sexta-feira, 29 de abril de 2016

Avenida Presidente Vargas e a Avenida Nilo Peçanha.

Rio Branco será reaberta para circulação de automóveis

Segundo a prefeitura, serão duas faixas exclusivas para carros de passeio; reabertura será no dia 14 de maio
   
29/04/2016 - O Globo

RIO - A Prefeitura do Rio dará início, a partir do dia 7 de maio, às modificações no trânsito do Centro da cidade em preparação para a inauguração do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT Carioca. As alterações serão progressivas e estarão implementadas até 21 de maio. As mudanças começam pelos pontos finais de linhas municipais e intermunicipais. Um dos destaques das alterações viárias é a reabertura da Avenida Rio Branco, no dia 14 de maio, que terá duas faixas para a circulação de automóveis – a terceira faixa será de uso exclusivo das linhas de ônibus troncais, no trecho entre a  

O VLT passa perto do Teatro Municipal durante teste realizado ontem à noite entre a Cinelândia e a Praça MauáTeste do VLT enfrenta obstáculos na Avenida Rio Branco ainda em obras

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, táxis não poderão circular na faixa exclusiva para ônibus tampouco parar para embarque e desembarque na Rio Branco. Um boulevard de 600 metros de extensão, entre Nilo Peçanha e Santa Luzia, servirá como área de circulação de pedestres, em convivência compartilhada com o VLT Carioca.

As ruas da Carioca e Assembleia terão o tráfego invertido: da Praça Tiradentes em direção à Av. Presidente Antônio Carlos. A Av. Nilo Peçanha também terá o tráfego invertido entre a Graça Aranha e a Av. Presidente Antônio Carlos. A Av. República do Paraguai voltará a ter mão dupla. Já as ruas Araújo Porto Alegre e Evaristo da Veiga serão invertidas para viabilizar o acesso à Praça Tiradentes. E a Rua Silva Jardim terá o sentido de tráfego invertido.

No dia 21 de maio, última etapa do cronograma, serão invertidos os sentidos das ruas Senador Dantas, Mestre Valentim (pista junto ao Passeio Público) e do Passeio (entre a Av. Teixeira de Freitas e a Rua Senador Dantas), além da Av. Luís de Vasconcelos, fazendo com que a circulação no entorno do Passeio Público volte ao sentido original.


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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Novo Elevado do Joá deve ser inaugurado até o dia 1º de julho


Obras de ampliação atingem 97%, e nova pista ampliará em 35% a capacidade da via
   
POR RENAN FRANÇA

18/04/2016 - O Globo

A nova pista do Elevado do Joá pode ser vista contornando a montanha, um pouco acima da estrutura atual - Custódio Coimbra / Agência O Globo

RIO — Espremido entre o mar e a encosta rochosa de São Conrado, o novo Joá já repousa lado a lado com a construção mais antiga. Erguida sobre 27 pilares, a pista ainda não está liberada ao tráfego, mas avança rapidamente para isso. Nos próximos dias, ganhará iluminação e sinalização. De acordo com a prefeitura, 97% das intervenções estão concluídas. Atualmente, 1.040 operários se revezam na obra que, depois de pronta, vai ampliar em 35% a capacidade da via. A nova ligação Zona Sul-Barra, que tem custo estimado de R$ 457 milhões, é um dos compromissos olímpicos do Rio.

Se tudo correr como planejado, o novo Joá será inaugurado faltando pouco mais de um mês para os Jogos Olímpicos — o viaduto deverá ser aberto até 1º de julho, e a cerimônia de abertura acontecerá em 5 de agosto. Com isso, a cidade ganhará uma importante válvula de escape para a Barra, já que as pistas atuais estão saturadas. As duas faixas do novo elevado vão operar no sentido Barra. De acordo com a prefeitura, a princípio não haverá reversível. Uma das situações que foge à regra é a passagem de comitivas olímpicas durante os Jogos, mas, por enquanto, não há planejamento montado para isso.

Diferentemente da estrutura atual, o novo elevado terá três áreas de acostamento. Cada recuo tem 32 metros de comprimento e quase oito de largura. Outro detalhe é que o novo Joá é cinco metros mais alto do que o “irmão” mais velho. Sendo assim, os motoristas poderão continuar apreciando a vista do mar na maior parte do trajeto.

Segundo a prefeitura, hoje não há qualquer frente de obra atrasada. Algumas partes, porém, estão mais adiantadas do que outras. As intervenções ocorrem ao longo de um trecho de quatro quilômetros, que vai da Igreja de São Conrado até a Paróquia São Francisco de Paula, na Barra. Os dois túneis, (o de São Conrado, com 220 metros, e o do Joá, com 430) estão com 96% dos serviços concluídos. No local, operários trabalham na montagem da iluminação, que terá lâmpadas LED comandadas por um sistema inteligente: durante o dia, a iluminação será mais forte, para evitar que os motoristas precisem ligar os faróis dos veículos; à noite, a claridade reduzirá um pouco. Outra parte dos trabalhadores está concentrada nas entradas e saídas dos túneis. Ali, as equipes estão na fase de acabamento, retirando excessos de concreto.

A Ponte da Joatinga, na chegada à Barra, também está quase pronta, com 98% dos trabalhos executados. Os 2% restantes se referem à implantação de duas novas faixas, uma que seguirá o fluxo de trânsito em direção à Avenida das Américas e outra que servirá de acesso para os motoristas que vão para o Itanhangá ou a Barrinha. Além disso, uma terceira pista, mais próxima à Lagoa da Tijuca, está sendo construída sob as pontes nova e antiga apenas para servir de retorno no sentido Recreio.

REFORÇO NA ENCOSTA

Apesar de bem adiantado, o acesso ao novo Joá, em São Conrado, atingiu 93% — o menor percentual em toda a obra. Devido ao terreno macio da encosta, além da construção do paredão de concreto previsto no projeto, foi preciso levantar uma segunda parede para reforçar o local. A medida foi necessária devido ao alargamento da pista para implantar mais duas faixas.

— Essa parte foi um desafio para a gente, mas conseguimos superar bem, readequando o projeto — diz Márcio Machado, presidente da Fundação Instituto de Geotécnica (Geo-Rio). — O Joá teve uma particularidade porque foi uma obra “vistoriada” diariamente pela população.

O novo Elevado do Joá - Editoria de Arte O Globo

Antes da obra, uma das grandes preocupações era o cronograma de detonações para a escavação dos dois túneis. Previstas para serem concluídas apenas em outubro do ano passado, as explosões terminaram três meses antes. Isso porque, inicialmente, haveria apenas uma detonação por dia. Mas, em janeiro de 2015, ficou decidido que haveria duas, às 14h e às 21h30m, com a interdição do elevado por 30 minutos. Para acelerar ainda mais o processo, a pista superior, sentido Barra, só era reaberta ao tráfego às 5h do dia seguinte. Já a galeria inferior reabria às 22h15m, com uma faixa reversível.

Outra parte que está adiantada é a ciclovia que acompanha todo o trecho do novo elevado. De acordo com a prefeitura, faltam apenas alguns detalhes para liberar a pista aos ciclistas.

Para o diretor de Operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, a inauguração do Joá surtirá efeito imediato no trânsito da cidade:

— O Rio está com o trânsito saturado em diversos pontos. Uma obra desse porte proporcionará um alívio para a região. Depois de sentir o impacto das obras no tráfego da cidade, agora será a vez de ver como melhorou.

ESTRUTURA CORROÍDA EXIGIU OBRAS EMERGENCIAIS

Via estratégica para os Jogos Olímpicos, o complexo do Joá — formado por túneis e um elevado em dois andares — foi inaugurado em 1971.

Em 1988, especialistas da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ) identificaram pela primeira vez corrosões em partes da estrutura do elevado. Na época, a recuperação levou três anos.

Um outro estudo, encomendado à Coppe pela prefeitura, identificou em 2012 que a estrutura em concreto armado que sustenta os 1.100 metros (em cada sentido) do Elevado do Joá estava comprometida. Segundo o relatório, a situação era tão grave que havia a possibilidade de colapso. Foram necessárias obras emergenciais. Para diminuir os riscos, o tráfego de caminhões foi suspenso e o limite de velocidade, reduzido de 80 para 60 quilômetros por hora. Só após a conclusão desses serviços é que a prefeitura iniciou as obras de ampliação do complexo do Joá.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/novo-elevado-do-joa-deve-ser-inaugurado-ate-dia-1-de-julho-19111044#ixzz46DLw0TC9 
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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Câmara de Vereadores do Rio vai mudar de endereço


POR FERNANDA PONTES

14/04/2016 - O Globo

Comitê Rio 2016
Comitê Rio 2016 | Paula Giolito

A Câmara de Vereadores do Rio vai mudar de endereço — e a nova sede ficará na Av. Presidente Vargas, num terreno com fundos para a Benedito Hipólito, perto do Centro de Comando e Controle, na Cidade Nova. A área, que pertence à prefeitura, tem 1.900 m² e gabarito de 11 andares. A proposta inicial, como se sabe, era erguer a sede do Legislativo no terreno onde hoje funciona o Comitê Rio 2016.

A mudança aconteceu por causa do interesse do Consulado dos Estados Unidos pelo terreno do Comitê, também na Cidade Nova. “A Câmara havia comprado esse espaço por R$ 70 milhões, mas Eduardo Paes negociou com o governo americano sem autorização do Legislativo”, diz a vereadora Teresa Bergher. “Vou entrar na Justiça para impedir isso”. Em relação à atual sede, o Palácio Pedro Ernesto, a ideia é que ele continue funcionando como museu da memória política da cidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Prefeitura entrega 1 mil imóveis em Santa Cruz

11/04/2016 - Jornal do Commercio

A Prefeitura do Rio de Janeiro entregou, na sexta-feira, 1 mil imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida em Santa Cruz, na Zona Oeste. As unidades - situadas nos empreendimentos Mikonos e Santorini, na Avenida João XXIII, 1.000 e 1.050 - destinam-se a famílias com renda de até R$ 1,6 mil, sorteadas pela Secretaria Municipal de Habitação e Cidadania (SMHC). Cada uma pagará por mês apenas 5% do valor de sua renda mensal. Atualmente, o município contabiliza 77.365 unidades contratadas (entregues ou em construção) do programa, sendo 35.023 destinadas a famílias de baixa renda. 

A cerimônia de entrega das chaves teve a presença do vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, da presidente Dilma Rousseff e do governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles. "Ter a casa própria representa uma mudança de vida para todas as famílias que passam a ter um lar para chamar de seu e dão fim ao aluguel ou moradia de favor. Uma casa é o lugar onde as pessoas criam seus filhos, recebem os amigos e passam uma parte importante de suas vidas. Por isso, é preciso que seja um lugar digno de se morar. Tenho absoluta certeza de que todos aqui estão recebendo uma moradia de qualidade. Visitei uma das unidades e pude ver a alegria no rosto de seus moradores. Com as unidades de hoje, já foram entregues mais de 2,6 milhões de moradias", disse a presidente. 

As moradias são compostas, cada uma, por sala, dois quartos, cozinha, banheiro e área de serviço. Ficam dentro de condomínio fechado, com acessibilidade e equipados com quadras de esporte, salão de festas e área para estacionamento. No município do Rio, o acesso a moradias do Minha Casa Minha Vida para famílias com renda de até R$ 1.600 é por meio de sorteio, com base na Loteria Federal, ou por meio do reassentamento de pessoas transferidas de áreas de risco ou de obras. O cadastro de inscrição no programa pode ser realizado no Centro de Atendimento da Prefeitura, na praça Pio X 119, Térreo - Candelária. "Cumprimento o governo federal por este programa, que até o fim do ano entregará muitas moradias", disse o governador em exercício.

Riocentro terá mais um pavilhão


POR ANCELMO GOIS

11/04/2016 - O Globo

Assim que acabar a Rio-2016, o Riocentro terá mais um pavilhão, na área onde serão realizados o boxe olímpico e o halterofilismo paralímpico. A francesa GL events, gestora do centro de convenções, está investindo uns R$ 50 milhões nesta expansão. O lugar, de 7,2 mil m², será transformado em um anfiteatro para 12 mil pessoas destinado a competições esportivas, shows e também convenções.

domingo, 10 de abril de 2016

Livro traz uma narrativa visual dos tempos do estado da Guanabara


Publicação com 300 fotos retrata a rotina de autoridades, obras e eventos da época
   
POR LUDMILLA DE LIMA 

10/04/2016 - O Globo

Obra de alargamento da Atlântica, em 1969 - livro No tempo da Guanabara / Reprodução

O governador Carlos Lacerda gostava do contato permanente com jornalistas, como comprovam as fotografias oficiais do antigo estado da Guanabara, que existiu entre 1960 e 1975. Já Negrão de Lima, seu sucessor, tinha o costume de receber no Palácio Guanabara a classe artística e, numa foto, ele aparece com um grupo que reivindicava o fim da censura. A personalidade do governador Chagas Freitas pode ser mais bem entendida a partir de imagens que revelam os encontros frequentes que ele mantinha com comunidades religiosas, da umbanda ou judaica, devidamente registrados por profissionais das lentes.

Esse material fotográfico faz parte de um acervo, guardado no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, que ajuda a contar como era o dia a dia palaciano e a vida naquela época. Cerca de 300 imagens foram selecionadas por historiadores e estão no livro “Nos tempos da Guanabara — Uma história visual” (Bazar do Tempo/Edições de Janeiro), que acaba de chegar às livrarias. As fotos vêm com textos contextualizando os fatos.

— O livro não trata apenas dos acontecimentos políticos e das formas de governar. Ele apresenta um pouco a cidade por meio de obras públicas, eventos e tudo que o governo acompanha nesse período — afirma Paulo Knauss, professor de história na UFF, diretor do Museu Histórico Nacional e organizador da obra.

Crianças diante da Estátua da Liberdade - livro O tempo da Guanabara / Reprodução

Assinam o livro a doutora em história pela UFF e especialista em política do Rio Marly Motta e a também doutora em história e professora da UFF Ana Maria Mauad. Entre as fotos curiosas, está uma do cantor Roberto Carlos jovem, de cabelos cacheados, medalhão no peito e calça boca de sino sendo recebido por Chagas Freitas. Numa outra, o político aperta as mãos de uma pessoa vestida de leão, durante um encontro com personagens da Disney. Tem também o poeta Manuel Bandeira visitando Negrão de Lima.

Mas a publicação vai além dos limites da sede do poder em Laranjeiras. Uma foto mostra a Vila Kennedy no seu começo, sem calçamento, com crianças brincando descalças no chão de terra, em volta da réplica da Estátua da Liberdade. Era o governo de Carlos Lacerda, quando o Parque do Flamengo, também presente no livro, virou realidade. Outra obra apresentada é o alargamento da Avenida Atlântica: a imagem mostra operários sob o sol, nas areias da Praia de Copacabana.

A maioria das fotos, feitas no mundo analógico, não tem créditos. Os autores pedem aos leitores que ajudem a identificar esses profissionais.



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Novo trecho da Avenida Rodrigues Alves será inaugurado em abril


Local, agora revitalizado, passou quatro décadas escondido pelo elevado da Perimetral
   
POR GUILHERME RAMALHO 

10/04/2016 - O Globo

A avenida em plena transformação após a derrubada do elevado: o VLT vai circular sobre um imenso gramado e os antigos armazéns vão ganhar uma nova função, abrigando restaurantes e atividades como cursos de vídeo - Márcia Foletto/9-12-2014 / Agência O Globo

Na frente dos antigos armazéns do Porto, uma centenária avenida está prestes a renascer. Durante quatro décadas escondida sob o Elevado da Perimetral, uma nova Rodrigues Alves agora já se revela, revitalizada, para os cariocas. Até o fim do mês, a Companhia de Desenvolvimento da Região do Porto do Rio (Cdurp) pretende inaugurar o primeiro trecho do passeio público planejado para a área. O novo trajeto de um quilômetro de extensão, entre a Praça Mauá e o Armazém da Utopia (o de número 6), faz parte da Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, frente marítima que ligará, até junho, o Museu Histórico Nacional ao Armazém 8, integrando nove praças do Centro e da Zona Portuária.

As obras na Rodrigues Alves começaram em março de 2014 e estão em fase final, com uma equipe de 530 operários. Na última terça-feira, uma equipe do GLOBO percorreu toda a extensão do caminho em construção. A pavimentação em granito está praticamente pronta. Entre os armazéns, já é possível ver como ficarão os espaços para contemplar a paisagem da Baía de Guanabara. Quando os armazéns perderem os status de área de alfândega, os visitantes poderão se aproximar ainda mais do mar, como já acontece na Praça Mauá, onde não há nenhuma tela de proteção. Um acordo entre a prefeitura e a Secretaria de Portos (órgão federal) foi firmado em outubro do ano passado, mas até agora não foi oficializado.

Na frente do Armazém da Utopia, encontra-se a parte mais adiantada das obras. Há jardins e mudas de árvores. Além das 59 árvores que já existiam na avenida e nas ruas de acesso, serão plantadas outras 463, recheando o ambiente com ipês-amarelos e roxos, paus-brasis e palmeiras-jerivás. Já entre os armazéns 4 e 5, montanhas de terra se acumulam. O espaço não ficará pronto a tempo da inauguração do passeio público e será fechado por tapumes.

Dos bondinhos ao VLT

O futuro boulevard também resgata o passado de sua avenida. Um dos autores do livro “Porto do Rio: construindo a modernidade”, o arquiteto Augusto Ivan lembra que, quando os primeiros 800 metros da Rodrigues Alves foram inaugurados, em 20 de julho de 1910, os convidados da cerimônia atravessaram, em bondes elétricos, a então Avenida do Caes, que passou a ter o nome do presidente em 1917. Embora os atuais veículos leves sobre trilhos (VLTs) sejam bem diferentes de seus antecessores, a expectativa é que, quando o passeio público for inaugurado, os visitantes já possam passear neles. A previsão é que nove dos 27 bondes modernos entrem em operação assistida (fora do horário de rush e com capacidade reduzida) até o fim do mês, junto com o novo boulevard, percorrendo o trajeto da Rodoviária Novo Rio até o Aeroporto Santos Dumont. Na última terça-feira, pela primeira vez os testes foram realizados em todo o percurso. Na Rodrigues Alves, o VLT vai deslizar sobre um imenso gramado, parando em três estações: Utopia, Parada dos Navios e Paradas dos Museus.

— A Rodrigues Alves sempre foi vista como uma via de escoamento do Porto. O desafio agora será dar vida àquele lugar, fazendo a renovação da área. Ao mesmo tempo, a região precisa de mais moradores — opinou Augusto Ivan.

Novas atrações à vista

Além do VLT, o BRT Transbrasil (Deodoro-Centro) também vai passar pela Rodrigues Alves, mas apenas na parte que já funciona como via expressa desde setembro do ano passado. Em junho, o trecho dará continuidade ao Túnel da Via Expressa, que ligará o Aterro do Flamengo à Avenida Brasil e à Ponte Rio Niterói. Um terminal de integração com o VLT será instalado entre o Gasômetro e a Novo Rio.

— Basta ver uma foto antiga para comparar. Mudou completamente a paisagem. Será um lugar bastante aprazível, agradável, limpo e com uma urbanização bem bonita. Será um espaço de melhor qualidade. Os turistas são muito bem-vindos, mas isso é para os cariocas — destacou Alberto Silva, presidente da Cdurp.

Tantas transformações já têm atraído empresas e novos negócios para o local. Primeira fábrica de moagem de trigo do Brasil, o Moinho Fluminense será transformado num complexo empresarial, residencial e hoteleiro, com inauguração prevista para 2018. Perto do Armazém 8, está sendo construído o Aquário Marinho do Rio (AquaRio), que deve abrir as portas depois das Olimpíadas. Já os armazéns ganharão novos usos. O de número 1, por exemplo, vai abrigar o YouTube Space, que terá estúdios, equipamentos e cursos oferecidos pela empresa de vídeos. As obras devem começar daqui a dois meses, com previsão de inauguração até o fim do ano. Em 2017, o 2 e o 3 devem ser transformados num polo gastronômico, com bares e restaurantes, enquanto o 4 e o 5 continuarão sendo usados como terminais de passageiros.

— Estamos conversando com alguns grupos para transformar aqueles espaços em uma área de gastronomia, como há no mundo inteiro perto das zonas portuárias. Temos a expectativa de transformações muito grandes logo após as Olimpíadas. Então, os primeiros armazéns vão deixar de ser para eventos para ter um uso mais fixo, já que a região trará mais público. Existe um interesse muito grande naquela área — afirmou Denise Lima, diretora-geral do Pier Mauá.

Segundo Denise, o prédio chamado Externo 1, que fica em frente aos terminais de passageiros, também será reformado para abrigar estacionamento e lojas no primeiro andar e escritórios no segundo.

— Será exatamente para facilitar a utilização do terminal de passageiros e da área de gastronomia. Atrás do prédio, está previsto um ponto de táxi numa rua que ainda está sendo construída. Nossa ideia é que os passageiros saiam do terminal, passem pelo boulevard e depois pelo prédio para acessar essa via onde ficarão os táxis — adiantou Denise, ressaltando que os armazéns até o número 4 já passaram por reformas, mas as obras no 5 e no Externo 1 só deverão começar depois das Olimpíadas.

O novo cenário da Avenida Rodrigues Alves já reformada e livre da sombra do Elevado da Perimetral, no trecho transformado em via expressa: num outro ponto, ela terá um passeio público, a ser aberto até o fim deste mês - Márcia Foletto / Agência O Globo

Para o arquiteto Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, o desafio agora será integrar os equipamentos culturais.

— Teremos um circuito cultural muito rico. É o Rio de Janeiro avançando no turismo urbano e cultural, o que é muito positivo porque deixa mais recursos na cidade. A gente nunca vai perder o turismo de natureza, de praias. Será que o VLT não poderia ter um bilhete cultural de final de semana, de modo a que as pessoas comprem a passagem e possam ir a Museu do Amanhã ou ao AquaRio? — sugere.

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Marina da Glória é aberta ao público


08/04/2016  - O Globo

RIO - Depois de mais de 30 anos escondida dos frequentadores do Aterro do Flamengo, a Marina da Glória foi devolvida à população. Na manhã desta quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes e o ministro do Esportes, Ricardo Leyser, participaram da abertura do espaço público, que recebe a partir de hoje, o Rio Boat Show, que acontece até o dia 17 de abril. A Marina da Glória, um dos legados olímpicos, será palco das competições de vela. O local, antes restrito apenas aos donos de embarcações, não tem mais qualquer grade o separando do Parque do Flamengo. A orla entre a Marina e o Aeroporto Santos Dumont está totalmente aberta à circulação.

— Estamos resolvendo um problema criado desde a inauguração do Parque do Flamengo, porque esse espaço nunca foi uma marina pública de fato. Agora a população terá acesso à orla e ainda terá um espaço com um conjunto de restaurante — disse Eduardo Paes.

A Marina da Glória foi totalmente reformulada pela concessionária BR Marinas sem qualquer financiamento público. O espaço recebeu obras de infraestrutura com redes de esgoto, elétricas e hidráulicas. A nova cobertura no Pavilhão, com proteção termoacústica e captação de água da chuva, substitui uma antiga tenda tensionada e abrigará a maior parte da estrutura que será montada pelo Comitê Organizador dos Jogos.

O ministro dos Esportes, Ricardo Leyser, disse que a entrega da Marina da Glória marca a entrega de mais um equipamento olímpico e garantiu que tudo está dentro do prazo.

— Agora, a preocupação começa a ser com as operações aeroportuárias e toda a parte de coordenação. Operações, como receber todos os cavalos que estarão nas competições. O Jogos estão bem organizados. Muita gente no Brasil e no mundo achou que o Brasil não conseguiria entregar — disse o ministro, acrescentando que a crise política, pela qual o país passa, atrapalha um poco mostrar para o mundo o sucesso olímpico, mas que a crise financeira não prejudicou graças á força do setor privado, que mostrou força.

Apesar da beleza do cenário, quem chega à orla ainda vê problemas antigos com a poluição da Baía de Guanabara. Há grande quantidade de lixo e o cheiro de esgoto é muito forte. Paes disse que a despoluição é responsabilidade do governo do estado, mas que em relação à marina, a Cedae garantiu que com a conclusão das obras no próximo dia 15, o esgoto não será mais despejado na marina.

A empresa BR Marinas investiu R$ 70 milhões para renovar toda a estrutura e ampliar, com modernos equipamentos nos melhores padrões internacionais, o números de vagas secas (de 70 para 240) e molhadas (de 140 para 415), uma antiga demanda do setor náutico do Rio de Janeiro, e que será fundamental para a realização das competições de iatismo.

O novo polo gastronômico, com quatro restaurantes e uma delicatessen, promete ser o novo ponto de referência dos cariocas e turistas que buscam no Parque do Flamengo uma opção gratuita de lazer nos fins de semana. Além disso, a proximidade com o Centro e o Aeroporto Santos Dumont garantirá o fluxo de pessoas durante a semana, mantendo a região frequentemente ocupada pela população, importante fator para a manutenção da segurança do local.

A partir do dia 13 de julho, o local será entregue para operação exclusiva do Comitê Organizador, que passará a coordenar a circulação de pessoas dentro do espaço, seguindo as normas adotadas para todos os equipamentos olímpicos e sob o controle das Forças de Segurança locais

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Linha 4 do Metrô finaliza serviços de reurbanização em São Conrado

04/04/2016 - Correio do Brasil

Com a execução da última fase das obras civis na Estação São Conrado, o Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pelas intervenções da Linha 4 do Metrô no bairro, finaliza os serviços de reurbanização em São Conrado: a esquina da Rua Olímpio Mourão Filho com a Avenida Niemeyer já foi liberada à população. 

Ainda há pontos em obras na região do comércio popular da comunidade da Rocinha e na Estrada da Gávea, na calçada do supermercado Extra, devido à substituição do sistema de drenagem da rua. A melhoria também está sendo feita na Avenida Aquarela do Brasil, onde o entorno do acesso de passageiros está reurbanizado. 

Ao lado da estação, a principal subestação de energia da Linha 4, que vai garantir a alimentação para a circulação dos trens no novo trecho, está pronta e energizada. Os testes de iluminação e ventilação definitivos também já ocorrem, assim como nas escadas rolantes e elevadores. 

Do lado de dentro da estação, que beneficiará 61 mil pessoas a partir de julho, três das quatro esteiras do acesso de passageiros pela Avenida Aquarela do Brasil estão com a instalação mecânica finalizada. A próxima etapa é a colocação de guarda-corpo de vidro. Neste acesso, o elevador e a escada rolante estão sendo montados. Ao todo, a estação terá cinco elevadores e oito escadas rolantes, além de rampas de acessibilidade e bicicletários em cada um dos três acessos. 

Estação Antero de Quental: mezanino está construído. 

Em fase de acabamentos, a Antero de Quental já tem acessos de passageiros prontos, piso de granito e pastilhas decorativas no andar das bilheterias e catracas. O mezanino e as plataformas foram construídos e recebem piso de granito. Elevadores e escadas rolantes estão sendo instalados e alguns, inclusive, já estão em testes. 

Morador do Leblon, o corretor de seguros Egas Santiago, de 61 anos, vendeu o carro há alguns anos, incomodado com as horas perdidas no trânsito da cidade. Adepto do transporte público, frequentemente ele precisa ir a Botafogo ou ao Centro e, por isso, também está em contagem regressiva para utilizar a Linha 4 do Metrô. 

– A ampliação do metrô é a melhor saída para a mobilidade urbana das cidades em desenvolvimento. Desisti do carro por causa do trânsito. Estou feliz em ter uma estação na esquina de casa – disse Egas. 

Egas é vizinho da futura Estação Antero de Quental, que terá dois acessos de passageiros nas esquinas da Av. Ataulfo de Paiva com a Rua General Urquiza e a Avenida Bartolomeu Mitre.


São Conrado contra um posto

07/04/2016 - O Globo

POR ANCELMO GOIS

Canteiro central da Autoestrada
Canteiro central da Autoestrada | Reprodução

A prefeitura do Rio lançou um edital de licitação, que corre no dia 15 agora, para a construção de posto de gasolina no canteiro central da Autoestrada Lagoa-Barra (veja na reprodução). O espaço foi desafetado — ato que o libera para a ocupação privada — pelo município no último dia 4. Só que a Associação dos Moradores e Amigos de São Conrado não gostou nada da notícia e está marcando uma manifestação contra o ato. Diz que, além da interferência na fluidez do trânsito, o bairro é pequeno e já conta com dois postos. O vereador Cesar Maia também não achou a menor graça e enviou ofício ao Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitando a suspensão da licitação

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Antes restrito a militares, trecho da Orla Conde é aberto à população


Praça Quinze e área da Rodrigues Alves serão inauguradas este mês

04/04/2016 - O Globo
  
Pessoas aproveitam o domingo de sol passeando pelo deque do novo trecho da Orla Conde: antes só para militares, área revela outros panoramas do Rio - Fernando Lemos / Agência O Globo

RIO — A Orla Luiz Paulo Conde terá a maior parte da sua extensão entregue à população até o final deste mês. Neste domingo, o segundo trecho da frente marítima, com 600 metros, que fica num espaço antes restrito a militares da Marinha, foi inaugurado pela prefeitura. A próxima área a ser entregue fica na Avenida Rodrigues Alves, e vai da Praça Mauá até o Armazém 6. Em seguida, será a vez da Praça Quinze. No fim de abril, aproximadamente dois dos 3,5 quilômetros de todo o passeio público já poderão ser desfrutados por cariocas e turistas.

Estão previstos também para este mês o início da operação comercial do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da rodoviária até o Aeroporto Santos Dumont, e a conclusão das escavações do Túnel da Via Expressa, que ligará o Aterro do Flamengo à Ponte Rio-Niterói e à Avenida Brasil. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp) garante que o túnel e toda a Orla Conde serão entregues em junho, antes dos Jogos Olímpicos, em agosto.

Muitos visitantes da Praça Mauá (o primeiro trecho pronto da orla) foram ontem conhecer o novo caminho, que começa ao lado do Museu do Amanhã. Por 252 anos, o espaço de quase 24 mil metros quadrados no 1º Distrito Naval só era acessado pela Marinha. Durante a manhã, antes da inauguração e da chegada do prefeito Eduardo Paes, um ecobarco retirou parte do lixo acumulado às margens da Baía de Guanabara. Além dos 22 jardins cheios de plantas como pata-de-vaca, ipê-amarelo, pau-brasil e pitanga, há um deque metálico que avança sobre o espelho d´água. A estrutura fica sob a Ponte Arnaldo Luz, que leva até a Ilha das Cobras.

Para o arquiteto Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, o espaço, aos pés do Mosteiro de São Bento, permite que a população aprecie novos ângulos da cidade.

— Isso é um grande feito histórico. Essa área do Morro de São Bento era uma escarpa. É a primeira vez, em 451 anos, que a população poderá caminhar por ela. Teremos panoramas da cidade e da baía que a gente nunca teve. Antes, elas só eram vistas do alto da Perimetral. Agora, a gente caminha e consegue observar os edifícios. Surge uma nova paisagem urbana. É tudo inédito - destacou ele. - Será um lugar de pesca, de namoro, de passeio. Estamos cada vez mais próximos da Baía de Guanabara, aumentando nossa percepção ambiental, cultural e histórico da cidade.

Na Avenida Rodrigues Alves, as obras seguem em fase de acabamento. A pavimentação em granito ainda está sendo colocada. Quando a poeira baixar, um bonde moderno passará por cima do gramado.

O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, afirma que, até o fim do mês, o VLT entrará em operação comercial, mas fora dos horários de rush e com capacidade reduzida. Segundo ele, os testes diurnos, sem passageiros, serão retomados esta semana.

— Demos uma parada nas duas últimas semanas em função de alguns ajustes técnicos - disse Picciani, alertando a população sobre o novo modal, que passará a circular da rodoviária até o Aeroporto Santos Dumont. - As pessoas terão que se habituar com o tempo e se adequar a essa nova realidade. Não poderão fechar cruzamentos. Temos feito várias campanhas com os motoristas para que, durante a operação comercial, não haja contratempos por causa de eventual desconhecimento. As pessoas perderam, há décadas, esse costume de ver os bondes passando perto dos pedestres.

Por baixo da Rodrigues Alves, passará o Túnel da Via Expressa, que substituirá o antigo Elevado da Perimetral. Faltam apenas cinco metros para a conclusão das escavações.

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