terça-feira, 31 de março de 2015

Zona Norte de Niterói ganha área de lazer

30/03/2015 - O Fluminense

As comunidades de Maruí Grande e Buraco do Boi, na Zona Norte de Niterói, ganharam ontem um novo complexo de lazer. A inauguração do espaço, desenvolvido pela concessionária Auto Pista Fluminense,contou com a presença do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, do presidente da Câmara Municipal,vereador Paulo Bagueira, dos secretários municipais de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Dayse Monassa; de Assistência Social, Verônica Lima; e de Participação Social, Anderson Pipico, além do diretor superintendente da Autopista Fluminense, Odílio Ferreira, moradores e líderes comunitários.

O complexo fica próximo à Avenida do Contorno, em frente ao Ciep Jacy Pacheco, no Barreto, e é composto por área de playground, campo de futebol society com iluminação, alambrados, sistema de drenagem, além de vestiários. Ao todo, os moradores poderão aproveitar os 1.750 m², dos quais cerca de 210m² foram reservados para a nova sede da Associação de Moradores da Comunidade Maruí Grande.

Antes do início da entrega da quadra poliesportiva aos moradores, muitas crianças já faziam a festa com bolas e brindes doados pela organização do evento Muito cumprimentado pelos moradores, Rodrigo Neves posou para fotos com as crianças e jogou bola na quadra.

O prefeito ressaltou a importância da entrega da quadra aos moradores, e enfatizou a parceria com a concessionária responsável pela obra.

"Muita gente pediu, mas esse projeto fez parte de um acordo da prefeitura com a Auto Pista Fluminense, e nesse acordo, ela se comprometeu a fazer esta área de lazer. Tenho vindo aqui e na verdade eu queria dizer que Niterói tem um prefeito que olha para quem mais precisa", falou Rodrigo.

O diretor superintendente da Autopista Fluminense, Odílio Ferreira, também explicou sobre a parceria da empresa com o município.

"É uma felicidade muito grande para nós, junto com a Prefeitura de Niterói, estarmos entregando esse espaço para os moradores da comunidade do Maruí. A gente quer realmente expressar aqui a nossa parceria, e essa área de lazer a todos", reiterou Odílio.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Bagueira, também foi conferir a inauguração do espaço na Zona Norte.

"O prefeito é que faz. O vereador, cobra. E estamos aqui para ouvir os moradores no que eles precisarem e repassando sempre ao prefeito para que possa fazer o necesssário por eles", disse Bagueira.

Já o presidente da Associação de Moradores da comunidade, Pedro Almeida, frisou que a inauguração do complexo de lazer é uma conquista da comunidade. 

"Agora nós temos uma área de lazer, que está ótima. E os moradores terão um espaço para promover suas festas, organizar seus reuniões e eventos", afirmou Almeida, comemorando a inauguração.

sábado, 28 de março de 2015

Ciclovia de 3,9 quilômetros ligando Leblon a São Conrado ficará pronta em dezembro

Com 40% das obras prontas e trajeto paralelo à Niemeyer, via ajudará ciclista a se deslocar entre o Centro e o Recreio

POR LUIZ GUSTAVO SCHMITT

28/03/2015 - O Globo


Ciclista pedala na calçada, ao lado da pista da ciclovia já concluída - Alexandre Cassiano / Agência O Globo

RIO — A partir de dezembro, os tons do mar de São Conrado, vistos do alto da Avenida Niemeyer, poderão ser contemplados pelos cada vez mais numerosos adeptos das duas rodas enquanto pedalam na ciclovia que ligará o Leblon a São Conrado. A pista, de 3,9 quilômetros de extensão e 2,5 metros de largura, já tem 40% das obras executadas, e a prefeitura promete que até o fim do ano os trabalhos estarão concluídos. Com essa via, cujo trajeto é paralelo à Avenida Niemeyer, e a que está sendo construída ao longo do Elevado do Joá, prevista para ser entregue em março de 2016, o ciclista poderá se deslocar do Centro até o Recreio.

Ao custo de R$ 35 milhões, a intervenção foi financiada pelo BNDES. De acordo com o diretor de obras da Fundação Geo-Rio, Fábio Rigueira, o projeto é desafiador, já que exige uma série de contenções do costão rochoso, onde estão sendo instalados pilares de sustentação para os tabuleiros, como são chamadas as estruturas de concreto armado por onde passarão os ciclistas.

— A topografia da região dificulta um pouco. Mas já colocamos 60 pilares de sustentação. Todas as contenções de encostas, do Leblon até a Chácara do Céu, foram executadas e servirão de estrutura para o lançamento dos próximos tabuleiros — diz Rigueira.

Na Avenida Niemeyer, os trabalhos seguem em duas frentes de obras com cerca de 300 funcionários, entre geólogos, engenheiros, operários e até alpinistas. A primeira começa em São Conrado e se estende até o motel Vip's. E a segunda fica entre o Mirante do Leblon e o Hotel Sheraton. A próxima etapa será chegar ao Vidigal.

Embora a maior parte da ciclovia seja construída sobre o costão, há um trecho de 1,1 mil metros em superfície entre o mirante e o Vidigal. A ciclovia contará ainda com iluminação de lâmpadas de LED no guarda-corpo, ao longo de todo percurso, e um bicicletário com mais de cem vagas será instalado no Vidigal. Estima-se que 70 mil pessoas serão beneficiadas com a via.

Além da ciclovia da Niemeyer, a prefeitura do Rio começou, na semana retrasada, obras da via que ligará o Cosme Velho ao Aterro do Flamengo. O governo também obteve licença da ciclovia que ligará a Praça Saens Peña, na Tijuca, ao Centro.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ciclovia-de-39-quilometros-ligando-leblon-sao-conrado-ficara-pronta-em-dezembro-15723683#ixzz3VgjimMwa 
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sexta-feira, 27 de março de 2015

Rede de hotéis pode assumir antiga sede do Clube de Regatas do Flamengo

Prédio, que pertence ao grupo de Eike Batista, pode passar para as mãos da Bourbon Hotéis & Resorts

POR RAFAEL GALDO

27/03/2015 - O Globo


Fachada da antiga sede do Clube de Regatas do Flamengo - Marco Antônio Teixeira (Foto de arquivo) / O Globo

RIO - Uma luz no fim do túnel para a novela em que se transformou a recuperação da antiga sede do Clube de Regatas do Flamengo, na Avenida Rui Barbosa 170, próximo ao Morro da Viúva e ao Aterro. A rede de hotéis Bourbon confirmou na terça-feira que está em fase de negociação com o Grupo EBX, do empresário Eike Batista, para operar o Edifício Hilton Santos, conforme informou a coluna Gente Boa. O prédio dos anos 1950 vem sofrendo com o abandono desde a crise que atingiu as empresas de Eike, o que impediu que o projeto de transformá-lo num hotel quatro estrelas, com 454 quartos, saísse do papel.

De acordo com a Rede Bourbon Hotéis & Resorts, os planos do grupo são abrir dez novos hotéis nos próximos dois anos. Mas, ao corroborar que negocia com a EBX, não informou um prazo para concretizar o possível acordo. Atualmente, a rede já tem um hotel no Rio, o Bourbon Barra Premium, com 178 apartamentos. Fora da cidade a rede possui ainda unidades em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Já a EBX informou, em nota, que por enquanto não comentará o assunto. Já o Flamengo afirmou ainda não ter sido oficialmente comunicado pela EBX sobre as novas negociações para passar a operação do prédio à rede Bourbon.

Em janeiro de 2012, o Conselho Deliberativo do Flamengo tinha aprovado a proposta de assinar um contrato de concessão do prédio à empresa REX, braço imobiliário do grupo, por 25 anos. Os planos de Eike eram abrir ali, para as Olimpíadas de 2016, o Hotel Parque do Flamengo, com investimentos de R$ 100 milhões em reformas. Moradores que viviam nos apartamentos do edifício, no entanto, se recusavam a deixá-los. E, após brigas que chegaram ao Ministério Público ao longo de 2012, o Hilton Santos foi desocupado.


Fiscais fazem choque de ordem em antigo prédio do Flamengo no Morro da Viúva - Divulgação / Divulgação: Seop

O projeto, no entanto, não escapou da crise do conglomerado de Eike. No fim de 2013, o então vice-presidente de patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel, chegou a vir a público para informar que não havia chance de o terreno ser devolvido ao clube antes do fim do acordo de 25 anos com o Grupo EBX. Apesar disso o prédio caiu no abandono. Janelas quebradas e pichações são os sinais mais visíveis da situação.

Em dezembro do ano passado, no entanto, uma operação conjunta da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop), da Guarda Municipal, da Vigilância Sanitária, da Defesa Civil e da Columrb encontrou grande quantidade de lixo, vários pontos de vazamento de água e gás e muitos ratos e caramujos africanos no edifício.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rede-de-hoteis-pode-assumir-antiga-sede-do-clube-de-regatas-do-flamengo-15713724#ixzz3VbOzRqkY 
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quinta-feira, 26 de março de 2015

Protesto de moradores da Rocinha interdita vias

25/03/2015 - Jornal do Brasil

Moradores da Rocinha interditaram várias vias em um protesto contra a Prefeitura do Rio, na noite desta quarta-feira. Segundo eles, agentes da Secretaria de Ordem Pública chegaram à Rua 2 para derrubar o imóvel número 371, que seria irregular. Os funcionários da secretaria teriam informado que os moradores tinham quatro dias para deixar o imóvel. Revoltados, eles fizeram a manifestação.

O Rio de volta aos trilhos

26/03/2015 - O Globo


O que você vê acima são os primeiros dormentes do VLT carioca. Ontem à noite, começaram a ser colocados sobre eles os trilhos na Rua General Luiz Mendes de Morais, próximo à rodoviária.

É o Rio de volta aos trilhos.

Parece que foi ontem. A partir do fim do século XIX foi plantada nas ruas da cidade uma rede de trilhos e, sobre eles, os bondes que durante décadas encurtaram nossas distâncias.

O prefeito Eduardo Paes prevê para dezembro o início da operação — em fase de testes — do VLT do Centro, num trecho ainda a ser definido entre a rodoviária e o Santos Dumont.

Em abril do ano que vem, deve começar a operar comercialmente. Vamos torcer, vamos cobrar!

Após negociação, invasores deixam terreno da Cedae

Local havia sido invadido há duas semana por cerca de 500 pessoas

POR TAÍS MENDES

26/03/2015 - O Globo


Insasores deixam terreno na Zona Portuária - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO - Policiais militares fizeram na manhã desta quinta-feira uma operação de reintegração de posse num terreno da Cedae, na Via Binário 2, na Zona Portuária do Rio. O local havia sido invadido há duas semana por cerca de 500 pessoas. Após uma negociação com agentes da prefeitura, no entanto, três ônibus com invasores deixaram o local, e uma retroescavadeira da companhia de água já começava a derrubar os barracos erguidos por eles.

O último grupo saiu por volta das 8h40m, junto com parte do efetivo policial.`Eles seguiram para a sede da Guarda Municipal, em São Cristóvão. Às 9h30m, parte dos invasores faziam uma fila em frente à garagem da corporação. Uma mulher que não se identificou contou que, a maioria dos invasores foi cadastrada para receber uma casa no Bairro 13, no Santo Cristo, mas até hoje, esperam pelo imóvel prometido.

— Precisamos de ajuda, receber a casa ou aluguel social. Estou cansada de viver como cachorro, de favor na casa dos outros — reclamou.

Beatriz Silva, de 28 anos, também tenta ser cadastrada pela prefeitura para receber aluguel social e disse que antes de ir para o terreno, na Zona Portuária, morava de aluguel em Manguinhos. Ela também é ex-moradora do Bairro 13 e não conseguiu o cadastro para receber uma casa no condomínio em 2014.

— Há um ano que estou pagando R$ 450 de aluguel para morar num cubículo com meus cinco filhos, sendo que um tem necessidades especiais. Há duas semanas sai de lá para ocupar o terreno. Já entreguei a quitinete que alugava e não tenho mais para onde ir com a crianças — lamentou.


Polícia faz desocupação em terreno na Via Binário, na Zona Portuária - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Para garantir a segurança durante a desocupação do terreno, homens do Batalhão de Choque (BPChoque), do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE) e agentes da Guarda Municipal fizeram o policiamento na região. No entanto, não houve registro de confrontos.

Uma técnica de enfermagem, que não quis se identificar, passou a manhã tentando localizar a empregada com dois filhos menores, que segundo ela, morava no Morro da Providência.

— Ela resolveu invadir o terreno porque os tiros voltaram na comunidade. Voltou tudo como era antes — disse.

Ainda de acordo com a técnica de enfermagem, o local foi invadido por moradores de diferentes comunidades do Rio:

— Há alguns dias, atendi duas senhoras hipertensas que moravam na comunidade do Mandela e Manguinhos e que vieram para o terreno.
DE
 
VEJA AS IMAGES DA DESOCUPAÇÃO NA ZONA PORTUÁRIA

Segundo o Centro de Operações da prefeitura, a Via Binário está parcialmente liberada ao trânsito, no sentido Praça Mauá, altura da Av. Professor Pereira Reis. A faixa reversível montada na pista sentido rodoviária ainda está em operação e o trânsito continua lento.

Desde o início da operação, a via ficou interditada na altura da Avenida Professor Pereira Reis, na pista sentido Centro. Para minimizar o impacto no trânsito, foi implantada uma faixa reversível no sentido Avenida Brasil da via, entre a Professor Pereira Reis e a Rua da Gamboa.

Devido ao bloqueio, houve reflexos no trânsito no Viaduto do Gasômetro e no acesso para a Ponte Rio-Niterói. Quem segue em direção ao Centro, pela Avenida Brasil, pode sair por Benfica pelas seguintes vias: Rua Boituva, Rua Couto Magalhães, Rua Senador Bernardo Monteiro até a Rua Visconde de Niterói.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/apos-negociacao-invasores-deixam-terreno-da-cedae-na-zona-portuaria-15703088#ixzz3VUrnHN9Q 
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Abandono que se vê

26/03/2015 - O Globo

Uma das principais vias expressas da cidade, com cerca de 75 mil carros circulando por dia, o pulsante Viaduto Engenheiro Freyssinet, popularmente conhecido como o elevado da Avenida Paulo de Frontin, inaugurado, em 1974, no Rio Comprido, está precisando de serviços de manutenção urgentemente. A equipe do GLOBO-Tijuca percorreu, na companhia do professor de Engenharia da Uerj Gilberto Menezes de Moraes, os 2,3 quilômetros de extensão do viaduto, num trajeto de ida e volta (4,6 km). O que se constatou, com a ajuda de fotos e de um vídeo, foi a degradação de diversos pontos da estrutura de concreto, tanto na parte superior quanto da inferior. Corrosão por toda parte, barras de aço internas à mostra e vegetação crescendo entre os vãos refletem as falhas na inspeção do local.

Capazes de deixar o cidadão leigo no mínimo ressabiado, os flagrantes de abandono assustam os frequentadores do local, que temem consequências mais graves. É o caso de Rodney Lima, que mora próximo à esquina com a Barão de Itapagipe. A distância do viaduto para o seu edifício é de cerca de dez metros.

— Venho percebendo o concreto corroído nos guarda-rodas em diversos trechos do viaduto. Tenho medo de que não haja condições de segurar uma batida forte e que dê origem a um acidente fatal. Há tempos não vejo conservação por aqui. Embaixo a situação também é crítica — afirma Rodney Lima, que é vendedor.

No entanto, o professor Gilberto Menezes de Moraes rechaçou, à primeira vista e a olho nu, qualquer risco iminente de queda. Segundo moraes, não há também no viaduto, pelo menos numa observação rápida, fissuras ou quaisquer problemas estruturais que possam causar uma tragédia. Ele disse concordar que seja necessária uma ação de conservação imediata, para evitar problemas graves no futuro.

— Inevitavelmente, o elevado vai sofrendo um desgaste com o tempo, devido às intempéries externas, principalmente à ação do monóxido de carbono. Uma obra desse porte é para durar uns 80, 100 anos, mas é preciso que haja ações de conservação constantes. Percebe-se, por exemplo, o concreto corroído, com as estruturas de aço aparecendo. Mas a grande preocupação seria vermos essas barras de aço rompidas, o que não é o caso. A quantidade de barras no local é calculada para um desgaste como esse. E são só as primeiras barras, portanto, não há porque ter pânico — explica Moraes.

O professor, no entanto, alerta: se o elevado tivesse aspecto melhor, uma fissura estrutural grave ficaria mais visível:

— O nível de corrosão é altíssimo e a estrutura está com aspecto de maltratada. Pode ser que, caso um dia surja um problema sério, ele fique camuflado — constata Moraes.

Reparos e inspeções mais periódicas são benéficos aos cofres públicos, acrescenta Moraes, porque há uma economia de tempo e de dinheiro.

— Quanto pior o estado da estrutura e maior for o dano, mais caro será o custo do reparo. Acredito que já passou a hora de fazer as manutenções periódicas no Paulo de Frontin e os órgãos públicos não podem deixar passar essa oportunidade. Não basta ser seguro, o elevado deve ter um aspecto que transmita segurança — explica.

Outro problema que deixa evidente a falta de manutenção regular no viaduto é a vegetação crescendo em diversos vãos. O professor afirmou que isso é sinal de umidade e água retida no concreto, o que, segundo ele, deve merecer atenção especial.

— Isso mostra que há água dentro do caixão de concreto. Não basta a equipe de manutenção retirar a planta. Tem que investigar porque isso está acontecendo. A umidade pode criar um cenário favorável à corrosão das barras de aço internas que não fica visível e, consequentemente, gerar problemas no futuro. É importante investigar.

Com aspecto deteriorado, os guarda- rodas também preocupam os pedestres que circulam por baixo do viaduto. Em frente à Unicarioca, as pestanas (parte horizontal de cima) estão descascadas em alguns trechos.

— Se a barra está exposta é porque o concreto já caiu. Uma manutenção urgente é necessária, para evitar que alguém seja surpreendido com um concreto despencando sobre a cabeça — critica o faxineiro Genilton Bezerra.

O engenheiro também também falou sobre a divisão de concreto das pistas.

— Não estou vendo barras fundidas ao ponto de afetar a sua utilidade, mas muitas delas estão deterioradas. Mais dois anos sem manutenção e o viaduto irá parecer uma praça de guerra — disse.

Para a estudante Estela Paiva, o elevado precisa de uma pintura.

— A prefeitura pintou só o comecinho do elevado perto da Rua Joaquim Palhares,onde moro. O viaduto ficaria com outra cara. Daria mais vida ao bairro — opinou.

A assessoria de imprensa da Secretaria municipal de Obras ( SMO), por meio de nota, informa que trabalha no levantamento de serviços necessários a obras de recuperação do elevado, a fim de elaborar um orçamento. Ainda de acordo com a secretaria, a última intervenção ocorreu no segundo semestre de 2014, quando foi realizada a pintura nos guardrails e algumas inspeções.

Concessionária que assumirá Ponte diz que via poderá ganhar ligação com a Zona Sul

Segundo EcoRodovias, acesso seria feito por elevado que seguiria até a Linha Vermelha, sentido Rebouças

POR HENRIQUE GOMES BATISTA

26/03/2015- O Globo


Nova administração da Ponte Rio-Niterói quer melhorar a fluidez - Custódio Coimbra / Agência O Globo (16/01/2014)

SÃO PAULO — A empresa EcoRodovias, que assumirá a Ponte Rio-Niterói em 1º de junho já com um grande teste pela frente — o feriadão de Corpus Christi, no dia 4 —, estuda a adoção de faixas reversíveis e informa que poderá negociar a construção de uma ligação direta com a Zona Sul. O acesso seria feito por meio de um elevado que seguiria até a Linha Vermelha, sentido Túnel Rebouças. Segundo o engenheiro Alberto Luiz Lodi, que será o presidente da concessão, a obra, se for considerada necessária, poderá justificar um ajuste no contrato.

— Essa obra não está prevista, mas, se for necessária, poderemos negociá-la. Na Ecovias, em São Paulo, não estava prevista, por exemplo, a construção do Anel Viário de Cubatão, mas negociamos com o poder concedente e fizemos a obra, que conta com 2,8 quilômetros de viadutos, em 22 meses. Administrar uma rodovia é um processo dinâmico — disse Lodi, que está no grupo há quase dois anos.

Lodi diz que a adoção das faixas reversíveis pela Ecoponte — nome que a concessão deve adotar — já está em estudo, mas frisou que ainda é cedo para dizer como e quando poderá ser adotada. Há alguns anos, a atual concessionária, CCR Ponte, chegou a usar esse sistema.

— O uso de medianas móveis é algo que pode ser implementado. Obviamente, é preciso estudar isso, mas há no mundo diversos exemplos de barreiras móveis seguras, o que poderia levar à derrubada da mureta central. Nós já temos um sistema semelhante na ligação entre São Paulo e a Baixada Santista, que permite que as duas estradas sejam completamente flexíveis — disse o futuro presidente da nova concessionária em sua primeira entrevista após o leilão da Ponte Rio-Niterói, na semana passada.

ANTECIPAÇÃO DE TRABALHOS

Presidente da EcoRodovias, Marcelino Rafart de Seras diz ainda que a Ponte poderá ter as obras obrigatórias previstas no contrato antecipadas. A intenção é melhorar a fluidez do trânsito, mesmo com a redução do pedágio, que passará dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70:

— Não queremos prometer, mas a empresa tem um histórico de antecipar obras, tem sido assim na história do grupo. Não é um compromisso, mas é uma vontade, não só para melhorar para a população, mas melhorar a fluidez da via e ampliar o movimento. E quando concentramos numa obra e a realizamos de maneira mais célere, conseguimos reduzir o custo.


Segundo Lodi, a concessionária, que tem um contrato de 30 anos pela frente, conta com experiência em obras que não interferem nas vias durante a fase de execução. A EcoRodovias fará a ligação da Ponte com a Linha Vermelha, sentido Baixada, e com a Avenida Brasil, por meio da chamada Avenida Portuária. Pelo contrato, as intervenções devem ficar prontas em quatro e cinco anos, respectivamente. A empresa também será obrigada a instalar mais duas cabines de pedágio em Niterói.

O presidente da EcoRodovias voltou a dizer que está totalmente confiante e confortável ao diminuir o valor do pedágio. Marcelino Seras defendeu que a tarifa será justa para o usuário, a empresa e seus acionistas:

— Temos absoluta certeza de que faremos um bom trabalho, a tarifa de pedágio é totalmente condizente. Na Ponte, teremos uma estrutura enxuta, voltada à operação — disse, lembrando que a maior parte das obras já conta com licenciamento prévio e projeto executivo.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/concessionaria-que-assumira-ponte-diz-que-via-podera-ganhar-ligacao-com-zona-sul-15702083#ixzz3VUr8OE7E 
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domingo, 22 de março de 2015

Comunidade no Alto da Boa Vista corre risco de remoção

21/03/2015 - O Dia

Vale Encantado sofre risco de remoção devido a uma ação da Promotoria de Justiça de Meio Ambiente que já dura dez anos

Rio - No Alto da Boa Vista, há um Vale Encantado onde não se dorme em paz. Com nome e cenário de faz de conta, a comunidade centenária sofre risco de remoção devido a uma ação da Promotoria de Justiça de Meio Ambiente que já dura dez anos. Enquanto organizam ações de sustentabilidade, os moradores vivem o drama de perder casas que guardam a história de gerações que cresceram ali. 

O estado de conservação de duas placas de recepção com o nome do lugar indica que há mais de um vale encantado. A primeira, aponta na direção de um condomínio de classe média, que ocupa boa parte do território. A segunda, com tinta descascando, recebe os moradores das aproximadamente 40 casas que se estendem ocupando parte da mata. É ali que a equipe de reportagem desembarca. 
 
Dona Deni, 71 anos, criada na comunidade Vale Encantado, diz ter perdido o sono com a possível remoção: "É um lugarzinho bom de se morar"

Foto:  Alexandre Brum / Agência O Dia

Entre os dois lugares, em comum, há a vista cobiçada de toda praia da Barra da Tijuca. Apontando para o horizonte, o guia comunitário Otávio Barros, de 45 anos, abre caminho na mata. "O condomínio tem muito mais moradores e degrada da mesma forma. O que mais intriga é que só a comunidade é alvo da ação", disse. "Entre outros motivos, eles alegam crescimento desordenado. Mas a comunidade nem tem mais para onde crescer. Não sei o que está por trás disso", questionou. 

Como guia, Otávio aproveita para contar sobre as espécies de plantas da região. Em alguns trechos, a semente da paineira parece forrar o solo como um algodão. O cenário, digno de faz de contas, faz contraste com uma van carbonizada e depenada sobre a encosta de terra. "Traficantes de morros da região usam esta área para desova. Já solicitamos a recolhimento com a Comlurb, mas ninguém vem. Tenho que explicar isso para todos que vêm aqui para não ficarem com má impressão", disse Otávio. 

Mesmo com a ação já se desenrolando por dez anos, Otávio garante que os moradores mais antigos estão adoecendo com a tensão de serem despejados. É o caso de Adenir dos Santos, de 71 anos, a Dona Deni. Dividindo uma pequena casa com a nora e a neta, ela passa o dia cuidando da horta e varrendo as flores do quintal. "É um lugarzinho bom para se morar. Fomos criados aqui", disse. "Mas há dez anos a gente perde o sono. Já tinha problemas de saúde, mas agora só saio daqui para ir ao médico. Perdemos a paz". 

Segundo Otávio, a associação de moradores foi informada que um perito do Ministério Público do meio ambiente deverá realizar uma perícia no local nos próximos meses. Servirá para atestar se a comunidade provoca danos ambientais. "A gente fica desconfiado. Aqui não é curral eleitoral, como uma comunidade do tamanho da Rocinha. Não temos voz", reclama. 

A assessoria de imprensa do Ministério Público não deu esclarecimento sobre os questionamentos feitos pela reportagem. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, não há projetos de moradia para aquela área.

 
Priscilla conversa com Otávio, guia comunitário e líder da cooperativa local: "Eles alegam crescimento desordenado. Mas a comunidade nem tem mais para onde crescer", diz

Foto:  Alexandre Brum / Agência O Dia

ONG Francesa promove projetos e festival 

Desde 2006, a ONG francesa Abaquar Paris desenvolve mais de 15 projetos com a comunidade, como estudos sobre os recursos hídricos, instalação de um biodigestor, junto com a PUC, e desenvolvimento de horta orgânica.

Em 2013, a organização promoveu o Festival Encantado, com participação de artistas internacionais e o cantor Criolo. Com intenção de chamar atenção para a causa, o evento apresentou mostra de moda e gastronomia inspirados na região. Segundo Jérôme Auriac, diretor da ONG, um novo formato para o festival está sendo preparado para ser divulgado em breve. 

"São projetos cuja proposta é fomentar as capacidades das crianças e dos moradores de desenvolver projetos sustentáveis e geradores de renda", afirmou Jérôme. "O papel da prefeitura é de organizar e fazer com que as comunidades sejam bairros reais da cidade e não o contrário, removendo-as", protestou.

História

A região do Vale Encantado começou a ser ocupada na época do Ciclo do Café, no século 19, quando trabalhadores das plantações traziam suas famílias para morar ali. 
Por volta de 1950, começou a exploração de granito — abundante na área. Por razões ecológicas, a pedreira foi fechada em 1989, quando muitos trabalhadores tiveram que deixar a localidade. 
"Muitas senhoras que eram submissas aos maridos funcionários da pedreira ficaram sem renda. A ideia é integrá-las ao trabalho da cooperativa, como no preparo de alimentos", disse o líder comunitário Otávio Barros.

Em busca de alternativas 

Além do Vale Encantado, outras 11 pequenas comunidades do Alto são alvo da ação. Entre elas estão: João Lagoa, Soberbo, Caminho Santo André, Açude, Redentor e Furnas 866. Elas são representadas pelo Conselho de Cidadania do Alto da Boa Vista, liderada por Otávio Barros. "O Alto se mobilizou para o melhoramento do bairro. Acredito que o turismo ambiental seja uma boa solução para que essas comunidades se tornem sustentáveis", afirmou Otávio.

No Vale Encantado, está sendo construída, com o apoio da ONG francesa Abaquar Paris, e projeto de arquitetos da PUC, a sede da associação de moradores. Para os que querem visitar, Otávio organiza uma trilha pela comunidade. Depois do passeio, há um almoço preparado com frutos típicos da região.O preço do programa é R$ 60.

Futuro em construção

Os presentes que a cidade começa a ganhar e que prometem deixá-la pronta para as Olimpíadas e os anos que virão

01/03/2015 - O Globo


A Avenida Rodrigues Alves sem a Perimetral: a revitalização da região é uma das maiores intervenções em andamento no Rio, que deve receber as Olimpíadas de 2016 com uma série de melhorias em sua infraestrutura - Márcia Foletto / Agência O Globo

 
RIO — A cidade comemora 450 anos com números grandiosos: a um custo de aproximadamente R$ 30 bilhões, 32 intervenções vão prepará-la para o futuro, visando a melhorias em sua infraestrutura urbana. A lista de projetos, dos quais mais de 20 já estão em andamento, inclui novos corredores de BRTs e a chegada do metrô à Barra, além de equipamentos esportivos das Olimpíadas de 2016 que ficarão como legado para a formação de atletas e o lazer da população. Marcada para hoje, a inauguração do Túnel Rio 450, que tem como objetivo organizar o trânsito da nova Zona Portuária, abre a série de ''presentes'' deste aniversário. Confira o que vem por aí.

MOBILIDADE URBANA

VLT do Centro


Protótipo de trem VLT que começa a circular na área central da cidade em 2016. - Pedro Kirilos / Agência O Globo

Idealizado como uma concessão para a iniciativa privada, o projeto tem custo estimado em R$ 1,15 bilhão e resultará na abertura de cinco linhas de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). Os prazos para a implantação do projeto foram revistos: agora, a expectativa é que os serviços comecem a operar no fim de 2016. As linhas serão: Central-Praça Mauá, Saara-Praça Quinze, Central-Fórum, Central-Francisco Bicalho e Praça Mauá-Francisco Bicalho.

Linha 4 do Metrô


Novos trens da Linha 4 do metrô que ligarão Zona Sul-Barra. - Mariucha Machado / Agência O Globo

Quinze trens foram comprados para a ligação Zona Sul-Barra, que terá sete estações. Seis delas estão sendo construídas: Alvorada, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Com exceção da planejada para a Gávea, que ficará para o fim do ano que vem, todas deverão ser inauguradas em junho de 2016. Os investimentos, que somam R$ 8,79 bilhões, são frutos de uma parceria entre o governo estadual e o consórcio Rio Barra.

Ciclovia da Niemeyer


A Av. Niemeyer vai ganhar uma ciclovia litorânea ainda este ano. - Márcio Alves / Agência O Globo

Ciclistas ganharão uma pista litorânea com 3,9 quilômetros de extensão ao longo da Avenida Niemeyer. O equipamento ligará os bairros de São Conrado e Leblon e fechará, com a futura ciclovia do Joá, um cinturão exclusivo para circulação de bicicletas na cidade, que irá da Prainha até o Aeroporto Santos Dumont, no Centro. O custo é de R$ 35,9 milhões, e a obra deverá ser entregue ainda este ano.

Novo Elevado do Joá


Canteiro de obras da duplicação do Elevado do Joá. - Eduardo Naddar / Agência O Globo

A ampliação do Elevado do Joá custará R$ 458 milhões. As obras começaram em junho de 2014 e deverão ser concluídas em março do ano que vem, como parte do projeto de mobilidade urbana das Olimpíadas. O projeto inclui a construção de novos viadutos e túneis na parte superior do elevado e parte da ciclovia que ligará a Barra a São Conrado.

Salvador Allende/Abelardo Bueno


A obra do terminal rodoviário na Avenida Salvador Allende com a Avenida Abelardo Bueno. - Bia Guedes / Agência O Globo

As avenidas ganharão dez novas pistas, dois terminais rodoviários e três viadutos, além de uma ciclovia e iluminação mais moderna. A obra, de responsabilidade da prefeitura, começou em março de 2014. Deve ser concluída no primeiro semestre de 2016 ao custo de R$ 514,3 milhões.

Nova Rodoviária


Terreno onde será instalado o novo terminal rodoviário em São Cristóvão - Hudson Pontes / Agência O Globo

A prefeitura planeja uma parceria público-privada para entregar, ainda este ano, uma nova rodoviária. O terminal ficará em São Cristóvão, nas proximidades da estação integrada de trem e metrô do Maracanã. Sua inauguração desafogará a Rodoviária Novo Rio, e o custo estimado é de R$ 70 milhões.

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Bondes de Santa Teresa


Máquinas na rua Joaquim Murtinho arrancam os antigos trilhos do bonde de Santa Tereza . - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Os 16,5 quilômetros de linhas estão passando por obras de modernização que se aliam a melhorias nas redes de drenagem e de distribuição de água e gás no bairro. O estado investe R$ 110 milhões na região e encomendou 14 novos bondes. O trecho entre o Largo da Carioca e o Curvelo deve ser aberto este mês.

Transbrasil 1 (Deodoro-Caju)


Obra do BRT na Avenida Brasil. - Gustavo Stephan / Agência O Globo

Trata-se de um corredor de BRT com 23 quilômetros de extensão e seis estações no eixo da Avenida Brasil. As obras, que começaram em novembro do ano passado, incluem a construção de oito viadutos, sendo que um deles fará a integração com o Transcarioca, em Ramos. O custo é de R$ 1,4 bilhão, com conclusão prevista para maio de 2017. Os recursos são provenientes de um financiamento obtido pela prefeitura. O trecho entre o Fundão e o Caju deverá ser inaugurado antes das Olimpíadas.

Transoeste (Lote Zero)


Obras do trecho Lote Zero da TransOeste. - Eduardo Naddar / Agência O Globo

O corredor de BRT está sendo ampliado do Terminal Alvorada ao Jardim Oceânico, onde se integrará à Linha 4 do metrô. As obras, orçadas em R$ 91,5 milhões, começaram há nove meses. A prefeitura prevê a inauguração do trecho para março de 2016.

Transbrasil 2 (Caju-Centro)

Será executado por etapas. A primeira fase, que ligará o Caju ao Centro, via Avenida Rodrigues Alves, deverá estar pronta até o fim de 2016. Haverá um terminal na Avenida Presidente Vargas, na altura da Rua Uruguaiana, perto da estação de metrô. A segunda fase, ainda sem cronograma, consistirá numa ligação de BRT entre a Presidente Vargas e o Caju pela Avenida Francisco Bicalho. O custo total do projeto ainda não está definido.

Transolímpico


Obra do túnel da Transolímpica, via que ligará Deodoro à Barra - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Uma via expressa com 26 quilômetros de extensão ligará a Barra da Tijuca, o Recreio e Deodoro com corredores exclusivos para BRT. A obra, planejada pela prefeitura, tem custo de R$ 1,7 bilhão e também é financiada por meio de uma parceria público-privada. Iniciada em julho de 2012, deverá estar concluída até o fim do primeiro semestre do ano que vem.

INFRAESTRUTURA

Porto Maravilha


Obras do Túnel Rio 450, que será inaugurado neste domingo, aniversário da cidade. - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Estão previstas melhorias na infraestrutura de uma área de cinco milhões de metros quadrados na Zona Portuária, com investimentos na revitalização de patrimônio histórico e no reordenamento do trânsito por meio da derrubada do Elevado da Perimetral e da abertura de vias. O Túnel Rio 450, uma das principais obras da região, será inaugurado hoje. As intervenções começaram em dezembro de 2011 e deverão ser concluídas em cinco anos. A previsão é que a região receba R$ 4,2 bilhões em investimentos provenientes de parcerias público-privadas.

Aeroporto Galeão-Tom Jobim


Aeroporto Internacional Tom Jobim passa por obras de infraestrutura - Fabio Rossi / Agência O Globo

Também em regime de concessão, a iniciativa privada toca um projeto de R$ 2 bilhões para melhorar a infraestrutura do aeroporto internacional da cidade. Entre as intervenções programadas, estão 47 novas posições de estacionamento de aeronaves e abertura de 26 pontes, dezenas de balcões de check-in e 2.700 vagas de estacionamento. As obras começaram em agosto de 2014 e devem terminar no ano que vem.

Abastecimento de água


Obras da Cedae para o esgotamento do Eixo Olímpico na Avenida Abelardo Bueno. - Luis Winter / Agência O Globo

A Cedae faz diversas intervenções na Barra, no Recreio dos Bandeirantes e em outros bairros da Zona Oeste para ampliar a distribuição de água na região. Há ainda serviços em andamento para a melhoria das redes de esgoto em São Conrado, na Glória, na Urca, na Ilha do Governador, no entorno da Lagoa da Tijuca e em Paquetá. Os investimentos da empresa estão calculados em R$ 674 milhões.


Reservatórios contra Enchentes


O primeiro dos cinco resrvatórios do sistema de controle de enchentes - Márcio Alves / Agência O Globo

A prefeitura planeja concluir em meados de 2016 uma rede de cinco reservatórios contra enchentes na Grande Tijuca — um deles já está em operação na Praça da Bandeira. Cada um deles está ligado a um túnel extravasor. As obras começaram em 2012 e foram orçadas em R$ 292 milhões.

Saneamento da Zona Oeste

Dez bairros da Zona Oeste vêm ganhando redes e troncos coletores de esgoto, que proporcionarão 100% de tratamento na região. A meta da prefeitura é reduzir em 30% o esgoto lançado na Baía de Guanabara e em 70% o despejado na Baía de Sepetiba. Feitas numa parceria público-privada, as obras têm custo estimado em R$ 642 milhões. Os trabalhos começaram em outubro de 2013 e deverão terminar em 2017.

Urbanização de Favelas


Obras de habitação do Programa Morar Bem. Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. - Marcos Tristão / Agência O Globo

A prefeitura, por meio do programa Morar Carioca, e os governos estadual e federal, por intermédio do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), têm projetos para urbanizar várias favelas da cidade. Além da construção de casas populares para quem vive em áreas de risco, o poder público planeja a implantação de cinemas, bibliotecas e polos de informática. O cronograma de intervenções vai até o fim de 2018 e tem custo estimado em R$ 3,8 bilhões. Entre as comunidades contempladas, estão Nova Brasília, Mangueira, Borel, Formiga, Salgueiro, Complexo do Lins, Jacarezinho, Rocinha, Juliano Moreira e Chapadão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/futuro-em-construcao-15462096#ixzz3V7yA5400 
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sábado, 21 de março de 2015

Rede de hotéis negocia operação de prédio do Flamengo

21/03/2015 - O Globo

FERNANDA PONTES

A rede de hotéis Bourbon negocia com a EBX a operação do prédio do Flamengo, no Morro da Viúva. O edifício que pertence ao clube seria transformado em hotel pela empresa de Eike Batista para os Jogos de 2016, mas com a derrocada de seu império, virou missão impossível para Eike manter os planos. O prédio até hoje está vazio e cheio de pichações

sexta-feira, 20 de março de 2015

Governo do estado quer antecipar obras da Ponte

20/03/2015 - O Dia

O governo do Rio quer que as três maiores obras exigidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) à EcoRodovias, vencedora do leilão de licitação da Ponte Rio-Niterói, comecem, todas juntas, já no segundo semestre deste ano. Assim, a alça de ligação com a Linha Vermelha, a Avenida Portuária (via para acesso de caminhões ao Porto do Rio) e o mergulhão em Niterói (sob a Praça Renascença) seriam construídos ao mesmo tempo que outras grandes intervenções, como a revitalização da Zona Portuária e o BRT Transbrasil. 
 
A nova concessão, à EcoRodovias, tem duração prevista de 30 anos

O pedido foi feito pelo secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, ao comando da companhia, que assume a Ponte em junho. Segundo ele, a concessionária pode iniciar as obras até o ano que vem, mas o governo quer antecipar o processo para estimular as atividades econômicas na Região Metropolitana e no Porto - um dos maiores arrecadadores de ICMS do estado -, num momento de queda na receita de royalties. A primeira resposta à ideia foi favorável. 

"A competitividade é fundamental nesse momento de aperto financeiro. Convidamos a EcoRodovias para uma reunião na primeira quinzena de abril. Vamos discutir o que será viável para a concessionária. Conversei com o presidente quarta-feira, que viu a antecipação com bons olhos, porque as obras vão melhorar o trânsito nos acessos da Ponte e poderão gerar um fluxo maior", diz Osório, acrescentando que os projetos estão avançados e que as obras não necessitam de licitação, já que serão feitas por empresa privada. 

Professor de mobilidade e logística da UFF, Aurélio Murta prevê nó no trânsito com as obras simultâneas. "Estamos falando da única ligação rodoviária utilizada entre Rio e Niterói. São obras necessárias, mas precisam de planejamento, sem correria", opina. "Ainda faltam os licenciamentos ambientais e a execução dos projetos executivos. Dependendo das desapropriações, isso demora", ressalta o engenheiro de transportes Alexandre Rojas, da Uerj. Já Osório afirma que apenas o encaixe do viaduto da Linha Vermelha exigirá uma pequena interdição na Ponte e não estima prejuízos ao fluxo. 

Pelas regras do edital, o mergulhão em Niterói precisa ser entregue até junho de 2017; o viaduto da Linha Vermelha, até 2018; e a Avenida Portuária, 2020. O secretário avisa que, mesmo se forem antecipadas, nenhuma das obras ficará pronta até a Olimpíada. A EcoRodovias não quis comentar o assunto. O pedágio cairá para R$ 3,70 em 1º de junho.

Niterói: Plano prevê duplicação de moradores

20/03/2015 - O Globo

O projeto da Operação Urbana Consorciada (OUC) prevê uma mudança de cara da região central da cidade com uma série de intervenções urbanísticas. Além disso, a expectativa é que a população residente na área mais que dobre.

As alterações vão começar pelo perfil demográfico. Se antes o Centro e os bairros vizinhos tinham 31 mil habitantes, segundo estimativas de 2010, o objetivo é que a operação urbana - que prevê a construção de moradias na área - faça o número subir para 65 mil, aumentando o adensamento da região.

Para receber essa nova população, estão previstas a recuperação de 365 mil metros quadrados de ruas e 230 mil metros quadrados de calçadas. A fiação passará a ser subterrânea, e o mobiliário urbano será remodelado. E as redes de abastecimento de água e gás, de coleta de esgoto e a iluminação pública serão renovadas.

Uma das principais propostas abrange a orla, entre a Ponta D'Areia e a Boa Viagem. Na região, o governo planeja criar um parque litorâneo de 550 mil metros quadrados, com uma torre de 40 andares. Também está prevista a instalação de um corredor cultural na Rua Marechal Deodoro, preservando as fachadas de prédios históricos. Dezesseis praças - entre elas pontos tradicionais como o Jardim São João e a Praça do Rink - serão revitalizadas e outras seis novas serão construídas. Também está prevista a criação de uma marina pública.

As favelas da região, como os morros do Estado, do Sabão e do Palácio, devem receber projetos de urbanização e regularização fundiária, escolhidos através de concurso público ou uma licitação.

Arena Flamengo

18/03/2015 - O Globo

O Flamengo construirá uma arena para 40 mil pessoas na sede da Gávea.

A ideia é que fique pronta antes do fechamento do Maracanã e do Engenhão para as obras da Rio 2016.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Obras de mobilidade na Barra afastaram eventos do Riocentro em 2015, diz diretora

Estimativa para os próximos anos, no entanto, é de crescimento de até 50%

POR MARTA PAES

19/03/2015 - O Globo

RIO — Diretora-geral do maior centro de convenções da América Latina, a curitibana Milena Palumbo, de 35 anos, mora na Barra há sete, e garante estar totalmente adaptada ao bairro. Ela gosta de andar de bicicleta na orla, tomar café da manhã em um quiosque da praia e apreciar a vista do terraço do shopping VillageMall, próximo à sua casa. Formada em Turismo, Milena vê com bom olhos os investimentos em infraestrutura na região, sobretudo o BRT e o aumento da rede hoteleira. No trabalho, a executiva tem o desafio de consolidar o Riocentro como destino de grandes congressos internacionais e, ao mesmo tempo, torná-lo atraente para os cada vez mais numerosos moradores do entorno.
 
Há quanto tempo você está no Rio e no Riocentro?

Cheguei há sete anos, transferida de uma operação da GL Events. Eu conhecia o Rio, mas nunca havia trabalhado aqui. Vim direto morar na Barra e gosto muito do bairro. Levo apenas dez minutos no trajeto de casa para o trabalho. Duas vezes por semana consigo buscar minha filha na escola e, às vezes, almoçar com ela.

Como você avalia as obras em curso no bairro?

É óbvio que sinto o impacto no trânsito, há muito congestionamento. A situação dá até arrepio. Mas, como moradora, considero muito importante a duplicação da Salvador Allende e acho ótimo o BRT. Eu não ando no corredor expresso, mas vejo que ele melhorou a vida de muitas pessoas. Minha empregada precisava de uma hora e meia para chegar à minha casa, e agora leva 40 minutos. Já como diretora do Riocentro, passo por uma situação extremamente delicada, porque vários clientes evitaram esta área durante o ano de 2015, por causa das obras de mobilidade urbana. Dois eventos foram adiados devido à dificuldade de acesso.

Mas o Riocentro será beneficiado com a conclusão das obras?

Não há dúvidas. Já temos eventos importantes no calendário, como a Bienal do Livro, que ocupa todos os pavilhões; a Oil and Gas, a Arnold Classic e a Laad, uma feira internacional de defesa, que usa inclusive a área externa. Para 2017, teremos um aumento de 50% no portfólio de eventos sobre 2015. Este ano, ele é 30% menor em relação a 2013. Apesar disso, teremos três novas feiras: a Rio Boat Show; a XMA X5 Mega Arena, de games; e a Fenim, de moda. Dessas, apenas a Rio Boat Show acontecia no Rio. As outras duas vêm pela primeira vez à cidade. Estamos apostando que a demanda vai aumentar, e já dobramos a equipe comercial. O acesso por transporte público será fundamental.

Quais são os principais desafios do Riocentro?

Ser o destino de grandes congressos internacionais. Hoje, não há quartos de hotéis suficientes para uma grande convenção. É inconcebível para um palestrante levar uma hora e meia de um hotel até o local do evento. O preço que se paga por estada e alimentação na cidade também dificulta. É muito alto. Mas a perspectiva é de aumento na captação de congressos. A Barra da Tijuca vai passar de 4.500 apartamentos para 12 mil em hotéis. Já criamos uma gerência só para cuidar de congressos.

Nos últimos dois anos, houve investimento na modernização do centro de convenções. Há algo previsto para este ano?

Desde 2007, a GL Events investiu cerca de R$ 300 milhões. É hora de colher os frutos. Já temos hotel (o Grand Mercure Riocentro) e restaurante (uma filial do Emporium Pax Delícia), e ainda este ano será inaugurada uma academia (uma unidade da Smart Fit). O Riocentro agora começa a se inserir no contexto da vida do bairro, deixando de ser apenas um centro de convenções. Com ou sem evento, o restaurante abre de segunda a sexta-feira.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/obras-de-mobilidade-na-barra-afastaram-eventos-do-riocentro-em-2015-diz-diretora-15623445#ixzz3UrfiV93U 
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EcoRodovias diz que tráfego na Ponte Rio-Niterói só deve crescer daqui a dois anos

Nova operadora admite que o sistema está saturado, problema que será resolvido apenas com a realização de obras

POR RONALDO D'ERCOLE

19/03/2015 - O Globo

SÃO PAULO. O presidente da EcoRodovias, Marcelino de Sera, empresa que ganhou o leilão de concessão da Ponte Rio-Niterói para os próximos 30 anos, afirmou nesta quinta-feira que, apesar da redução da tarifa de pedágio, dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70, a partir de 1º de junho, não deverá haver aumento de tráfego na travessia em razão da saturação já existente na via, particularmente nos acessos das duas cidades. Na quarta-feira, logo depois de vencer o leilão de concessão na BM&F Bovespa, em São Paulo, de Sera afirmara que a redução do pedágio traria um acrescimento de 15% no tráfego da Ponte.

— Não prevemos nenhum crescimento fantástico de cara, por causa da saturação. Mas a partir do segundo ano, com a inauguração do Mergulhão em Niterói, e nos anos seguintes com as outras duas obras — disse o executivo, em teleconferência com analistas nesta quinta-feira.


Engarrafamento na ponte Rio-Niterói - Pablo Jacob / Agência O Globo

Além do Mergulhão, o edital de licitação prevê uma nova alça de acesso que deverá ser construída ligando a Linha Vermelha, no Rio, à Ponte e às obras da avenida Portuária, que permitirá o acesso de veículos pesados vindos da avenida Brasil ao Porto do Rio. Projetos que devem estar concluídos nos primeiros cinco anos da concessão.

Alegando que precisa esperar os trâmites legais até a homologação efetiva do contrato de concessão, de Sera recusou-se a fazer projeções para a expansão do tráfego na Ponte.

Questionado sobre como espera viabilizar a rentabilidade da concessão com o deságio de 36,67% sobre o valor do pedágio, de Sera disse que pretende conseguir uma redução de custos de operação da ordem de 30%, de modo a conseguir a taxa interna de retorno (TIR) da ordem de 10% aos acionistas, como prevê o projeto da empresa para a Ponte.

— Levamos em consideração em nossa proposta uma taxa de retorno (TIR) de 10% com redução de custos e investimentos. Prevemos redução de custos operacionais em torno de um terço em relação aos valores do edital com uma série de eficiências — disse de Sera, novamente comprometendo-se a dar mais detalhes depois de assinar o contrato, que deve acontecer em 22 de maio.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/ecorodovias-diz-que-trafego-na-ponte-rio-niteroi-so-deve-crescer-daqui-dois-anos-15641544#ixzz3UrefmZTI 
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segunda-feira, 16 de março de 2015

Gargalo na Av. do Contorno com os dias contados

14/03/2015 - O Fluminense

Acompanhado do diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Jorge Bastos, e do vice-prefeito, Axel Grael, o secretário Estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, vistoriou na última sexta-feira (13), as obras de ampliação da Avenida do Contorno. Após sobrevoar a via, o secretário anunciou que no dia 30 de maio as obras de liberação das novas pistas no sentido Centro de Niterói serão inauguradas.   

De acordo com o diretor-geral da ANTT, as obras da Contorno são uma demanda há muito esperada pela população do Leste Fluminense.  

"Um problema [de rompimento] numa adutora fez atrasar as obras em um mês. Esta é uma conexão vital para quem quer chegar em Niterói e no Rio de Janeiro. Sabemos que a população sofre com a Contorno há muito tempo, mas em 30 de maio isso vai  mudar", afirmou Jorge Bastos.   

Para Carlos Roberto Osório, a Contorno, atualmente, é o maior gargalo da região metropolitana e era uma prioridade do governo estadual a conclusão de sua expansão. 

 "No dia 30 de maio estará em pleno funcionamento. A partir da conclusão desta obra, iniciaremos novas intervenções na BR-101 melhorando a acessibilidade e a flexibilidade para quem quer ter acesso à região metropolitana", explicou o secretário, lembrando ainda que no próximo dia 18 haverá a licitação para exploração da concessão da Ponte Rio-Niterói. 

O vice-prefeito Axel  Grael  relembrou momentos em que a cidade parou por conta de engarrafamentos na Contorno.  

"Não só Niterói, mas várias cidades ganharão qualidade de vida", declarou.

Obras -  As obras de ampliação da Avenida do Contorno ocorrem entre o km 319,8 e o km 322. As pistas da rodovia estão sendo ampliadas e passando de duas para três faixas de rolamento com acostamento, em cada sentido da via, que poderá ser utilizado como quarta faixa durante operações especiais em finais de semana e feriados prolongados.   

As obras começaram em outubro de 2012. A via recebe, diariamente, cerca de 90 mil veículos.

História -  A Avenida do Contorno foi inaugurada na década de 1960 para fazer a ligação das áreas portuárias e ferroviárias de Niterói e São Gonçalo e melhorar as condições do trânsito entre as duas cidades. Com a inauguração da Ponte Rio-Niterói, em 1974, o tráfego de veículos na via aumentou.  

Com 2,2 quilômetros de extensão, a Avenida do Contorno recebe o fluxo de veículos proveniente das cidades de Niterói, Rio de Janeiro e outras da região metropolitana com destino à rodovia Niterói-Manilha e às regiões de São Gonçalo e Itaboraí.

Torres de 30 andares começam a ser erguidas na Zona Portuária

14/03/2015 - O Dia

Depois de obras, implosões, criação de vias, derrubada de elevados e sumiço de vigas, a Zona Portuária começa a ganhar a cara que a Prefeitura do Rio pretendia dar a ela. O prefeito Eduardo Paes participou ontem de um evento que anunciou ao início da construção do primeiro empreendimento imobiliário da região.

Destinado ao público de classe alta, o Residencial Lumina será composto por quatro torres de 30 andares cada. A primeira delas, que contará com 360 unidades, tem previsão de ser entregue em até dois anos.

De acordo com a prefeitura, o objetivo é que as pessoas voltem a morar no entorno do Centro. No ano passado a Câmara de Vereadores aprovou a Lei Complementar 143/2014, que concede benefícios para construção de unidades habitacionais na Área de Especial Interesse Urbanístico da Região do Porto do Rio.

"Queremos colocar mais gente vivendo, morando aqui. Não queremos esse Centro do Rio aqui igual ao de cidades que até proibiram as pessoas de morarem. Onde ninguém mora, as pessoas não ligam, não cuidam. Elas não cobram das autoridades para que o lugar fique melhor", disse o prefeito.

A Secretaria municipal de Urbanismo mapeou 128 projetos em licenciamento na Zona Portuária. Entre eles estão 43 comerciais, oito culturais, nove hotéis, seis institucionais e oito equipamentos comunitários.

Os prédios residenciais, que são 54 ao todo, estão divididos em 50 de interesse social e quatro de grande -porte, caso do Lumina. Ao fim das obras, a prefeitura espera ter criado 28 mil unidades residenciais na área do Porto do Rio.

"Na semana que vem já estamos anunciando os primeiros pequenos empreendimentos de Minha Casa, Minha Vida aqui, num patamar mais barato, para a população com menos recursos. E assim você vai permitir essa mistura de grandes empreendimentos de luxo, de coisas mais chiques, com habitações para a população de nível social mais modesto", comentou o prefeito.

De acordo com Eduardo Paes, apenas o Residencial Lumina, que em suas quatro torres terá mais de 1400 unidades, será responsável por aumentar em 5% a população que reside na região do Porto. Atualmente, 32 mil pessoas moram na Área de Especial Interesse Urbanístico da Zona Portuária. O objetivo é que em até dez anos, a quantidade de moradores suba para 100 mil.

Construído pela empreiteira Tishman Speyer, responsável por obras de alto padrão, a estimativa é que a venda dos apartamentos do Residencial Lumina movimente cerca de R$1 bilhão. O empreendimento ocupará dois números da Rua Sacadura Cabral, no bairro da Saúde.

Marco de Niterói, Caminho Niemeyer criado há quase 20 anos está inacabado até hoje

Com gastos superiores a R$ 12O milhões, projeto possui instalações fechadas e obras que ainda não começaram

POR GABRIELA LAPAGESSE

16/03/2015 - O Globo


O Teatro Popular do Caminho Niemeyer - Felipe Hanower / Agência O Globo

NITERÓI - O segundo maior conjunto de criações arquitetônicas do arquiteto Oscar Niemeyer — atrás apenas do complexo criado em Brasília — teve o projeto concebido em 1997, apresentado em 1999 e sua construção iniciada em 2001. Depois de inúmeros impasses, até hoje o Caminho Niemeyer não foi concluído. Algumas instalações do projeto sequer saíram do papel, enquanto outras não estão ocupadas como idealizou o arquiteto. O valor inicial das obras era de R$ 65 milhões. Em 2011, ele já tinha chegado a R$ 120 milhões. A atual gestão da prefeitura não soube informar o valor total de investimento até agora — disse apenas que gasta cerca de R$ 1,5 milhão por ano em manutenção — nem quando todo o complexo estará pronto. Para representantes do escritório Oscar Niemeyer, no entanto, faltou investimento tanto da iniciativa pública quanto da privada para a conclusão do conjunto.

O Caminho Niemeyer tem uma extensão de 11 quilômetros, que vai do Centro à Zona Sul de Niterói. Ele engloba o Museu de Arte Contemporânea (MAC), a Estação Hidroviária de Charitas, o Centro Petrobras de Cinema (Museu do Cinema) e a Praça JK, além de todo o complexo arquitetônico da Praça Popular, atrás do Terminal João Goulart. Segundo o neto do arquiteto, Paulo Sergio Niemeyer, que já foi presidente executivo do Caminho e trabalha atualmente no escritório que leva o nome do avô, a não conclusão das obras é uma questão complexa.

— A gente realmente não entende o motivo de tanto atraso. Houve muito impasse em todo este tempo. Foram três gestões diferentes da prefeitura, e a cada mudança, claro, atrapalha um pouco. Obras que começaram tiveram que ser interrompidas. Sem o apoio de empresas privadas, muita coisa não vai para frente — lamenta.


Concluída, a Fundação Oscar Niemeyer nunca funcionou por impasses coma prefeituraFoto: Pedro Teixeira / Agência O Globo


O Teatro Popular, inaugurado em 2007 com gastos de R$ 13 milhõesFoto: Pedro Teixeira / Agência O Globo


Centro Petrobras de Cinema: exterior pronto há 10 anos, nunca foi aberto ao público. Previsão de...Foto: Hudson Pontes / Agência O Globo


Memorial Roberto Silveira: inaugurado em 2003, prédio abriga cerca de 200 mil títulos digitalizados...Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo


Praça JK: pichações e abrigos para moradores de ruaFoto: Pedro Teixeira / Agência O Globo


Estação Hidroviária de Charitas: dois mil metros quadrados e salão panorâmico de embarqueFoto: Pedro Teixeira / Agência O Globo


Com R$ 3 milhões investidos pela Arquidiocese de Niterói, a Catedral São João Batista deve ficar...Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

Para o arquiteto Jair Valera, que trabalhou durante 20 anos com Oscar Niemeyer e é o responsável técnico do escritório, tantos atrasos têm uma explicação:

— Só pode ser falta de investimento mesmo. Tanto do poder público quanto do setor privado. Oscar imaginava que o Caminho atrairia, sim, muito interesse de investidores, mas, na prática, isso não aconteceu. O que é uma pena. Niemeyer era tão apaixonado por Niterói e por esse projeto que, por volta de 2004, montou um escritório dele lá, para que pudesse ficar dois dias da semana por perto e, assim, tentar pressionar para que as obras fossem concluídas.

A Praça Popular, localizada no Centro de Niterói, é o espaço onde está concentrada a maior parte do Caminho. Lá funciona, atualmente, o Memorial Roberto Silveira, inaugurado em 2003 e que tem cerca de 200 mil títulos digitalizados sobre a cidade e sobre o ex-governador Roberto Silveira. No local também funciona o Teatro Popular, que foi criado em 2007, teve de ser fechado por falta de condições de uso e foi reaberto em 2011. O custo de sua construção foi avaliado em R$ 14 milhões, sendo R$ 9 milhões custeados pela prefeitura e o restante, pelo Ministério do Turismo. Atualmente ele abriga uma série de atividades culturais, inclusive na parte externa, incluindo shows. Também foi criado e está em funcionamento o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), que faz cerca de 15 mil visitas guiadas por ano. Segundo o atual presidente executivo do Caminho Niemeyer, Marcos Gomes, mais de 300 mil pessoas já circularam pela praça desde que assumiu a atual gestão.

— Temos promovido diversas atividades culturais e as pessoas vêm. O Caminho virou um ponto turístico de verdade. Se passar aqui a qualquer hora de qualquer dia, vai ter algum turista querendo conhecer. Muita gente de Niterói também vem para cá para andar de skate, por exemplo. Estamos fomentando a cultura, através de shows, exposições — relatou.

Em entrevista ao GLOBO em 2011, Oscar Niemeyer disse que gostaria de ver pronta a torre-restaurante, também localizada na Praça Popular. Esta parte do projeto não vingou. O mesmo aconteceu com a construção da capela flutuante e da Igreja Batista. Já a Catedral São João Batista, também prevista no projeto original, deve ser concluída em 2017. Segundo a Arquidiocese de Niterói, já foram investidos R$ 3 milhões, e o processo está em fase de entrega de documentos. Logo após a Semana Santa, será construída uma capela para os fiéis usarem enquanto a catedral não fica pronta.

A Fundação Oscar Niemeyer também estava prevista para funcionar na Praça Popular, mas isso nunca aconteceu. De acordo com a instituição, o arquiteto criou um projeto que contemplava uma enorme cúpula de exposições e um anexo para acervo, atividades administrativas, salas de aula e auditório. A promessa era de ter todo o apoio da prefeitura para que a fundação se estabelecesse na cidade. Em 2011, segundo a instituição, depois de alguns impasses com a gestão do Caminho, a fundação optou por não ter sede no local e hoje funciona na Glória, na Zona Sul do Rio. A cúpula que ela utilizaria hoje abriga funcionários da Secretaria de Urbanismo, que passaram a ocupar o local após o incêndio que atingiu o prédio da prefeitura. A intenção, segundo a atual gestão do Caminho, é transformá-lo no Museu da Ciência e do Conhecimento, ainda sem data para ser inaugurado. O prédio administrativo em anexo atualmente é ocupado pela gestão do Caminho e, para o início do ano que vem, a ideia é que ele se transforme num espaço de educação pública, com atividades para a reciclagem de professores, por exemplo.

Segundo Paulo Sergio, o neto de Niemeyer, pequenas alterações feitas ao longo do tempo descaracterizaram um pouco o projeto feito pelo avô:

— O projeto é da prefeitura. O ideal seria que se qualquer mudança que fosse feita, o Escritório Oscar Niemeyer e a Fundação Oscar Niemeyer fossem consultados. Mas isso não acontece. Por exemplo, o guarda-corpos do Teatro Popular foi alterado. Isso muda a concepção original do projeto. Pode parecer que é apenas um detalhe, mas não é. Outro exemplo: a cúpula onde deveria funcionar a Fundação Oscar Niemeyer e o prédio anexo. Eles deveriam funcionar de maneira complementar, foram criados para isso. No final das contas, vão dar atividades diferentes para cada uma das construções, perde o sentido — comentou.

Um dos xodós de Niemeyer, o Centro Petrobras de Cinema ou Museu de Cinema foi orçado em R$ 12 milhões e construído com recursos da Petrobras. Com a parte de fora pronta há dez anos, o local nunca foi equipado nem aberto ao público. A empresa Reserva Cultural venceu a licitação e vai fazer a obra, que contará com cinco salas de cinema e deve custar outros R$ 12 milhões. A promessa é que ele seja aberto ao público no segundo semestre de 2016. A parte do rolo ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Educação e da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia. No local será implantado o Núcleo de Produção Digital (NPD), um museu do documentário brasileiro, focado no conhecimento da rede escolar, e um auditório multiuso preparado também para festivais de filmes e uso pela rede de educação. Segundo a prefeitura, o edital está sendo elaborado. O atual presidente executivo do Caminho Niemeyer lamenta o atraso neste prédio:
 
— Tenho certeza de que a abertura do Museu do Cinema vai mudar a cara de Niterói. As pessoas querem ter opções de cinema, vai ser um lugar que vai respirar cultura. Todos esses atrasos aconteceram antes da nossa gestão e é realmente lamentável por todo o potencial que o espaço pode dar para a região de São Domingos.

O MAC, construído em 1996 e mundialmente conhecido, também faz parte do Caminho Niemeyer e é, hoje, um dos prédios que apresentam problemas. Fechado desde 13 de fevereiro, está com todo o circuito de ar condicionado pifado, apresenta infiltrações na rampa e desnível no mezanino. Mesmo diante dos anúncios de reforma do MAC, João Sattamini, dono de uma das coleções de arte contemporânea mais importantes do Brasil, que mantém 1.500 peças no museu, reclamou que o sistema de ar-condicionado sempre foi um problema e que, diante da falta de condições para abrigar sua coleção, decidiu tirá-la de lá. O prédio será tombado pelo Iphan ainda este mês e, segundo a direção da instituição, passará por uma grande reforma já para comemorar seus 20 anos, no ano que vem. A previsão inicial é que ele fique fechado por três meses, mas esse prazo pode se estender.

Na Praça JK, o problema é outro. Apesar de finalizada e de contar com estátuas do ex-presidente Juscelino Kubitschek e de Niemeyer, transformou-se em dormitório de moradores de rua e apresenta muito lixo e pichações, além de ser um ponto onde ocorrem assaltos com frequência. Em nota, a prefeitura informou que faz um trabalho constante de acolhimento de moradores de rua. Também pronta, a estação de Charitas é a única instalação do Caminho aparentemente sem problemas.

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