atuam no trecho. O objetivo é isolar o sítio arqueológico, protegendo o terreno do movimento das máquinas e dos operários que trabalham nas obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Conforme O GLOBO noticiou na terça-feira, recentes escavações naquele trecho do Centro revelaram um piso de pedras antigo, que está sendo analisado pelos técnicos.

Os trechos que estão mais bem preservados, como um que surgiu próximo à Cinelândia, serão retirados pela concessionária responsável pelo projeto, que está realizando o trabalho com o apoio de uma empresa especializada em arqueologia, sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( Iphan). A intenção é que as peças sejam reunidas e expostas futuramente ao público. A área isolada tem cerca de dez metros quadrados.

Segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento da Região do Porto do Rio (Cdurp), Alberto Gomes Silva, após avaliação do Iphan, a empresa pretende usar os fragmentos na própria obra. A ideia, segundo Alberto Silva, é fazer trechos da calçada com o material, instalando placas explicativas. O valor histórico das peças ainda será avaliado pelo Iphan, mas, mesmo assim, o local foi isolado para garantir que o piso não seja danificado, procedimento comum em pesquisas arqueológicas.

Todos os fragmentos que estão sendo encontrados ao longo da obra estão sendo escaneados e também serão catalogados digitalmente. Com a utilização de cartografia da época, a empresa responsável pelo levantamento arqueológico pretende descobrir a que construções pertenciam.

Com mais 49 estações, Bike Rio avança para a Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes

09/01/2015 - O Globo


RIO — Elas começaram dominando a paisagem da Zona Sul, recentemente passaram a ser vistas com mais frequência pelo Centro e na região da Grande Tijuca, e neste verão prometem dar mais as caras pelos lados da Barra da Tijuca e do Recreio. Em três anos e dois meses de existência no Rio, as laranjinhas — as bicicletas de aluguel compartilhado — já contabilizaram 4,3 milhões de viagens, atingindo a marca de 216 mil usuários cadastrados. Neste ano, o programa Bike Rio vai recomeçar com mais um reforço na frota: ainda no primeiro trimestre, a concessionária Serttel, responsável pela administração do serviço, deverá colocar nas ruas mais 600 bicicletas, que serão distribuídas em outras 60 estações.

Com esse reforço, segundo a Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar), até fevereiro os ciclistas terão 260 pontos para recolher e usar à vontade uma laranjinha. E poderão contar com mais duas mil unidades em seus deslocamentos para o trabalho ou o lazer.

Nesta expansão, a região da Barra da Tijuca e do Recreio será a mais beneficiada da cidade, com 49 pontos: na orla, junto a shoppings e condomínios e próximo a quatro estações de BRT. A ideia da prefeitura é incentivar o uso das bicicletas em conjunto com os ônibus.

NA BARRA, EXPECTATIVA

Morador da Barra, o personal trainer Bruno Roberto, de 23 anos, já utiliza o Bike Rio quando vai à Zona Sul, e espera ansiosamente pela chegada de mais laranjinhas na Zona Oeste.

— Eu já costumo ir de ônibus para a Zona Sul. Quando estou por lá, fico me deslocando de bicicleta por Ipanema e Copacabana para dar os treinos para os meus clientes. É bom, porque consigo me deslocar com mais rapidez, além de me manter ativo. Aqui na Barra, ainda não conto muito com o serviço. Só espero que a prefeitura também reforce o sistema de ciclovias no interior do bairro, para que o uso das bicicletas não fique restrito somente à orla — opina Bruno.

Pelos cálculos da prefeitura, considerando a média de 2,7 quilômetros por viagem, em três anos as laranjinhas já rodaram mais de 11,610 milhões de quilômetros. Entre 2013 e 2014, o programa Bike Rio contabilizou um crescimento de cerca de 35%. Segundo o levantamento, nos meses de setembro, outubro e novembro, o serviço alcançou a média diária de cerca sete mil viagens. E as três estações mais usadas pelos ciclistas ficam em Copacabana: a da Rua Miguel Lemos, a do Posto Seis e a da Avenida Princesa Isabel, todas com a média de seis mil veículos retirados por mês. Já as três menos procuradas são a do Largo do Boiadeiro, na Rocinha, a da Rua Sá Ferreira, em Ipanema, e a da Praça São Judas Tadeu, no Cosme Velho. Os números de retiradas de bicicletas nas estações menos frequentadas, no entanto, não foram divulgados pela prefeitura.

REFORÇO NA ZONA SUL

Com a grande procura, principalmente na Zona Sul, a prefeitura decidiu reforçar o número de postos nos bairros da região na segunda fase. Resolveu, também, adiar a chegada das bicicletas em outros pontos da Zona Norte e da Zona Oeste. Bairros como Méier e Campo Grande ainda terão que esperar pela próxima leva de laranjinhas.

— Cogitamos expandir para o restante da cidade, mas percebemos que o sistema já instalado não estava comportando a demanda. As bikes estão lá, mas o número de usuários se revelou muito maior do que o esperado. Entendemos também que era importante primeiro reforçar os bairros já atendidos, em vez de expandir para outras localidades. Foi uma decisão estratégica — disse Gustavo Almeida, coordenador geral de controle de concessões da Secpar, acrescentando que a empresa já conta com uma tecnologia que permite o remanejamento de bicicletas para postos com grande procura.

A escolha de instalação dos pontos de aluguel, explica Gustavo Almeida, inclui estudos e pareceres de vários órgãos da prefeitura, entre eles a Secretaria de Meio Ambiente, a Secretaria de Urbanismo e a de Obras:

— Há alguns pontos com muita procura e outros com baixíssima utilização. Estamos sempre analisando isso para pedirmos mudanças à concessionária. Temos percebido uma baixa procura nos pontos próximos a comunidades. Acreditamos que seja por dois fatores: nestes locais muitos já têm suas próprias bicicletas e preferem usá-las. A necessidade de uso do cartão de crédito para pagamento também pode ser um limitador. Estamos estudando a possibilidade de incluir na próxima licitação uma adequação tecnológica que permita o uso do bilhete único.

Uma das estações que serão deslocadas é a situada no acesso ao Morro Dona Marta, que será levada para a Rua São Clemente, liberando o local para construção de uma área de lazer para a comunidade.

— Foi um pedido dos moradores. O serviço é um sucesso, mas muita gente reclama quando é na frente de sua casa, ou quando é colocado sobre vagas de estacionamento. Mas os cariocas precisam entender que a prefeitura está firme no propósito desta mudança cultural — diz.

Das 199 estações implantadas até o momento, apenas 15 foram instaladas em vagas de estacionamento. Segundo o representante da Secpar, a intenção do projeto é aumentar este percentual.

— Há casos em que a CET-Rio não aprovou o uso das vagas porque é necessário deixar as faixas de rolamento livres de equipamentos permanentes, de modo que seja possível promover alterações no tráfego para otimizar o fluxo. Isto acontece, por exemplo, quando há shows em Copacabana ou no planejamento das obras de mobilidade no Centro e na região do Porto — justifica.

COPA ATRASOU CRONOGRAMA

As novas bicicletas já deveriam estar rodando desde o ano passado, mas alguns obstáculos levaram a prefeitura a estender o prazo.

— Fizemos uma licitação em 2013, que determinava que, até o fim de 2014, as 60 estações existentes seriam revistas e seriam instaladas mais 200. A Copa do Mundo, por exemplo, paralisou todas as obras na cidade por 60 dias. Então, foi dado um prazo maior para a empresa — justifica.

O programa de bicicletas públicas demorou a cair no gosto de cariocas e turistas. Uma série de problemas levou à suspensão do sistema, então chamado Pedala Rio, em julho de 2011. Foram dois anos e meio enfrentando obstáculos, como furtos, falhas operacionais e preços pouco atrativos. No dia 28 de outubro de 2011, o programa foi relançado pela prefeitura, em conjunto com a Serttel e com o patrocínio do Banco Itaú. Desde então, a quantidade de estações triplicou, chegando a 60, com um total de 600 bicicletas — antes, eram 19 bases e 150 veículos.

OBRAS DO BRT TRANSBRASIL INTERDITAM TRECHO DA AVENIDA BRASIL A PARTIR DE AMANHÃ (10/01/2015)

SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS
COMUNICADO
COORDENADORIA GERAL DE OBRAS

OBRAS DO BRT TRANSBRASIL INTERDITAM TRECHO DA
AVENIDA BRASIL A PARTIR DE AMANHÃ (10/1)

A partir deste sábado (10/1), a Avenida Brasil terá 2,5 faixas interditadas ao
tráfego - no trecho Caju e Manguinhos – para a construção do primeiro lote do
BRT Transbrasil – que ligará o bairro de Deodoro até o local. Os serviços são
executados pela Secretaria Municipal de Obras. Já o segundo lote, que avan-
çará até a região central da cidade, encontra-se em detalhamento pela Companhia
de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro.

Inicialmente, a obra ocupará um trecho de 350 metros, na altura do Canal
do Cunha, próximo à refinaria de Manguinhos. A previsão de duração
dessa etapa é de quatro meses. Posteriormente serão iniciadas as outras
frentes, que ocuparão todo o trecho inicial da Avenida Brasil para completar
essa primeira etapa.

Nessa fase da intervenção, haverá a execução do estaqueamento da
laje das faixas de rolamento do BRT em trechos de solo mole, com colunas
deep soil mixin – utilizadas para evitar deformidades no pavimento.

Esta técnica proporcionará conforto e segurança aos usuários, além da
execução das vias exclusivas ao BRT e das estações.

Com as benfeitorias, a via será modernizada e adequada para a implantação
dos projetos de mobilidade que elevam a cidade do Rio de Janeiro
a uma nova realidade, integrando os meios de transporte público de alta
capacidade, os BRT´s, aos demais modais.

Sobre a interdição:

Para o início dos trabalhos serão ocupadas duas faixas de circulação
na pista central sentido Zona Oeste e meia faixa no sentido Centro. As
faixas exclusivas para ônibus (seletivas) continuarão em funcionamento
na Avenida Brasil. Dessa forma, apesar das interferências que ocorrerão,
o transporte público continuará sendo priorizado.
Para isso foram programados ajustes operacionais nas faixas exclusivas
para ônibus, que funcionarão de dois modos distintos, priorizando sempre
o sentido com o maior volume de tráfego.

Em função das interferências causadas pelas obras, que reduzirão a capacidade
de escoamento do tráfego em alguns pontos da Avenida Brasil,
é esperada sobrecarga maior no trânsito em vários outros pontos que funcionarão
como rotas alternativas de circulação, com reflexos na altura de
Irajá e das rodovias Presidente Dutra e Washington Luís, além da Linha
Vermelha, Ponte Rio-Niterói e Avenida Binário.

Para minimizar os impactos, a Prefeitura do Rio volta a destacar a prioridade
ao transporte público com a preservação das faixas seletivas para
os ônibus que trafegam pela Avenida Brasil. Além disso, haverá reforço
nos recursos operacionais da CET-Rio, com a atuação diária de 182 agentes que irão cobrir 80 pontos de operação. A equipe conta com 15 reboques, 20 motocicletas, 45 Painéis
de Mensagem Variáveis (PMV) e 51 câmeras que vão monitorar ininterruptamente
a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e as rotas alternativas.

Sobre a Transbrasil

A Transbrasil será tendida por dois terminais intermediários (Margaridas e Missões),
conectando o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como
as rodovias federais BR-116 (Rio - São Paulo) e BR-040 (Rio - Juiz de Fora).

O sistema terá conexões com a Transcarioca (Barra da Tijuca/Aeroporto
Internacional) e Transolímpica (Recreio dos Bandeirantes/Deodoro). O
usuário também poderá fazer integração com o metrô e o trem.
O acesso às estações em grande parte do corredor será por meio de
passarelas. Em seu traçado estão previstas obras de melhorias na pavimentação
e na urbanização das vias; alargamento de um trecho
da Avenida Brasil e ordenamento viário no entorno (tráfego geral).

A Secretaria Municipal de Obras também vai providenciar a reestruturação
da rede de drenagem ao longo da via, com a implantação de 10
projetos para correção de pontos de alagamento. Dois deles, localizados
na Penha e na Ilha do Governador, já estão em andamento.

Ainda fazem parte do projeto mais de 30 mil metros quadrados de
pontes e viadutos e o alargamento das pistas laterais da Avenida Brasil
entre Irajá e Guadalupe. A licitação foi vencida pelo Consórcio Transbrasil
- constituído pelas empresas Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Com fiscalização precária, número de construções cresce em comunidades com UPPs no Rio


Secretário de Segurança se queixa da desordem urbana e cobra da prefeitura controle mais efetivo da verticalização

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES E VERA ARAÚJO

08/01/2015 - O Globo


No alto do Morro Dona Marta, em Botafogo, o surgimento de mais um imóvel na comunidade onde há uma UPP: obra em ritmo acelerado - Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO — O estacionamento da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do alto do Morro Dona Marta, em Botafogo, se transformou num depósito de material de construção. De diferentes donos, tijolos e montes de areia são separados por uma linha imaginária para evitar confusão entre os moradores que expandem suas casas, embalados pela especulação imobiliária. A cena é uma prova de que o Dona Marta, assim como boa parte das favelas com UPPs — ao todo são 38 no município beneficiando 1,5 milhão de habitantes —, está crescendo verticalmente de maneira desordenada.

Na última sexta-feira, ao inaugurar uma companhia da Polícia Militar no Morro do Banco, no Itanhangá, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, se queixou da desordem urbana nas comunidades com UPP (o que vem atraindo novos moradores) e cobrou a atuação mais efetiva da prefeitura do Rio. Segundo ele, de seis anos para cá, desde que foi inaugurada a primeira unidade, no Dona Marta, já foi necessário aumentar em um terço o efetivo nas áreas com pacificadoras.

Em meio à polêmica, o Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP) deixou de atualizar o mapeamento da cidade por meio de fotos aéreas, sistema utilizado desde 1999 e que permite detectar a expansão das comunidades. O IPP, porém, nega ter deixado de acompanhar esse crescimento. Os últimos arquivos disponíveis no órgão são de 2013. Em nota, o IPP informou que os técnicos trabalham com um detalhamento cartográfico mais profundo: "É a primeira análise realizada que não excluiu nenhuma das favelas do Rio. O trabalho, muito longo e minucioso, vem sendo feito desde o início de 2014. O estudo permitirá que tenhamos o controle sobre a área ocupada pelas favelas."

O presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck, concorda com Beltrame. Segundo ele, a implantação de barreiras físicas, conhecidas como ecolimites, evitou que o Morro do Banco se expandisse horizontalmente. Mas para ele, há uma falta de controle na verticalização:

— O Morro do Banco é um exemplo mais visível, por conta da nova unidade da PM. De um lado, a Justiça deveria ser mais severa para conter as expansões, agindo nas comunidades como trata as construções irregulares no asfalto. Do outro lado, o poder público tem que ser mais efetivo. Mas, muitas vezes, esse controle não se dá efetivamente por interesses políticos.

A coordenadora do Itanhangá Leste (associação que reúne condomínios, clubes e colégios do bairro), Maria Luísa Mascarenhas, também diz que o Morro do Banco cresce de forma desenfreada:

— A todo momento, chegam caminhões com tijolos e cimento. Isso é pura especulação imobiliária. A comunidade conta com um Posto de Orientação Urbanística e Social (Pouso), que deveria fiscalizar isso. Porém, na minha avaliação, não está funcionando como deveria.

POUSO, ALVO DE CRÍTICAS NO VIDIGAL

As queixas em relação aos Pousos também encontram eco em líderes comunitários. O presidente da Associação de Moradores do Morro do Vidigal, Marcelo da Silva, cobra ações mais efetivas:

— O técnico do Pouso circula, de fato, pela comunidade. Mas, na prática, perde muito tempo em notificações verbais e por escrito, enquanto as novas construções adensam ainda mais o Vidigal. O embargo deveria ser de forma mais efetiva. O poder público não pode alegar não ter condições de segurança para agir no Vidigal, pois tem UPP.

Em nota, a Secretaria municipal de Urbanismo explica que os Pousos estão em operação e são responsáveis por licenciar unidades habitacionais e fiscalizar obras irregulares. Atualmente, há 32 Pousos atendendo a mais de 80 comunidades, o que representa cerca de 110 mil domicílios.

Muitas dessas comunidades com Pousos têm UPPS e também contam com legislação urbanística específica. Os regulamentos definem, por exemplo, gabaritos e o tipo de atividade permitida em cada área da comunidade, o que não impede o crescimento desordenado. Procurado à tarde pelo GLOBO, por meio de sua assessoria, o prefeito Eduardo Paes não se pronunciou.


Morador carrega um saco de cimento no Dona Marta: crescimento vertical desordenado - Domingos Peixoto / Agência O Globo

O vaivém de material de construção pelos becos do Dona Marta e da favela da Babilônia, no Leme, é constante. A moradora Rose de Carvalho, de 36 anos, nascida no Dona Marta, herdou, com o irmão, uma casa, no ano passado. A solução para resolver o impasse familiar foi construir mais um imóvel de dois andares no minúsculo terreno.

— A casa era muito pequena. Somos crias daqui e não queremos deixar o morro — explica Rose, que diz respeitar o gabarito de dois andares.

O vizinho Júlio dos Santos também constrói uma casa, para uso próprio, sobre uma laje. Alguns moradores, no entanto, vendem suas lajes para terceiros. Por lá, um imóvel, por exemplo, de quarto e sala sai, em média, por R$ 70 mil. Já na Babilônia, casa semelhante chega a R$ 350 mil.

ECONOMISTA: 'CRESCIMENTO ESPECULATIVO'

Na avaliação do economista Sérgio Besserman, o fenômeno do adensamento de comunidades com UPPs tem que ser observado com cuidado, para evitar generalizações:

— Não creio que a repressão ao adensamento tenha que ser em cima do morador, cuja laje da casa, na verdade, é uma espécie de caderneta de poupança. Será nessa laje que ele investirá economias para a construção de dois quartos para alugar e ter uma renda ou para o filho morar. O que deve ser reprimido é o crescimento puramente especulativo: pessoas que sequer moram no local e constroem, seja por uma simples especulação imobiliária ou para manter algum esquema de lavagem de dinheiro, com as novas edificações.

Para a presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, o sucesso das UPPs, a longo prazo, está diretamente ligado à política de regularização urbanística e fundiária:

— Quando o morador se sentir dono realmente daquele pedaço de terra, acontecerá que nem no asfalto. Os próprios vizinhos de quem constrói de forma irregular vão pressionar para que as obras sejam paralisadas, além de denunciá-los.

Para a presidente da Federação das Associações de Moradores do Rio, Sônia Rabello, é preciso uma avaliação mais aprofundada sobre as consequências desse adensamento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/com-fiscalizacao-precaria-numero-de-construcoes-cresce-em-comunidades-com-upps-no-rio-14995238#ixzz3OGWvFAPa 
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